O
programa de governo e a economia solidária
Para
contextualizar o que anuncio no título, esta seção introdutória apresenta
algumas das ideias que venho publicando na mídia de esquerda e discutindo nos
ambientes acadêmicos e de militância em que participo. Elas justificam o que
afirmo neste texto e, juntamente com muitas outras que vêm sendo discutidas
pelo movimento de Economia solidária, embasam o esboço de política pública para
orientar seu desenvolvimento que se apresenta ao final.
Em
outubro de 2020, em “A política cognitiva e as eleições municipais” eu chamei a
atenção, numa conjuntura pré-eleitoral, para a necessidade de que as forças de
esquerda considerassem o efeito bumerangue (de fortalecer suas bases e granjear
seu apoio) da economia solidária. Em 2021, em “O que os NAPPs devem saber sobre
Economia Solidária?”, voltei ao assunto procurando dialogar com aqueles que se
reuniam em torno dos Núcleos de Acompanhamento de Políticas Públicas criados
pela Fundação Perseu Abramo.
Em
setembro de 2022, voltei ao assunto, em “Economia solidária e política”
destacando como ela se configurava como uma “janela de oportunidade” para a
esquerda. Em abril de 2024, em “Propostas para os candidatos da esquerda”,
voltei a apontar a importância da Economia solidária enfocando o nível
municipal.
Desde
então, contra esse pano de fundo exposto até aqui, ocorreram algumas coisas que
merecem destaque. Fruto da derrota infligida ao fascismo, foi “recriado”, no
plano do governo federal, no Ministério do Trabalho e Emprego, o espaço
institucional da Economia solidária. Ação que, vale lembrar, contrariava o que
vinha sendo proposto no âmbito do Setorial do PT e do NAPP de Economia
solidária por se considerar que este Ministério, destinado a encaminhar as
contradições entre capital e trabalho e a regular questões relativas ao binômio
emprego e salário (e não ao do trabalho e renda, que concerne à Economia
solidária) não era o mais adequado para abrigá-la.
E foi
introduzido no seu nome de batismo de junho de 2003 – Secretaria Nacional de
Economia Solidária – a expressão “economia popular”. Conceito que, bem estudado
no ambiente acadêmico e praticado na esfera pública, remete a um arranjo de
produção e consumo não aderente aos princípios da autogestão e da propriedade
coletiva dos meios de produção que fundamentam a Economia solidária.
O
“alargamento” do espaço institucional da Economia solidária (a SENAES passou a
ser a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária) que, entre outros
analistas, critiquei em “A Economia Solidária e as “outras economias”
[https://68naluta.blog/2024/06/21/a-economia-solidaria-e-as-outras-economias/],
esmaece o foco nesses princípios. Propositalmente ou não, ele abriu passo para
a invasão pelas “outras economias” (criativa, verde, circular, de impacto, de
baixo carbono etc.) de um reduzido espaço de policy e de politics que havia
sido conquistado por frações da esquerda no final do século passado que estavam
perdendo força na coalizão de governo.
Mais do
que isso, esse “alargamento” parece ter atuado como um catalisador de uma
reação que veio combinar uma “substância” conceitual contrabandeada do mundo
empresarial, o empreendedorismo, com a Economia solidária, dando origem a uma
nova “substância”, o oximoro “empreendedorismo solidário”. O qual, como abordei
em “Economia Feminista”, seduz parcela crescente de atores e “atrizes” do
movimento da Economia solidária.
A
turbinada influência que o inovador regime de acumulação de capital concebido
pela nossa classe proprietária periférica confere ao empreendedorismo é um
elemento central para elaborar uma política de Economia solidária coerente com
os valores e interesses da classe trabalhadora. A importância do
empreendedorismo ultrapassa as fronteiras da Economia solidária como ponto de
apoio para as alavancas que a classe proprietária brasileira engendra para
seguir acumulando riqueza sem produzir.
O fato
de ele permitir que os mais de 80 milhões de brasileiras e brasileiros que
nunca tiveram ou terão emprego sigam motorizando esse regime de acumulação
mereceria uma reflexão para orientar o Programa de governo da esquerda.
Emanado
de um velho e espesso caldo de cultura, que mistura política compensatória com
o também piedoso apoio à pequena propriedade e se enraíza através de
organizações como o SEBRAE, o empreendedorismo é um elemento central do projeto
nacional da classe proprietária. E, no campo que aqui se aborda, como tenho
assinalado em “O empreendedorismo e a economia solidária” (parte 1 e parte 2),
ele tende a fragilizar e ameaça descaracterizar a utopia que nos legou Paul
Singer.
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Como a Economia solidária apareceu no programa de governo
Feito
esse retrospecto introdutório, para o qual me limitei, por comodidade, em favor
da brevidade e para facilitar a consulta de quem se interessar, a indicar
artigos de minha autoria, vou me referir ao momento atual em que a esquerda
está formulando seu novo Programa de governo.
Os
integrantes do movimento da Economia solidária convidados para integrar o GT
encarregado de enfocar o 13º e último ponto constante no documento preliminar
do Programa divulgado, o interpretaram como uma síntese dos anteriores. Seu
enunciado – “Precisamos fortalecer a economia que conhecemos, mas também
desenvolver novas economias, ampliando oportunidades para todos e todas” – foi
entendido como uma espécie de objetivo de política-fim que tem como metas de
política-meio muito do que é enunciado nos doze pontos anteriores. No caso dos
pontos de 1 a 6, o que se requer implementar foi entendido como situado a
montante. No caso de outros, como os 9, 10 e 11, a jusante.
Entenderam,
também, que a preocupação da esquerda com as “novas economias” resulta da
percepção de que o aumento da riqueza da classe proprietária e a manifesta
inviabilidade de que ela possa ser transbordada para a classe trabalhadora
antes que o capitaloceno nos expulse do planeta, exige alternativas radicais. E
que, como indicado no documento, as metas associadas ao objetivo de
“desenvolver novas economias, ampliando oportunidades para todos e todas” –
manutenção do crescimento: politicas monetária e fiscal. Investimentos e
financiamentos. Reforma tributária, PAC, política de rendas, questões
regionais, inflação, equilíbrio fiscal. Neoindustrialização, PMEs, nova
indústria. Nível de emprego. Taxas de juros e de câmbio. Meio ambiente,
política industrial, política de exportações, política de rendas, bancos
públicos, PAC e infraestrutura, mercado de capitais. Crédito. Concentração
bancária” – devem ser analisadas à luz das possibilidades da Economia
solidária.
Isso
obriga, em primeiro lugar, a investigar as raízes profundas e consolidadas que
têm feito com que a “economia que conhecemos” não tenha sido capaz de ir, como
esperam os que apostam num capitalismo periférico de bem-estar, “ampliando
oportunidades para todos e todas”. E que, pelo contrário, tenham contribuído,
estruturalmente, para premiar nossa classe proprietária com taxas de juro e de
lucro que estão entre as maiores do mundo e sujeitar nossa classe trabalhadora
a sobreviver num dos países mais injustos do mundo.
Em
segundo lugar, demanda que identifiquemos no âmbito da “economia que
conhecemos”, o que, de fato, “precisamos fortalecer” para reverter a injustiça
que significa proporcionar à classe proprietária 9% do PIB como serviço da
dívida pública; 6% como renúncia fiscal; 10% como sonegação; 15% como compra
pública etc. O que exige distinguir, dentre as “novas economias” que estão
emergindo para atender o gradiente de interesses e valores conservadores e
mudancistas presentes no nosso ambiente da policy e da politics, o que
efetivamente permitirá ao nosso governo ir “ampliando oportunidades para todos
e todas”.
No seu
espectro se situam, num extremo conservador, algumas como a “economia baixo
carbono”. Elas esperam que a “dupla transformação” em curso à escala global,
sem extravasar as rígidas imposições geopolíticas que a caracteriza, possa
provocar, apoiada no seu outro componente, o tecnocientífico, uma inflexão
regeneradora do capitaloceno. E, dessa forma, manter os privilégios, que vão
desde os econômicos e sociais até os ecológicos, desde os que apartam o Norte
do Sul e, dentro deste, os ricos dos pobres, inerentes à contradição sistêmica
que o origina.
No seu
extremo radical, por questionar as raízes desse sistema (capitalista) se
encontra a Economia solidária. Ela advoga (i) o seu atributo civilizacional da
autogestão, que possibilitará aos seres humanos utilizar a enorme capacidade
intelectual que o capitalismo desperdiça, e (ii) a propriedade coletiva dos
meios de produção que se entende como condição de sua materialização.
Entre
os dois extremos se encontram as demais “novas economias” (criativa, verde,
circular, de impacto, popular etc.) emaranhadas numa concepção que inclui uma
referência difusa e equívoca a setor, segmento ou ramo de produção e uma
ambição cuidadosamente não explicitada de proporcionar novos espaços de
acumulação de capital.
De
fato, talvez propiciadas pelo “alargamento” a que fiz referência, estão sendo
abertas para o capital nacional e estrangeiro significativas oportunidades de
obtenção de lucro mediante a exploração dessas outras “novas economias”. Com
uma intensidade desproporcional à quantidade, atual e potencial, de pessoas
envolvidas com a Economia solidária, e com a importância das externalidades
sociais, políticas, ideológicas, ambientais etc. positivas que ela apresenta,
essas outras “novas economias” têm sido crescentemente apoiadas direta e
indiretamente pelo Estado.
Cabe
assinalar que as “novas economias” que distingo da Economia solidária mantêm,
com as que se situam no extremo conservador, a esperança que as anima. E
compartilham com a Economia solidária uma difusa percepção dos limites do
neoliberalismo e do capitaloceno; mas não questionam a heterogestão que decorre
da propriedade privada dos meios de produção a ela intrinsecamente associada.
Em consequência mantêm a expectativa de que o componente tecnocientífico da
“dupla transformação” – a tecnociência capitalista – não necessite, como se tem
assinalado, ser reprojetado na direção da Tecnociência solidária.
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Sobre o lugar da Economia solidária no próximo governo
O
atendimento, por redes de produção, consumo e finança da Economia Solidária, à
demanda estatal por bens e serviços apresenta conhecidas vantagens nos planos
econômico, social, ambiental e político.
Essa
demanda, estimada em 15% do PIB, que deriva da responsabilidade estatal de
retribuir à sociedade o imposto que ela paga garantindo meios para uma vida
decente, vem sendo efetivada de modo crescentemente indireto através da
alocação do poder de compra do Estado junto a empresas.
Sua
paulatina reorientação, mediante a encomenda desses bens e serviços às redes
solidárias engendradas no âmbito da sociedade civil organizada, que hoje
recebem o equivalente a 0,02% do PIB da compra pública, fará com que elas (a)
no plano econômico da gestão pública, ao ocupar o enorme espaço das atividades
que podem imediatamente realizar com vantagem, aumentar a eficiência, eficácia
e efetividade do Estado. (b) No plano macroeconômico, aproveitem o potencial
estruturalmente ocioso de nossa força de trabalho (estimado em 170 milhões em
idade de trabalhar), hoje não ocupado segundo a norma basilar de funcionamento
do capitalismo, visto que apenas 40 milhões dessas de pessoas têm carteira
assinada.
(c) No
plano social, ao permitir que os 99 milhões de pessoas (47% da população) que
hoje recebem algum tipo de subsídio estatal conquistem o estatuto de geradores
de trabalho e renda (em substituição ao emprego e salário que o capitalismo
periférico, financeirizado e crescentemente subordinado é incapaz de
proporcionar), conferirão a eles os direitos de cidadania que até hoje têm sido
negados.
(d) No
plano ambiental, por estarem baseadas no atributo de natureza civilizacional da
autogestão e na sua precondição, a propriedade coletiva dos meios de produção,
se notabilizem por um irrepreensível comportamento responsável. (e) No plano
político do curto prazo, dado que organizadas de modo autônomo e consciente,
sejam, mais do que o “povo na rua”, o suporte de governabilidade que precisa a
esquerda para enfrentar o fascismo.
No
prazo mais longo (mas que começa amanhã), com o trânsito de seus integrantes,
de “classe em si” para “classe para si”, viabilizado pela autogestão e a
propriedade coletiva dos meios de produção, se tornem um vetor de consolidação
de um modo de produção para além do capital.
Para
que as redes solidárias possam atender demandas estatais de cada vez maior
intensidade cognitiva será necessária uma complementação das políticas de
reindustrialização empresarial (como a NIB) mediante uma política de
Reindustrialização solidária como a que há anos vem sendo proposta pelo
movimento de Economia solidária sem que os responsáveis pela elaboração dessas
políticas se disponham a dela tomar conhecimento [ver “A Nova Indústria Brasil
e a Reindustrialização Solidária”, https://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-industria-brasil-e-a-reindustrializacao-solidaria-por-renato-dagnino/].
Visto
que a tecnociência capitalista (produzida para ou pelas empresas) não atende à
incumbência das redes solidárias de atender demandas estatais de crescente
intensidade cognitiva, ela deve sofrer um reprojetamento ou Adequação
Sociotécnica na direção da Tecnociência solidária (ver “A hora e vez da
Tecnociência Solidária”). Esses processos exigem uma reorientação da política
cognitiva (de Educação e de CTI) de modo a alterar as agendas de ensino,
pesquisa e extensão das instituições públicas.
Concluindo
e resumindo, se ressalta que a ação do Estado no campo das “Novas Economias”
deve privilegiar a crescente alocação do seu poder de compra à aquisição de
bens e serviços das redes de produção, consumo e finança da Economia solidária.
As conhecidas vantagens econômicas, sociais, ambientais e políticas que
apresentam em relação às redes empresariais, derivadas de seus atributos de
autogestão e propriedade coletiva dos meios de produção, demanda que a política
de Reindustrialização solidária, orientada a complementar a NIB, seja
prontamente implementada.
O que
implica, desde a viabilização do atendimento à encomenda estatal dos bens e
serviços que as redes solidárias podem imediatamente proporcionar à população,
até medidas de política cognitiva que favoreçam agendas públicas de ensino,
pesquisa e extensão capazes de reprojetar a tecnociência capitalista, produzida
para e pelas empresas e inadequadas para sua operação, na direção de uma
Tecnociência solidária que dê conta dos múltiplos desafios de nosso projeto
político.
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Um esboço de política pública para a Economia solidária
Como se
sabe, o PL 6606/2019, que deu origem à Política Nacional de Economia solidária,
previa no seu art. 20 a criação do Fundo Nacional de Economia Solidária
(FNAES). Esse dispositivo foi suprimido e não incorporado na lei 15068/2024
aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo governo.
É
imperioso, por isso, para conferir efetividade ao Sistema Nacional de Economia
Solidária e a Política Nacional de Economia Solidária, constituídos por essa
lei, criar o Fundo Nacional de Economia Solidária (FNAES).
Esse
fundo será mantido com parte dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT). Ao destinar recursos às redes solidárias agirá em consonância com as
diretrizes em vigor para a utilização dos recursos do FAT, hoje em grande
medida orientados às empresas industriais e do agronegócio pelo BNDES.
O FNAES
será gerido mediante um arranjo financeiro e institucional que terá o BNDES não
apenas como o gestor, mas como o responsável pela sua capitalização com uma
parcela anual de 3% dos repasses do FAT ao BNDES. Essa parcela inicial, que
deverá ser crescente dada a importância das atividades que irá viabilizar, é
equivalente ao proposto pelo PL 1087/2024, em tramitação no Senado que vincula
esse percentual dos recursos do FAT repassados ao BNDES a projetos de
saneamento básico.
Os
objetivos do FNAES serão complementares e alavancadores daqueles acima
indicados, decorrentes da ação do Estado de privilegiar a crescente alocação do
seu poder de compra à aquisição de bens e serviços das redes de produção,
consumo e finança da Economia solidária.
Entre
eles, se destacam: (1) financiar atividades de P&D em Tecnociência
Solidária realizadas em parceria entre integrantes de instituições de ensino e
pesquisa e de redes solidárias; (2) financiar o desenvolvimento de projetos e a
implantação de atividades, também em parceria, que atendam à demanda estatal de
bens e serviços por redes solidárias emergentes ou por empresas recuperadas por
seus trabalhadores (3) financiar o desenvolvimento de projetos e a implantação
de atividades, também em parceria, coerentes com a política de
Reindustrialização Solidária visando à inserção das redes solidárias em cadeias
produtivas priorizadas pela NIB.
A
incorporação do BNDES, com suas notórias experiência e capacidade, ao ambiente
da Economia solidária, tornará oportuno, no plano organizativo-institucional,
situá-lo num âmbito que transcenda o das políticas sociais compensatórias e
transformá-la em um potente instrumento de reorientação do nosso estilo de
desenvolvimento.
Com
esse objetivo, poder-se-ia reorganizar institucionalmente a Economia solidária
no aparelho da administração pública federal reunindo suas áreas que lidam com
a temática, como a SENAES, do Ministério do Trabalho, a Secretaria de Ciência e
Tecnologia para o Desenvolvimento Social, do MCTI, criando uma única
secretaria, a ser alocada no MDIC.
Tendo
apresentado a problemática e sugerido uma “solucionática” viável lançando mão
dos argumentos, evidência empírica e subsídios que o movimento de Economia
solidária vêm produzindo, me atrevo a fazer uma recomendação que se desprende
de minha atuação como professor de uma universidade pública:
Criar
de imediato uma força-tarefa para identificar, nas necessidades coletivas
insatisfeitas, as demandas cognitivas ou tecnocientíficas nelas embutidas de
modo a explorá-las nas nossas instituições de ensino, pesquisa e extensão.
E,
utilizando o poder de compra do Estado, encomendar junto às redes solidárias o
desenvolvimento e a produção de bens e serviços que satisfaçam essas
necessidades e que possam ser satisfeitas mediante parcerias entre estas redes
e integrantes dessas instituições mediante, inclusive, a participação do enorme
contingente de pós-graduandos que dificilmente encontrarão na empresa
oportunidade de aplicar o conhecimento que adquiriram.
O
resultado do trabalho dessa força-tarefa poderia servir como um roteiro para o
aproveitamento da estrutura tecnocientífica cronicamente subutilizada e, em
muitos casos, ameaçada.
Almejando
ter contribuído para honrar os que nos precederam nessa luta e para respeitar
os que nos seguem e que merecem um futuro melhor do que aquele que minha
geração está lhes oferecendo, espero que os que chegaram até aqui prossigam com
o debate.
Fonte:
Por Renato Dagnino, em A Terra é Redonda

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