terça-feira, 28 de julho de 2026

Erro comum de quem tem diabetes ao escolher alimentos pode afetar o controle da glicose

A escolha dos alimentos é u um desafio para pessoas com diabetes, muitas acreditam que o açúcar é o único responsável pela elevação da glicose no sangue. No entanto, uma nova orientação divulgada pela American Diabetes Association (ADA) reforça que o fator mais importante para prever o impacto de um alimento na glicemia é a quantidade total de carboidratos, e não apenas os gramas de açúcar.

A recomendação, publicada pela equipe de Nutrição e Bem-Estar da entidade, explica que alimentos considerados “sem muito açúcar” podem provocar um aumento significativo da glicose justamente por serem ricos em amido, um tipo de carboidrato.

Segundo a ADA, compreender essa diferença ajuda as pessoas com diabetes a fazer escolhas mais equilibradas e evitar interpretações equivocadas ao analisar os rótulos dos alimentos.

<><> Todo açúcar é carboidrato, mas nem todo carboidrato é açúcar

Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. Depois de ingeridos, eles são transformados em glicose, que passa para a corrente sanguínea e é utilizada por músculos, cérebro e outros órgãos.

A ADA explica que existem três principais tipos de carboidratos:

•        Açúcares;

•        Amidos;

•        Fibras.

Por isso, alimentos praticamente sem açúcar podem elevar a glicemia da mesma forma que alimentos doces.

É o caso de:

•        batata assada;

•        arroz;

•        macarrão;

•        pão;

•        aveia;

•        biscoitos.

Todos eles contêm grande quantidade de amido, que também é convertido em glicose durante a digestão.

<><> Açúcar natural é diferente do açúcar adicionado

Outro ponto destacado pela entidade é a diferença entre os açúcares naturalmente presentes nos alimentos e aqueles adicionados durante a fabricação.

Os açúcares naturais estão presentes em alimentos como:

•        frutas;

•        leite.

Já os açúcares adicionados incluem ingredientes como:

•        açúcar refinado;

•        mel;

•        xaropes;

•        glicose adicionada a refrigerantes, bolos, biscoitos e doces industrializados.

Embora ambos influenciem a glicemia, alimentos que contêm açúcar natural costumam oferecer vitaminas, minerais, fibras ou proteínas, tornando-se opções nutricionalmente mais interessantes.

<><> O número mais importante no rótulo não é o açúcar

A orientação da ADA destaca que muitas pessoas olham primeiro a quantidade de açúcar na tabela nutricional. Porém, para quem precisa controlar a glicemia, o dado mais importante costuma ser outro.

O campo “Carboidratos Totais” informa a soma de:

•        açúcares;

•        amidos;

•        fibras.

É justamente essa quantidade que oferece uma estimativa mais precisa sobre quanto aquele alimento poderá elevar a glicose.

Por isso, um alimento pode conter poucos gramas de açúcar e, ainda assim, apresentar muitos carboidratos totais.

<><> Carboidratos de melhor qualidade ajudam no controle glicêmico

A ADA também orienta que nem todos os carboidratos têm o mesmo efeito no organismo.

Alimentos ricos em fibras ou acompanhados de proteínas costumam ser digeridos mais lentamente, reduzindo a velocidade com que a glicose chega à corrente sanguínea.

Entre as melhores opções estão:

•        batata-doce;

•        abóbora;

•        milho;

•        feijões;

•        lentilhas;

•        maçã;

•        frutas vermelhas;

•        melão;

•        laranja;

•        arroz integral;

•        quinoa;

•        aveia;

•        bulgur;

•        leite desnatado;

•        iogurte natural.

Esses alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável quando consumidos em quantidades adequadas ao plano alimentar individual.

<><> Bebidas açucaradas merecem atenção especial

Embora o foco principal seja a quantidade total de carboidratos, a ADA ressalta que os açúcares adicionados continuam sendo uma preocupação.

Isso acontece principalmente com bebidas açucaradas, como refrigerantes, refrescos e outras bebidas adoçadas.

Como normalmente não contêm fibras nem proteínas, esses produtos são absorvidos rapidamente, provocando elevações mais intensas da glicose.

Além disso, fornecem muitas calorias e poucos nutrientes.

<><> Como interpretar o rótulo dos alimentos

A Associação Americana de Diabetes recomenda observar alguns itens antes de colocar um produto no carrinho:

•        confira primeiro os carboidratos totais;

•        observe o tamanho da porção;

•        verifique a quantidade de fibras;

•        veja o teor de proteínas;

•        analise os açúcares adicionados;

•        compare produtos semelhantes antes da compra.

<><> O que muda na prática?

A principal mensagem da ADA é simples: controlar a glicemia vai muito além de evitar alimentos doces.

Na hora das refeições, vale mais a pena avaliar a quantidade total de carboidratos, considerar a presença de fibras e proteínas e observar o tamanho da porção consumida.

Essa estratégia ajuda a compreender melhor como cada alimento pode influenciar os níveis de glicose e favorece escolhas alimentares mais equilibradas no dia a dia.

>>> Importante:

As recomendações são gerais e não substituem o acompanhamento individualizado com médico e nutricionista. Pessoas que utilizam insulina ou outros medicamentos para diabetes devem seguir o plano alimentar definido pela equipe de saúde.

 

Fonte: Um Diabético

 

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