Erro
comum de quem tem diabetes ao escolher alimentos pode afetar o controle da
glicose
A
escolha dos alimentos é u um desafio para pessoas com diabetes, muitas
acreditam que o açúcar é o único responsável pela elevação da glicose no
sangue. No entanto, uma nova orientação divulgada pela American Diabetes
Association (ADA) reforça que o fator mais importante para prever o impacto de
um alimento na glicemia é a quantidade total de carboidratos, e não apenas os
gramas de açúcar.
A
recomendação, publicada pela equipe de Nutrição e Bem-Estar da entidade,
explica que alimentos considerados “sem muito açúcar” podem provocar um aumento
significativo da glicose justamente por serem ricos em amido, um tipo de
carboidrato.
Segundo
a ADA, compreender essa diferença ajuda as pessoas com diabetes a fazer
escolhas mais equilibradas e evitar interpretações equivocadas ao analisar os
rótulos dos alimentos.
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Todo açúcar é carboidrato, mas nem todo carboidrato é açúcar
Os
carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. Depois de
ingeridos, eles são transformados em glicose, que passa para a corrente
sanguínea e é utilizada por músculos, cérebro e outros órgãos.
A ADA
explica que existem três principais tipos de carboidratos:
• Açúcares;
• Amidos;
• Fibras.
Por
isso, alimentos praticamente sem açúcar podem elevar a glicemia da mesma forma
que alimentos doces.
É o
caso de:
• batata assada;
• arroz;
• macarrão;
• pão;
• aveia;
• biscoitos.
Todos
eles contêm grande quantidade de amido, que também é convertido em glicose
durante a digestão.
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Açúcar natural é diferente do açúcar adicionado
Outro
ponto destacado pela entidade é a diferença entre os açúcares naturalmente
presentes nos alimentos e aqueles adicionados durante a fabricação.
Os
açúcares naturais estão presentes em alimentos como:
• frutas;
• leite.
Já os
açúcares adicionados incluem ingredientes como:
• açúcar refinado;
• mel;
• xaropes;
• glicose adicionada a refrigerantes,
bolos, biscoitos e doces industrializados.
Embora
ambos influenciem a glicemia, alimentos que contêm açúcar natural costumam
oferecer vitaminas, minerais, fibras ou proteínas, tornando-se opções
nutricionalmente mais interessantes.
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O número mais importante no rótulo não é o açúcar
A
orientação da ADA destaca que muitas pessoas olham primeiro a quantidade de
açúcar na tabela nutricional. Porém, para quem precisa controlar a glicemia, o
dado mais importante costuma ser outro.
O campo
“Carboidratos Totais” informa a soma de:
• açúcares;
• amidos;
• fibras.
É
justamente essa quantidade que oferece uma estimativa mais precisa sobre quanto
aquele alimento poderá elevar a glicose.
Por
isso, um alimento pode conter poucos gramas de açúcar e, ainda assim,
apresentar muitos carboidratos totais.
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Carboidratos de melhor qualidade ajudam no controle glicêmico
A ADA
também orienta que nem todos os carboidratos têm o mesmo efeito no organismo.
Alimentos
ricos em fibras ou acompanhados de proteínas costumam ser digeridos mais
lentamente, reduzindo a velocidade com que a glicose chega à corrente
sanguínea.
Entre
as melhores opções estão:
• batata-doce;
• abóbora;
• milho;
• feijões;
• lentilhas;
• maçã;
• frutas vermelhas;
• melão;
• laranja;
• arroz integral;
• quinoa;
• aveia;
• bulgur;
• leite desnatado;
• iogurte natural.
Esses
alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável quando consumidos em
quantidades adequadas ao plano alimentar individual.
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Bebidas açucaradas merecem atenção especial
Embora
o foco principal seja a quantidade total de carboidratos, a ADA ressalta que os
açúcares adicionados continuam sendo uma preocupação.
Isso
acontece principalmente com bebidas açucaradas, como refrigerantes, refrescos e
outras bebidas adoçadas.
Como
normalmente não contêm fibras nem proteínas, esses produtos são absorvidos
rapidamente, provocando elevações mais intensas da glicose.
Além
disso, fornecem muitas calorias e poucos nutrientes.
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Como interpretar o rótulo dos alimentos
A
Associação Americana de Diabetes recomenda observar alguns itens antes de
colocar um produto no carrinho:
• confira primeiro os carboidratos totais;
• observe o tamanho da porção;
• verifique a quantidade de fibras;
• veja o teor de proteínas;
• analise os açúcares adicionados;
• compare produtos semelhantes antes da
compra.
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O que muda na prática?
A
principal mensagem da ADA é simples: controlar a glicemia vai muito além de
evitar alimentos doces.
Na hora
das refeições, vale mais a pena avaliar a quantidade total de carboidratos,
considerar a presença de fibras e proteínas e observar o tamanho da porção
consumida.
Essa
estratégia ajuda a compreender melhor como cada alimento pode influenciar os
níveis de glicose e favorece escolhas alimentares mais equilibradas no dia a
dia.
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Importante:
As
recomendações são gerais e não substituem o acompanhamento individualizado com
médico e nutricionista. Pessoas que utilizam insulina ou outros medicamentos
para diabetes devem seguir o plano alimentar definido pela equipe de saúde.
Fonte:
Um Diabético

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