Detox
digital é a saída?
Será
que desligar o celular, apagar as redes sociais e limitar a vida ao trabalho
basta para nos fazer mais felizes? Ou será que as dinâmicas estimuladas pelas
plataformas digitais já não extrapolaram as telas e passaram a organizar também
nossas relações, nossos afetos e a maneira como enxergamos a nós mesmos? Talvez
o problema não esteja apenas nas redes sociais, mas na forma como elas
expressam um modo de vida que atravessa toda a nossa sociabilidade.
É essa
inversão de perspectiva que conduz o novo livro da pesquisadora e escritora
Paula Sibilia. Em Eu mereço!, publicado neste ano pela Ubu Editora, a autora
propõe olhar para além das plataformas digitais e investigar as transformações
históricas que alteraram as formas de subjetividade e os valores que organizam
a vida em sociedade. Mais do que discutir tecnologia, seu interesse está em
compreender como chegamos até aqui.
Conhecida
por O show do eu: a intimidade como espetáculo (2008), obra que se tornou uma
referência para compreender a exposição da intimidade na cultura digital,
Sibilia aprofunda agora uma hipótese que já estava presente em seus trabalhos
anteriores: as redes sociais não são a origem das mudanças que vivemos, mas uma
de suas manifestações mais evidentes. Elas nasceram porque encontraram um
terreno fértil para prosperar.
Esse
terreno é o que a autora chama de “solo moral”: o conjunto de valores e crenças
que orienta a maneira como percebemos o certo e o errado, construímos nossas
identidades e nos relacionamos com os outros. Segundo Sibilia, esse solo mudou
profundamente nas últimas décadas. A moral hipócrita que sustentou a
modernidade foi perdendo força, abrindo espaço para novas formas de cinismo, em
sintonia com a lógica neoliberal e com a centralidade do indivíduo.
Em
entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, Paula Sibilia explica por que o
detox digital pode ser mais um produto do mercado do que uma forma de
resistência, analisa a transformação da intimidade, da autenticidade e dos
diagnósticos médicos em elementos da construção das identidades contemporâneas
e reflete sobre uma questão que atravessa todo o livro: se os problemas do
nosso tempo são produzidos coletivamente, ainda somos capazes de imaginar
saídas que também sejam coletivas?
LEIA A
ENTREVISTA:
• Paula, primeiro quero te ouvir sobre o
percurso da sua pesquisa. Na sua tese O show do eu, você analisa o reflexo das
redes sociais na subjetividade e a gestão de nós mesmos como marcas. Agora em
Eu mereço!, vejo que você se aprofunda nesse contexto atual, pensando que as
redes sociais não são “apenas” causa ou efeito da transformação social, mas que
elas estão inseridas em um outro solo moral. Como você chegou nessa ideia?
Em O
show do eu, que foi uma tese de doutorado iniciada em 2002, as tecnologias
digitais não eram vistas como a “causa” da grande transformação em foco: a
conversão da intimidade em algo visível e até mesmo vendável. Isso se confirma
ainda mais agora, se pensarmos que tanto as redes sociais como os smartphones
são fenômenos posteriores à formulação daquela pesquisa. Ou seja, o fenômeno já
estava se configurando na virada do século, e era possível vislumbrá-lo a
partir de vários sintomas prévios, como os blogs na internet, os reality-shows
na televisão e a autoficção na literatura ou nas artes visuais.
Neste
novo livro, Eu mereço!, procuro afinar o foco para compreender melhor certas
características desse substrato mais profundo, cujas transformações históricas
foram tornando possíveis essas manifestações mais superficiais. Elas “de
repente” ficam evidentes, mas se gestaram aos poucos, ao longo de décadas,
envolvendo uma diversidade de fatores socioculturais, políticos e econômicos.
Nesse
conjunto bem complexo de ingredientes, o que mais me interessa examinar é a
mudança de valores e crenças que acabaram alterando a moralidade vigente:
aquilo que consideramos válido ou inválido, decente ou indecente, lícito ou
ilícito. É o que denomino “solo moral”, uma base fundamental que se modificou
sensivelmente nos últimos anos; por isso, agora vemos ou protagonizamos alguns
atos, e ouvimos ou pronunciamos alguns discursos, que há pouco tempo teriam
sido impensáveis. Ou seja, mudaram as nossas subjetividades, porque mudaram as
coordenadas que definem o eu.
Tudo
isso foi se entranhando num solo moral diferente daquele que sustentou a era
moderna. E, voltando à tua pergunta, as tecnologias digitais são mais um
componente dessas transformações históricas; um fator muito importante, sem
dúvidas, mas não a sua causa. Até porque elas próprias são fruto dessa
sociedade em mutação: foram imaginadas, inventadas e adotadas graças a essas
mudanças.
• Qual a diferença entre o hipócrita e o
cínico?
Às
vezes essas palavras costumam ser usadas como sinônimos. Com elas aludimos a
alguém inconfiável, mau-caráter, uma figura desprezível que sempre é outro,
jamais somos nós. Daí o forte tom moralizador dessas acusações, pelo menos no
modo coloquial em que hoje as mobilizamos. E é assim como eu as retomo neste
livro: essa característica comum aos dois termos prevalece. Contudo, destaco
uma diferença substancial entre ambos, que coincide com certa prevalência de
cada estilo de (i)moralidade em momentos históricos também distintos.
A
hipocrisia é tradicionalmente associada à moral burguesa, que sedimentou o solo
moderno com um suposto universalismo igualitário e um humanismo benevolente,
tudo muito civilizado, mas que escondia muita sujeira debaixo do tapete. Isto
não é nenhuma novidade, todo o mundo sempre soube disso, pois é assim como
opera a (dupla) moral hipócrita. Ninguém ignora que a justiça não é tão cega
como se pretende, e que a democracia liberal nunca foi garantia de equidade
para todo o mundo, entre outras fissuras mais ou menos evidentes.
Mas
havia pactos e acordos que sustentavam essas tramoias, com ajuda de repressões
internas e externas, a serviço de interesses tão óbvios como inconfessáveis.
Nas últimas décadas, porém, a firmeza desse solo moral foi se erodindo, e as
suas vergonhosas inconsistências ficaram cada vez mais expostas. Aí é que
surgem os novos cinismos de hoje em dia. Tornou-se viável denunciar essas
fraquezas focando no proveito pessoal, sem que essas novas (i)moralidades sejam
inibidas como ocorria pouco tempo atrás.
Assim,
cada vez mais gente deixa de fingir que respeita as regras do jogo em nome do
“bem comum”, e preferem apostar tudo descaradamente no próprio benefício sem
ser punidos nem desprezados por isso. Em síntese: hipócrita é aquele que, ao
mentir ou fazer algo errado, sabe que isso não está bem, então tentará não ser
descoberto. Sabe que se for pego em flagrante, será punido por justa causa,
pois ele acredita na distinção – moral, legal e consensual – entre o que está
certo e o que está errado no ambiente ao qual pertence.
Já o
cínico não tem nenhum compromisso com essa moralidade, daí sua grande vantagem
na hora de agir ou falar. Não precisa ser hipócrita fingindo que não é racista,
homofóbico ou misógino, por exemplo. Orgulha-se disso porque não está nem aí
para os outros, em vez de se esconder com culpa ou vergonha, como faria o
hipócrita. Chega até a despertar a admiração alheia por atuar desse jeito, por
ser “autêntico” ao ter a suposta coragem de “dizer certas verdades” antes
impronunciáveis. Enquanto o solo moral contemporâneo se torna menos fértil para
as velhas hipocrisias, muitos têm se dado bem com este novo tipo de estratégias
cínicas.
• Quais são os pontos de virada nesse
processo de saída da hipocrisia moderna para o cinismo contemporâneo?
Embora
pareça ter eclodido recentemente, essa virada não aconteceu de um dia para o
outro: foi se macerando ao longo das últimas décadas. Trata-se de um processo
histórico complexo e com múltiplas causas, que teve um ponto de clivagem
bastante identificável nos anos 1960-70, com as fortes críticas à ética
protestante e à moral burguesa comandadas pelas rebeliões juvenis, pela
contracultura e pelos movimentos políticos daquela época. Ao ressecarem esse
solo moral cada vez mais envelhecido, com o declínio da culpa e da repressão
como os principais mecanismos de controle individual e coletivo, o edifício
inteiro da institucionalidade moderna entrou em crise e começou a desabar.
No
início do século XXI, esse processo se acelerou, impulsionado por fenômenos
como o estímulo ao consumismo e a naturalização dos valores neoliberais. Além
disso, as redes sociais da internet desempenharam o seu papel, com a incitação
ao exibicionismo online para se vender diante dos olhares alheios, propiciando
a exasperação do eu e a crispação da sociabilidade. O debate público se
deslocou para as plataformas digitais, mas as promessas iniciais de
horizontalização e democratização da sociedade foram traídas. Com seu modelo de
negócios baseado na extração de dados dos usuários para o direcionamento
algorítmico de publicidades personalizadas, as big techs acabaram gerando um
imprevisto efeito contrário. Nesses ambientes de crescente hostilidade,
denunciar a hipocrisia dos outros e ostentar o próprio cinismo acabou se
demonstrando uma estratégia não só celebrada como muito rentável.
• No livro, você elabora como a casa era o
refúgio do indivíduo moderno, um lugar onde ele se nutria e protegia sua
individualidade do mundo externo – e onde também cometia suas hipocrisias.
Queria te ouvir mais sobre isso.
Sim, a
distinção entre a esfera pública e o âmbito privado foi primordial nos séculos
XIX e XX, como dois tipos de espaços mutuamente excludentes e complementares
que organizavam a vida moderna. O eu moderno se configurou nessa dinâmica,
construindo a sua subjetividade entre a introspecção privada e o confronto
público. As sólidas paredes dos lares, assim como as portas, janelas, cortinas
e cadeados que se abriam ou fechavam convenientemente, não só oprimiam seus
moradores com toda sorte de restrições, mas também os protegiam na intimidade.
Além
dos limites físicos entre ambos os ambientes, o decoro e a discrição
funcionavam como poderosas (e muitas vezes hipócritas) válvulas morais. Esses
valores tão burgueses propiciavam o ocultamento dos deslizes nos bastidores,
dentro dos armários e nos porões das residências ou das instituições, onde se
escondiam os esqueletos ou se ou lavava a “roupa suja” sem que ninguém devesse
“meter a colher”.
Por
isso, a privacidade era inviolável naqueles tempos. Essas barreiras permitiam
dissimular certas indecências que se reprimiam só “da boca pra fora”, enquanto
se fazia vista grossa ou se toleravam desde que não viessem a público. Com o
embaralhamento dessas fronteiras público/privado na atualidade, com as redes
atravessando todas as paredes, numa época que enaltece a transparência e
estimula tanto a espetacularização como os vazamentos e as denúncias, as velhas
artimanhas da dissimulação hipócrita não só perdem eficácia; além disso, ficam
em evidência e viram vergonhosas.
• Michel Alcoforado disse em certa
entrevista que o próximo bem de luxo é o silêncio. O silêncio seria o refúgio
do indivíduo contemporâneo? O homem contemporâneo tem algum refúgio?
Creio
que há, sim, algo disso: certas formas de silêncio ou invisibilidade são um
privilégio que poucas pessoas podem se dar ao luxo de vivenciar. Não é qualquer
um que pode gozar da proteção do anonimato, de não ser visto nem encontrado se
assim preferir. Contudo, talvez nem mesmo aqueles poucos que teriam acesso a
essas possibilidades, queiram usufruir delas. A incitação a se mostrar e obter
aplausos, ou até mesmo a inércia de se conectar para ficar em contato somente
com o algoritmo de recomendações, ou com o bajulador chatbot de IA, já nos
empurram de volta para o barulho incessante do mundo online.
Embora
seja cada vez mais consensual essa dependência tóxica das tecnologias digitais,
e muitas pessoas procurem se desconectar para se concentrar em outros assuntos
ou simplesmente para fincar presença longe das redes, quase nunca se consegue
um “uso moderado” desses artefatos. As diversas tentativas costumam levar à
frustração. É difícil, portanto, imaginar um “refúgio” para as subjetividades
contemporâneas, retomando a palavra que você usou na sua pergunta. Mas esse é
um desafio para nós, que estamos vivos neste momento histórico e sob estas
circunstâncias, assim como nossos ancestrais descobriram modos de lutar contra
a crueldade e as armadilhas de outros regimes históricos.
• Por que o detox digital é uma saída
cínica?
No
sentido em que eu a analiso no livro, trata-se de uma promessa empacotada e à
venda, para neutralizar os danos nitidamente associados à hiperconexão e ao
consumo “excessivo” de redes sociais, celulares, bets, etc. O cinismo reside no
fato de ser vendida pelas mesmas empresas que nos engancham sequestrando a
nossa atenção com a sua lógica algorítmica, por meio de métricas e apps que
supostamente nos ajudariam a lidar com o problema, quando não fazem mais do que
intensificar a submissão.
Ou,
então, delegam essa função a outras instâncias do mercado, que romantizam uma
suposta desintoxicação momentânea e glamourizada, capitalizando a nossa
frustração sem nunca nos satisfazer por completo. Afinal, essa insatisfação
constante é intrínseca à definição do consumidor, e não há hipocrisia nas
publicidades que acirram essa dinâmica: apenas escancaram que é assim como as
coisas funcionam. Ninguém te obriga a desejar ou comprar nada, supostamente
cada um é livre de escolher o que lhe convém, pois você deveria poder tudo o
que quer e, sem dúvida, merece.
• Se, na modernidade, o indivíduo buscava
descobrir quem realmente era, hoje parece haver uma exigência constante de
performar e otimizar a si mesmo. O que essa passagem nos revela sobre a forma
como o capitalismo contemporâneo produz subjetividades?
Assim
como houve uma reorganização do capitalismo após as críticas dos anos 1960-70,
passando da repressão ao estímulo como principal mecanismo de poder, também
ocorreu uma mudança nos modos de construir a própria subjetividade. A era
moderna forjou um tipo de caráter interiorizado, habitado por um conjunto de
valores e crenças fortemente afinados com aquilo que Michel Foucault denominou
“sociedade disciplinar” e que Sigmund Freud diagnosticou como causantes do
“mal-estar na civilização”.
Se a
intimidade e a privacidade eram cruciais para essas subjetividades altamente
psicologizadas, a introspecção e o autoconhecimento impregnavam os rituais
cotidianos. Na virada para a contemporaneidade, porém, essa essência
interiorizada foi perdendo força, deslocando-se para a superfície dos corpos e
para tudo aquilo que os outros podem enxergar. A verdade sobre quem é cada um
mudou de local: foi deixando de habitar as próprias profundezas invisíveis aos
olhos, para emanar justamente desses olhares alheios, com todas as libertações
e as novas vulnerabilidades que essa transformação implica. A exigência de alta
performance e avaliação constante, a otimização de todos os aspectos da vida e
a comparação com o sucesso dos outros, por exemplo, fazem parte dessa
transformação.
• Nesse contexto, os diagnósticos de saúde
mental parecem ter deixado de ser apenas instrumentos clínicos para se tornarem
também formas de nomear experiências e, em certa medida, de construir
identidades. Qual o perigo disso?
Ao
colocarmos o eu em primeiro plano, com a reivindicação da autorrealização, da
autoestima e de outros valores centrados mais no indivíduo do que no coletivo,
não surpreende que todas as formas da identidade se “empoderem”. Inclusive
aquelas que, na era moderna, eram estigmatizadas sob rótulos vinculados à
terrível “anormalidade”, com graves patologizações e criminalizações de
atributos ou comportamentos que hoje consideramos perfeitamente legítimos.
Há, sem
dúvidas, imensas conquistas nesse processo, que envolveu lutas sociais ao longo
de séculos. Muitas formas de sofrimento que antes se consideravam ilícitas ou
até mesmo tabu, agora são acolhidas e sanadas de diversas maneiras. Contudo, há
riscos também nessa autocentramento, que pode acabar perdendo de vista o papel
do outro na própria construção da subjetividade, mesmo (e, talvez, sobretudo)
quando esse outro é realmente diferente e, portanto, desafiante para a rigidez
da própria identidade.
• Ao mesmo tempo em que a internet
permitiu que grupos historicamente excluídos conquistassem visibilidade e novas
formas de reconhecimento, ela também ampliou a circulação de discursos de ódio
e de posições antes socialmente constrangidas. Como você entende esse
movimento?
Eu vejo
tudo isso como fruto do mesmo fenômeno, que vai além da internet: o
enfraquecimento do solo moral que propiciou a conformação do projeto moderno,
com toda a hipocrisia que lhe permitiu oprimir (e explorar) amplos setores da
sociedade enquanto fingia ser igualitário e universal. Esse desabamento deixou
à vista muitas injustiças, e vozes antes silenciadas conseguiram se fazer
ouvir, ampliando a visibilidade do que antes se escondia ou mascarava. O mesmo
colapso do velho regime, porém, facilitou a emergência de discursos de ódio que
“os bons modos” da diplomacia burguesa mantinham nas margens ou na surdina,
porque isso convinha aos interesses daquele projeto de mundo. Essa queda das
antigas barreias explica a eclosão dos novos cinismos a que me refiro no livro,
que se aproveitam da crise para tirar vantagem de seus privilégios sem precisar
mais fingir que se preocupam com a (falta de sorte) dos outros.
• A moral do “eu mereço” parece nos levar
a viver tanto o sucesso quanto o fracasso como responsabilidades individuais.
Ainda somos capazes de imaginar saídas coletivas? Tem alguma sugestão (risos)?
A minha
sugestão é que desconfiemos um pouco desse eu tão empoderado e supostamente
merecedor, desviando o olhar do próprio umbigo para observar com autêntica
curiosidade o vasto campo da diversidade alheia. Penso que podemos aprender
muito dos outros, sobretudo daqueles com os quais não concordamos. Também
deveríamos ter mais cuidado com os moralismos que abundam na contemporaneidade,
em especial, aqueles que têm dificuldade para se enxergar como tais porque
estão inebriados com a própria superioridade moral.
A
dinâmica das redes sociais, com suas tretas e seus memes, seus haters e seus
trolls, acabou nos treinando tão bem nessa falácia que agora nos custa
identificá-la. Por isso, vale lembrar que o fato de o outro ser “ruim”, ao
dedurá-lo em caixa alta, não te converte automaticamente em “bom”. Talvez você
não seja melhor do que ele; inclusive, talvez seja ainda pior, e no fundo saiba
disso, motivo pelo qual fica tão chateado e enfático na denúncia. Quando você
se irrita ou se indigna muito com o outro, portanto, vale a pena ativar um
alerta. A dúvida das próprias certezas é um mecanismo muito valioso do
pensamento moderno, então, que tal voltarmos a exercitá-lo? Talvez isso nos
leve a descobrir novos mundos, ou formas mais interessantes de conviver neste
mundo.
Fonte:
Por Gabriel Dias, no Le Monde

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