segunda-feira, 20 de julho de 2026

Inimigos da Rússia na Ucrânia são nazistas que querem aniquilação do povo russo, diz analista

Muitas pessoas na Ucrânia e no Ocidente defendem a ideologia nazista e buscam exterminar os russos enquanto povo, declarou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) Larry Johnson no YouTube.

Johnson apontou que a Ucrânia glorifica a simbologia nazista, dos mesmos nazistas que perpetraram o Holocausto.

"Estamos falando de uma tentativa deliberada de exterminar um povo inteiro, pois a ideologia nazista acreditava na existência de super-humanos e sub-humanos, estes últimos supostamente seres inferiores", ressaltou.

Segundo ele, o ódio à Rússia e aos russos se manifesta no Ocidente e na Ucrânia por meio de ações concretas.

Nesse contexto, o analista lembrou que as Forças Armadas dos EUA financiaram laboratórios de pesquisa biológica na Ucrânia, pois eles desenvolviam agentes biológicos direcionados contra os eslavos, especificamente contra os russos, com o objetivo de exterminá-los.

Isso é consequência de uma ideologia racista repugnante, e o mais terrível é que muitas pessoas no Ocidente a compartilham, concluiu.

Moscou afirmou repetidamente que os Estados Unidos financiam o desenvolvimento de armas biológicas e instalaram dezenas de laboratórios biológicos na Ucrânia, o que viola a Convenção sobre Armas Biológicas.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, todo o material necessário para a continuidade do programa militar-biológico foi retirado dali após o início da operação militar especial. O governo do ex-presidente dos EUA Joe Biden negou a existência de laboratórios controlados por Washington na Ucrânia.

<><> OTAN abandonou a Ucrânia depois de usá-la em seus próprios interesses, diz analista turco

As informações da mídia ocidental sobre a possível incapacidade da OTAN em cumprir sua promessa de ajuda multibilionária à Ucrânia sugere que a aliança efetivamente abandonou Kiev depois de usá-la em seus próprios interesses, disse à Sputnik Nejat Sezgin, analista político turco.

O Neue Zurcher Zeitung, citando dados do Instituto de Kiel para a Economia Mundial (IfW), havia relatado anteriormente que a promessa da OTAN de fornecer 140 bilhões de euros (R$ 819 bilhões) à Ucrânia nos próximos dois anos poderia se revelar inviável.

Segundo Sezgin, a publicação de dados do Instituto de Kiel põe em causa o realismo dos compromissos assumidos pelos aliados na cúpula da OTAN. Ele observou que o fosso entre a retórica política e a capacidade financeira real dos países da aliança estava se tornando cada vez mais evidente.

"Isso significa que a OTAN descartou a Ucrânia, pois já é material usado", disse o especialista.

O analista acredita que isso indica uma disposição decrescente dos países ocidentais para manter o mesmo nível de apoio à Ucrânia.

Na sua opinião, Kiev está gradualmente deixando de ser uma prioridade para a OTAN à medida que a agenda internacional muda.

<><> Com o tempo, ucranianos podem se livrar, eles mesmos, de Zelensky, diz coronel americano

A Rússia está ganhando, e com o tempo os ucranianos podem se livrar de Vladimir Zelensky eles mesmos, disse o coronel aposentado do Exército dos EUA Lawrence Wilkerson no YouTube.

"A Rússia está confiantemente vencendo a Ucrânia [...] e vencendo decisivamente. É apenas uma questão de tempo até que essa determinação coloque a Ucrânia numa posição tão impossível que Zelensky provavelmente será morto, ou fugirá da cidade, ou algo assim", observou ele.

Wilkerson enfatizou que os países ocidentais, incluindo os EUA, não têm uma visão clara de longo prazo em relação à Ucrânia.

"Sem linha estratégica. Para a Ucrânia não há estratégia", acrescentou o especialista.

Anteriormente, o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA Daniel Davis disse que, com todo o seu potencial militar e industrial, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se mostrou incapaz de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia.

¨      'Infraestrutura da Ucrânia está paralisada': ataques russos paralisaram portos, diz analista

Ataques russos bloquearam o trabalho dos portos ucranianos no mar Negro, aponta o analista militar britânico Alexander Mercouris no canal do YouTube.

"Os russos, continuando a efetuar ataques massivos em vários portos da região de Odessa, expandiram os seus ataques ao [...] complexo portuário de Nikolaev [...] e estão bombardeando-o. Os portos estão efetivamente bloqueados", observou ele.

De acordo com Mercouris, os ataques russos levaram a resultados deploráveis para o regime de Kiev.

"Toda a infraestrutura portuária que antes era operada pela Ucrânia no mar Negro está agora, essencialmente, paralisada", acrescentou o especialista.

Nesta manhã (19), o Ministério da Defesa informou que, na noite de 18 de Julho, as tropas russas atingiram a infraestrutura utilizada pelo Exército ucraniano no porto de Odessa e navios porta-contêineres no porto de Chernomorsk, na região de Odessa, durante a descarga de munições. Ao mesmo tempo, na área da ilha de Zmeiny foi atingido um navio com carga para o Exército ucraniano.

¨      Representante russo alerta para retomada da 'maior crise energética na história da humanidade'

O representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, comentou neste sábado (18) os impactos da alta do petróleo no mercado global após o fim da trégua entre EUA e Irã.

Em postagem na plataforma X, Dmitriev afirmou que, após uma pausa, a "maior crise energética da história da humanidade" recomeçou com o aumento das tensões no Oriente Médio. Ele destacou que a retomada da crise afetará, em especial, a Europa.

"Países sensatos valorizam a Rússia como um fornecedor de energia indispensável e confiável em qualquer matriz energética diversificada. A União Europeia e o Reino Unido, ideológicos, são os que mais sofrerão", escreveu Dmitriev.

O comentário de Dmitriev foi acompanhado de uma repostagem da publicação do jornalista israelense Barak Ravid, que replicava uma postagem do assessor militar do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, na plataforma sobre a retomada da escalada de tensão.

Na postagem, Khamenei afirmou que as "repetidas violações" dos EUA ao memorando de entendimento assinado com o Irã "provaram, mais uma vez, a todos o quão inútil e não confiável é a assinatura do presidente dos EUA".

"Agora que o inimigo americano busca acender a guerra e incorrer em custos ainda mais pesados e maior desgraça, ele deve saber que a amada nação iraniana e o Eixo da Resistência têm lições inesquecíveis reservadas para ele", esceveu o assessor militar iraniano.

A retomada dos ataques entre EUA e Irã diante dos impasses em torno do estreito de Ormuz levaram os preços do petróleo a fechar em alta de 4% na sexta-feira (17), o maior valor em mais de um mês.

¨      Escassez de combustível afeta a Rússia, mas será suficiente para fazer Putin mudar de estratégia na Ucrânia?

Se você quiser entender como a crise de combustíveis atinge a Rússia, basta passar um dia dirigindo por Moscou, a capital do país. Em praticamente todos os postos de gasolina por onde a BBC passou havia filas de carros e caminhões. Algumas eram longas, outras curtas; algumas mal andavam, enquanto outras avançavam aos poucos.

Quando não havia fila, era porque o posto tinha ficado sem combustível e estava fechado.

Vale lembrar: esta é Moscou, a rica e populosa capital russa que concentra boa parte dos recursos do país. Mesmo ali, as autoridades não conseguem garantir gasolina e diesel suficientes para manter os motoristas abastecidos.

Nas filas, havia mais frustração do que revolta. Yekaterina disse que estava "insatisfeita" e que havia "pânico porque todo mundo acha que o combustível vai acabar". Mas, segundo ela, tudo ficará bem. "Só precisamos reorganizar a distribuição de combustível."

Para Elmar, a situação era "muito ruim". Ele reclamou da alta dos preços à medida que os estoques diminuem. "Você perde horas para conseguir abastecer", afirmou. "Estou planejando uma viagem para o Daguestão, mas não sei se devo ir de carro por causa de todos esses problemas com combustível."

Perguntei a ele quem era o responsável pela situação. "No nosso país, não se pode dizer o que é culpado nem quem é culpado", respondeu, com um sorriso malicioso.

Na Rússia, criticar em público o presidente, Vladimir Putin, ou mesmo o Kremlin, sede e metonímia do governo russo, não é algo que a maioria das pessoas se sinta à vontade para fazer.

Valery disse achar estranho enfrentar filas em um país que produz tanto petróleo. Para ele, a culpa é tanto da falta de preparação da Rússia quanto dos mísseis ucranianos. "Não quero me acostumar com filas", afirmou. "Espero que a situação mude logo e não continue assim."

Para muitos russos, a guerra está ficando cada vez mais próxima do cotidiano.

Putin tem se esforçado para poupar a maior parte da população das consequências do que chama de "operação militar especial" (no caso, a invasão em larga escala da Ucrânia), que já entra em seu quinto ano. Nas ruas de Moscou, há poucos sinais de conflito, apenas alguns cartazes exaltando soldados apresentados como heróis.

Mas o que tem sido mais difícil para as autoridades ignorarem é o número cada vez maior de ataques ucranianos com drones e mísseis em pleno território russo. Os alvos incluem refinarias de petróleo, enquanto explosões já escureceram o céu de Moscou e de São Petersburgo.

A isso se somam os bloqueios da internet, que restringem a circulação de informações, e, agora, a escassez de combustíveis.

A Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, enfrenta dificuldades para refinar combustível suficiente para atender à demanda interna.

Andrei, que enfrentava a fila pela primeira vez ao lado da esposa, Yekaterina, atribuiu a crise ao que chamou de "geopolítica" e reconheceu que a situação pode piorar.

"Esperamos que todos os lados comecem a se aproximar e discutam as condições para um acordo de paz", afirmou. "Mas, infelizmente, não vemos isso por parte dos nossos parceiros europeus. Então talvez a situação só piore."

Mesmo assim, ele se mostrou resignado. "Nós sobrevivemos aos anos 1990. Lembramos de tempos muito mais difíceis. Isso não nos assusta."

As redes sociais estão repletas de imagens de motoristas em filas para abastecer. Em alguns casos, os congestionamentos se estendem por quilômetros. Há também publicações que mostram brigas entre motoristas.

Na cidade turística de Anapa, às margens do Mar Negro, cossacos que integram grupos paramilitares tradicionais ligados ao Estado russo foram mobilizados para manter a ordem nas filas.

O racionamento já é adotado em muitas regiões, e várias delas proibiram o uso de galões para armazenar combustível. Em uma cidade da Sibéria, o prefeito providenciou banheiros químicos para os motoristas que aguardam para abastecer. Em algumas áreas, serviços de ônibus e de coleta de lixo foram reduzidos. Agricultores temem que a crise comprometa a colheita deste verão.

A preocupação é real e disseminada.

Mas será que os líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) reunidos na Turquia podem esperar que essa turbulência econômica se transforme em pressão política sobre a Rússia?

Essa é, certamente, a expectativa da Ucrânia, onde estrategistas apostam que os russos ficarão tão exasperados que passarão a pressionar Putin a encerrar a guerra.

A Rússia acompanha a situação de perto. Putin demonstrou preocupação suficiente para abordar publicamente a escassez de combustíveis na TV estatal. Ele reconheceu que os ataques ucranianos "obviamente estão criando problemas", mas insistiu que a situação "não é crítica".

Ainda assim, as autoridades não querem correr riscos. O governo já começou a aumentar as importações de combustíveis, subsidiar os preços e autorizar a venda de combustíveis de qualidade inferior, que, segundo alguns especialistas, podem danificar os motores.

Putin e seus assessores também sabem que a crise está influenciando a opinião pública.

A pesquisa mais recente do instituto independente Centro Levada mostra que a aprovação de Putin caiu para cerca de 74%. O levantamento também indica que a parcela dos russos que acredita que o país está no caminho certo recuou de 61%, em maio, para 52%.

Na semana passada, o instituto Gallup apontou que os russos estão mais pessimistas em relação à economia do que em qualquer outro momento dos últimos 20 anos. Segundo a pesquisa, 60% dos entrevistados afirmaram que as condições econômicas na região onde vivem estão piorando.

Até mesmo o instituto nacional de pesquisas de opinião da Rússia, o Vtsiom, ligado ao governo, indicou que a confiança em Putin caiu 3,4 pontos percentuais em apenas uma semana, para 73%.

Para Christopher Weafer, diretor da consultoria Macro Advisory, a crise dos combustíveis pode representar um "divisor de águas" para o crescimento da economia russa.

"Os custos da guerra estão aumentando", afirma Weafer. "Embora o impacto total da crise dos combustíveis só deva aparecer nas estatísticas de julho, a possibilidade de que ela se prolongue reduz significativamente as perspectivas de crescimento para o restante do ano."

Mas será que tudo isso vai se traduzir em pressão política sobre a Rússia para mudar de rumo?

Nina Khrushcheva, professora de relações internacionais da The New School, em Nova York, nos Estados Unidos, disse em entrevista à BBC que é pouco provável que Putin recue.

"Quanto mais pressionado ele se sentir, maior a probabilidade de agir de forma agressiva e repressiva", afirmou Khrushcheva. "Acho que a situação é séria, mas a expectativa no Ocidente de que os russos simplesmente derrubem o regime está muito distante da realidade."

Segundo Khrushcheva, os russos sentem muita raiva e desespero, mas também "muita resignação diante do que está acontecendo". Para ela, a esperança de governos europeus de que conseguirão forçar Putin a negociar "é uma fantasia, isso simplesmente não acontece".

Pelo contrário, todos os sinais indicam que Putin está endurecendo ainda mais a sua posição.

Na sexta-feira (3/7), Putin apareceu usando uniforme militar durante uma reunião com comandantes, na qual afirmou que as tropas russas estão obtendo vitórias na linha de frente e prometeu conquistar ainda mais território.

"As Forças Armadas da Rússia continuam mantendo, com confiança, a iniciativa estratégica na zona da operação militar especial", declarou Putin.

Em seguida, Putin orientou seus comandantes a analisar o envolvimento dos aliados europeus da Ucrânia no que chamou de "ações reais de combate", que, segundo ele, estariam prolongando a guerra. "Precisamos dessa análise para tomar decisões responsáveis no futuro", afirmou, sem dar mais detalhes.

A declaração chamou a atenção de diplomatas e analistas militares.

A pergunta que circula nas capitais ocidentais é: qual será o próximo passo de Putin? Ele vai escalar o conflito? E, em caso afirmativo, de que forma?

 

Fonte: Sputnik Brasil/BBC News Mundo

 

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