Nem
preto nem carioca: saiba o que realmente importa no feijão para quem tem
diabetes
O
feijão reúne carboidratos, fibras, proteínas, vitaminas e minerais em um único
alimento. Por isso, muitas pessoas com diabetes se perguntam se ele pode fazer
parte da alimentação. Segundo a nutricionista Carol Netto, educadora em
diabetes, o feijão pode ser consumido, desde que a quantidade seja adequada e
faça parte de uma refeição equilibrada.
Além
disso, o feijão está presente na rotina alimentar de muitos brasileiros. Por
isso, entender como ele interfere na glicemia ajuda a fazer escolhas mais
conscientes, sem necessidade de excluir um alimento tradicional da dieta.
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O que o feijão oferece para o organismo
O
feijão reúne diferentes nutrientes importantes para a alimentação. Entre eles
estão proteínas, carboidratos, fibras, ferro, cálcio, potássio, cobre, fósforo,
zinco, magnésio, vitamina A e vitaminas do complexo B.
Nesse
contexto, o alimento não fornece apenas carboidratos. A presença das fibras
também interfere na velocidade com que esse carboidrato é absorvido pelo
organismo.
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Por que o índice glicêmico faz diferença no diabetes
De
acordo com Carol Netto, um dos pontos que tornam ele uma opção para pessoas com
diabetes é o seu baixo índice glicêmico.
Na
prática, o índice glicêmico indica a velocidade com que um alimento contendo
carboidratos eleva a glicose no sangue após o consumo.
Segundo
a nutricionista, alimentos com índice glicêmico baixo fazem essa elevação
ocorrer de forma mais lenta. Enquanto isso, alimentos com índice glicêmico
elevado costumam provocar um aumento mais rápido da glicose.
Portanto,
alimentos com índice glicêmico baixo podem favorecer um controle glicêmico mais
estável ao longo das refeições.
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Feijão tem carboidrato e ainda assim pode ser consumido
Carol
Netto explica que ele contém carboidratos e, por isso, influencia a glicemia.
No entanto, esse efeito ocorre de maneira diferente de alimentos com índice
glicêmico elevado.
Segundo
a educadora em diabetes, o feijão promove uma absorção mais lenta dos
carboidratos. Ainda assim, isso não significa que ele possa ser consumido sem
controle da quantidade.
A
nutricionista destaca que o equilíbrio continua sendo necessário. Assim como
acontece com qualquer alimento, o excesso pode trazer impactos para a
alimentação.
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Existe um tipo melhor para quem tem diabetes?
Essa é
outra dúvida frequente entre pessoas com diabetes.
Feijão
preto, carioca, branco e outras variedades costumam ser comparados na tentativa
de identificar qual seria a melhor opção.
Segundo
Carol Netto, não existe um tipo considerado melhor para quem tem diabetes. De
acordo com a nutricionista, todas as variedades apresentam efeito semelhante em
relação ao controle da glicemia quando consumidas dentro de uma alimentação
equilibrada.
Portanto,
a escolha pode considerar preferência pessoal, disponibilidade e hábito
alimentar da família.
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A combinação também tem um papel importante
Além do
efeito sobre a glicemia, Carol Netto chama atenção para uma característica da
combinação tradicional da culinária brasileira.
Segundo
a nutricionista, quando a refeição reúne duas porções de arroz para uma porção
de feijão, o organismo passa a produzir e estimular aminoácidos essenciais
relacionados à manutenção da massa muscular.
Nesse
contexto, o arroz e o feijão deixam de ser apenas uma combinação cultural e
também contribuem para o fornecimento de nutrientes importantes ao organismo.
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5 dicas para consumir feijão no diabetes
Quem
convive com diabetes não precisa retirar o feijão da alimentação. No entanto,
alguns cuidados ajudam a manter o equilíbrio das refeições.
1. Não elimine-o da alimentação
Segundo
Carol Netto, pessoas com diabetes podem consumir feijão.
2.
Lembre que ele contém carboidratos
Apesar
do baixo índice glicêmico, o alimento ainda influencia a glicemia.
3.
Controle a quantidade consumida
O
equilíbrio continua sendo importante para qualquer alimento.
4.
Aproveite a combinação com arroz
Segundo
a nutricionista, a associação entre arroz e feijão favorece a formação de
aminoácidos essenciais relacionados à manutenção dos músculos.
5.
Escolha o tipo que você prefere
Feijão
carioca, preto, branco e outras variedades apresentam efeito semelhante para
quem convive com diabetes.
• Comer abacaxi depois do almoço ajuda na
digestão? O detalhe que quem tem diabetes precisa saber
Abacaxi
é uma sobremesa comum depois do almoço e também faz parte da alimentação de
muitas pessoas com diabetes. Mas, além da fama de ajudar na digestão, a forma
de consumir a fruta merece atenção.
Segundo
a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, integrante do
Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes, a fruta pode
fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes. No entanto, a fruta exige
os mesmos cuidados recomendados para qualquer outra fruta, atenção à quantidade
consumida e à forma como ela é servida.
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Abacaxi pode ajudar na digestão, segundo nutricionista
De
acordo com Tarcila Campos, o abacaxi possui fibras e substâncias que contribuem
para a digestão. Por isso, a fruta costuma aparecer como sobremesa depois de
refeições mais volumosas.
“Abacaxi
também é rico em fibra. Tem substâncias que ajudam bastante na digestão. Da
mesma forma como a gente falou da laranja, quem nunca, em um churrasco, colocou
um abacaxi na grelha com um pouquinho de canela por cima ou com raspinha de
limão?”, explicou.
Além
disso, a nutricionista afirma que a fruta fornece vitaminas e minerais, o que
amplia sua participação em uma alimentação equilibrada.
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Diabetes muda a forma de consumir, não a presença da fruta
Segundo
Tarcila Campos, o principal cuidado não está no fato de o abacaxi ajudar ou não
na digestão.
Nesse
contexto, o que merece atenção é a quantidade consumida. Assim como outras
frutas, ele contém frutose, o açúcar natural presente nas frutas.
Depois
da digestão, essa frutose também se transforma em glicose no organismo.
Portanto, pessoas com diabetes precisam considerar esse impacto dentro do
planejamento alimentar.
A
nutricionista reforça que o problema não está em classificar uma fruta como
permitida ou proibida.
“O
cuidado é com a porção”, resume.
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O acompanhamento pode fazer mais diferença
Outro
ponto destacado por Tarcila Campos envolve a forma como a fruta costuma ser
servido.
Segundo
ela, muitas pessoas transformam a fruta em uma sobremesa rica em açúcar ao
acrescentar acompanhamentos como sorvete.
Por
outro lado, existem alternativas que mantêm o sabor da fruta sem adicionar
ingredientes que aumentem ainda mais a quantidade de carboidratos da refeição.
“Se
está no restaurante, tenta pedir com raspas de limão ou com canela. A gente
consegue ter combinações mais inteligentes com esse abacaxi”, orienta.
Além
disso, a nutricionista cita o abacaxi grelhado com canela como uma forma comum
de consumo após churrascos.
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Comer abacaxi depois do almoço pode fazer parte da rotina
Segundo
Tarcila Campos, não existe motivo para retirar a fruta da alimentação apenas
por causa do diabetes.
Enquanto
isso, pessoas que deixam de consumir determinadas frutas por medo da glicose
podem perder alimentos que oferecem fibras, vitaminas e minerais.
Nesse
contexto, o mais importante continua sendo observar a porção, evitar exageros e
prestar atenção aos acompanhamentos escolhidos.
A
especialista explica que esse raciocínio vale para todas as frutas, e não
apenas para a fruta.
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O que prestar atenção ao consumir abacaxi no diabetes
Quem
vive com diabetes pode incluir o abacaxi na alimentação. No entanto, Tarcila
Campos orienta alguns cuidados durante o consumo:
• Respeitar a porção da fruta.
• Evitar transformar o abacaxi em uma
sobremesa com sorvete ou outros acompanhamentos ricos em açúcar.
• Preferir combinações como canela ou
raspas de limão.
• Lembrar que a fruta contém frutose e
também influencia a glicose.
• Considerar o abacaxi como parte do
planejamento alimentar, assim como qualquer outra fruta.
Fonte:
Um Diabético

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