terça-feira, 28 de julho de 2026

Tarifas de Washington elevam preços e pressionam famílias e empresas dos EUA, diz mídia

A política tarifária de Washington resulta em mudanças bruscas de políticas, cadeias de abastecimento desorganizadas e preços mais altos dos bens importados para os cidadãos dos EUA, escreveu um jornal estadunidense.

O jornal aponta que as tarifas se traduziram principalmente em preços mais elevados, empurrando a inflação dos bens bem acima de sua taxa pré-pandemia.

"A consequência mais clara das tarifas impostas por Trump foram os preços mais altos de bens físicos, de roupas a televisores e móveis. Os custos tarifários adicionaram entre US$ 1.600 [R$ 8.133,6] e US$ 9.000 [R$ 45.751,5] aos preços dos carros novos neste ano", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, embora os bens representem uma parcela menor das despesas totais do consumidor do que os serviços, as tarifas ainda elevaram visivelmente os preços dos bens essenciais acima de sua tendência pré-pandemia, adicionando cerca de 0,8 ponto percentual à inflação básica ao consumidor.

Além disso, as grandes e as pequenas empresas registram custos de produção mais elevados em razão das tarifas: algumas os absorveram, enquanto outras aumentaram significativamente os preços para cobri-los.

Observa-se que, apesar das medidas tarifárias, os objetivos gerais, como a redução do déficit comercial e o aumento do emprego na indústria transformadora, apresentaram progressos limitados.

Em suma, as tarifas impõem custos adicionais à economia dos EUA por meio de preços mais altos e margens de lucro reduzidas, mesmo com a produção e os mercados continuando a se expandir, conclui a reportagem.

Anteriormente, o presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior do Brasil (FCCE), Adair Roberto Carneiro, declarou em entrevista à Sputnik que a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros deve causar mais prejuízos à economia norte-americana do que ao Brasil e ainda acelerar a aproximação entre os países do BRICS.

¨      Trump transforma imigrantes e esquerda em “ameaças à sobrevivência” dos EUA

Nos Estados Unidos, país mais medroso do mundo, onde tudo representa um perigo, o governo Trump afirma que os imigrantes e a esquerda representam a ameaça mais grave à superpotência na atualidade.

Recentemente, o arquiteto das políticas anti-imigração da Casa Branca, Stephen Miller, declarou que seu país precisa expulsar todos os que chegaram “ilegalmente” desses países do Terceiro Mundo onde, segundo ele, jamais teriam inventado a roda, nem a tecnologia ou a medicina moderna, nem qualquer elemento da “grandeza” estadunidense.

Seguindo essa lógica, para começar, seria preciso ter deportado os primeiros ingleses que chegaram ao território que hoje corresponde aos Estados Unidos e, talvez, todos os seus descendentes, já que, tecnicamente, foram os primeiros “ilegais” — nunca solicitaram autorização às nações indígenas para entrar e permanecer em terras que não lhes pertenciam.

Mais ainda, se Miller revisasse um pouco a história, descobriria que entre os países que classifica como atrasados do “Terceiro Mundo” estão aqueles que forneceram os números e as letras que ele e todos utilizam: a matemática se desenvolveu em terras árabes; o alfabeto moderno surgiu entre o Egito, a Grécia e a Fenícia (parte do atual Líbano); e a roda para transporte foi inventada na Mesopotâmia, território que hoje corresponde ao Iraque.

Entre os imigrantes que ele insulta diariamente e cuja perseguição procura justificar estão os trabalhadores essenciais que, de forma anônima, salvam seu país todos os dias com seu trabalho e suas contribuições, além de personalidades conhecidas, como os cerca de 35% dos vencedores do Prêmio Nobel nos Estados Unidos que são imigrantes.

Nesta Copa do Mundo, 25% dos 26 integrantes da seleção estadunidense nasceram em outros países — parte dos 286 jogadores do Mundial que não nasceram nos países que estavam representando, informou o La Jornada.

Que Miller, cujos antepassados foram refugiados, seja hoje o arquiteto de políticas anti-imigração que, segundo seu próprio tio, teriam impedido a entrada de seus ancestrais e levado à aniquilação de sua família, é algo sobre o qual ele nunca respondeu. Mas ele agora integra uma corrente de extrema direita no poder que possui uma longa história de perseguição e discriminação contra minorias e dissidentes.

As manifestações anti-imigração fazem parte de uma agenda de direita que também inclui políticas antiesquerdistas. Essa dupla tem uma longa história, em parte baseada na acusação de que as ideias de esquerda, consideradas “estrangeiras” e antiestadunidenses, são importadas para o país pelos imigrantes.

Continua após o anúncio

Na semana passada, durante a reunião ministerial internacional convocada pelo Departamento de Estado, Miller declarou aos representantes de 66 países que “tomamos a medida necessária e essencial de reconhecer formalmente a violência de esquerda como uma forma de terrorismo político que representa uma ameaça direta à nossa segurança nacional e à sobrevivência de nossa forma republicana de governo”.

O anfitrião da reunião, o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, declarou na ocasião que “podem se chamar anticapitalistas, anti-imperialistas, comunistas, anarquistas ou marxistas, mas sua natureza fundamental é sempre a mesma”, resumindo-a como “um ressentimento venenoso disfarçado sob a linguagem da igualdade, da justiça e da libertação” e “um ódio à própria civilização”.

Ou seja, segundo Miller, Rubio e outros integrantes deste governo, os imigrantes, juntamente com uma esquerda “violenta” transnacional, representam a ameaça mais grave ao país mais poderoso do mundo.

Com base nesse argumento, seria de se supor que, se Albert Einstein surgisse hoje, seria classificado como “inimigo” por ser não apenas um imigrante, mas também um socialista. De fato, alguns setores da direita atualmente exigem a deportação do atual prefeito de Nova York por ser imigrante e socialista democrático, e até mesmo de Bernie Sanders, filho de imigrantes — e essa lista é longa.

Continua após o anúncio

Talvez os que hoje estão no poder tenham razão em temer aqueles que, historicamente, transformaram e democratizaram os Estados Unidos desde seus primórdios.

<><> Trump ameaça impor tarifas à União Europeia após novas multas contra empresas dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (24) a União Europeia (UE), após o bloco aplicar novas multas a empresas norte-americanas de tecnologia.

Em publicação na rede Truth Social, o republicano acusou a UE de adotar práticas "ilegais e discriminatórias" contra as companhias e afirmou que Washington poderá iniciar uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, para impor uma "tarifa substancial" contra produtos europeus.

Trump declarou que as penalidades contra as empresas poderão ser revertidas. Ainda em tom de ameaça, completou que "a União Europeia pagará um preço muito alto por essa conduta ilegal e altamente antiética".

O presidente disse também que os Estados Unidos não continuarão funcionando como um "caixa eletrônico" para a Europa.

¨      Preços da gasolina nos EUA disparam quase 35% desde o início do conflito com o Irã

Os preços da gasolina nos Estados Unidos registraram alta de quase 35% desde o início do conflito com o Irã, refletindo os impactos da instabilidade no Oriente Médio sobre o mercado global de energia.

Segundo análises baseadas em dados da Associação Americana do Automóvel (AAA), o preço médio nacional do galão de gasolina passou de cerca de US$ 2,98 (R$ 15) antes da escalada militar dos EUA contra o Irã para aproximadamente US$ 4 (R$ 20), pressionando o orçamento das famílias e elevando os custos de transporte.

O principal fator por trás da alta é a interrupção do fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado por via marítima no mundo.

O aumento dos riscos para o transporte da commodity elevou as cotações internacionais do petróleo e reduziu a oferta de combustíveis refinados, afetando diretamente os preços nas bombas.

A produção de gasolina permanece pressionada pela escassez de refinarias disponíveis e pelos elevados custos de processamento e logística, ampliados pelo conflito no Oriente Médio.

A alta dos combustíveis tem impactos sobre toda a economia dos EUA. Além de elevar os gastos dos motoristas, o encarecimento da gasolina aumenta os custos do transporte de mercadorias, alimenta a inflação e amplia a pressão sobre o governo federal para adotar medidas que reduzam o impacto sobre consumidores e empresas.

Após uma trégua temporária entre Washington e Teerã em junho, os preços chegaram a recuar, mas voltaram a subir com a retomada das hostilidades em julho. Analistas avaliam que, enquanto persistirem as incertezas sobre a segurança das rotas de exportação de petróleo e o abastecimento global, os preços dos combustíveis deverão permanecer elevados e sujeitos a forte volatilidade.

¨      Milhares de famílias agrícolas nos EUA estão à beira do abismo devido à guerra no Irã, diz mídia

Embora os norte-americanos estejam fortemente divididos sobre a necessidade de travar uma guerra no Irã, há quase um consenso de que o conflito expôs o fracasso da política energética do país, escreveu uma mídia estadunidense.

O artigo exemplifica que, com os preços recordes do diesel em Iowa elevando os custos operacionais por acre entre US$ 20 (R$ 101,67) e US$ 30 (R$ 152,51), os agricultores agora enfrentam um total de até US$ 760 milhões (R$ 3,86 bilhões) em despesas adicionais com combustível para a estação de crescimento atual — um fardo imenso por qualquer medida.

"Com muitos economistas agrícolas prevendo lutas de longo prazo para os produtores de Iowa, aproximadamente 17 mil dos quais já correm o risco de perder suas fazendas, esse fardo adicional pode muito bem ser a gota d’água", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, essa forte tensão econômica está levando quase 150 mil famílias agrícolas de baixa renda à beira do abismo, obrigando-as a pular refeições ou abrir mão do seguro de saúde apenas para sobreviver.

Ironicamente, enquanto essas famílias rurais enfrentam tais dificuldades, as corporações petrolíferas norte-americanas embolsam dezenas de bilhões em lucros inesperados, o que destaca como as políticas atuais favorecem os executivos da indústria em detrimento do setor agrícola, conclui o material.

Anteriormente, uma mídia britânica escreveu que o Brasil ameaça a liderança agrícola dos EUA após as tarifas do presidente estadunidense, Donald Trump, reduzirem as vendas norte-americanas à China, impulsionando exportações brasileiras de soja, carnes e algodão e ampliando a vantagem do país em 2026.

Segundo o texto, o avanço brasileiro é puxado pela soja, pelas carnes bovina e avícola e pelo algodão, cultivo em que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos. Analistas ouvidos pelo jornal atribuem essa virada às perturbações comerciais provocadas pelas tarifas de Trump, que levaram a China a reduzir drasticamente suas compras dos norte-americanos desde 2018.

<><> EUA importam fertilizantes russos por mais de US$ 1 bilhão alcançando máximo histórico

Em janeiro-maio deste ano, os EUA aumentaram suas importações de fertilizantes russos no valor historicamente mais alto neste período – em mais de US$ 1 bilhão, de acordo com os cálculos feitos pela Sputnik a partir dos dados da alfândega dos EUA.

Assim, durante janeiro-maio, as empresas norte-americanas importaram fertilizantes da Rússia no valor de US$ 1,04 bilhão (R$ 5,2 bilhões), enquanto, no mesmo período de 2025, as importações totalizaram US$ 806,4 milhões (R$ 4,1 bilhões).

O valor das importações aumentou em 28% anuais e atingiu o pico entre janeiro e maio em toda a história recente. O Serviço Aduaneiro dos Estados Unidos fornece dados desde 2003.

Durante janeiro-maio, a Rússia tornou-se o segundo maior fornecedor de fertilizantes para o mercado dos EUA. Os três maiores exportadores também incluem Canadá (com US$ 1,8 bilhão em exportações) e Arábia Saudita (US$ 318,3 milhões).

¨      Teerã estima em US$ 20,6 bilhões os danos causados ao Exército dos EUA

Segundo Teerã, ofensiva contra alvos dos EUA foi interrompida após dois dias sem ataques americanos; agência iraniana afirma que danos atingiram sistemas Patriot, radares, aeronaves e depósitos militares.

O Irã afirmou ter causado US$ 20,6 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) em danos a equipamentos e infraestrutura militar dos Estados Unidos no Oriente Médio entre os dias 8 e 22 de julho. A estimativa foi divulgada pela agência iraniana Tasnim, que citou fontes militares.

Segundo a publicação, o cálculo foi baseado no custo de reposição de equipamentos equivalentes utilizados pelas Forças Armadas dos EUA, além de contratos de defesa e documentos orçamentários do Pentágono.

A maior parte dos prejuízos teria atingido sistemas de defesa antiaérea e radares. Em seguida aparecem danos à infraestrutura logística, depósitos militares, aeronaves, drones, helicópteros e centros de comando e comunicação.

Entre os equipamentos que o Irã afirma ter atingido estão quatro sistemas Patriot, seis radares Patriot, dois caças F-15, uma aeronave de patrulha marítima P-8, um cargueiro C-17, oito aviões-tanque, 17 drones, além de depósitos de armas e armazéns de mísseis. As autoridades norte-americanas não confirmaram os números divulgados por Teerã.

Após divulgar o balanço, o Irã anunciou que suspendeu os ataques de retaliação contra alvos dos Estados Unidos depois que as forças norte-americanas interromperam suas operações militares por duas noites consecutivas.

Segundo o porta-voz militar iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, a estratégia de Teerã é reativa: se Washington mantiver a pausa nas ofensivas, o Irã também deixará de realizar ataques. O militar, contudo, advertiu que qualquer nova ação dos Estados Unidos provocará uma resposta iraniana.

A interrupção dos combates ocorre após quase duas semanas de confrontos intensos. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os custos da campanha militar dos EUA já superariam US$ 37,5 bilhões, incluindo cerca de US$ 1,7 bilhão gasto apenas com mísseis interceptadores, o que teria elevado as preocupações de Washington com a redução dos estoques de defesa e o risco de prolongamento do conflito.

¨      EUA cancelam financiamento para estados da oposição, diz mídia

O governo dos EUA cortou o financiamento para projetos de energia limpa em estados que não votaram no presidente Donald Trump, confirmaram autoridades.

Em outubro, a Casa Branca anunciou o cancelamento de subsídios para projetos de energia limpa, o que economizaria US$ 7,5 bilhões (mais de R$ 38,1 bilhões) para o Tesouro dos EUA.

O anúncio foi oficializado pelo diretor de orçamento da Casa Branca, Russell T. Vought, que em outubro anunciou a suspensão de 284 programas relacionados à "fraude da energia verde", implementados durante o governo do democrata Joe Biden (2021-2025).

Em resposta, pesquisadores entraram com uma ação judicial para recuperar o financiamento perdido. De acordo com documentos do processo judicial em andamento, publicados por um veículo de imprensa dos EUA, funcionários do Departamento de Energia reconheceram que o único critério para o corte de certos programas foi o resultado das eleições de 2024.

Segundo a fonte citada, o Departamento de Energia listou 600 programas de energia limpa que recomendou eliminar para economizar recursos do governo federal. No entanto, apenas 284 foram selecionados, todos implementados em estados que votaram no Partido Democrata na última eleição presidencial, com exceção de um estado que votou no Partido Republicano.

Os demais programas, em áreas com apoio esmagador aos republicanos, mantiveram seus subsídios, apesar de constarem na lista do Departamento de Energia. Isso foi reconhecido pelos advogados do departamento, que afirmaram não haver justificativa técnica para a decisão.

"Com uma exceção, as 284 verbas canceladas foram destinadas a uma localidade, ou pelo menos a um local, em um estado que votou em Kamala Harris na eleição presidencial de 2024 ou que possui dois senadores independentes alinhados aos democratas", afirmam os documentos.

Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre essa revelação, mas o veículo de imprensa ocidental afirma que o processo sugere que esse tipo de critério foi aplicado a cortes feitos em outros departamentos.

 

Fonte: Sputnik Brasil/La Jornada

 

Nenhum comentário: