terça-feira, 28 de julho de 2026

Só a extrema direita pode produzir lixos como Milei

Seria pedir demais cobrar um mínimo de compostura e civilidade de fascistas. De suas lideranças, então, nem se fala. Seja no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos, na Hungria, ou em qualquer outro país, os extremistas de direita têm se firmado como uma espécie de síntese do que pode haver de pior e mais execrável no ser humano.

Por isso, as ofensas de Milei ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e ao presidente Lula não surpreendem, afinal, o presidente argentino entregou o que dele se esperava. Aliás, foi exatamente sua capacidade de proferir discursos com conteúdos próprios de um demente que levou seus anfitriões a convidá-lo para a convenção do PL.

Tratado com toda a pompa por Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e pela claque de cães hidrófobos presente ao encontro que lançou o herdeiro do golpista à presidência da República, Milei se sentiu ainda mais à vontade para protagonizar seu showzinho de cafajestice.

Que se dane se o Brasil e a Argentina são nações amigas com inúmeros interesses econômicos comuns e sólidos laços históricos e culturais.

No entanto, levar esses fatores em conta é coisa de quem honra o cargo que ocupa e sabe separar diferenças políticas e ideológicas de questões de Estado.

Decididamente, esses parâmetros e conceitos não estão ao alcance de uma aberração como o atual presidente da Argentina. Aliás, fora da bolha bolsonarista, a possibilidade de Milei trazer votos para campanha de Flávio Bolsonaro é igual a zero.

Mas ele se engana quando pensa que pode usar falas estúpidas como biombo para esconder sua rejeição de 65% dos argentinos, vítimas de um empobrecimento sem precedentes gerado por seu governo.

O desespero da fome na Argentina de Milei tem feito as pessoas comerem carne de burro.

•        Mauro Vieira lamenta “episódio infamante” envolvendo Milei em solo nacional

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como um “episódio infamante” as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, durante sua visita privada à convenção de Flávio Bolsonaro, representante da extrema-direita no Brasil, quando ele proferiu insultos ao Brasil. Em nota divulgada neste domingo (27), o Itamaraty anunciou a convocação do embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para transmitir a repulsa do governo brasileiro às ofensas e cobrar explicações sobre o comportamento do mandatário argentino em território nacional.

Por determinação de Mauro Vieira, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, também foi chamado a consultas ao Brasil, em um gesto diplomático que evidencia o forte descontentamento do governo brasileiro com a atitude de Milei.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Javier Milei dirigiu ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às instituições democráticas brasileiras, ao Poder Judiciário e ao povo brasileiro.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, afirmou o Itamaraty.

A nota destaca ainda o impacto político do episódio sobre a relação bilateral.

“É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.

A convocação do embaixador argentino e o chamado do representante brasileiro em Buenos Aires constituem uma das mais duras respostas diplomáticas adotadas pelo governo brasileiro desde o início da gestão de Javier Milei, evidenciando a gravidade atribuída por Brasília às declarações feitas pelo presidente argentino em solo brasileiro.

>>> Leia a íntegra da nota do Itamaraty

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou na tarde deste domingo o Embaixador da República Argentina, Daniel Raimondi, para transmitir a repulsa do Governo brasileiro aos impropérios emitidos pelo Presidente Javier Milei durante a sua visita privada a São Paulo, em 25 de julho, e cobrar explicações sobre o comportamento do mandatário argentino em território brasileiro.

Também neste domingo, por determinação do Ministro Mauro Vieira, o Embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado a consultas ao Brasil.

Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial.

<><> Resposta firme do Brasil aos insultos de Milei ganha destaque e apoio na mídia argentina

A dura resposta do governo brasileiro aos ataques do presidente argentino, Javier Milei, repercutiu amplamente na imprensa da Argentina. O canal C5N, um dos principais veículos de televisão do país, assim como vários jornais argentinos, destacaram a decisão do Itamaraty de convocar o embaixador argentino em Brasília e chamar para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, classificando o episódio como uma grave escalada diplomática entre os dois países.

Na cobertura, o C5N enfatizou que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou profundo mal-estar com as declarações de Milei, ressaltando o trecho da nota oficial em que o Itamaraty afirma que “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, tenha proferido agressões e ofensas” ao chefe de Estado brasileiro, às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e ao povo brasileiro.

O canal argentino recordou que, durante a convenção do Partido Liberal, em São Paulo, Milei dirigiu insultos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, além de manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

A reportagem também destacou a reação das instituições brasileiras. Além da resposta do Itamaraty, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, condenou os ataques de Milei ao Judiciário brasileiro, enquanto autoridades do governo e lideranças políticas manifestaram repúdio às declarações do presidente argentino.

Segundo o C5N, analistas e diplomatas argentinos avaliam que a atitude de Milei representa uma das mais graves imprudências diplomáticas desde a redemocratização da Argentina, em 1983, sobretudo por colocar em risco a relação com o principal parceiro comercial do país. A emissora também observou que a agenda de Milei no Brasil foi exclusivamente voltada ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, sem qualquer encontro institucional com representantes do governo brasileiro.

A repercussão do episódio extrapolou a Argentina. Veículos internacionais também destacaram a decisão do governo brasileiro de convocar o embaixador argentino e chamar seu representante diplomático em Buenos Aires para consultas, interpretando a medida como um dos mais fortes protestos diplomáticos entre os dois países nas últimas décadas.

•        Milei descarta pedido de desculpas a Lula após ataques

O governo da Argentina não pretende apresentar um pedido oficial de desculpas ao Brasil pelas declarações ofensivas feitas pelo presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi publicada pelo jornal argentino La Nación.

Segundo a publicação, uma fonte da Casa Rosada afirmou de forma categórica que “não haverá pedido de desculpas” pelas declarações feitas por Milei durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25). No evento, em São Paulo, o presidente argentino chamou Moraes de “lixo careca” e se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”.

Ainda de acordo com o La Nación, outro integrante do governo argentino avaliou que o silêncio poderá ser a estratégia adotada para evitar uma escalada ainda maior da tensão diplomática. “Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, afirmou a fonte ao jornal.

A resposta do governo brasileiro foi imediata. Após os ataques de Milei, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre o estado das relações bilaterais. O diplomata deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira (27) para uma reunião com o chanceler Mauro Vieira. No âmbito da diplomacia, a convocação de um embaixador é considerada uma manifestação contundente de insatisfação com a conduta de outro governo.

As declarações foram feitas durante a convenção do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do partido à Presidência da República. Em seu discurso, Milei direcionou ataques tanto ao presidente Lula quanto ao ministro Alexandre de Moraes, ampliando o desgaste entre Brasília e Buenos Aires.

A repercussão das falas ultrapassou as fronteiras brasileiras. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestaram repúdio às declarações do presidente argentino.

Na própria Argentina, o discurso também gerou críticas. O governador da província de Buenos Aires e principal líder da oposição ao governo Milei, Axel Kicillof, afirmou ter sentido “vergonha alheia” diante da manifestação do presidente argentino.

Mesmo após o início da crise diplomática, Milei voltou a fazer acusações contra o Brasil. Em entrevista concedida à Rádio Mitre no domingo (26), o presidente argentino alegou, sem apresentar provas, que Brasil, México e integrantes do Partido Democrata dos Estados Unidos financiaram uma suposta “campanha anti-Argentina”.

Segundo Milei, o governo brasileiro teria sido o principal financiador dessa iniciativa. “Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina? O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”, declarou.

•        Milei deve ser declarado persona non grata, impedido de entrar no Brasil e o Itamaraty deve agir imediatamente. Por Leonardo Attuch

Por mais estratégicos, históricos e fundamentais que sejam os laços diplomáticos, econômicos e culturais entre o Brasil e a Argentina, há limites que uma nação soberana jamais pode permitir que sejam ultrapassados. As reiteradas agressões e afrontas desferidas pelo repugnante presidente argentino, Javier Milei, contra o Estado brasileiro constituem uma violência inaceitável. A diplomacia da convivência civilizada exige respeito mútuo – um princípio básico brutalmente atropelado pelo mandatário do país vizinho.

É estarrecedor que uma figura pública com tamanha incapacidade administrativa se julgue no direito de orquestrar ataques verbais em pleno território nacional. Milei é o responsável direto por causar a maior catástrofe econômica e social da história recente da Argentina, reduzindo uma nação altiva a um cenário desesperador no qual parcelas da população passaram tragicamente a recorrer ao consumo de carne de burro e de pombos para sobreviver. Mesmo afundado na tragédia que ele próprio produziu, ele insiste em desembarcar no Brasil para insultar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – um estadista de estatura global reconhecido internacionalmente por ter retirado dezenas de milhões de brasileiros da pobreza – e para atacar autoridades do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes.

<><> As providências imediatas do Itamaraty

Diante do desrespeito flagrante às instituições da República e à própria soberania nacional, o Ministério das Relações Exteriores não pode se limitar a notas moderadas. O Itamaraty precisa tomar duas providências imediatas: convocar o embaixador argentino em Brasília para prestar explicações formais e rigorosas e, em ato contínuo, chamar o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas. Essa medida rebaixa temporariamente o nível das relações diplomáticas ao âmbito puramente técnico e burocrático, deixando claro que o Brasil não contemporiza com o crime de lesa-dignidade institucional.

O comportamento indigno de Milei não representa um caso isolado de exotismo político, mas sim o que há de mais repugnante, perverso e repulsivo na cena política mundial contemporânea. Trata-se da corporificação do desprezo absoluto pela vida, pela dignidade humana, pelas instituições democráticas e pelos preceitos mínimos da civilidade internacional.

Como destacou com precisão Edinho Silva, presidente do PT, Javier Milei é uma figura que não está à altura do cargo que ocupa. O Brasil lamenta pela Argentina e pelo seu atual presidente, que envergonha não apenas o próprio país, como toda a Humanidade.

Milei passará. O fascismo e o obscurantismo que hoje assombram a Casa Rosada não serão eternos na Argentina. O povo argentino haverá de reencontrar seu destino democrático e soberano. No entanto, enquanto essa página sombria não for superada, o Brasil não é obrigado a tolerar os insultos sistemáticos e as agressões de uma figura sórdida e pérfida. Não por acaso, Milei se projetou como um dos raros e convictos apoios externos do candidato de extrema-direita no Brasil, Flávio Bolsonaro, alinhando-se àqueles que tentam desestabilizar a democracia brasileira.

O Brasil deve agir com a altivez que sua história exige. Declarar Javier Milei persona non grata e impedi-lo de ingressar em solo nacional é um ato de legítima defesa da dignidade da República e do povo brasileiro.

 

Fonte:Por Bepe Damasco, em Brasil 247

 

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