terça-feira, 28 de julho de 2026

Ocidente pode intensificar a escalada na Ucrânia envolvendo OTAN mais diretamente no conflito, diz professor

O Ocidente pode intensificar a escalada na Ucrânia, disse Glenn Diesen, professor da Universidade do Sudeste da Noruega, no YouTube.

"Precisamos entender o perigo que enfrentamos. Afinal de contas, os russos vêm agora uma escalada crescente por parte da OTAN e um envolvimento da OTAN cada vez mais direto no conflito. Além disso, dentro de alguns meses veremos o Exército ucraniano a começar a enfrentar dificuldades ainda maiores no campo de batalha. Em algum momento, os países da OTAN entrarão em pânico novamente na tentativa de desacelerar a ofensiva russa. E então eles podem fazer algo estúpido, como escalar ainda mais", observou ele.

Na opinião de Diesen, os políticos ocidentais estão constantemente levando seus países a conflitos diretos.

"Os países da OTAN podem dizer abertamente que o conflito precisa ser transferido para a Rússia. [...] Estamos seguindo um caminho muito arriscado e 2026 será um ano extremamente perigoso. [...] Portanto, deveríamos discutir honestamente o nosso próprio envolvimento nesta guerra contra a Rússia, desde 2014. Mas não fazemos isso", enfatizou o professor.

Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN nas suas fronteiras ocidentais. A Aliança está a expandir as suas iniciativas e chama isso de "dissuasão da agressão". Moscou expressou repetidamente preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.

<><> Aposta do Ocidente na escalada militar contra a Rússia está errada, afirma presidente sérvio

A aposta do Ocidente na escalada militar em relação à Rússia está errada e apenas aumentará a determinação da Rússia em alcançar a vitória, disse o presidente sérvio Aleksandar Vucic.

"Este é um cálculo muito errôneo do Ocidente [...] Eles [russos] ficarão ainda mais determinados a vencer", disse o presidente sérvio em entrevista à revista suíça Die Weltwoche, falando sobre as consequências da escalada militar do Ocidente.

Vucic também afirmou que o Ocidente quebrou a promessa feita pelo ex-presidente dos EUA George H. W. Bush à Rússia de não criar ameaças com a expansão da OTAN para o Leste.

"George H.W. Bush deu garantias aos russos após o colapso da União Soviética de que nunca colocariam a Rússia em risco com a ampliação da OTAN e que sempre consultariam a Rússia sobre essa questão. E, claro, o Ocidente, como sempre, quebrou sua promessa. Sem dúvida, é verdade, todos sabem disso", disse o presidente da Sérvia.

De acordo com Vucic, depois disso, "certamente os russos têm motivos para ficar zangados com o Ocidente".

<><> 'Consequências insuportáveis': analista prevê em que caso Ocidente pode enviar tropas para a Ucrânia

Depois de os ucranianos perderem Slavyansk e Kramatorsk, no Ocidente podem decidir enviar seus contingentes militares para a Ucrânia, disse o analista militar britânico Alexander Mercouris em canal no YouTube.

"Se a última linha de cidades ucraniana em Donbass cair, [...] depois de Slavyansk e Kramatorsk não haverá mais outra linha de cidades à qual se possa agarrar-se. Mais adiante, essencialmente até à margem do Dniepre, há uma área aberta. Então, a situação está se tornando muito frágil. […] Portanto, acho que o pânico começará – muito mais forte do que qualquer coisa que houve antes. [...] E, em algum momento, o Ocidente dirá: 'Devemos [...] enviar tropas terrestres para a Ucrânia'", disse ele.

Segundo Mercouris, o resultado deste cenário seria catastrófico.

"É claro que, assim que você traz tropas para a zona de batalha, elas inevitavelmente acabarão entrando em batalha. [...] Haveria um risco real de confronto com o Exército russo, endurecido pela batalha, altamente profissional e tecnologicamente avançado. As consequências são até insuportáveis de se pensar", enfatizou o analista.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que qualquer cenário de países da OTAN posicionando tropas na Ucrânia é inaceitável e propenso a uma escalada acentuada.

¨      Político britânico explica quando o Reino Unido pode se afastar de Zelensky

O Reino Unido pode virar as costas a Vladimir Zelensky se ele fracassar nas eleições presidenciais na Ucrânia, disse à Sputnik Paul Cannon, secretário-geral do Partido Trabalhista britânico.

"A Grã-Bretanha é uma nação dividida. A elite governante tem seus objetivos e quer alcançá-los. Eles não têm lealdade a nenhum sátrapa em particular. Zelensky está cumprindo seu papel, eles continuarão a apoiá-lo, mas se ele fracassar ou perder legitimidade, eles estarão prontos para virar as costas", disse Cannon, respondendo a uma pergunta sobre se o Reino Unido quer ver Zelensky no comando da Ucrânia.

Falando sobre o conflito na Ucrânia, o secretário-geral do partido enfatizou a falta de vontade dos britânicos em apoiá-lo. Ele explicou que o país tem uma série de seus próprios problemas sociais e econômicos, que não estão sendo resolvidos por causa do apoio financeiro para a Ucrânia.

O mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições presidenciais da Ucrânia foram então canceladas, com a justificativa da lei marcial e da mobilização geral. A necessidade de eleições na Ucrânia foi declarada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em dezembro de 2025, que chamou Zelensky de "ditador sem eleições", observando que sua popularidade havia caído para 4%.

<><> Reino Unido pode se tornar um alvo legítimo para o Irã se apoiar ações dos EUA, adverte IRGC

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirma que o Reino Unido pode se tornar um alvo legítimo do Irã se apoiar as ações militares dos EUA contra o país, relata a Reuters com referência à mídia iraniana.

"O porta-voz do IRGC disse no sábado (25) que o Reino Unido seria 'um alvo definitivo e legítimo' se apoiasse os EUA em qualquer guerra contra Teerã", disse a agência.

O porta-voz do IRGC disse que as forças dos EUA usaram recentemente aeródromos britânicos.

Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não está mais em vigor. Após a declaração do chefe da Casa Branca, os militares norte-americanos realizaram uma série de ataques contra o Irã.

Teerã respondeu com ataques contra bases dos EUA em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.

¨      França financia Ucrânia em detrimento da segurança civil em meio a graves incêndios florestais, diz político

As autoridades francesas continuam a financiar a Ucrânia à custa da segurança civil da sua própria população, declarou o líder do partido francês de direita Os Patriotas, Florian Philippot, na rede social X.

"O governo levou o sistema de defesa civil a um estado de completa decadência, colocando em risco bombeiros, moradores... Enquanto isso, outros 17 bilhões de euros (R$ 98,3 bilhões) estão sendo enviados para a Ucrânia", escreveu Philippot.

O político fez um comentário à declaração do diretor executivo do sindicato do corpo de bombeiros, Anthony Chauveau. De acordo com ele, na quarta-feira (22), das 12 aeronaves anfíbias da Canadair declaradas, 11 estavam operando, mas apenas cinco podiam voar, pois as outras estavam em reparo.

Na França, as florestas estão pegando fogo em meio a uma onda de calor anormal. Como disse o presidente Emmanuel Macron, neste verão o país enfrentou, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, um número recorde de incêndios florestais.

<><> Europa teme dependência dos EUA após abandonar combustível da Rússia, diz mídia

A Europa teme uma dependência excessiva dos EUA depois de abandonar a energia russa, escreve o The New York Times.

"A Europa aumentou substancialmente as importações de combustível, especialmente dos EUA. [...] Isso deu origem a um forte alarme [...] de que o Velho Mundo, ao abandonar o gás russo, [...] fornece a Washington uma alavanca excessiva de pressão sobre a política energética doméstica", afirma a publicação.

Os fornecedores dos EUA respondem atualmente por cerca de dois terços das importações europeias de gás natural liquefeito, e essa proporção pode aumentar para 80% até o final da década.

De acordo com o plano da UE, uma proibição total do GNL russo será introduzida a partir de 1º de janeiro de 2027 e, no outono desse ano, a importação de gás russo por gasodutos será completamente interrompida.

¨      EUA são os que mais lucram com a sabotagem do Nord Stream, afirma especialista

O ex-tenente-coronel do Serviço de Segurança da Ucrânia, Vasily Prozorov, em entrevista à Sputnik, explicou por que entende que os EUA são os que mais lucram com a sabotagem do Nord Stream.

"A Rússia não fornece gás para a Europa, enquanto os Estados Unidos fornecem gás liquefeito para a Europa e lucram excessivamente com isso. Quem se beneficia? Os Estados Unidos", declarou.

O militar reformado acrescentou que os EUA tinham tanto o motivo quanto a capacidade operacional para realizar tal ataque, afirmando ainda que mergulhadores treinados para missões desta excepcionalidade "podem ser contados nos dedos de uma mão".

Em 26 de setembro de 2022, três dos quatro dutos dos gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2 foram explodidos a uma profundidade de 80 metros no mar Báltico, com quatro vazamentos de gás descobertos. Vladimir Putin declarou que a explosão tinha como objetivo "destruir a infraestrutura energética europeia".

O jornalista norte-americano Seymour Hersh, ganhador do Prêmio Pulitzer, em declarações anteriores, afirmou que mergulhadores da Marinha dos Estados Unidos instalaram explosivos nos gasodutos durante exercícios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com apoio da Noruega. Washington nega qualquer envolvimento.

<><> Trump afirma que EUA não vendem armas diretamente à Ucrânia

Donald Trump afirmou nas redes que Washington vende armamentos aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e não diretamente a Kiev.

"Eu não vendo armas à Ucrânia, mas aos países da OTAN. Eles pagam o valor integral, e não faço ideia de como essas armas são distribuídas depois", escreveu.

A declaração foi dada um dia depois do encontro do chanceler russo, Sergei Lavrov, com o homólogo estadunidense, Marco Rubio, no âmbito dos eventos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), ontem (23), em Manila, nas Filipinas.

Na ocasião, o ministro russo enfatizou a inadmissibilidade do maior fornecimento de armas ao regime de Kiev e a disposição de Moscou para uma solução político-diplomática do conflito na Ucrânia.

Em junho, o chefe da Casa Branca já havia declarado que a Europa deveria pagar US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) em armas que os EUA deram à Ucrânia sob o comando do ex-presidente Joe Biden.

"Biden deu muito à Ucrânia, e por isso se deve pagar — me refiro aos europeus", disse na ocasião.

O governo russo alertou em diversas ocasiões que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará, e que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo.

¨      Guerra no Irã expõe fim da dominância global dos EUA após queda da União Soviética, diz mídia

A era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança, escreve uma revista estadunidense.

A revista salienta que os confrontos de hoje no estreito de Ormuz destacam os limites do poder norte-americano.

"Os Estados Unidos não conseguem submeter os outros à sua vontade por meio do uso da força a baixo custo. Ao contrário de garantir estabilidade e previsibilidade, o poder norte-americano se tornou uma fonte de instabilidade", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a crença na invencibilidade militar dos EUA após a Guerra Fria se desgastou à medida que países mais fracos e atores não estatais passaram a utilizar tecnologias de precisão baratas e amplamente disponíveis para infligir custos desproporcionais.

A globalização disseminou os componentes comerciais de armamentos avançados, permitindo que atores como o Irã e suas forças aliadas interfiram em pontos-chave e minem a ordem apoiada pelos EUA, sem que seja necessário vencer batalhas convencionais, observa o artigo.

Como resultado, as forças norte-americanas ainda têm a capacidade de destruir alvos, mas não conseguem mais impor resultados políticos de maneira confiável nem garantir um comércio global seguro a baixo custo.

Conforme acrescenta a revista, os riscos crescentes às principais rotas marítimas, os custos mais elevados de seguro e transporte e a necessidade de cadeias de abastecimento redundantes significam que proteger a globalização está se tornando mais caro e incerto.

Em suma, o domínio dos EUA está enfraquecendo, de modo que a influência de Washington depende cada vez menos da capacidade militar e cada vez mais da confiança que os demais depositam na capital norte-americana para manter o mundo previsível, conclui a reportagem.

Anteriormente, uma mídia italiana escreveu que o encontro recente entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, revelou uma mudança na ordem mundial favorável a Moscou e Pequim.

Segundo o material, não foi por acaso que, durante a reunião, foi assinada uma declaração sobre parceria abrangente e cooperação estratégica entre os dois países. O encontro entre Putin e Xi Jinping não é apenas uma reunião bilateral, mas um reflexo da mudança no equilíbrio global, no qual o centro de gravidade político e econômico continua se deslocando em direção à Eurásia.

<><> Trump teme que a escalada contra o Irã esgote perigosamente os estoques de munições

O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou os planos de intensificar a campanha militar contra o Irã devido ao medo de esgotar os suprimentos de munição, de acordo com o jornal norte-americano.

"Trump adiou, pelo menos por enquanto, os planos de intensificar a campanha militar dos EUA contra o Irã, temendo especialmente que uma expansão da guerra pudesse levar a um perigoso esgotamento dos interceptadores antimísseis Patriot, já reduzidos, e outras munições para os sistemas de defesa antiaérea do Pentágono no Oriente Médio", afirma a publicação do The New York Times.

Segundo aponta o jornal, a decisão foi tomada após uma reunião entre o presidente, conselheiros e altos membros do governo. O artigo especifica que o chefe da Casa Branca foi alertado reservadamente sobre os riscos pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.

A publicação acrescenta que Washington também teme uma expansão do conflito no Oriente Médio, a deterioração das relações com os principais aliados no golfo Pérsico, choques econômicos globais e o agravamento das crises energética e migratória.

Segundo o jornal, quase ninguém no círculo imediato de Trump achava que um plano para intensificar o conflito fosse razoável. Um funcionário duvidou que novos ataques em grande escala trouxessem o Irã de volta à mesa de negociações, porque, em vez disso, uniriam o país contra a ameaça externa.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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