AVC
pode atingir qualquer idade: os hábitos que ajudam a reduzir o risco da doença
Quando
se fala em Acidente Vascular Cerebral (AVC), muita gente acredita que o
problema afeta apenas idosos. A realidade, porém, é diferente. Embora o risco
aumente com o envelhecimento, diversos fatores presentes na rotina podem
influenciar o surgimento da doença muito antes da terceira idade.
O AVC
está entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo, mas
especialistas reforçam que uma parte significativa dos casos está relacionada a
fatores que podem ser controlados. Cuidar da pressão arterial, manter uma
alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente são algumas
das medidas que ajudam a proteger a saúde do cérebro.
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O que é um AVC?
O AVC
acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou
reduzido, impedindo que as células cerebrais recebam oxigênio e nutrientes.
Existem
dois tipos principais. O mais comum é o AVC isquêmico, causado pela obstrução
de um vaso sanguíneo. Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso se rompe,
provocando um sangramento dentro do cérebro.
Nos
dois casos, o atendimento rápido é essencial para reduzir o risco de sequelas e
aumentar as chances de recuperação.
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Quais fatores aumentam o risco?
Alguns
fatores não podem ser modificados, como idade e histórico familiar. No entanto,
boa parte dos riscos está ligada aos hábitos do dia a dia.
A
pressão alta é considerada o principal fator de risco para o AVC. Quando não
está controlada, ela aumenta o desgaste dos vasos sanguíneos e favorece tanto
obstruções quanto rompimentos.
Outras
condições que merecem atenção incluem diabetes, colesterol elevado, obesidade e
doenças cardiovasculares. O tabagismo, o consumo excessivo de bebidas
alcoólicas e o sedentarismo também contribuem para aumentar o risco ao longo do
tempo.
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Pequenas mudanças podem fazer diferença
A
prevenção não depende de uma única atitude, mas da combinação de hábitos
saudáveis.
Manter
uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas
magras ajuda a controlar fatores como colesterol e pressão arterial. Reduzir o
consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em sódio também faz parte desse
cuidado.
A
prática regular de atividade física é outro ponto importante. Caminhadas,
ciclismo, natação ou qualquer exercício orientado por um profissional ajudam a
melhorar a circulação, controlar o peso e reduzir o risco de doenças
cardiovasculares.
Dormir
bem, controlar o estresse e realizar consultas médicas periódicas também
contribuem para identificar alterações antes que elas provoquem complicações.
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Os sinais de alerta não devem ser ignorados
O AVC
costuma surgir de forma repentina e reconhecer os sintomas pode fazer toda a
diferença.
Os
sinais mais comuns incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo,
dificuldade para falar ou entender o que está sendo dito, perda repentina da
visão, tontura intensa, falta de equilíbrio e dor de cabeça muito forte,
especialmente quando aparece de forma súbita e sem causa aparente.
Diante
de qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico
imediatamente. Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento,
maiores são as chances de preservar as funções do cérebro.
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Quem deve prestar mais atenção?
Embora
seja mais frequente entre pessoas mais velhas, o AVC também pode atingir
adultos jovens.
Casos
relacionados à hipertensão não controlada, diabetes, obesidade, tabagismo e
algumas doenças cardíacas mostram que o problema não está restrito à idade. Por
isso, médicos defendem que os cuidados com a saúde cardiovascular devem começar
cedo.
Fazer
exames periódicos, acompanhar a pressão arterial e seguir corretamente o
tratamento de doenças já diagnosticadas são atitudes que ajudam a reduzir o
risco ao longo da vida.
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A prevenção começa antes dos primeiros sintomas
Um dos
maiores desafios do AVC é que, na maioria das vezes, ele acontece sem avisos
imediatos. É justamente por isso que a prevenção ganha tanta importância.
Controlar
a pressão arterial, manter o colesterol e a glicemia dentro dos valores
recomendados, evitar o cigarro, moderar o consumo de álcool e adotar uma rotina
mais ativa são medidas que, quando praticadas de forma contínua, contribuem
para diminuir o risco de desenvolver a doença e também ajudam a proteger a
saúde do coração e do cérebro.
Fonte:
Correio 24horas

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