Inimigos
da Rússia na Ucrânia são nazistas que querem aniquilação do povo russo, diz
analista
Muitas
pessoas na Ucrânia e no Ocidente defendem a ideologia nazista e buscam
exterminar os russos enquanto povo, declarou o ex-analista da Agência Central
de Inteligência (CIA) Larry Johnson no YouTube.
Johnson apontou que a Ucrânia
glorifica a simbologia nazista, dos mesmos nazistas que perpetraram o
Holocausto.
"Estamos
falando de uma tentativa deliberada de exterminar um povo inteiro, pois a ideologia nazista acreditava na
existência de super-humanos e sub-humanos, estes últimos supostamente seres
inferiores", ressaltou.
Segundo
ele, o ódio à Rússia e aos russos se manifesta no Ocidente e na
Ucrânia por meio de ações concretas.
Nesse
contexto, o analista lembrou que as Forças Armadas dos
EUA financiaram
laboratórios de pesquisa biológica na Ucrânia, pois eles desenvolviam
agentes biológicos direcionados contra os eslavos, especificamente contra os
russos, com o objetivo de exterminá-los.
Isso é
consequência de uma ideologia racista repugnante, e o mais terrível é que
muitas pessoas no Ocidente a compartilham, concluiu.
Moscou
afirmou repetidamente que os Estados Unidos financiam o desenvolvimento de
armas biológicas e instalaram dezenas de laboratórios biológicos na
Ucrânia, o que viola a Convenção sobre Armas Biológicas.
De
acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, todo o material necessário para a
continuidade do programa militar-biológico foi retirado dali após o início
da operação militar
especial.
O governo do ex-presidente dos EUA Joe Biden negou a existência de
laboratórios controlados por Washington na Ucrânia.
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OTAN abandonou a Ucrânia depois de usá-la em seus próprios interesses, diz
analista turco
As
informações da mídia ocidental sobre a possível incapacidade da OTAN em cumprir
sua promessa de ajuda multibilionária à Ucrânia sugere que a aliança
efetivamente abandonou Kiev depois de usá-la em seus próprios interesses, disse
à Sputnik Nejat Sezgin, analista político turco.
O Neue
Zurcher Zeitung, citando dados do Instituto de Kiel para a Economia Mundial
(IfW), havia relatado anteriormente que a promessa da OTAN de fornecer 140
bilhões de euros (R$ 819 bilhões) à Ucrânia nos próximos dois anos poderia se
revelar inviável.
Segundo
Sezgin, a publicação de dados do Instituto de Kiel põe em causa o realismo dos
compromissos assumidos pelos aliados na cúpula da OTAN. Ele observou que o
fosso entre a retórica política e
a capacidade financeira real dos países da aliança estava se tornando cada
vez mais evidente.
"Isso
significa que a OTAN descartou a
Ucrânia,
pois já é material usado", disse o especialista.
O
analista acredita que isso indica uma disposição decrescente dos países
ocidentais para manter o mesmo nível de apoio à Ucrânia.
Na sua
opinião, Kiev está gradualmente deixando de ser uma prioridade para a OTAN
à medida que a agenda internacional muda.
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Com o tempo, ucranianos podem se livrar, eles mesmos, de Zelensky, diz coronel
americano
A
Rússia está ganhando, e com o tempo os ucranianos podem se livrar de Vladimir
Zelensky eles mesmos, disse o coronel aposentado do Exército dos EUA Lawrence
Wilkerson no YouTube.
"A
Rússia está confiantemente vencendo a Ucrânia [...] e vencendo
decisivamente. É apenas uma questão de tempo até que essa
determinação coloque a Ucrânia numa posição tão impossível que
Zelensky provavelmente será morto, ou fugirá da cidade, ou algo
assim", observou ele.
Wilkerson
enfatizou que os países ocidentais, incluindo os
EUA, não têm uma visão clara de longo prazo em relação à Ucrânia.
"Sem
linha estratégica. Para a Ucrânia não há estratégia", acrescentou o
especialista.
Anteriormente,
o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA Daniel Davis disse que, com
todo o seu potencial militar e
industrial,
a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se mostrou incapaz de
derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia.
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'Infraestrutura da Ucrânia está paralisada': ataques
russos paralisaram portos, diz analista
Ataques
russos bloquearam o trabalho dos portos ucranianos no mar Negro, aponta o
analista militar britânico Alexander Mercouris no canal do YouTube.
"Os
russos, continuando a efetuar ataques massivos em vários portos da região de
Odessa,
expandiram os seus ataques ao [...] complexo portuário de Nikolaev [...] e
estão bombardeando-o. Os portos estão efetivamente bloqueados", observou ele.
De
acordo com Mercouris, os ataques russos levaram a resultados deploráveis para o
regime de Kiev.
"Toda
a infraestrutura
portuária que
antes era operada pela Ucrânia no mar Negro está agora, essencialmente,
paralisada", acrescentou o especialista.
Nesta
manhã (19), o Ministério da Defesa informou que, na noite de 18 de Julho, as
tropas russas atingiram a infraestrutura utilizada pelo Exército ucraniano no
porto de Odessa e navios porta-contêineres no porto de Chernomorsk, na região de
Odessa, durante a descarga de munições. Ao mesmo tempo, na área da ilha de
Zmeiny foi atingido um navio com carga para o Exército ucraniano.
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Representante russo alerta para retomada da 'maior crise
energética na história da humanidade'
O
representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação
econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, comentou neste sábado (18)
os impactos da alta do petróleo no mercado global após o fim da trégua entre
EUA e Irã.
Em postagem na plataforma
X, Dmitriev afirmou que, após uma pausa, a "maior crise energética da
história da humanidade" recomeçou com o aumento das tensões no Oriente
Médio.
Ele destacou que a retomada da crise afetará, em especial, a Europa.
"Países
sensatos valorizam a Rússia como um fornecedor de energia indispensável e
confiável em qualquer matriz energética diversificada. A União Europeia e o
Reino Unido, ideológicos, são os que mais sofrerão", escreveu Dmitriev.
O
comentário de Dmitriev foi acompanhado de uma repostagem da publicação do
jornalista israelense Barak Ravid, que replicava uma postagem do assessor
militar do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, na plataforma sobre a
retomada da escalada de tensão.
Na
postagem, Khamenei afirmou que as "repetidas violações" dos EUA
ao memorando de
entendimento assinado
com o Irã "provaram, mais uma vez, a todos o quão inútil e não
confiável é a assinatura do presidente dos EUA".
"Agora
que o inimigo americano busca acender a guerra e incorrer em custos ainda mais
pesados e maior desgraça, ele deve saber que a amada nação iraniana e o Eixo da
Resistência têm lições inesquecíveis reservadas para ele", esceveu o
assessor militar iraniano.
A
retomada dos ataques entre EUA e Irã diante dos impasses em torno do estreito
de Ormuz levaram os preços do petróleo a fechar em alta de 4% na
sexta-feira (17), o maior valor em mais de um mês.
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Escassez de combustível afeta a Rússia, mas será
suficiente para fazer Putin mudar de estratégia na Ucrânia?
Se você
quiser entender como a crise de combustíveis atinge a Rússia, basta passar um dia
dirigindo por Moscou, a capital do país. Em praticamente todos os postos de
gasolina por onde a BBC passou havia filas de carros e caminhões. Algumas eram
longas, outras curtas; algumas mal andavam, enquanto outras avançavam aos poucos.
Quando
não havia fila, era porque o posto tinha ficado sem combustível e estava
fechado.
Vale
lembrar: esta é Moscou, a rica e populosa capital russa que concentra boa parte
dos recursos do país. Mesmo ali, as autoridades não conseguem garantir gasolina
e diesel suficientes para manter os motoristas abastecidos.
Nas
filas, havia mais frustração do que revolta. Yekaterina disse que estava
"insatisfeita" e que havia "pânico porque todo mundo acha que o
combustível vai acabar". Mas, segundo ela, tudo ficará bem. "Só
precisamos reorganizar a distribuição de combustível."
Para
Elmar, a situação era "muito ruim". Ele reclamou da alta dos preços à
medida que os estoques diminuem. "Você perde horas para conseguir
abastecer", afirmou. "Estou planejando uma viagem para o Daguestão,
mas não sei se devo ir de carro por causa de todos esses problemas com
combustível."
Perguntei
a ele quem era o responsável pela situação. "No nosso país, não se pode
dizer o que é culpado nem quem é culpado", respondeu, com um sorriso
malicioso.
Na
Rússia, criticar em público o presidente, Vladimir Putin, ou mesmo o Kremlin,
sede e metonímia do governo russo, não é algo que a maioria das pessoas se
sinta à vontade para fazer.
Valery
disse achar estranho enfrentar filas em um país que produz tanto petróleo. Para
ele, a culpa é tanto da falta de preparação da Rússia quanto dos mísseis
ucranianos. "Não quero me acostumar com filas", afirmou. "Espero
que a situação mude logo e não continue assim."
Para
muitos russos, a guerra está ficando cada vez mais próxima do cotidiano.
Putin
tem se esforçado para poupar a maior parte da população das consequências do
que chama de "operação militar especial" (no caso, a invasão em larga
escala da Ucrânia), que já entra em seu quinto ano. Nas ruas de Moscou, há
poucos sinais de conflito, apenas alguns cartazes exaltando soldados
apresentados como heróis.
Mas o
que tem sido mais difícil para as autoridades ignorarem é o número cada vez
maior de ataques ucranianos com drones e mísseis em pleno território russo. Os
alvos incluem refinarias de petróleo, enquanto explosões
já escureceram o céu de Moscou e de São Petersburgo.
A isso
se somam os bloqueios da internet, que restringem a circulação de informações,
e, agora, a escassez de combustíveis.
A
Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, enfrenta dificuldades
para refinar combustível suficiente para atender à demanda interna.
Andrei,
que enfrentava a fila pela primeira vez ao lado da esposa, Yekaterina, atribuiu
a crise ao que chamou de "geopolítica" e reconheceu que a situação
pode piorar.
"Esperamos
que todos os lados comecem a se aproximar e discutam as condições para um
acordo de paz", afirmou. "Mas, infelizmente, não vemos isso por parte
dos nossos parceiros europeus. Então talvez a situação só piore."
Mesmo
assim, ele se mostrou resignado. "Nós sobrevivemos aos anos 1990.
Lembramos de tempos muito mais difíceis. Isso não nos assusta."
As
redes sociais estão repletas de imagens de motoristas em filas para abastecer.
Em alguns casos, os congestionamentos se estendem por quilômetros. Há também
publicações que mostram brigas entre motoristas.
Na
cidade turística de Anapa, às margens do Mar Negro, cossacos que integram
grupos paramilitares tradicionais ligados ao Estado russo foram mobilizados
para manter a ordem nas filas.
O
racionamento já é adotado em muitas regiões, e várias delas proibiram o uso de
galões para armazenar combustível. Em uma cidade da Sibéria, o prefeito
providenciou banheiros químicos para os motoristas que aguardam para abastecer.
Em algumas áreas, serviços de ônibus e de coleta de lixo foram reduzidos.
Agricultores temem que a crise comprometa a colheita deste verão.
A
preocupação é real e disseminada.
Mas
será que os líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)
reunidos na Turquia podem esperar que essa turbulência econômica se transforme
em pressão política sobre a Rússia?
Essa é,
certamente, a expectativa da Ucrânia, onde estrategistas apostam que os russos
ficarão tão exasperados que passarão a pressionar Putin a encerrar a guerra.
A
Rússia acompanha a situação de perto. Putin demonstrou preocupação suficiente
para abordar publicamente a escassez de combustíveis na TV estatal. Ele
reconheceu que os ataques ucranianos "obviamente estão criando
problemas", mas insistiu que a situação "não é crítica".
Ainda
assim, as autoridades não querem correr riscos. O governo já começou a aumentar
as importações de combustíveis, subsidiar os preços e autorizar a venda de
combustíveis de qualidade inferior, que, segundo alguns especialistas, podem
danificar os motores.
Putin e
seus assessores também sabem que a crise está influenciando a opinião pública.
A
pesquisa mais recente do instituto independente Centro Levada mostra que a
aprovação de Putin caiu para cerca de 74%. O levantamento também indica que a
parcela dos russos que acredita que o país está no caminho certo recuou de 61%,
em maio, para 52%.
Na
semana passada, o instituto Gallup apontou que os russos estão mais pessimistas
em relação à economia do que em qualquer outro momento dos últimos 20 anos.
Segundo a pesquisa, 60% dos entrevistados afirmaram que as condições econômicas
na região onde vivem estão piorando.
Até
mesmo o instituto nacional de pesquisas de opinião da Rússia, o Vtsiom, ligado
ao governo, indicou que a confiança em Putin caiu 3,4 pontos percentuais em
apenas uma semana, para 73%.
Para
Christopher Weafer, diretor da consultoria Macro Advisory, a crise dos
combustíveis pode representar um "divisor de águas" para o
crescimento da economia russa.
"Os
custos da guerra estão aumentando", afirma Weafer. "Embora o impacto
total da crise dos combustíveis só deva aparecer nas estatísticas de julho, a
possibilidade de que ela se prolongue reduz significativamente as perspectivas
de crescimento para o restante do ano."
Mas
será que tudo isso vai se traduzir em pressão política sobre a Rússia para
mudar de rumo?
Nina
Khrushcheva, professora de relações internacionais da The New School, em Nova
York, nos Estados Unidos, disse em entrevista à BBC que é pouco provável que
Putin recue.
"Quanto
mais pressionado ele se sentir, maior a probabilidade de agir de forma
agressiva e repressiva", afirmou Khrushcheva. "Acho que a situação é
séria, mas a expectativa no Ocidente de que os russos simplesmente derrubem o
regime está muito distante da realidade."
Segundo
Khrushcheva, os russos sentem muita raiva e desespero, mas também "muita
resignação diante do que está acontecendo". Para ela, a esperança de
governos europeus de que conseguirão forçar Putin a negociar "é uma
fantasia, isso simplesmente não acontece".
Pelo
contrário, todos os sinais indicam que Putin está endurecendo ainda mais a sua
posição.
Na
sexta-feira (3/7), Putin apareceu usando uniforme militar durante uma reunião
com comandantes, na qual afirmou que as tropas russas estão obtendo vitórias na
linha de frente e prometeu conquistar ainda mais território.
"As
Forças Armadas da Rússia continuam mantendo, com confiança, a iniciativa
estratégica na zona da operação militar especial", declarou Putin.
Em
seguida, Putin orientou seus comandantes a analisar o envolvimento dos aliados
europeus da Ucrânia no que chamou de "ações reais de combate", que,
segundo ele, estariam prolongando a guerra. "Precisamos dessa análise para
tomar decisões responsáveis no futuro", afirmou, sem dar mais detalhes.
A
declaração chamou a atenção de diplomatas e analistas militares.
A
pergunta que circula nas capitais ocidentais é: qual será o próximo passo de
Putin? Ele vai escalar o conflito? E, em caso afirmativo, de que forma?
Fonte: Sputnik
Brasil/BBC News Mundo

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