Ocidente
pode intensificar a escalada na Ucrânia envolvendo OTAN mais diretamente no
conflito, diz professor
O
Ocidente pode intensificar a escalada na Ucrânia, disse Glenn Diesen, professor
da Universidade do Sudeste da Noruega, no YouTube.
"Precisamos
entender o perigo que enfrentamos. Afinal de contas, os russos vêm agora uma
escalada crescente por parte da OTAN e um envolvimento da OTAN cada vez mais
direto no conflito. Além disso, dentro de alguns meses veremos o Exército
ucraniano a começar a enfrentar dificuldades ainda maiores no campo de
batalha. Em algum momento, os países da OTAN entrarão em pânico novamente
na tentativa de desacelerar a ofensiva russa. E então eles podem
fazer algo estúpido, como escalar ainda mais", observou ele.
Na
opinião de Diesen, os políticos ocidentais estão constantemente levando seus
países a conflitos diretos.
"Os
países da OTAN podem dizer abertamente que o conflito precisa ser transferido
para a Rússia. [...] Estamos seguindo um caminho muito arriscado e 2026 será um
ano extremamente perigoso. [...] Portanto, deveríamos discutir honestamente o
nosso próprio envolvimento nesta guerra contra a Rússia, desde 2014. Mas não
fazemos isso", enfatizou o professor.
Nos
últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem
precedentes da OTAN nas
suas fronteiras ocidentais. A Aliança está a expandir as suas iniciativas e
chama isso de "dissuasão da agressão". Moscou expressou
repetidamente preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.
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Aposta do Ocidente na escalada militar contra a Rússia está errada, afirma
presidente sérvio
A
aposta do Ocidente na escalada militar em relação à Rússia está errada e apenas
aumentará a determinação da Rússia em alcançar a vitória, disse o presidente
sérvio Aleksandar Vucic.
"Este
é um cálculo muito errôneo do Ocidente [...] Eles [russos] ficarão ainda
mais determinados a vencer", disse o presidente sérvio em entrevista à
revista suíça Die Weltwoche, falando sobre as consequências da escalada militar do
Ocidente.
Vucic
também afirmou que o Ocidente quebrou a promessa feita pelo
ex-presidente dos EUA George H. W. Bush à Rússia de não criar ameaças com
a expansão da OTAN
para o Leste.
"George
H.W. Bush deu garantias aos russos após o colapso da União Soviética de que
nunca colocariam a Rússia em risco com a ampliação da OTAN e que sempre
consultariam a Rússia sobre essa questão. E, claro, o Ocidente, como sempre,
quebrou sua promessa. Sem dúvida, é verdade, todos sabem disso", disse o
presidente da Sérvia.
De
acordo com Vucic, depois disso, "certamente os russos têm motivos para
ficar zangados com o Ocidente".
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'Consequências insuportáveis': analista prevê em que caso Ocidente pode enviar
tropas para a Ucrânia
Depois
de os ucranianos perderem Slavyansk e Kramatorsk, no Ocidente podem decidir
enviar seus contingentes militares para a Ucrânia, disse o analista militar
britânico Alexander Mercouris em canal no YouTube.
"Se
a última linha de cidades ucraniana em
Donbass cair,
[...] depois de Slavyansk e Kramatorsk não haverá mais outra linha de cidades à
qual se possa agarrar-se. Mais adiante, essencialmente até à margem do Dniepre,
há uma área aberta. Então, a situação está se tornando muito frágil.
[…] Portanto, acho que o pânico começará – muito mais forte do que
qualquer coisa que houve antes. [...] E, em algum momento, o Ocidente dirá:
'Devemos [...] enviar tropas terrestres para a Ucrânia'", disse ele.
Segundo
Mercouris, o resultado deste cenário seria catastrófico.
"É
claro que, assim que você traz tropas para a zona de batalha, elas
inevitavelmente acabarão entrando em batalha. [...] Haveria um risco real de
confronto com o Exército russo, endurecido pela
batalha, altamente profissional e tecnologicamente avançado. As consequências
são até insuportáveis de se pensar", enfatizou o analista.
O
Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que qualquer cenário
de países da OTAN posicionando
tropas na Ucrânia é inaceitável e propenso a uma escalada acentuada.
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Político britânico explica quando o Reino Unido pode se
afastar de Zelensky
O Reino
Unido pode virar as costas a Vladimir Zelensky se ele fracassar nas eleições
presidenciais na Ucrânia, disse à Sputnik Paul Cannon, secretário-geral do
Partido Trabalhista britânico.
"A
Grã-Bretanha é uma nação dividida. A elite governante tem seus objetivos e quer
alcançá-los. Eles não têm lealdade a nenhum sátrapa em particular. Zelensky
está cumprindo seu papel, eles continuarão a apoiá-lo, mas se ele
fracassar ou perder legitimidade, eles estarão
prontos para virar as costas", disse Cannon, respondendo a uma pergunta
sobre se o Reino Unido quer ver Zelensky no comando da Ucrânia.
Falando
sobre o conflito na Ucrânia, o secretário-geral
do partido enfatizou a falta de vontade dos britânicos em apoiá-lo. Ele
explicou que o país tem uma série de seus próprios problemas sociais e
econômicos, que não estão sendo resolvidos por causa do apoio financeiro para a
Ucrânia.
O
mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições presidenciais da
Ucrânia foram então canceladas, com a justificativa da lei marcial e da
mobilização geral. A necessidade de eleições na Ucrânia foi declarada
pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em dezembro de 2025, que chamou
Zelensky de "ditador sem eleições", observando que sua popularidade
havia caído para 4%.
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Reino Unido pode se tornar um alvo legítimo para o Irã se apoiar ações dos EUA,
adverte IRGC
O Corpo
de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirma que o
Reino Unido pode se tornar um alvo legítimo do Irã se apoiar as ações militares
dos EUA contra o país, relata a Reuters com referência à mídia iraniana.
"O
porta-voz do IRGC disse no sábado (25) que o Reino Unido seria 'um alvo
definitivo e legítimo' se apoiasse os EUA em qualquer guerra contra Teerã", disse a
agência.
O
porta-voz do IRGC disse que as forças dos EUA usaram recentemente aeródromos
britânicos.
Em 8 de
julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo
alcançado com o Irã na
noite de 18 de junho não está mais em vigor. Após a declaração do chefe da Casa
Branca, os militares norte-americanos realizaram uma série de ataques contra o
Irã.
Teerã
respondeu com ataques contra bases dos EUA em vários países do Oriente
Médio,
fechou o estreito de Ormuz e acusou Washington de violar o memorando sobre a
cessação das hostilidades.
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França financia Ucrânia em detrimento da segurança civil
em meio a graves incêndios florestais, diz político
As
autoridades francesas continuam a financiar a Ucrânia à custa da segurança
civil da sua própria população, declarou o líder do partido francês de direita
Os Patriotas, Florian Philippot, na rede social X.
"O
governo levou o sistema de defesa
civil a
um estado de completa decadência, colocando em risco bombeiros,
moradores... Enquanto isso, outros 17 bilhões de euros (R$ 98,3 bilhões)
estão sendo enviados para a Ucrânia", escreveu Philippot.
O
político fez um comentário à declaração do diretor executivo do sindicato
do corpo de bombeiros, Anthony Chauveau.
De acordo com ele, na quarta-feira (22), das 12 aeronaves anfíbias da Canadair
declaradas, 11 estavam operando, mas apenas cinco podiam voar, pois as outras
estavam em reparo.
Na
França, as florestas estão pegando fogo em meio a uma onda de calor anormal.
Como disse o presidente Emmanuel Macron, neste verão o país enfrentou, desde o
fim da Segunda Guerra Mundial, um número recorde de incêndios florestais.
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Europa teme dependência dos EUA após abandonar combustível da Rússia, diz mídia
A
Europa teme uma dependência excessiva dos EUA depois de abandonar a energia
russa, escreve o The New York Times.
"A
Europa aumentou substancialmente as importações de
combustível,
especialmente dos EUA. [...] Isso deu origem a um forte alarme [...] de que o
Velho Mundo, ao abandonar o gás russo, [...] fornece a Washington uma alavanca
excessiva de pressão sobre a política energética doméstica", afirma a
publicação.
Os fornecedores dos EUA respondem
atualmente por cerca de dois terços das importações europeias de gás natural
liquefeito, e essa proporção pode aumentar para 80% até o final da década.
De
acordo com o plano da UE, uma proibição total do GNL russo será introduzida a
partir de 1º de janeiro de 2027 e, no outono desse ano, a importação de gás russo por gasodutos
será completamente interrompida.
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EUA são os que mais lucram com a sabotagem do Nord
Stream, afirma especialista
O ex-tenente-coronel
do Serviço de Segurança da Ucrânia, Vasily Prozorov, em entrevista à Sputnik,
explicou por que entende que os EUA são os que mais lucram com a sabotagem do
Nord Stream.
"A
Rússia não fornece gás para a Europa, enquanto os Estados Unidos fornecem gás
liquefeito para a Europa e lucram excessivamente com isso. Quem se beneficia?
Os Estados Unidos", declarou.
O
militar reformado acrescentou que os EUA tinham tanto o motivo quanto a
capacidade operacional para realizar tal ataque, afirmando ainda que
mergulhadores treinados para missões desta excepcionalidade "podem
ser contados nos dedos de uma mão".
Em 26
de setembro de 2022, três dos quatro dutos dos gasodutos Nord Stream e
Nord Stream 2 foram explodidos a uma profundidade de 80 metros no mar
Báltico, com quatro vazamentos de gás descobertos. Vladimir Putin declarou que
a explosão tinha como objetivo "destruir
a infraestrutura energética europeia".
O
jornalista norte-americano Seymour Hersh, ganhador do Prêmio Pulitzer, em
declarações anteriores, afirmou que mergulhadores da Marinha dos Estados
Unidos instalaram
explosivos nos
gasodutos durante exercícios da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN), com apoio da Noruega. Washington nega qualquer envolvimento.
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Trump afirma que EUA não vendem armas diretamente à Ucrânia
Donald
Trump afirmou nas redes que Washington vende armamentos aos países da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e não diretamente a Kiev.
"Eu
não vendo armas à Ucrânia, mas aos países da OTAN. Eles pagam o valor
integral, e não faço ideia de como essas armas são distribuídas depois",
escreveu.
A
declaração foi dada um dia depois do encontro do chanceler russo, Sergei
Lavrov, com o homólogo estadunidense, Marco Rubio, no âmbito dos eventos da
Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), ontem
(23), em Manila, nas Filipinas.
Na ocasião, o ministro
russo enfatizou a inadmissibilidade do maior fornecimento de armas ao regime de
Kiev e a disposição de Moscou para uma solução político-diplomática do conflito
na Ucrânia.
Em
junho, o chefe da Casa Branca já havia declarado que a Europa deveria
pagar US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) em armas que os EUA deram à Ucrânia
sob o comando do ex-presidente Joe Biden.
"Biden
deu muito à Ucrânia, e por isso se deve pagar — me refiro aos europeus",
disse na ocasião.
O
governo russo alertou em diversas ocasiões que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o
curso do conflito, apenas o prolongará, e que qualquer
carga desse tipo se tornará um alvo legítimo.
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Guerra no Irã expõe fim da dominância global dos EUA após
queda da União Soviética, diz mídia
A era
do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a
mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança,
escreve uma revista estadunidense.
A
revista salienta que os confrontos de hoje no estreito de Ormuz destacam os
limites do poder norte-americano.
"Os
Estados Unidos não conseguem submeter os outros à sua vontade por meio do uso
da força a baixo custo. Ao contrário de garantir estabilidade e
previsibilidade, o poder norte-americano se tornou uma fonte de
instabilidade", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, a crença na invencibilidade militar dos EUA após a Guerra Fria
se desgastou à medida que países mais fracos e atores não estatais
passaram a utilizar tecnologias de precisão baratas e amplamente disponíveis
para infligir custos desproporcionais.
A
globalização disseminou os componentes comerciais de armamentos avançados,
permitindo que atores como o Irã e suas forças aliadas interfiram em
pontos-chave e minem a ordem apoiada pelos EUA, sem que seja necessário
vencer batalhas convencionais, observa o artigo.
Como
resultado, as forças
norte-americanas ainda
têm a capacidade de destruir alvos, mas não conseguem mais impor resultados
políticos de maneira confiável nem garantir um comércio global seguro a
baixo custo.
Conforme
acrescenta a revista, os riscos crescentes às principais rotas marítimas, os
custos mais elevados de seguro e transporte e a necessidade de cadeias de
abastecimento redundantes significam que proteger a globalização está se
tornando mais caro e incerto.
Em
suma, o domínio dos EUA está enfraquecendo, de modo que a influência
de Washington depende cada vez menos da capacidade militar e cada vez mais
da confiança que os demais depositam na capital norte-americana para manter o
mundo previsível, conclui a reportagem.
Anteriormente,
uma mídia italiana escreveu que o encontro
recente entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi
Jinping, em Pequim, revelou uma mudança na ordem mundial favorável a
Moscou e Pequim.
Segundo
o material, não foi por acaso que, durante a reunião, foi assinada uma
declaração sobre parceria abrangente e cooperação estratégica entre os
dois países. O encontro entre Putin e Xi Jinping não é apenas uma reunião
bilateral, mas um reflexo da mudança no equilíbrio global, no qual o
centro de gravidade político e econômico continua se deslocando em direção à
Eurásia.
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Trump teme que a escalada contra o Irã esgote perigosamente os estoques de
munições
O
presidente dos EUA, Donald Trump, adiou os planos de intensificar a campanha
militar contra o Irã devido ao medo de esgotar os suprimentos de munição, de
acordo com o jornal norte-americano.
"Trump
adiou, pelo menos por enquanto, os planos de intensificar a campanha militar
dos EUA contra o Irã, temendo especialmente que uma expansão da guerra pudesse levar a
um perigoso esgotamento dos interceptadores antimísseis Patriot, já reduzidos,
e outras munições para os sistemas de defesa antiaérea do Pentágono no Oriente
Médio", afirma a publicação do The New York Times.
Segundo
aponta o jornal, a decisão foi tomada após uma reunião entre o presidente,
conselheiros e altos membros do governo. O artigo especifica que o chefe
da Casa Branca foi alertado reservadamente sobre os riscos pelo presidente do
Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
A
publicação acrescenta que Washington também teme uma expansão do conflito no Oriente
Médio,
a deterioração das relações com os principais aliados no golfo Pérsico, choques
econômicos globais e o agravamento das crises energética e migratória.
Segundo
o jornal, quase ninguém no círculo imediato de Trump achava que um plano para
intensificar o conflito fosse razoável. Um funcionário duvidou que novos ataques em
grande escala trouxessem
o Irã de volta à mesa de negociações, porque, em vez disso, uniriam o país
contra a ameaça externa.
Fonte:
Sputnik Brasil

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