quinta-feira, 23 de julho de 2026

A segunda fase da guerra contra o Irã

A primeira fase da guerra de Donald Trump contra o Irã terminou em derrota e humilhação. O Irã saiu golpeado, porém mais forte, com duas novas armas: o controle do Estreito de Ormuz e uma força comprovada de drones e mísseis capaz de paralisar as economias de seus vizinhos do Golfo Pérsico e causar estragos nas bases norte-americanas. Ambos são instrumentos novos de poder mais eficazes do que armas nucleares.

Os dois gestores imobiliários de Nova Jersey enviados por Donald Trump para negociar sua rendição elaboraram um Memorando de entendimento (MOU) mal escrito, que refletia as novas relações de poder – o Irã conseguiu quase tudo o que exigiu, incluindo um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares, enquanto os Estados Unidos obtiveram promessas vagas de conversações sobre todas as questões, as quais Donald Trump tinha levado à guerra para resolver.

Em particular, o ponto cinco do Memorando de entendimento, que parece ter sido ditado pelo Irã e aceito pelos infelizes Steve Witkoff e Jared Kushner, conferiu claramente ao Irã autoridade sobre todo o tráfego que passa pelo estreito: “O Irã tomará as medidas necessárias, envidando todos os esforços para garantir a passagem segura de navios comerciais, sem qualquer custo, durante 60 dias”.

Então, por que Donald Trump reiniciou a guerra? Como escrevem Maggie Haberman e Jonathan Swan em seu novo livro, Regime change: “Ao contrário dos presidentes recentes, Donald Trump tem demonstrado sentir-se totalmente à vontade para recorrer a poderes presidenciais extraordinários a seu bel-prazer”.

Esses poderes extraordinários incluem a capacidade de lançar ondas de ataques destrutivos exclusivamente por sua ordem. Mas estes ataques, que já somam centenas de missões, são inúteis. Se fosse possível bombardear o Irã até à rendição, teria funcionado logo de início.

Donald Trump tem remoído sua derrota. Não realizou um objetivo sequer dos que repetidamente prometeu, incluindo: (i) Derrubar o regime iraniano. É provável que o governo esteja mais forte do que antes da guerra e, certamente, mais linha dura. (ii) Aniquilar o programa nuclear do Irã. Donald Trump e Israel fracassaram em destruir o programa em julho passado, e fracassaram novamente este ano. Embora tenha sofrido danos, o Irã mantém quantidades significativas de urânio enriquecido e pode reconstruir suas instalações de produção.

(iii) Destruir a frota de mísseis do Irã. Segundo os serviços secretos dos EUA, o Irã manteve 70% de sua capacidade em mísseis após a guerra e está reconstruindo o restante. Sua frota de drones também está intacta e talvez tenha mais capacidades do que seus mísseis. (iv) Acabar com o apoio às milícias regionais. Um objetivo fundamental para Israel, a rede de militantes regionais do Irã está substancialmente mais fraca, mas grande parte disso aconteceu antes da guerra (especialmente a decapitação do Hezbollah por Israel pós-7 de outubro) e, de qualquer forma, o Irã não demonstra sinais de que vá pôr fim a seu apoio ao Hamas, Hezbollah e outros.

(v) Destruir a marinha do Irã. Grande parte da frota de superfície do Irã foi destruída, mas centenas de lanchas de patrulha rápidas continuam capazes de executar sua missão principal: impedir a navegação através do estreito. (vi) Demonstrar o poder e a determinação dos EUA. Os EUA perderam credibilidade regional e globalmente, e enfraqueceram suas alianças, a principal fonte de seu poder global. Os Estados do Golfo Pérsico estão reavaliando as bases norte-americanas construídas em seu território desde a Guerra do Iraque de 1991. Outrora consideradas ativos de segurança, parecem constituir agora um risco à segurança.

Tal como ocorreu com sua derrota nas eleições de 2020, Donald Trump procura agora distorcer a realidade. Ele não perdeu a guerra, afirma, ele venceu-a. Alcançou todos os seus objetivos, diz ele. Numa publicação absurda nas redes sociais na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está “aberto e permanecerá aberto, com ou sem Irã”.

Ele disse à Fox News: “Vamos manter o estreito. Provavelmente iremos geri-lo. Vamos tornar-nos os guardiões do estreito. Talvez chamemos de ‘anjo da guarda’ do estreito”. Anunciou que cobraria uma taxa de 20% sobre toda carga transportada (uma afirmação da qual se retratou na terça-feira).

Ao fazê-lo, Donald Trump não só demonstrou a gravidade de suas ilusões, como também minou as repetidas afirmações de sua própria administração de que, como disse Marco Rubio, “nenhum país está autorizado a cobrar pedágios ou taxas numa via navegável internacional”.

Agora, ele também está violando o direito internacional. Muito antes da Convenção do Direito do Mar garantir a livre passagem pelas águas internacionais, os Estados Unidos travaram uma guerra contra aqueles a quem chamávamos de “piratas da Barbária” (ao largo das “costas de Trípoli”) para defender o direito à liberdade de navegação.

Os auto-elogios de Donald Trump também ajudaram a legitimar a posição do Irã quanto à cobrança de suas próprias taxas. O Irã, que tem demonstrado excelência em provocar Donald Trump, respondeu imediatamente. O ministro das relações exteriores iraniano, Abbas Araghchi, twittou: “O Potus tem toda razão. Quem quer que garanta a passagem segura e protegida de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser compensado por este serviço”. Ele ridicularizou o uso estranho de maiúsculas por Donald Trump, afirmando que “o Irã sempre foi o guardião do estreito e assim permanecerá para sempre. 20% é, evidentemente, demasiado. Seremos justos”.

A afirmação de Donald Trump de que o estreito está aberto é uma mentira óbvia. No domingo 12, apenas catorze navios transitaram pelo estreito, um décimo do volume pré-guerra. Não há como a Marinha dos EUA, mesmo que triplicasse o número de navios destacados, manter o estreito aberto. Se um drone atingir um petroleiro, as taxas de seguro poderiam subir tanto que tornariam o trânsito proibitivamente caro.

Antes dos novos ataques de Donald Trump na semana retrasada, o estreito estava voltando gradualmente aos níveis de tráfego anteriores à guerra. Mas tudo isso ocorria em águas iranianas, sob a autoridade do Irã.

O Irã ordenou que todos os navios transitassem pelo lado iraniano do estreito. Donald Trump então, tal como faz em seu país, tentou fazer valer uma autoridade que não possui. Os EUA, em colaboração com Omã, enviaram navios por rotas ao longo do lado omani, prometendo protegê-los. Não conseguiram. O Irã, alegando que se tratava de uma violação, atacou os navios (o que também constitui uma violação do compromisso assumido no MOU de não recorrer à força nem a ameaças de uso da força). Os EUA retaliaram o ataque; o Irã lançou ataques contra bases norte-americanas no Kuwait, na Jordânia, em Omã e em outros países; os EUA atacaram novamente, e deu-se início a um novo ciclo de guerra.

Assim, para onde irá isto? Com dois regimes voláteis, fanáticos e autoritários envolvidos, é difícil prever. A minha melhor aposta, por ordem de probabilidade, é um destes três cenários: (a) Os combates diminuirão depois de algumas semanas. Não existe uma estratégia militar viável para Donald Trump. Não há forma de forçar efetivamente a abertura do estreito e mantê-lo seguro. Os mediadores de Omã e do Paquistão estão trabalhando para trazer as duas partes de volta à mesa de negociações. Provavelmente poderão chegar a um compromisso, em grande parte, com base nos termos iranianos.

(b) Entramos numa nova “guerra eterna”. A rodada atual de ataques termina, mas não há acordo de paz. O tráfego é retomado, mas em níveis reduzidos. Os combates intensificam-se e dissipam-se em ciclos repetidos.

(c) Escalada violenta. Um dos lados causa danos tão severos que o outro lado responde com violência ainda maior. Ataques iranianos a bases norte-americanas poderiam matar dezenas de soldados. Ataques norte-americanos à Ilha de Kharg poderiam danificar gravemente o principal terminal petrolífero do Irã. Estas ou muitas outras possibilidades poderiam desencadear uma guerra de maior envergadura do que qualquer um dos lados desejaria.

O deputado democrata Adam Smith, do estado de Washington, o democrata mais influente na Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes, denunciou, com razão, a nova loucura de Donald Trump. “Condeno veementemente a sugestão do presidente de que os Estados Unidos assumirão o controle do Estreito de Ormuz”, escreveu ele aos seus colegas na segunda-feira passada. “Provavelmente não existe qualquer cenário em que os EUA possam assumir o controle total do Estreito de Ormuz sem agravar significativamente o conflito. Já é mais do que tempo de [os republicanos] trabalharem conosco para garantir que o presidente encontre uma solução diplomática para pôr fim a uma guerra que nunca deveria ter começado”.

Temos que esperar que se crie pressão suficiente para que isso aconteça.

¨      Por que a Casa Branca mantém guerra com Irã devido às eleições de meio de mandato? Analista explica

O fracasso das diversas tentativas de cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos e Irã fez com que a crise no Oriente Médio escalasse novamente. Com a proximidade das eleições de meio de mandato (midterms), em 3 de novembro, aumenta ainda mais a pressão sobre a atual administração da Casa Branca para conquistar uma vitória política significativa.

Nesse panorama, Rafael Firme, mestrando em estudos estratégicos internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA), aponta, em entrevista à Sputnik Brasil, que o governo de Donald Trump precisa de uma vitória significativa como cálculo político doméstico.

"[Trump] precisa de uma vitória tanto que houve apenas um memorando de entendimento, que é um compromisso para se chegar a um acordo. É por isso que o presidente Trump precisa entender que perdeu a guerra e lidar com o Irã do jeito que está, porque ele precisa que os preços dos combustíveis se normalizem. Essa oscilação na economia internacional está destruindo a reputação que ele tem", disse.

Enquanto o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, formula políticas que intensificam o tensionamento internacional, como ocorreu no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e no confronto com o Irã, essas ações podem ter impactos políticos severos caso a atual gestão sofra uma derrota e não consiga compor maioria parlamentar no Congresso nas eleições de meio de mandato, como explica o analista.

"No âmbito doméstico, o presidente Trump tem problemas. Sempre menciono o ponto do preço dos combustíveis, que está muito alto. Isso pode gerar inflação, e o americano é atento a essas coisas. Outro ponto são as eleições e se ele vai ter maioria na Câmara e no Senado, e isso está ameaçado, o que pode levar ao impedimento do presidente Trump. Então, ele precisa fazer algum gesto que consolide um consenso de união nacional", comenta.

<><> Demanda local contrasta com a atual política externa

O especialista também ressalta que os impactos ocorridos na longínqua frente de batalha na região do estreito de Ormuz, além de afetarem a economia global com o bloqueio do fluxo comercial, atingem diretamente o cotidiano do cidadão comum dos Estados Unidos.

"O americano comum não está nem aí para o Irã, é verdade. Mas o preço da carne, da gasolina e do custo de vida, além da inflação subindo nos EUA por causa da guerra no Irã, aí sim, isso tem impacto. Porque essa conta vai estourar para quem está em casa e vai responder em uma eleição logo ali na frente", destaca.

Para Firme, outro efeito colateral desse tipo de incursão truculenta exercida pelos Estados Unidos é que ela acaba expondo até mesmo aliados próximos, como os países da Europa, que, embora geograficamente distantes, acabam sendo afetados politicamente.

"Se o impacto nos EUA é grande, no Japão será devastador e na Coreia do Sul é para destruir sua economia. O impacto do petróleo nas alturas e de não conseguir exportar gás do Catar, porque a saída para a Europa, quando rompeu com a Rússia, foi essa, para depois comprar gás caro dos EUA. Como [Henry] Kissinger dizia: ser inimigo dos EUA custa caro, mas ser amigo custa mais caro ainda", observa.

<><> EUA erram ao desconsiderar a história milenar iraniana

Outro ponto levantado por Firme é que, ao considerar o Irã a partir de 1979, ano da Revolução Islâmica, os "falcões" de Washington acabam não levando em conta a resiliência de seu povo quando confrontado com uma potência estrangeira, e essa é uma das razões que, segundo seu ponto de vista, podem levar a uma nova derrota dos EUA diante do Irã.

"O Irã já venceu uma guerra. Pode-se ficar mais 20 anos de guerra, mas [os EUA] vão invadir um país com 90 milhões de habitantes, que tem uma história e uma cultura únicas e singulares? Eles veem o Irã de 1979 para cá, e isso é um erro crasso: pensar o Irã a partir da República Islâmica. Então, penso que os EUA têm que sair dessa confusão quanto antes, porque vão perder de novo", conclui.

O prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã desgasta a imagem internacional da Casa Branca e impacta diretamente o cotidiano dos cidadãos americanos. Assim, a atual administração enfrenta simultaneamente duas frentes críticas: o front militar no Oriente Médio e as pressões da população, tendo em vista o calendário eleitoral doméstico.

¨      Ameaça houthi de bloquear navios sauditas eleva risco de nova frente para os EUA, diz mídia

A ameaça dos houthis de bloquear navios rumo à Arábia Saudita no mar Vermelho amplia o risco de uma segunda frente na guerra com o Irã e pressiona os EUA, que já operam com recursos estendidos na região. A possível intervenção norte-americana exigiria deslocar navios, reforçar defesas e dividir capacidades militares.

A ameaça dos houthis de bloquear navios rumo aos portos da Arábia Saudita no mar Vermelho elevou o risco de expansão da guerra com o Irã e colocou pressão adicional sobre as forças norte-americanas, já mobilizadas para conter ataques de Teerã na região. O grupo, aliado ao Irã, afirmou que impediria operações marítimas sauditas, potencialmente afetando exportações de petróleo e restringindo cerca de 7% da oferta global.

Segundo apuração da mídia britânica, Riad ainda não pediu ajuda militar a Washington, mas Trump indicou que uma tentativa de obstruir a navegação no mar Vermelho (corredor vital para o comércio internacional) poderia levar os EUA a intervir.

Para o Pentágono, porém, enfrentar os houthis não seria simples, dada a reputação do grupo como força resiliente que já resistiu a campanhas de bombardeio norte-americanas e sauditas.

Analistas alertaram à mídia que abrir uma frente contra os houthis exigiria dividir recursos militares dos EUA, hoje concentrados na contenção do Irã e na manutenção do bloqueio aos portos iranianos, o que poderia deslocar navios de guerra do golfo para perto do Iêmen, ampliando a carga operacional e exigindo defesa contra mísseis e drones lançados pelos militantes.

A possível entrada dos houthis no conflito evidencia como a guerra, inicialmente apresentada por Trump como uma campanha de pressão limitada contra o Irã, evoluiu para um desafio político e militar mais complexo, destaca a mídia. Caso a Marinha norte-americana precise abater drones e mísseis houthis, especialistas alertam para o desgaste dos estoques de munições e interceptores.

Com mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves já operando no Oriente Médio, os EUA enfrentam limitações logísticas. Desdobramentos prolongados desgastam tripulações e equipamentos, e parte dos meios necessários para enfrentar os houthis está atualmente empenhada na guerra contra o Irã. Autoridades afirmam que abrir uma nova frente exigiria recursos navais, aéreos e de inteligência adicionais contra um inimigo conhecido pela resiliência.

Mas nem tudo está predefinido. Para os especialistas consultados, os militantes iemenitas também enfrentariam dificuldades para se reabastecer, já que o bloqueio ao Irã permanece ativo, o que poderia limitar a capacidade do grupo de sustentar uma campanha prolongada no mar Vermelho.

¨      Rubio diz que controle do Irã sobre Estreito de Ormuz cria 'precedente perigoso'

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou nesta quarta-feira (22/07) que o Memorando de Entendimento de Islamabad (MoU) contemple o controle do Irã sobre a navegação no Estreito de Ormuz.

Em coletiva de imprensa, durante a reunião ministerial da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Manila, nas Filipinas, ele também afirmou que Washington continua disposto a negociar uma solução diplomática para o conflito: “adoraríamos chegar a um acordo com o Irã”. Em outro momento, reforçou que “continuamos abertos à diplomacia”.

O controle sobre o estreito vem sendo reiterado diariamente por Teerã, inclusive, como uma das condições para as negociações com Washington, mas, segundo Rubio, o entendimento norte-americano sobre a passagem marítima é de que o acordo previa apenas garantias de segurança para a navegação comercial: “não, não acho que seja isso que o MoU diz, então não foi assim que interpretamos desde o começo”.

“Entendemos que isso significava que garantiriam que nenhum navio fosse explodido. O MoU não lhes dá o direito de lançar drones e mísseis contra navios comerciais”, declarou o secretário de Estado.

Ele também criticou a proposta de cobrança de pedágio na região. “Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado nacional pode decidir controlar uma rota marítima internacional, cobrar pedágio e destruir seus navios se não pagarem, teremos criado um precedente extremamente perigoso, que se repetiria em outras partes do mundo”, advertiu.

“O Irã está mirando a navegação global e uma via navegável internacional, exigindo controlar quais navios podem ir e quais não. Isso é simplesmente inaceitável. Não vamos aceitar isso. Não vamos permitir que isso seja o status quo”, acrescentou.

<><> Houthis

Rubio também comentou o bloqueio naval instalado pelos houthis do Iêmen na estratégica passagem de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho.”Tivemos contato com os sauditas várias vezes na última semana em relação a essa ameaça. Não é uma ameaça nova, mas é uma que se manifestou no passado”, disse.

Ele responsabilizou o Irã pela resistência dos grupos armados na região. “O encrenqueiro da região é o Irã. Os Houthis, o Hezbollah, as milícias no Iraque, o Hamas – é nisso que o Irã gasta seu dinheiro, não em seu povo, mas em apoiar organizações terroristas e atores desestabilizadores na região”, declarou.

O secretário de Estado também mencionou que a infraestrutura militar iraniana sofreu perdas significativas durante o conflito. “Eles sofreram uma quantidade enorme de danos à sua infraestrutura militar, mas passaram 20 anos pegando cada centavo que tinham sem gastar com país, mas usando esse dinheiro para patrocinar grupos terroristas e desenvolver sistemas de mísseis e drones”, afirmou.

 

Fonte: Por Joe Cirincione, em A Terra é Redonda/Sputnik Brasil

 

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