terça-feira, 21 de julho de 2026

Da era Havelange à era Infantino: como os Estados Unidos ampliaram sua influência sobre a FIFA

Poucas organizações privadas exercem tamanho poder sobre um fenômeno cultural global, o futebol, quanto a FIFA. Ao longo do século XX, a entidade deixou de ser apenas a administradora do esporte mais popular do planeta para transformar-se em um ator político, econômico e diplomático de primeira grandeza. Controlar a Copa do Mundo significa controlar o maior espetáculo esportivo do planeta, uma indústria que movimenta bilhões de dólares, influencia governos e projeta poder internacional.

Essa transformação começou a ganhar escala durante a presidência do brasileiro João Havelange (1974-1998). Com ele, a FIFA rompeu definitivamente com o perfil burocrático europeu e assumiu uma lógica hiper empresarial. A expansão do número de seleções filiadas, atualmente são 211, a aproximação com países da África, da Ásia e do mundo árabe, além da construção de grandes contratos de marketing e de televisão, fizeram da entidade um dos maiores negócios do esporte global.

O sucessor de Havelange, Joseph Blatter, aprofundou esse modelo. Ao mesmo tempo em que ampliou programas de desenvolvimento do futebol em países periféricos e consolidou uma ampla base política entre as federações nacionais, viu crescer também as denúncias sobre práticas de corrupção, compra de votos e favorecimentos internos. A FIFA tornou-se uma potência econômica, mas também um símbolo dos excessos de uma governança pouco transparente e envolvida em esquemas de corrupção.

Foi nesse contexto que ocorreu um movimento sem precedentes. Em 2015, logo após a Copa do Mundo do Brasil, autoridades dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Justiça e do FBI, desencadearam uma ampla investigação sobre corrupção envolvendo dirigentes ligados à FIFA. As acusações atingiram presidentes de confederações continentais, dirigentes sul-americanos, representantes da Concacaf e empresários do marketing esportivo. Diversos dirigentes foram presos, extraditados ou banidos do futebol, incluindo José Maria Marin, aliado da ditadura militar brasileira e político de direita que, quando deputado estadual por São Paulo, exigiu que a ditadura calasse a boca do jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura no cárcere.

Embora as investigações se concentrassem em crimes financeiros com conexões ao sistema bancário norte-americano, o impacto político foi muito maior do que o jurídico. O grupo que sustentava a longa hegemonia de Blatter foi desarticulado. Pouco depois, o dirigente suíço renunciou ao cargo, encerrando uma era iniciada ainda sob a influência de Havelange, em 1974.

Foi desse ambiente de crise institucional que emergiu Gianni Infantino, que foi secretário-geral da UEFA antes de se tornar presidente da FIFA em 2016.

Desde sua eleição, Infantino conduziu uma profunda reorganização da FIFA. A entidade ampliou receitas, fortaleceu sua estrutura comercial e aproximou-se de grandes centros de poder econômico. Nesse processo, chama atenção o crescente alinhamento estratégico com os Estados Unidos. A escolha do país como sede da Copa do Mundo de 2026, uma candidatura conjunta com Canadá e México,  representa um marco simbólico. Os Estados Unidos, que durante décadas buscaram sem sucesso consolidar-se como protagonistas do futebol mundial, finalmente passam a sediar o principal evento do esporte justamente após a maior crise institucional da história da FIFA. Convém lembrar que o interesse norte-americano pela Copa do Mundo não começou agora. O país organizou a edição de 1994, responsável por recordes de público e pela expansão comercial do futebol. Posteriormente, tentou voltar a sediar o torneio em diferentes oportunidades. A candidatura para 2022, por exemplo, foi derrotada pelo Catar em uma votação que posteriormente se tornou alvo de investigações e suspeitas de corrupção. Em 2026, entretanto, o cenário político internacional era completamente diferente.

Seria leviano afirmar que Gianni Infantino atua em favor dos interesses do governo norte-americano. Contudo, é legítimo perguntar se a atual configuração da FIFA reflete uma nova correlação de forças no esporte mundial. As recentes decisões da entidade, desde a expansão da Copa até a crescente influência comercial e política dos Estados Unidos na organização do torneio, alimentam o debate sobre quem efetivamente exerce hoje a liderança política do futebol global.

Durante a Copa de 2026, o mundo assistiu com perplexidade, as ações do ICE (Immigration and Customs Enforcement). Delegações da África, Oriente e América do Sul foram tratados com violência chegando até mesmo ao absurdo de atletas, dirigentes e árbitros terem o visto negado para entrarem em território estadunidense. A intervenção anuciada de Trump para cancelar um cartão vermelho aplicado a um atleta da seleção dos EUA foi um dos maiores precedentes relacionados ao esporte desde a Copa de 1934, na Itália e as suspeitas sobre a Copa de 1978, na Argentina.

A verdade é que a fifa foi, durante décadas, uma das poucas organizações internacionais, a exemplo do Vaticano, que não tinham influência direta dos EUA em sua atuação.  Parece que chegou ao fim esta independência. Vamos acompanhar o pós copa para entendermos seus desdobramentos.

•        Infantino, o presidente da Fifa que se tornou o homem mais poderoso (e polêmico) da Copa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se refere a ele como "o rei do futebol". Gianni Infantino é de fato a figura que desponta no comando do futebol mundial. Foi ele quem conseguiu reconstruir a Fifa depois dos escândalos de corrupção que derrubaram seu antecessor e que, em dez anos à frente da entidade máxima do futebol, reformulou e ampliou as competições, embora não sem controvérsias.

Das pausas para hidratação durante as partidas desta Copa do Mundo, criticadas por muitos como um pretexto para aumentar a receita com a publicidade exibida nesses intervalos, à polêmica decisão de retirar o cartão vermelho aplicado a um atacante dos EUA após um telefonema do próprio Trump, passando pelos preços elevados dos ingressos. Motivos não faltaram entre torcedores ao redor do mundo para contestar a gestão do presidente da Fifa. Ao mesmo tempo, a sua administração transformou uma instituição mergulhada em denúncias de corrupção e que chegou a registrar um déficit de US$ 550 milhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) depois que patrocinadores abandonaram a entidade em meio aos escândalos. "Vou trabalhar incansavelmente para devolver o futebol à Fifa e a Fifa ao futebol", afirmou Infantino ao assumir o comando da entidade, há dez anos.

Uma década depois, não há dúvidas de que a Fifa vive um momento de grande solidez financeira. A entidade prevê arrecadar um recorde de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 72,3 bilhões, na cotação atual) no ciclo de quatro anos que termina no fim deste ano.

Mas esses números contam apenas parte da história. Eles se somam às controvérsias envolvendo a Copa do Mundo de Clubes e a maior Copa do Mundo da história, marcada também pelos altos preços dos ingressos. Infantino entrou em choque com sindicatos de jogadores e com dirigentes do futebol europeu, mas continua ocupando uma posição praticamente inabalável no comando do futebol mundial. Esta é a história de sua presidência e do legado que pretende deixar.

<><> 'Um novo dia, um novo amanhecer'

É fácil esquecer que o sucessor de Joseph Blatter na presidência da Fifa seria Michel Platini, então presidente da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa, na sigla em inglês). Mas, depois que Platini foi envolvido no escândalo que abalou a entidade — tanto ele quanto Blatter acabaram posteriormente absolvidos de todas as acusações de corrupção —, Infantino passou a ser o candidato apoiado pela Uefa, entidade que comanda o futebol europeu. Como secretário-geral da Uefa, Infantino foi o principal braço direito de Platini durante sete anos. Ainda assim, parecia um nome improvável para comandar a Fifa. Era alguém que dificilmente vinha à cabeça do torcedor comum. Para muita gente, era apenas o homem que conduzia os sorteios da Liga dos Campeões. Dez anos depois, é difícil encontrar um torcedor que não saiba quem ele é.

Nascido na Suíça em 1970 em uma família de imigrantes italianos, Infantino cresceu em um ambiente humilde, no qual o futebol sempre esteve presente. Ainda adolescente, voltou seu interesse para a administração do futebol. Depois, cursou direito na Universidade de Friburgo, na Suíça, e se especializou como advogado da área esportiva. Em 2000, aos 30 anos e já trabalhando na Uefa, assumiu a chefia do departamento jurídico da entidade. Em 2009, se tornou secretário-geral da organização.

Pessoas próximas o descrevem como extremamente dedicado ao trabalho. Além disso, fala sete idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português e árabe. Casado com uma libanesa, é pai de quatro filhos. Para Infantino, reconstruir a Fifa após o escândalo de corrupção que abalou a entidade não foi uma tarefa simples. O Departamento de Justiça dos EUA havia denunciado um grande número de dirigentes da cúpula da Fifa, e a entidade precisava passar por uma ampla reforma. Duas páginas de seu programa de campanha eram dedicadas à promessa de mais do que dobrar os recursos destinados ao desenvolvimento das associações filiadas. O dinheiro seria investido em novas competições, infraestrutura e até mesmo no custeio das viagens das federações de países menores. A ampliação da Copa do Mundo também fazia parte da proposta, inicialmente para 40 seleções. Menos de um ano depois, a mudança foi aprovada em definitivo, mas com um torneio de 48 equipes.

A eleição foi bastante disputada. No primeiro turno, Infantino superou Salman bin Ibrahim Al Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol, por 88 votos a 85. Ele só conseguiu ampliar a vantagem depois que os 34 votos dados inicialmente ao príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein e ao dirigente francês Jérôme Champagne foram redistribuídos. O resultado final foi de 115 votos a 88. "Este é um novo dia, um novo amanhecer", afirmou Greg Dyke, então presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, ao comemorar a vitória de Infantino. "Ele não é um político nem um egocêntrico." Infantino, por sua vez, prometeu que iria "restaurar a imagem da Fifa".

"O dinheiro é de vocês, não do presidente da Fifa", disse Infantino aos delegados. "Os recursos da Fifa devem ser usados para desenvolver o futebol." Infantino cumpriu a promessa. Mas, para aumentar as receitas da entidade, a Fifa precisaria ser criativa.

<><> 'Hoje me sinto catariano'

As controversas Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, já faziam parte da agenda de Infantino. A escolha dos dois países como sedes havia sido cercada de controvérsias, com acusações de conluio e acordos secretos. Mas a decisão era irreversível.

Nos primeiros anos à frente da Fifa, Infantino manteve um perfil discreto. Foi apenas com a chegada da Copa do Mundo ao Catar que passou a ocupar mais espaço no cenário internacional. Pressionado pelas críticas recorrentes às condições de trabalho e pelas denúncias de trabalho análogo à escravidão no Catar, Infantino reagiu. Primeiro, acusou a imprensa europeia de agir com "hipocrisia" e "racismo" em relação ao Catar. Depois, fez seu controverso discurso sobre discriminação. "Hoje me sinto catariano", afirmou. "Hoje me sinto árabe. Hoje me sinto africano. Hoje me sinto gay. Hoje me sinto uma pessoa com deficiência. Hoje me sinto um trabalhador migrante."

Em todos os jogos a que comparecia, ele parecia ser encontrado pelas câmeras de televisão no meio da multidão. E havia um motivo para isso. Segundo relatos da imprensa, sobre os quais a Fifa se recusou a comentar, os diretores de transmissão teriam sido orientados a mostrar Infantino pelo menos uma vez durante cada partida, desde que ele não estivesse olhando para o celular.

<><> Começam as controvérsias

Depois da Copa do Mundo do Catar, Infantino passou a ocupar ainda mais espaço nas manchetes, seja por seus planos de criar novos torneios e competições, seja por comentários depreciativos sobre o comportamento dos torcedores ingleses.

Pouco depois de ser eleito, em 2016, Infantino prometeu ampliar a Copa do Mundo de Clubes e transferi-la para o período do verão no hemisfério Norte. O projeto sofreu vários adiamentos, mas, dois dias antes da final da Copa do Mundo de 2022, a Fifa anunciou que o torneio seria realizado em 2025, nos EUA. A entidade organizou uma competição de grandes proporções em um período do ano que tradicionalmente era reservado para o descanso e a recuperação física dos jogadores. A Fifa rejeitou as alegações de que o sindicato internacional de jogadores Fifpro e a Associação Mundial de Ligas não haviam sido consultados.

Depois veio a controversa definição das sedes das Copas do Mundo de 2030 e 2034.

Ficou decidido que a edição de 2030 seria disputada em três continentes — África, Europa e América do Sul. Com isso, a Copa de 2034 teria necessariamente de ser realizada na Ásia ou na Oceania. Como não houve concorrência efetiva, a decisão praticamente assegurou que a Arábia Saudita — outro país alvo de questionamentos sobre seu histórico em direitos humanos — fosse escolhida como sede. A Arábia Saudita e a Fifa, sob a liderança de Infantino, estreitaram sua relação ao longo dos últimos anos.

A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) se absteve de participar do processo e afirmou que o modelo de escolha das sedes enfraquecia "as reformas da Fifa em favor da boa governança" e comprometia "a confiança na Fifa". Em maio de 2024, foi revelado que Infantino recebeu um aumento salarial de 33%, definido por um comitê independente, após a sua reeleição no ano anterior. Seu salário-base anual passou de US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 13,3 milhões) para US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 17,8 milhões). Além disso, ele continuou tendo direito a um bônus superior a US$ 2 milhões (cerca de R$ 11,1 milhões), valor que permaneceu inalterado. Quando foi eleito pela primeira vez, em 2016, Infantino recebia cerca de US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 9,5 milhões) por ano. Agora, sua remuneração anual se aproxima da de Blatter antes de deixar o cargo, de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19,5 milhões).

<><> Cada vez mais próximo de Trump

A Uefa passou a criticar com mais frequência a exposição pública de Infantino e sua proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. O ponto de maior tensão veio em maio de 2025. Infantino acompanhou Trump em uma viagem diplomática ao Oriente Médio e chegou com duas horas de atraso ao Congresso da Fifa. A Uefa acusou o dirigente de priorizar "interesses políticos particulares" e, em protesto, seus representantes abandonaram a reunião. Depois veio a Copa do Mundo de Clubes do ano passado, marcada por jogos disputados em estádios com grande quantidade de assentos vazios.

No entanto, ao receber jornalistas na Trump Tower, Infantino afirmou que a competição já era "o torneio de clubes mais bem-sucedido do mundo". Em dezembro do ano passado, o sorteio da Copa do Mundo deste ano foi marcado por uma cerimônia longa, luxuosa e repleta de pompa. Infantino foi o principal protagonista do evento, e Trump recebeu o controverso Prêmio da Paz da Fifa. Poucos dias depois, foram divulgados os preços dos ingressos para a final. As entradas para a fase de grupos custariam até três vezes mais do que as da Copa do Mundo de 2022, e o ingresso mais barato para a final, em Nova Jersey, sairia por quase US$ 4.200 (cerca de R$ 23,4 mil). Depois de fazer um pequeno ajuste nos valores, Infantino defendeu os preços e afirmou que eles refletiam uma procura "absolutamente extraordinária" por parte do público.

Infantino insistiu que toda a receita seria reinvestida no futebol. "Sem a Fifa, não haveria futebol em 150 países", afirmou. Mas as controvérsias não pararam por aí. Na partida contra a Bósnia e Herzegovina pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o atacante Folarin Balogun, principal nome da seleção dos EUA, foi expulso e acabou suspenso para o jogo seguinte, contra a Bélgica. Depois de uma ligação de Trump para Infantino, a Fifa decidiu suspender a punição imposta a Balogun por um ano, algo que só havia acontecido uma vez, em 1962. A decisão, tanto na época quanto agora, foi cercada por acusações de interferência política. No fim, os americanos acabaram derrotados por 4 a 1 pela Bélgica e foram eliminados da Copa.

<><> Por que a posição de Infantino segue inabalável

Apesar das controvérsias, há um fato incontestável: não existe uma oposição organizada capaz de desafiar Infantino. Embora o dirigente de 56 anos seja alvo de críticas na Europa, sua gestão é vista de outra forma em grande parte do restante do mundo. A explicação passa, sobretudo, pelo dinheiro. Mais precisamente, pelos recursos destinados ao futebol. Também cumpriu a promessa de tornar a Fifa mais transparente: divulgou os salários de todos os altos executivos da entidade e manteve os recursos investidos no futebol. O suíço também honrou o compromisso assumido no início de sua gestão de destinar mais US$ 5 milhões (cerca de R$ 27,8 milhões) a cada federação nacional nos quatro primeiros anos, além de US$ 40 milhões (cerca de R$ 222,4 milhões) para cada confederação (o Brasil, por exemplo, faz parte da Conmebol).

Nos dois primeiros ciclos do programa Fifa Forward, até 2022, foram destinados US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões) às 211 federações filiadas, distribuídos por mais de 1.600 projetos. A terceira fase do programa Fifa Forward, que cobre o período de 2023 a 2026, elevou os recursos destinados às federações em 30%. Infantino destinou mais US$ 5 milhões (cerca de R$ 27,8 milhões) a cada associação filiada, além de ampliar para US$ 60 milhões (cerca de R$ 333,6 milhões) os recursos destinados a cada confederação para financiar os seus próprios projetos.

Depois de ser reeleito sem adversários em 2019 e 2023, ele se prepara para mais uma eleição, em 2027. Infantino poderá disputar um novo mandato, embora o estatuto da Fifa limite a presidência a três mandatos. Em 2022, o comitê de governança, auditoria e conformidade da entidade decidiu que seu primeiro mandato não deveria ser contabilizado, por ter durado apenas três anos. Diante do reforço financeiro promovido por Infantino em tantas associações filiadas, é difícil imaginar quem teria condições de enfrentá-lo de forma competitiva na eleição de 2027. Quase metade dos 211 votos da Fifa está concentrada na Ásia e na África, regiões que foram as principais beneficiadas pelo aumento expressivo dos repasses.

Infantino pode ser alvo de críticas pela ampliação da Copa do Mundo de Clubes e da Copa do Mundo, além da alta no preço dos ingressos. No entanto, para ele, essas medidas são uma forma de ampliar os investimentos no futebol em todo o mundo. E, como observa Dale Johnson, correspondente de futebol da BBC, essa é uma estratégia difícil de contestar.

 

Fonte: Por Alexandre Machado Rosa, em Brasil 247

 

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