Tarifas
de Washington elevam preços e pressionam famílias e empresas dos EUA, diz mídia
A
política tarifária de Washington resulta em mudanças bruscas de políticas,
cadeias de abastecimento desorganizadas e preços mais altos dos bens importados
para os cidadãos dos EUA, escreveu um jornal estadunidense.
O
jornal aponta que as tarifas se traduziram principalmente em preços mais
elevados, empurrando a inflação dos bens bem acima de
sua taxa pré-pandemia.
"A
consequência mais clara das tarifas impostas por Trump foram os preços
mais altos de bens físicos, de roupas a televisores e móveis. Os custos
tarifários adicionaram entre US$ 1.600 [R$ 8.133,6] e US$ 9.000 [R$ 45.751,5]
aos preços dos carros novos neste ano", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, embora os bens representem uma parcela menor das despesas totais do
consumidor do que os serviços, as tarifas ainda elevaram visivelmente os preços
dos bens essenciais acima de sua tendência pré-pandemia, adicionando cerca
de 0,8 ponto percentual à inflação básica ao consumidor.
Além
disso, as grandes e as pequenas empresas registram custos de produção mais elevados
em razão das tarifas: algumas os absorveram, enquanto outras aumentaram
significativamente os preços para cobri-los.
Observa-se
que, apesar das medidas tarifárias, os objetivos gerais, como a redução do
déficit comercial e o aumento do emprego na indústria
transformadora, apresentaram progressos limitados.
Em
suma, as tarifas impõem custos adicionais à economia dos EUA por meio de
preços mais altos e margens de lucro reduzidas, mesmo com a produção e os
mercados continuando a se expandir, conclui a reportagem.
Anteriormente,
o presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior do Brasil (FCCE),
Adair Roberto Carneiro, declarou em
entrevista à Sputnik que
a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos
brasileiros deve causar mais prejuízos à economia norte-americana do que
ao Brasil e ainda acelerar a aproximação entre os países do BRICS.
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Trump transforma imigrantes e esquerda em “ameaças à
sobrevivência” dos EUA
Nos
Estados Unidos, país mais medroso do mundo, onde tudo representa um perigo, o
governo Trump afirma que os imigrantes e a esquerda representam a
ameaça mais grave à superpotência na atualidade.
Recentemente,
o arquiteto das políticas anti-imigração da Casa Branca, Stephen Miller, declarou que seu
país precisa expulsar todos os que chegaram “ilegalmente” desses países do
Terceiro Mundo onde, segundo ele, jamais teriam inventado a roda, nem a
tecnologia ou a medicina moderna, nem qualquer elemento da “grandeza”
estadunidense.
Seguindo
essa lógica, para começar, seria preciso ter deportado os primeiros ingleses
que chegaram ao território que hoje corresponde aos Estados Unidos e, talvez,
todos os seus descendentes, já que, tecnicamente, foram os primeiros “ilegais”
— nunca solicitaram autorização às nações indígenas para entrar e permanecer em
terras que não lhes pertenciam.
Mais
ainda, se Miller revisasse um pouco a história, descobriria que entre os países
que classifica como atrasados do “Terceiro Mundo” estão aqueles que forneceram
os números e as letras que ele e todos utilizam: a matemática se desenvolveu em
terras árabes; o alfabeto moderno surgiu entre o Egito, a Grécia e a Fenícia
(parte do atual Líbano); e a roda para transporte foi inventada na Mesopotâmia,
território que hoje corresponde ao Iraque.
Entre
os imigrantes que ele insulta diariamente e cuja perseguição procura justificar
estão os trabalhadores essenciais que, de forma anônima, salvam seu país todos
os dias com seu trabalho e suas contribuições, além de personalidades
conhecidas, como os cerca de 35% dos vencedores do Prêmio Nobel nos Estados
Unidos que são imigrantes.
Nesta
Copa do Mundo, 25% dos 26 integrantes da seleção estadunidense nasceram em
outros países — parte dos 286 jogadores do Mundial que não nasceram nos países
que estavam representando, informou o La Jornada.
Que
Miller, cujos antepassados foram refugiados, seja hoje o arquiteto de políticas
anti-imigração que, segundo seu próprio tio, teriam impedido a entrada de seus
ancestrais e levado à aniquilação de sua família, é algo sobre o qual ele nunca
respondeu. Mas ele agora integra uma corrente de extrema direita no poder que
possui uma longa história de perseguição e discriminação contra minorias e
dissidentes.
As
manifestações anti-imigração fazem parte de uma agenda de direita que também
inclui políticas antiesquerdistas. Essa dupla tem
uma longa história, em parte baseada na acusação de que as ideias de esquerda,
consideradas “estrangeiras” e antiestadunidenses, são importadas para o país
pelos imigrantes.
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Na
semana passada, durante a reunião ministerial internacional convocada pelo
Departamento de Estado, Miller declarou aos representantes de 66 países que
“tomamos a medida necessária e essencial de reconhecer formalmente a violência
de esquerda como uma forma de terrorismo político que representa uma ameaça
direta à nossa segurança nacional e à sobrevivência de nossa forma republicana
de governo”.
O
anfitrião da reunião, o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes
cubanos, declarou na ocasião que “podem se chamar anticapitalistas,
anti-imperialistas, comunistas, anarquistas ou marxistas, mas sua natureza
fundamental é sempre a mesma”, resumindo-a como “um ressentimento venenoso
disfarçado sob a linguagem da igualdade, da justiça e da libertação” e “um ódio
à própria civilização”.
Ou
seja, segundo Miller, Rubio e outros integrantes deste governo, os imigrantes,
juntamente com uma esquerda “violenta” transnacional, representam a ameaça mais
grave ao país mais poderoso do mundo.
Com
base nesse argumento, seria de se supor que, se Albert Einstein surgisse hoje,
seria classificado como “inimigo” por ser não apenas um imigrante, mas também
um socialista. De fato, alguns setores da direita atualmente exigem a
deportação do atual prefeito de Nova York por ser imigrante e socialista
democrático, e até mesmo de Bernie Sanders, filho de imigrantes — e essa lista
é longa.
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Talvez
os que hoje estão no poder tenham razão em temer aqueles que, historicamente,
transformaram e democratizaram os Estados Unidos desde seus primórdios.
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Trump ameaça impor tarifas à União Europeia após novas multas contra empresas
dos EUA
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (24) a
União Europeia (UE), após o bloco aplicar novas multas a empresas
norte-americanas de tecnologia.
Em
publicação na rede Truth Social, o republicano acusou a UE de adotar
práticas "ilegais e discriminatórias" contra as companhias e
afirmou que Washington poderá iniciar uma investigação com base na Seção
301 da Lei de Comércio de 1974, para impor uma "tarifa
substancial" contra produtos europeus.
Trump
declarou que as penalidades contra as empresas poderão ser revertidas. Ainda em
tom de ameaça, completou que "a União Europeia pagará um preço muito alto por
essa conduta ilegal e
altamente antiética".
O
presidente disse também que os Estados Unidos não continuarão funcionando
como um "caixa eletrônico" para a Europa.
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Preços da gasolina nos EUA disparam quase 35% desde o
início do conflito com o Irã
Os
preços da gasolina nos Estados Unidos registraram alta de quase 35% desde o
início do conflito com o Irã, refletindo os impactos da instabilidade no
Oriente Médio sobre o mercado global de energia.
Segundo
análises baseadas em dados da Associação Americana do Automóvel (AAA), o preço
médio nacional do galão de gasolina passou de cerca
de US$ 2,98 (R$ 15) antes da escalada militar dos EUA contra o Irã para
aproximadamente US$ 4 (R$ 20), pressionando o orçamento das famílias e elevando
os custos de transporte.
O
principal fator por trás da alta é a interrupção do fluxo de petróleo pelo estreito
de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo
comercializado por via marítima no mundo.
O
aumento dos riscos para o transporte da commodity elevou as cotações
internacionais do petróleo e reduziu a oferta de combustíveis
refinados, afetando diretamente os preços nas bombas.
A
produção de gasolina permanece pressionada pela escassez de refinarias
disponíveis e pelos elevados custos de processamento e logística, ampliados
pelo conflito no Oriente Médio.
A alta
dos combustíveis tem impactos sobre toda a economia dos EUA. Além de elevar os
gastos dos motoristas, o encarecimento da
gasolina aumenta
os custos do transporte de mercadorias, alimenta a inflação e amplia a pressão
sobre o governo federal para adotar medidas que reduzam o impacto sobre
consumidores e empresas.
Após
uma trégua temporária entre Washington e Teerã em junho, os preços
chegaram a recuar, mas voltaram a subir com a retomada das hostilidades em
julho. Analistas avaliam que, enquanto persistirem as incertezas sobre a
segurança das rotas de exportação de petróleo e o abastecimento global, os
preços dos combustíveis deverão permanecer elevados e sujeitos a forte
volatilidade.
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Milhares de famílias agrícolas nos EUA estão à beira do
abismo devido à guerra no Irã, diz mídia
Embora
os norte-americanos estejam fortemente divididos sobre a necessidade de travar
uma guerra no Irã, há quase um consenso de que o conflito expôs o fracasso da
política energética do país, escreveu uma mídia estadunidense.
O
artigo exemplifica que, com os preços recordes do
diesel em
Iowa elevando os custos operacionais por acre entre US$ 20 (R$ 101,67) e US$ 30
(R$ 152,51), os agricultores agora enfrentam um total de até US$ 760
milhões (R$ 3,86 bilhões) em despesas adicionais com combustível para a
estação de crescimento atual — um fardo imenso por qualquer medida.
"Com
muitos economistas agrícolas prevendo lutas de longo prazo para os produtores
de Iowa, aproximadamente 17 mil dos quais já correm o risco de perder suas
fazendas, esse fardo adicional pode muito bem ser a gota d’água",
ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, essa forte tensão
econômica está
levando quase 150 mil famílias agrícolas de baixa renda à beira do
abismo, obrigando-as a pular refeições ou abrir mão do seguro de saúde
apenas para sobreviver.
Ironicamente,
enquanto essas famílias rurais enfrentam tais dificuldades, as corporações
petrolíferas norte-americanas embolsam dezenas de bilhões em lucros
inesperados, o que destaca como as políticas atuais favorecem os executivos da
indústria em detrimento do setor agrícola, conclui o material.
Anteriormente,
uma mídia britânica escreveu que o Brasil ameaça
a liderança agrícola dos EUA após as tarifas do presidente estadunidense,
Donald Trump, reduzirem as vendas norte-americanas à China, impulsionando
exportações brasileiras de soja, carnes e algodão e ampliando a vantagem do país
em 2026.
Segundo
o texto, o avanço brasileiro é puxado pela soja, pelas carnes bovina e avícola
e pelo algodão, cultivo em que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos.
Analistas ouvidos pelo jornal atribuem essa virada às perturbações comerciais
provocadas pelas tarifas de Trump, que levaram a China a reduzir
drasticamente suas compras dos norte-americanos desde 2018.
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EUA importam fertilizantes russos por mais de US$ 1 bilhão alcançando máximo
histórico
Em
janeiro-maio deste ano, os EUA aumentaram suas importações de fertilizantes
russos no valor historicamente mais alto neste período – em mais de US$ 1
bilhão, de acordo com os cálculos feitos pela Sputnik a partir dos dados da
alfândega dos EUA.
Assim,
durante janeiro-maio, as empresas norte-americanas importaram fertilizantes da
Rússia no
valor de US$ 1,04 bilhão (R$ 5,2 bilhões), enquanto, no mesmo período de 2025,
as importações totalizaram US$ 806,4 milhões (R$ 4,1 bilhões).
O valor
das importações aumentou em 28% anuais e
atingiu o pico entre janeiro e maio em toda a história recente. O Serviço
Aduaneiro dos Estados Unidos fornece dados desde 2003.
Durante
janeiro-maio, a Rússia tornou-se o segundo maior fornecedor de
fertilizantes para
o mercado dos EUA. Os três maiores exportadores também incluem Canadá (com US$
1,8 bilhão em exportações) e Arábia Saudita (US$ 318,3 milhões).
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Teerã estima em US$ 20,6 bilhões os danos causados ao
Exército dos EUA
Segundo
Teerã, ofensiva contra alvos dos EUA foi interrompida após dois dias sem
ataques americanos; agência iraniana afirma que danos atingiram sistemas
Patriot, radares, aeronaves e depósitos militares.
O Irã
afirmou ter causado US$ 20,6 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) em
danos a equipamentos e infraestrutura militar dos Estados Unidos no Oriente
Médio entre os dias 8 e 22 de julho. A estimativa foi divulgada pela agência
iraniana Tasnim, que citou fontes militares.
Segundo
a publicação, o cálculo foi baseado no custo de reposição de equipamentos
equivalentes utilizados pelas Forças Armadas dos EUA, além de contratos de
defesa e documentos orçamentários do Pentágono.
A maior
parte dos prejuízos teria atingido sistemas de defesa antiaérea e radares. Em
seguida aparecem danos à infraestrutura logística, depósitos militares,
aeronaves, drones, helicópteros e centros de comando e comunicação.
Entre
os equipamentos que o Irã afirma ter atingido estão quatro sistemas Patriot,
seis radares Patriot, dois caças F-15, uma aeronave de patrulha marítima P-8,
um cargueiro C-17, oito aviões-tanque, 17 drones, além de depósitos de armas e
armazéns de mísseis. As autoridades norte-americanas não confirmaram os números
divulgados por Teerã.
Após
divulgar o balanço, o Irã anunciou que suspendeu os ataques de retaliação
contra alvos dos Estados Unidos depois que as forças norte-americanas
interromperam suas operações militares por duas noites
consecutivas.
Segundo
o porta-voz militar iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, a
estratégia de Teerã é reativa: se Washington mantiver a pausa nas ofensivas, o
Irã também deixará de realizar ataques. O militar, contudo, advertiu que
qualquer nova ação dos Estados Unidos provocará uma resposta iraniana.
A
interrupção dos combates ocorre após quase duas semanas de confrontos intensos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os custos da
campanha militar dos
EUA já superariam US$ 37,5 bilhões, incluindo cerca de US$ 1,7 bilhão
gasto apenas com mísseis interceptadores, o que teria elevado as preocupações de Washington com a redução
dos estoques de defesa e o risco de prolongamento do conflito.
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EUA cancelam financiamento para estados da oposição, diz
mídia
O
governo dos EUA cortou o financiamento para projetos de energia limpa em
estados que não votaram no presidente Donald Trump, confirmaram autoridades.
Em
outubro, a Casa Branca anunciou o cancelamento
de subsídios para projetos de energia limpa, o que economizaria US$ 7,5
bilhões (mais de R$ 38,1 bilhões) para o Tesouro dos EUA.
O
anúncio foi oficializado pelo diretor de orçamento da Casa Branca, Russell T.
Vought, que em outubro anunciou a suspensão de 284 programas relacionados
à "fraude da energia verde", implementados durante o governo do democrata
Joe Biden (2021-2025).
Em
resposta, pesquisadores entraram com uma ação judicial para recuperar o
financiamento perdido. De acordo com documentos do processo judicial em
andamento, publicados por um veículo
de imprensa dos EUA, funcionários do Departamento de Energia reconheceram
que o único critério para o corte de certos programas foi o resultado das
eleições de 2024.
Segundo
a fonte citada, o Departamento de
Energia listou
600 programas de energia limpa que recomendou eliminar para economizar
recursos do governo federal. No entanto, apenas 284 foram selecionados, todos
implementados em estados que votaram no Partido Democrata na última eleição
presidencial, com exceção de um estado que votou no Partido Republicano.
Os
demais programas, em áreas com apoio esmagador aos republicanos,
mantiveram seus subsídios, apesar de constarem na lista do Departamento de
Energia. Isso foi reconhecido pelos advogados do departamento, que
afirmaram não haver justificativa técnica para a decisão.
"Com
uma exceção, as 284 verbas canceladas foram destinadas a uma localidade,
ou pelo menos a um local, em um estado que votou em Kamala Harris na
eleição presidencial de 2024 ou que possui dois senadores independentes
alinhados aos democratas", afirmam os documentos.
Até o
momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre essa revelação, mas o
veículo de imprensa ocidental afirma que o processo sugere que esse tipo de critério foi aplicado a
cortes feitos em outros departamentos.
Fonte:
Sputnik Brasil/La Jornada

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