quinta-feira, 23 de julho de 2026

Nem preto nem carioca: saiba o que realmente importa no feijão para quem tem diabetes

O feijão reúne carboidratos, fibras, proteínas, vitaminas e minerais em um único alimento. Por isso, muitas pessoas com diabetes se perguntam se ele pode fazer parte da alimentação. Segundo a nutricionista Carol Netto, educadora em diabetes, o feijão pode ser consumido, desde que a quantidade seja adequada e faça parte de uma refeição equilibrada.

Além disso, o feijão está presente na rotina alimentar de muitos brasileiros. Por isso, entender como ele interfere na glicemia ajuda a fazer escolhas mais conscientes, sem necessidade de excluir um alimento tradicional da dieta.

<><> O que o feijão oferece para o organismo

O feijão reúne diferentes nutrientes importantes para a alimentação. Entre eles estão proteínas, carboidratos, fibras, ferro, cálcio, potássio, cobre, fósforo, zinco, magnésio, vitamina A e vitaminas do complexo B.

Nesse contexto, o alimento não fornece apenas carboidratos. A presença das fibras também interfere na velocidade com que esse carboidrato é absorvido pelo organismo.

<><> Por que o índice glicêmico faz diferença no diabetes

De acordo com Carol Netto, um dos pontos que tornam ele uma opção para pessoas com diabetes é o seu baixo índice glicêmico.

Na prática, o índice glicêmico indica a velocidade com que um alimento contendo carboidratos eleva a glicose no sangue após o consumo.

Segundo a nutricionista, alimentos com índice glicêmico baixo fazem essa elevação ocorrer de forma mais lenta. Enquanto isso, alimentos com índice glicêmico elevado costumam provocar um aumento mais rápido da glicose.

Portanto, alimentos com índice glicêmico baixo podem favorecer um controle glicêmico mais estável ao longo das refeições.

<><> Feijão tem carboidrato e ainda assim pode ser consumido

Carol Netto explica que ele contém carboidratos e, por isso, influencia a glicemia. No entanto, esse efeito ocorre de maneira diferente de alimentos com índice glicêmico elevado.

Segundo a educadora em diabetes, o feijão promove uma absorção mais lenta dos carboidratos. Ainda assim, isso não significa que ele possa ser consumido sem controle da quantidade.

A nutricionista destaca que o equilíbrio continua sendo necessário. Assim como acontece com qualquer alimento, o excesso pode trazer impactos para a alimentação.

<><> Existe um tipo melhor para quem tem diabetes?

Essa é outra dúvida frequente entre pessoas com diabetes.

Feijão preto, carioca, branco e outras variedades costumam ser comparados na tentativa de identificar qual seria a melhor opção.

Segundo Carol Netto, não existe um tipo considerado melhor para quem tem diabetes. De acordo com a nutricionista, todas as variedades apresentam efeito semelhante em relação ao controle da glicemia quando consumidas dentro de uma alimentação equilibrada.

Portanto, a escolha pode considerar preferência pessoal, disponibilidade e hábito alimentar da família.

<>< A combinação também tem um papel importante

Além do efeito sobre a glicemia, Carol Netto chama atenção para uma característica da combinação tradicional da culinária brasileira.

Segundo a nutricionista, quando a refeição reúne duas porções de arroz para uma porção de feijão, o organismo passa a produzir e estimular aminoácidos essenciais relacionados à manutenção da massa muscular.

Nesse contexto, o arroz e o feijão deixam de ser apenas uma combinação cultural e também contribuem para o fornecimento de nutrientes importantes ao organismo.

>>> 5 dicas para consumir feijão no diabetes

Quem convive com diabetes não precisa retirar o feijão da alimentação. No entanto, alguns cuidados ajudam a manter o equilíbrio das refeições.

1.       Não elimine-o da alimentação

Segundo Carol Netto, pessoas com diabetes podem consumir feijão.

2. Lembre que ele contém carboidratos

Apesar do baixo índice glicêmico, o alimento ainda influencia a glicemia.

3. Controle a quantidade consumida

O equilíbrio continua sendo importante para qualquer alimento.

4. Aproveite a combinação com arroz

Segundo a nutricionista, a associação entre arroz e feijão favorece a formação de aminoácidos essenciais relacionados à manutenção dos músculos.

5. Escolha o tipo que você prefere

Feijão carioca, preto, branco e outras variedades apresentam efeito semelhante para quem convive com diabetes.

•        Comer abacaxi depois do almoço ajuda na digestão? O detalhe que quem tem diabetes precisa saber

Abacaxi é uma sobremesa comum depois do almoço e também faz parte da alimentação de muitas pessoas com diabetes. Mas, além da fama de ajudar na digestão, a forma de consumir a fruta merece atenção.

Segundo a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes, a fruta pode fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes. No entanto, a fruta exige os mesmos cuidados recomendados para qualquer outra fruta, atenção à quantidade consumida e à forma como ela é servida.

<><> Abacaxi pode ajudar na digestão, segundo nutricionista

De acordo com Tarcila Campos, o abacaxi possui fibras e substâncias que contribuem para a digestão. Por isso, a fruta costuma aparecer como sobremesa depois de refeições mais volumosas.

“Abacaxi também é rico em fibra. Tem substâncias que ajudam bastante na digestão. Da mesma forma como a gente falou da laranja, quem nunca, em um churrasco, colocou um abacaxi na grelha com um pouquinho de canela por cima ou com raspinha de limão?”, explicou.

Além disso, a nutricionista afirma que a fruta fornece vitaminas e minerais, o que amplia sua participação em uma alimentação equilibrada.

<><> Diabetes muda a forma de consumir, não a presença da fruta

Segundo Tarcila Campos, o principal cuidado não está no fato de o abacaxi ajudar ou não na digestão.

Nesse contexto, o que merece atenção é a quantidade consumida. Assim como outras frutas, ele contém frutose, o açúcar natural presente nas frutas.

Depois da digestão, essa frutose também se transforma em glicose no organismo. Portanto, pessoas com diabetes precisam considerar esse impacto dentro do planejamento alimentar.

A nutricionista reforça que o problema não está em classificar uma fruta como permitida ou proibida.

“O cuidado é com a porção”, resume.

<><> O acompanhamento pode fazer mais diferença

Outro ponto destacado por Tarcila Campos envolve a forma como a fruta costuma ser servido.

Segundo ela, muitas pessoas transformam a fruta em uma sobremesa rica em açúcar ao acrescentar acompanhamentos como sorvete.

Por outro lado, existem alternativas que mantêm o sabor da fruta sem adicionar ingredientes que aumentem ainda mais a quantidade de carboidratos da refeição.

“Se está no restaurante, tenta pedir com raspas de limão ou com canela. A gente consegue ter combinações mais inteligentes com esse abacaxi”, orienta.

Além disso, a nutricionista cita o abacaxi grelhado com canela como uma forma comum de consumo após churrascos.

<><> Comer abacaxi depois do almoço pode fazer parte da rotina

Segundo Tarcila Campos, não existe motivo para retirar a fruta da alimentação apenas por causa do diabetes.

Enquanto isso, pessoas que deixam de consumir determinadas frutas por medo da glicose podem perder alimentos que oferecem fibras, vitaminas e minerais.

Nesse contexto, o mais importante continua sendo observar a porção, evitar exageros e prestar atenção aos acompanhamentos escolhidos.

A especialista explica que esse raciocínio vale para todas as frutas, e não apenas para a fruta.

<><> O que prestar atenção ao consumir abacaxi no diabetes

Quem vive com diabetes pode incluir o abacaxi na alimentação. No entanto, Tarcila Campos orienta alguns cuidados durante o consumo:

•        Respeitar a porção da fruta.

•        Evitar transformar o abacaxi em uma sobremesa com sorvete ou outros acompanhamentos ricos em açúcar.

•        Preferir combinações como canela ou raspas de limão.

•        Lembrar que a fruta contém frutose e também influencia a glicose.

•        Considerar o abacaxi como parte do planejamento alimentar, assim como qualquer outra fruta.

 

Fonte: Um Diabético

 

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