quinta-feira, 30 de julho de 2026

Alimento rico em nitratos naturais pode auxiliar no controle da hipertensão

A beterraba vem chamando a atenção de pesquisadores por seus possíveis benefícios para a saúde cardiovascular. Rica em nitratos naturais, antioxidantes, fibras e minerais, a raiz tem sido associada à melhora da circulação sanguínea e à redução moderada da pressão arterial, sempre como parte de uma alimentação equilibrada e sem substituir o tratamento médico. A informação foi dada pelo jornal El Tiempo, da Colômbia.

O principal diferencial da beterraba está na presença de nitratos naturais, compostos que o organismo transforma em óxido nítrico. Essa substância promove o relaxamento e a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação e contribuindo para o controle da pressão arterial.

Além dos nitratos, o alimento fornece betalaínas, pigmentos responsáveis pela coloração avermelhada da raiz, além de potássio, fibras, vitamina C e folato, nutrientes importantes para o funcionamento do sistema cardiovascular.

<><> O que dizem os estudos

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2013 no Journal of Nutrition, que reuniu resultados de ensaios clínicos randomizados, concluiu que o consumo de nitratos e de suco de beterraba esteve associado a uma redução significativa da pressão arterial sistólica em comparação aos grupos de controle.

Segundo os pesquisadores, esse efeito ocorre devido ao aumento da produção de óxido nítrico, que melhora a capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas destacam que os benefícios são moderados. Por isso, a beterraba deve ser encarada como um complemento de hábitos saudáveis, e não como alternativa ao tratamento da hipertensão.

<><> Benefícios além da pressão arterial

Os nutrientes presentes na beterraba também podem favorecer a saúde cardiovascular de outras formas. Os antioxidantes ajudam a proteger as artérias, enquanto o potássio auxilia no equilíbrio dos efeitos do sódio no organismo. Já o folato participa do bom funcionamento do sistema circulatório e da produção de glóbulos vermelhos.

O alimento ainda é fonte de fibras, que contribuem para o bom funcionamento do intestino, e de compostos antioxidantes que ajudam a combater o estresse oxidativo.

Os nitratos presentes na raiz também despertam interesse entre atletas. Algumas pesquisas indicam que eles podem contribuir para melhorar o desempenho físico, motivo pelo qual o suco de beterraba é frequentemente consumido antes da prática de exercícios.

<><> Como incluir a beterraba na alimentação

A raiz pode ser consumida de diferentes maneiras: crua e ralada em saladas, cozida no vapor, assada, em sopas, cremes, sucos ou até como ingrediente de homus.

Especialistas apontam que prepará-la no vapor ou assada ajuda a preservar melhor seus nutrientes do que o cozimento em grande quantidade de água. Já o consumo cru mantém níveis mais elevados de vitamina C.

Após a ingestão, é comum que a urina ou as fezes adquiram uma coloração avermelhada. O efeito é temporário e considerado inofensivo.

Pessoas com histórico de cálculos renais de oxalato devem moderar o consumo devido à presença desse composto na beterraba. Já quem tem diabetes deve preferir o alimento em sua forma integral, em vez do suco, para reduzir o impacto dos açúcares naturais.

<><> Não substitui o tratamento

Embora possa trazer benefícios para a saúde cardiovascular, a beterraba não substitui medicamentos nem outras medidas indicadas para o controle da hipertensão.

Quem tem pressão alta deve seguir as orientações médicas, que podem incluir mudanças na alimentação, prática de atividade física e uso de medicamentos quando necessário.

•        Peixe pouco consumido reúne proteínas e nutrientes que ajudam a controlar o colesterol

A cavala é uma alternativa nutritiva e acessível entre os peixes consumidos no mundo. Rica em proteínas de alto valor biológico, ômega-3, vitaminas e minerais, ela pode contribuir para a saúde do coração, do cérebro, dos ossos e do sistema imunológico, segundo especialistas.

Encontrada principalmente no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo, a cavala pertence à família dos escombrídeos, que reúne peixes de corpo alongado e focinho pontiagudo. A espécie costuma medir entre 25 e 45 centímetros, embora alguns exemplares possam atingir até quatro quilos. Sua carne é amplamente comercializada, com países como Noruega, Japão, China, Dinamarca e Países Baixos entre os principais produtores e exportadores.

De acordo com a coach de saúde especializada em inflamação Yael Hasbani, a melhor opção é consumir o peixe fresco, preparado no forno, grelhado ou em papillote. Quando a versão fresca não está disponível, a cavala enlatada também pode ser uma boa escolha, desde que conservada em água ou azeite e escorrida antes do consumo. A informação é do jornal La Nacion, da Argentina.

Um dos principais diferenciais da cavala é a elevada concentração dos ácidos graxos ômega-3 DHA e EPA, substâncias que ajudam a reduzir processos inflamatórios, proteger o sistema cardiovascular e favorecer a saúde cerebral. Como o organismo humano não produz esses nutrientes, eles precisam ser obtidos por meio da alimentação.

A Associação Americana do Coração recomenda o consumo de pelo menos duas porções semanais de peixes ricos em gordura boa, como a cavala. Estudos apontam que esse hábito está associado à redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol.

O peixe também é uma importante fonte de vitamina D, nutriente essencial para a absorção de cálcio e para a manutenção da saúde dos ossos, além de contribuir para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Também fornece minerais como selênio e cobre, relacionados à preservação da densidade óssea.

Outro destaque é o teor de proteínas. Uma porção de aproximadamente 150 gramas fornece entre 28 e 30 gramas do nutriente, fundamental para a formação e reparação de músculos, pele, órgãos e ossos.

Pesquisas também indicam que uma dieta rica em peixes gordurosos, fontes de EPA e DHA, pode estar associada à preservação da memória e de outras funções cognitivas ao longo do envelhecimento. Além disso, a cavala contém riboflavina (vitamina B2), nutriente que contribui para o funcionamento normal do sistema nervoso, segundo a Fundação Espanhola de Nutrição.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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