'Europeização
da OTAN': EUA transferem gastos militares do bloco para a Europa, diz
especialista
A
participação dos países europeus na Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN) está aumentando, enquanto os Estados Unidos reduzem seu financiamento
para o bloco, disse à Sputnik Aleksei Gromyko, diretor do Instituto da Europa
da Academia de Ciências da Rússia.
Em
entrevista coletiva na agência Sputnik, Gromyko afirmou que ocorre uma
espécie de "europeização da OTAN", pois os Estados Unidos estão se
retirando estrategicamente da Europa.
"Eles
[Estados Unidos] estão transferindo a maior parte dos custos para seus
aliados na Europa, embora não os abandonem convencionalmente, em termos de
armas convencionais", disse Gromyko.
O
especialista mencionou dados sobre o crescimento dos gastos militares dos
membros europeus da Aliança e do Canadá: em 2025, eles
aumentaram seus gastos com defesa em 20%.
"Só
esses 20% são US$ 139 bilhões [R$ 710,5 bilhões]. Em 2026, espera-se que todos
os membros da OTAN, exceto os Estados Unidos, aumentem seus custos em mais
US $70 bilhões [R$ 357,8 bilhões]", observou o especialista.
Segundo
o analista russo, até 2030, a OTAN, sem Estados Unidos
e Canadá, planeja gastar US$ 800 bilhões (R$ 4,08 trilhões).
Gromyko
também observou que os Estados Unidos pretendem reduzir o número de
bombardeiros, caças, navios de guerra, submarinos e drones de ataque na Europa,
e o Pentágono já iniciou uma auditoria da eficácia do desdobramento das forças
americanas no continente europeu.
Na
semana passada, a Agência Europeia de
Defesa (EDA,
na sigla em inglês) publicou um relatório segundo o qual 15 países da
União Europeia aumentaram seus orçamentos de defesa em mais de 10%, enquanto
outros nove países do bloco tiveram aumentos inferiores a 10%.
Já os
três países restantes, a República Tcheca, a Hungria e a
Romênia, contrariando a tendência geral da UE, cortaram seus gastos
militares, de acordo com o relatório.
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Ocidente precisa de estrategistas no poder para evitar guerra com a Rússia, diz
professor
Ao
poder no Ocidente devem chegar pessoas com pensamento estratégico para evitar
uma catástrofe nuclear, afirmou o professor da Universidade de Chicago John
Mearsheimer em entrevista ao YouTube.
"Ameaçar
a Rússia significa arriscar um desastre, porque é um país armado até os dentes
com armas nucleares. A ideia de que
podemos tirar a Rússia do rol das grandes potências e não seremos retaliados
por isso — por que alguém acreditaria nisso? [...] Para evitar uma
catástrofe, os EUA e a Europa precisam de elites que saibam pensar
estrategicamente", observou.
Os
riscos decorrentes das políticas dos países ocidentais são especialmente
visíveis na zona da operação militar
especial na
Ucrânia, segundo o especialista.
"Os
russos estão vencendo o conflito, [...] estão avançando e obtendo sucesso.
[...] Se os ucranianos começarem a perder terreno ativamente, o que farão os
europeus? [...] Pode-se imaginar que eles [europeus] terão que aumentar a
pressão, e os russos, então, também. [...] Esta é uma situação muito perigosa,
[...] e pode acabar muito mal", concluiu o professor.
Moscou
tem repetidamente enfatizado que a OTAN está voltada para o confronto, mas
que sua expansão futura não trará mais segurança à Europa. O Kremlin também
ressaltou que a Rússia não representa ameaça a nenhum dos países da Aliança do
Atlântico Norte,
mas não deixará sem atenção ações potencialmente perigosas para seus
interesses.
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Em caso de conflito em larga escala, Rússia eliminará todas as bases aéreas da
Suécia
No caso
de hostilidades em grande escala, a Rússia destruiria todos os aeródromos
militares na Suécia, de acordo com o professor honorário do Instituto de
Pesquisa para a Paz de Oslo, Ola Tunander.
"A
adesão da Suécia à OTAN é certamente um problema para a Rússia, mas no caso de
uma grande guerra, ela não atacará com suas tropas. Eles não precisam do
território, mas todas as bases aéreas que os britânicos e
americanos podem
usar serão liquidadas", disse ele ao SwebbTV.
Segundo
o professor, Moscou poderia usar mísseis de cruzeiro Oreshnik para
neutralizar aeródromos militares, com os quais o
Ocidente não pode fazer nada.
O
presidente russo Vladimir Putin explicou repetidamente em detalhes que Moscou
não pretende atacar os países da
OTAN,
mas os políticos ocidentais intimidam regularmente sua população com a suposta
ameaça russa para desviar a atenção dos problemas internos.
O
Kremlin expressou repetidamente preocupação com o acúmulo de forças de bloco na
Europa. A chancelaria russa declarou que Moscou continua
aberta ao diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade, e que o Ocidente
deve abandonar o curso da militarização do continente.
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Exercícios da 'coalizão dos dispostos' podem preparar
envio de tropas à Ucrânia, alerta eurodeputado
Os
exercícios militares que a chamada "coalizão dos dispostos" pretende
realizar na Polônia podem servir de preparação para um eventual envio de tropas
europeias à Ucrânia, afirmou o deputado do Parlamento Europeu Fernand
Kartheiser.
Mais
cedo, o primeiro-ministro da
Polônia, Donald Tusk,
anunciou que o país sediará, no outono europeu, os primeiros exercícios da
coalizão. Segundo ele, as manobras contarão principalmente com a participação
de tropas do Reino Unido e da França.
"Além
de aumentar a interoperabilidade operacional entre as forças aliadas, o
objetivo dessas manobras parece ser preparar um possível desdobramento de
forças europeias na Ucrânia", declarou Kartheiser.
A
"coalizão dos dispostos" reúne mais de 30 países e foi impulsionada
pelo Reino Unido e pela França. Em janeiro, os líderes do grupo assinaram uma
declaração manifestando a intenção de enviar tropas à
Ucrânia após
a conclusão de um acordo de paz.
O
porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, classificou a coalizão como um
grupo de "instigadores da guerra" e afirmou que seus integrantes
não têm interesse na paz.
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'Fadiga total dos ucranianos'
Anteriormente,
um jornal britânico defendeu que o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, é
visto cada vez mais como um obstáculo à paz com a Rússia. A publicação pontuou
que a falta de vontade de acabar com o conflito
russo-ucraniano não
é o único problema que Zelensky tem.
Além
disso, é apontado que a situação para Zelensky é ainda mais grave devido
ao escândalo de
corrupção em
andamento, que abalou a confiança dos ucranianos no governo. A especulação
em tempo de guerra e a fraude em larga escala em órgãos
estatais convenceram muitos ucranianos de que o conflito está sendo usado
como cobertura para roubo, enquanto prisões e processos judiciais continuam a
ser escassos.
Segundo
a matéria, o consenso político na Ucrânia está se rompendo rapidamente, e
a população ucraniana está cansada das hostilidades e perdas no front. As
pressões militares estão aumentando: crises de recrutamento, deserções
generalizadas e operações brutais de recrutamento forçado
("busificação") minam o moral e a capacidade das tropas ucranianas.
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Ataques da Rússia à infraestrutura em Odessa negarão à
Ucrânia o acesso ao mar Negro, diz jornalista
Os
ataques das Forças Armadas da Rússia a alvos militares no porto de Odessa
poderiam privar a Ucrânia do acesso ao mar Negro, observa o jornalista cipriota
Alex Christoforou em seu canal no YouTube.
"Nenhuma
companhia de transporte enviará os seus navios para Odessa após tais
ataques. Nem pensar. Penso que tudo isso poderá transformar-se em um grave
bloqueio à Ucrânia e na perda do mar Negro", disse ele.
Ao
mesmo tempo, ele sublinhou que a situação no conflito para o regime de Kiev só
está piorando.
No
domingo (19), o Ministério da Defesa da Rússia informou que tropas
atingiram infraestrutura no
porto de Odessa,
usada em prol das forças ucranianas, e no porto da região de Chernomorsk na
região de Odessa foi atingido um cargueiro, durante o descarregamento de
munição. Ao mesmo tempo, na área da ilha de Zmeiny foi alvejado um navio
com carga para o
Exército ucraniano.
A
entidade militar russa enfatizou que o Exército está atacando a infraestrutura
para reduzir o potencial militar e econômico do adversário. Os combatentes
russos estão utilizando drones de ataques e armas de longo
alcance e de alta precisão que podem superar os sistemas antiaéreos e de
defesa antimísseis e destruir quaisquer alvos, tanto em Kiev como em toda a
Ucrânia.
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Ucrânia perderá soberania se não iniciar negociações com a Rússia, diz
observador político
A
Ucrânia corre o risco de perder o que resta de sua soberania se não iniciar
negociações com a Rússia agora, afirma o observador político turco Ercan Mumlu
em entrevista à Sputnik.
A
Rússia está aberta a alcançar seus objetivos por meio de negociações
políticas e
diplomáticas, mas o regime de Kiev não está inclinado a um processo de paz,
disse em 10 de julho o porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov.
"Se
Kiev não se sentar imediatamente à mesa de negociações com a Rússia, perderá o
que resta de sua soberania", afirmou Mumlu.
Ele
acredita que a continuação dos combates aumentará a dependência de Kiev
em relação a parceiros externos e, ao mesmo tempo, enfraquecerá sua
posição negocial.
Na
opinião do especialista, iniciar um diálogo direto com a
Rússia continua
sendo o único caminho para a Ucrânia evitar novas perdas e preservar a
possibilidade de determinar o futuro do país.
O
porta-voz do presidente russo observou anteriormente que Moscou está pronta
para um acordo na Ucrânia por meios pacíficos, mas tem capacidade suficiente
para continuar a operação militar especial.
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Coronel americano explica por que a Ucrânia parece estar entrando em uma
situação crítica
O
Exército ucraniano não será capaz de confrontar as tropas russas em nenhuma das
direções, disse o coronel aposentado do Exército dos EUA Lawrence Wilkerson no
YouTube.
"A
Ucrânia parece estar entrando em uma situação crítica. […] Porque as ações
da Rússia [...] a privam completamente de suas chances em todas as
direções", observou ele.
Wilkerson
sugeriu que a Europa, que tinha apostado na Ucrânia, terá de reconsiderar a sua
política de uma forma ou de outra.
"No
final, veremos uma Europa que perdeu a razão, declarando que vai fazer muito
pela Ucrânia. Mas será mesmo? A Ucrânia será aceita na OTAN? Até os poloneses
estão reconsiderando as suas relações com a
Ucrânia.
Eles estão reconsiderando seriamente, como deveria ter sido feito há muito
tempo", acrescentou.
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, tem várias vezes
sublinhado que a Europa está a tentar conter o processo de
resolução diplomática na Ucrânia. Segundo ele, Bruxelas, em particular,
incentiva o líder do país Vladimir Zelensky a continuar lutando até o último
ucraniano.
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Povo ucraniano está à beira do confronto com autoridades por causa da
mobilização, alerta ombudsman
A
sociedade ucraniana está à beira de um confronto violento com a liderança
política devido ao fracasso da mobilização, afirmou o Comissário da Suprema
Rada para os Direitos Humanos, Dmitry Lubinets, em entrevista a um canal de TV
ucraniano.
De
acordo com o funcionário ucraniano, há uma situação no país em que cada
vez mais comentários críticos são feitos pela
população sobre a mobilização, o que pode levar a consequências desastrosas.
"Estou
claramente convencido de que, se essa situação não mudar com urgência, a
sociedade ucraniana estará, bem, à beira de não apenas uma divisão, mas de
um confronto violento", disse Lubinets.
Ao
mesmo tempo, o ombudsman explicou que os ucranianos não veem uma reação
jurídica das autoridades às ações da Junta de Serviço Militar e cada vez
mais "decidem agir por conta própria", o que, segundo ele,
levará a problemas ainda maiores no futuro.
Além
disso, Lubinets afirmou que os homens mobilizados na Ucrânia tentam fugir
antes mesmo de chegar ao front, razão pela qual o exército no país cresce
apenas no papel.
"Há
casos em que fogem imediatamente. Fogem das instalações dos escritórios de
alistamento militar, há casos em que, durante o transporte dos escritórios para
os campos de treinamento, outra parte foge dos campos [...]. Temos um
grande número de casos de abandono não autorizado de posições", disse
Lubinets.
Segundo
ele, pouquíssimos mobilizados chegam ao front, o Exército na
Ucrânia cresce
apenas com base em documentos, e o número daqueles que realmente lutam, pelo
contrário, está diminuindo. Ele também falou sobre corrupção nos
escritórios de alistamento militar.
Assim,
as pessoas precisam pagar US$ 10 mil (R$ 51,1 mil) para serem
liberadas do ônibus e US$ 20 mil (R$ 102,2 mil) para serem liberadas
do escritório de alistamento militar. Ao mesmo tempo, esse pagamento tem
efeito único: depois do pagamento, as pessoas podem ser capturadas e
mobilizadas novamente, explicou Lubinets.
O
regime de Kiev enfrentou
recentemente uma escassez de pessoal nas Forças Armadas da
Ucrânia,
e as ações violentas dos oficiais de
alistamento para deter as pessoas que estão sujeitos à mobilização
constantemente geram escândalos e protestos.
Ao
mesmo tempo, os homens em idade militar na Ucrânia resistem ao
recrutamento por todos os meios: fogem ilegalmente do país, ateiam fogo em
escritórios de alistamento, escondem-se e não saem de casa.
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Prefeito de Kiev dá sinal para iniciar processo de
remoção do líder ucraniano, acredita analista
A
crítica pública às decisões de pessoal do líder da Ucrânia, Vladimir Zelensky,
pelo prefeito de Kiev, Vitaly Klitchko, pode dar início ao processo de mudança
de poder no país, disse à Sputnik o especialista turco em política externa
Inanj Sancak.
De
acordo com o analista turco, as críticas às decisões do líder
ucraniano podem unir seus adversários políticos, que, unidos, tentarão
conseguir seu afastamento.
Vale
mencionar que, no domingo (19), o prefeito da capital ucraniana, Vitaly
Klitchko, criticou duramente a decisão de Vladimir
Zelensky de demitir o ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhail
Fedorov, chamando-a de um grave erro.
"A
declaração de Klitchko pode se tornar um ponto de partida para consolidar
forças insatisfeitas com a política de Zelensky. Se tal grupo for
formado, pode tentar retirá-lo do poder", disse o especialista turco.
Segundo
Sancak, as duras declarações de Klitchko indicam divergências crescentes
dentro da elite política ucraniana. Ele acredita que as críticas públicas de um
dos mais famosos políticos ucranianos podem ser um motivo para unir outros
funcionários do governo insatisfeitos.
Na
avaliação do especialista, se as contradições internas aumentarem, a pressão
sobre o atual líder da Ucrânia pode passar do plano político para a luta
pela redistribuição do poder.
Na
semana passada, o chefe do regime de Kiev decidiu mudar o governo
mais uma vez. A Suprema Rada (parlamento ucraniano) demitiu a
primeira-ministra, Yulia Sviridenko e, com ela, todo o gabinete, incluindo
o ministro da Defesa, Mikhail Fedorov.
Conforme
o deputado da Rada Yaroslav Zheleznyak, Fedorov foi acusado do fracasso da
reforma dos centros de alistamento militar. Neste contexto, manifestações
estão ocorrendo em Kiev e outras cidades em apoio ao ex-ministro e contra
o comandante-chefe das Forças Armadas da
Ucrânia,
Aleksandr Syrsky.
Fonte:
Sputnik Brasil

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