A
República das Emendas
Eduardo
Cunha está de volta. Ou, talvez, nunca tenha ido embora completamente.
Dez
anos depois de ser cassado pela Câmara dos Deputados, o homem que aceitou o
pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff pretende retornar ao
mesmo Parlamento do qual saiu pela porta dos fundos. Agora filiado ao
Republicanos, apresenta-se como candidato a deputado federal por Minas Gerais,
concede entrevistas, faz previsões eleitorais e procura reconstruir sua
influência como se sua trajetória política pudesse ser apagada por uma simples
mudança de endereço eleitoral.
A
desfaçatez impressiona, mas não deveria surpreender. Eduardo Cunha sempre
compreendeu como poucos que, no sistema político brasileiro, o verdadeiro poder
nem sempre está nas instituições que aparecem diante do público. Está também
nos corredores, nas presidências das comissões, no controle das pautas, nas
negociações pouco transparentes e, cada vez mais, no comando informal sobre
parcelas bilionárias do orçamento público.
Seu
reaparecimento ocorre justamente quando uma investigação da Polícia Federal
volta a lançar luz sobre a destinação das emendas parlamentares. Segundo
elementos citados em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal
Federal, há indícios de que Cunha, mesmo sem mandato, teria participado da
definição e do remanejamento de recursos. Dino determinou o bloqueio de R$ 6,1
milhões em bens do ex-deputado e suspendeu despesas ligadas às emendas sob
suspeita. A defesa nega irregularidades, afirma que Cunha não formalizou
indicações e sustenta que ele não recebeu valores.
O ponto
central, porém, não é antecipar qualquer julgamento. Cabe às instituições
investigar, às defesas se manifestar e à Justiça decidir.
Politicamente,
o que o episódio revela é muito mais grave: o orçamento da União foi
transformado em um território tão fragmentado, opaco e sujeito a controles
informais que personagens sem mandato podem aparecer, segundo as investigações,
exercendo influência sobre a destinação de recursos que pertencem à sociedade
brasileira.
É disso
que trata este artigo. Não apenas de Eduardo Cunha. Não apenas de Mariângela
Fialek, conhecida como Tuca. Não apenas de Valdemar Costa Neto. Trata-se do
sistema que tornou possível o reaparecimento de todos eles no coração do
orçamento público.
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Do instrumento de governo à moeda de poder
Em uma
democracia presidencialista, o orçamento deveria traduzir as prioridades
escolhidas pela população nas urnas. É por meio dele que um governo transforma
seu programa em hospitais, escolas, universidades, estradas, moradias,
programas sociais, investimentos produtivos e políticas de desenvolvimento.
O
Congresso tem o direito e o dever de participar desse processo. Deputados e
senadores representam estados, municípios e demandas legítimas de suas
comunidades. As emendas parlamentares, portanto, não são uma aberração em si
mesmas. Podem corrigir omissões, atender necessidades locais e aproximar os
recursos federais de regiões frequentemente esquecidas pela burocracia central.
O problema começa quando aquilo que deveria complementar o planejamento
nacional passa a substituí-lo.
Nas
últimas décadas, e de maneira acelerada nos anos mais recentes, o Congresso
ampliou significativamente seu controle sobre a execução orçamentária. Emendas
individuais tornaram-se obrigatórias. Emendas de bancada também ganharam
execução impositiva. Depois veio o chamado orçamento secreto, operado por meio
das emendas de relator, que permitiu a distribuição de bilhões de reais sem
transparência adequada sobre os verdadeiros autores das indicações.
O
Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional aquele mecanismo. Mas a
lógica política que o produziu não desapareceu. Foi redistribuída por outras
modalidades, especialmente pelas emendas de comissão, acompanhadas por novos
procedimentos, ofícios, listas, atas e indicações que nem sempre permitem ao
cidadão compreender claramente quem decidiu, por que decidiu e a quem
determinado recurso pretende beneficiar.
O nome
pode mudar. A modalidade pode ser reformulada. O mecanismo pode ganhar uma nova
aparência institucional. A lógica de poder, entretanto, demonstra
extraordinária capacidade de sobrevivência.
O
resultado é uma transformação profunda na relação entre Executivo e
Legislativo. O presidente da República continua sendo cobrado pelo crescimento,
pelo emprego, pela saúde, pela educação e pela infraestrutura. Mas uma parcela
crescente dos recursos necessários à execução dessas políticas deixou de
obedecer exclusivamente ao planejamento elaborado pelo governo eleito. Não foi
apenas dinheiro que mudou de mãos. Foi poder.
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Eduardo Cunha e o método da chantagem política
É
impossível compreender essa transformação sem retornar ao período em que
Eduardo Cunha presidiu a Câmara dos Deputados.
Cunha
não inventou as emendas parlamentares, tampouco foi o único responsável pelo
fortalecimento do Legislativo. Mas foi uma das figuras que melhor encarnaram um
método de exercício do poder baseado no controle da pauta, na pressão
permanente sobre o Executivo e no uso das prerrogativas institucionais como
instrumento de negociação política.
Sua
presidência da Câmara, iniciada em 2015, converteu-se em um centro de
desestabilização do governo Dilma Rousseff. Cunha utilizou o cargo para impor
derrotas, criar dificuldades e elevar o preço político de cada votação. Sob sua
direção, a Câmara deixou de funcionar apenas como espaço de deliberação
legislativa e tornou-se uma máquina de constrangimento contra o governo eleito.
Foi
também Cunha quem acolheu, em dezembro de 2015, o pedido de impeachment contra
Dilma, pouco depois de deputados do PT anunciarem que votariam pela
continuidade do processo contra ele no Conselho de Ética. A coincidência entre
os dois movimentos nunca poderá ser separada do contexto político daquele
momento.
O
impeachment foi aprovado pela Câmara em abril de 2016, numa sessão presidida
pelo próprio Cunha, marcada por discursos em nome de Deus, da família, dos
filhos, das esposas, dos municípios e até de conhecidos pessoais — quase tudo,
menos a apresentação de provas consistentes de crime de responsabilidade
cometido pela presidenta.
Pouco
depois, o próprio Cunha foi afastado da Presidência da Câmara pelo Supremo
Tribunal Federal (STF). Em setembro de 2016, perdeu o mandato por 450 votos a
10, acusado de ter mentido sobre a existência de contas no exterior.
Dilma
Rousseff, que não tinha conta secreta nem foi acusada de apropriar-se de
dinheiro público, perdeu a Presidência. Ela hoje comanda o Banco dos BRICS.
Cunha,
que comandou a abertura do processo e a consumação do golpe de Estado contra
Dilma, foi cassado logo depois. Essa inversão resume uma das páginas mais
perversas da história política recente do Brasil.
Agora,
o personagem reaparece. Não para prestar contas ao país, não para reconhecer o
papel que desempenhou na ruptura institucional de 2016, mas para pedir
novamente o voto dos brasileiros.
E
reaparece cercado por novas suspeitas relacionadas às emendas parlamentares.
Segundo a Polícia Federal, haveria indícios de sua atuação na definição e no
remanejamento de recursos, apesar de já não exercer mandato. Sua defesa
contesta as conclusões e nega que tenha praticado irregularidades.
O que
chama a atenção não é apenas a ousadia individual. É a permanência de um
método: exercer poder sem assumir publicamente a responsabilidade
correspondente.
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Tuca não é o sistema, mas ajuda a enxergá-lo
É nesse
contexto que surge Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.
A
servidora tornou-se conhecida nacionalmente depois de ser alvo da Operação
Transparência, realizada pela Polícia Federal em dezembro de 2025. Seu nome
aparece nas investigações como uma possível operadora administrativa da
destinação de emendas parlamentares. Conversas e documentos apreendidos
passaram a subsidiar apurações sobre a atuação de diferentes personagens
políticos.
Não se
deve transformar Tuca na grande vilã dessa história.
Seria
uma maneira cômoda de reduzir um enorme problema institucional à conduta de uma
funcionária. Sua responsabilidade individual deve ser definida pelas
investigações e pelo devido processo legal. O que interessa politicamente é
compreender por que uma servidora adquiriu tamanha centralidade em um sistema
que movimenta bilhões de reais.
Toda
grande estrutura de poder produz seus operadores.
Quando
a destinação das emendas passa a depender de listas, ofícios, substituições,
remanejamentos e decisões tomadas em diferentes instâncias da Câmara, surge
necessariamente uma burocracia especializada na administração dessa engrenagem.
Essa burocracia sabe quem pode indicar, quais documentos precisam ser
apresentados, de que forma as prioridades são alteradas e como os recursos
percorrem o caminho entre o desejo político e a execução administrativa.
Tuca,
portanto, importa menos como indivíduo do que como símbolo.
Sua
permanência na estrutura da Câmara, mesmo depois de tornar-se alvo da
investigação, foi questionada publicamente por parlamentares. Em junho de 2026,
o deputado Glauber Braga afirmou no plenário que ela continuava atuando na
operação das emendas e anunciou que levaria a questão ao STF. Trata-se de uma
acusação política que ainda deve ser apurada, não de uma condenação. Mas a
manifestação evidencia o grau de desconfiança que passou a cercar a engrenagem
administrativa das emendas.
A
pergunta importante não é apenas o que Tuca fez ou deixou de fazer. É como o
país permitiu que a execução de uma parcela tão expressiva do orçamento
passasse a depender de procedimentos que o cidadão comum não consegue
acompanhar.
Quem
decide? Quem indica? Quem altera? Quem substitui o nome do verdadeiro
solicitante? Quem verifica se o dinheiro chegou ao destino anunciado? Quem
responde quando a emenda financia uma obra inacabada, um equipamento
superfaturado ou um serviço que jamais foi entregue?
Quando
essas respostas não são claras, a opacidade deixa de ser uma falha ocasional.
Torna-se parte do funcionamento do sistema.
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O orçamento dos que não têm mandato
O caso
de Valdemar Costa Neto acrescenta outro elemento perturbador.
Presidente
nacional do PL, Valdemar não exerce mandato parlamentar. Ainda assim, decisão
judicial baseada em investigação da Polícia Federal apontou a suspeita de que
teria indicado pelo menos 21 emendas, no valor total de aproximadamente R$ 119
milhões. Flávio Dino determinou o bloqueio de bens e a suspensão das despesas
relacionadas às emendas investigadas. Valdemar afirmou que as indicações eram
sérias, que as obras foram executadas e que não houve irregularidade.
Mais
uma vez, não se trata de antecipar uma condenação.
Mas o
fato político é devastador: a indicação de emendas é uma prerrogativa de
deputados e senadores. Como explicar que o presidente de um partido, sem ocupar
cadeira no Congresso, possa aparecer nas investigações como alguém com
capacidade para sugerir ou influenciar a destinação de recursos públicos?
Valdemar
Costa Neto não representa apenas a força de um cacique partidário. Representa
uma arquitetura de poder na qual as bancadas, os dirigentes partidários e os
operadores administrativos podem formar circuitos de decisão que atravessam os
mandatos formais.
Nesse
sistema, o deputado empresta o nome. O dirigente partidário exerce a
influência. O operador organiza o procedimento. O Executivo libera o recurso. O
prefeito recebe a verba. E a população, que financiou toda a operação por meio
de seus impostos, frequentemente não consegue descobrir quem foi o verdadeiro
responsável pela escolha.
É o
poder sem rosto.
E,
portanto, o poder sem responsabilidade.
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Um presidencialismo esvaziado
O
Brasil caminha para uma forma disfarçada de semiparlamentarismo orçamentário. A
expressão pode parecer exagerada, mas descreve uma realidade cada vez mais
evidente.
O
presidente é eleito nacionalmente e responde politicamente pelo desempenho do
país. Entretanto, o Congresso controla uma parcela crescente dos recursos
públicos e interfere diretamente em sua execução. Não existe, porém, um
gabinete parlamentar formalmente responsável pelo governo, como ocorre nos
regimes parlamentaristas.
Temos,
assim, o pior dos dois mundos.
O
Executivo conserva a responsabilidade e perde parte dos instrumentos. O
Congresso amplia seus instrumentos e não assume a responsabilidade geral pela
condução do Estado.
Quando
falta dinheiro para uma política nacional, cobra-se do presidente. Quando uma
emenda é destinada a uma obra local sem planejamento, raramente se identifica o
parlamentar ou dirigente que determinou a prioridade. Quando o investimento
público é pulverizado em milhares de pequenas intervenções, ninguém assume a
responsabilidade pela ausência de uma estratégia nacional.
Esse
modelo enfraquece a capacidade do Estado de planejar. Um país com as dimensões
e as desigualdades do Brasil não pode ser governado pela simples soma de
interesses locais. Precisamos de infraestrutura integrada, política industrial,
transição energética, ciência, tecnologia, universidades, segurança hídrica,
proteção ambiental, saúde pública e educação nacional.
Essas
prioridades exigem coordenação, continuidade e escala.
Uma
escola municipal pode ser construída com uma emenda. Um sistema nacional de
educação não.
Um
equipamento hospitalar pode ser comprado por indicação parlamentar. O Sistema
Único de Saúde não pode ser planejado como uma coleção de favores distribuídos
por gabinetes.
Uma
estrada local pode receber recursos fragmentados. Uma política nacional de
logística exige visão estratégica.
Sem
planejamento, o orçamento perde coerência. Sem coerência, o Estado perde
capacidade de transformar recursos públicos em desenvolvimento.
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O Congresso não pode substituir o país
Defender
a recuperação da capacidade de planejamento do Executivo não significa negar o
papel constitucional do Congresso. Muito menos defender um presidente sem
limites.
O
Parlamento deve discutir o orçamento, fiscalizar sua execução, alterar
prioridades e representar as necessidades regionais. O que não pode fazer é
transformar o orçamento nacional em patrimônio político de presidentes de
partidos, dirigentes das Casas, líderes de bancada e operadores invisíveis.
Emendas
parlamentares devem ter autoria clara, critérios transparentes, rastreabilidade
completa e mecanismos rigorosos de fiscalização. A sociedade precisa saber quem
indicou, qual problema pretendeu resolver, quem recebeu, quanto foi gasto e
qual resultado foi alcançado.
O
princípio é elementar: quem decide sobre dinheiro público deve responder
publicamente pela decisão.
A
participação do Congresso não pode servir como pretexto para destruir a
capacidade de planejamento do Estado. Tampouco a autonomia parlamentar pode
transformar-se em licença para ocultar autores, intermediários e beneficiários.
Não se
trata de retirar dos parlamentares o direito de participar do orçamento.
Trata-se de impedir que essa participação seja capturada por redes informais de
poder.
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A engrenagem que sobrevive aos seus operadores
Eduardo
Cunha saiu da Câmara em 2016, mas o método de exercício do poder que ele ajudou
a consolidar sobreviveu.
O
controle da pauta transformou-se em controle ampliado do orçamento. A chantagem
política assumiu formas institucionalmente mais sofisticadas. As negociações
antes concentradas nas votações passaram a envolver a distribuição direta de
recursos públicos.
Tuca
poderá permanecer ou sair da estrutura da Câmara. Valdemar poderá ser
responsabilizado ou absolvido. Eduardo Cunha poderá ou não retornar ao
Parlamento. Cada um deverá responder pelos próprios atos dentro das garantias
do Estado de Direito.
Mas
nenhum desfecho individual resolverá o problema.
Afastar
um operador sem desmontar a engrenagem apenas cria uma vaga para o operador
seguinte.
Substituir
um dirigente partidário sem alterar as regras mantém intacta a estrutura de
influência.
Impedir
o retorno de Eduardo Cunha seria politicamente saudável, mas insuficiente se o
sistema que ele tão bem representa continuar funcionando.
O
verdadeiro escândalo não é apenas que Cunha reapareça como candidato dez anos
depois de comandar a abertura do impeachment de Dilma Rousseff e ser cassado
pela própria Câmara.
O
verdadeiro escândalo é que ele encontre diante de si um ambiente político ainda
mais favorável ao tipo de poder que sempre soube exercer: informal,
fragmentado, opaco e separado da responsabilidade pública.
Cunha
não reaparece do nada. Ele reaparece porque o terreno continua preparado para
ele.
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O que estará em disputa em 2026
As
eleições de outubro não decidirão apenas quem ocupará o Palácio do Planalto e
as cadeiras do Congresso. Decidirão se o Brasil pretende recuperar a capacidade
de governar seu orçamento em nome de um projeto nacional ou se aceitará a
consolidação de uma República das Emendas, na qual o dinheiro público se
transforma em instrumento permanente de reprodução do poder parlamentar e
partidário.
A
escolha não é entre um Executivo absoluto e um Congresso submisso. A democracia
exige equilíbrio entre os Poderes. Mas equilíbrio não significa permitir que o
governo seja responsabilizado por políticas cujos recursos foram pulverizados
por decisões tomadas em gabinetes, comissões e direções partidárias. Tampouco
significa aceitar que pessoas sem mandato exerçam influência sobre verbas que
somente representantes eleitos poderiam indicar.
O
orçamento público não pertence ao presidente da República. Também não pertence
ao presidente da Câmara, aos líderes parlamentares, aos presidentes de
partidos, aos operadores administrativos ou aos velhos caciques que tentam
retornar à cena política. O orçamento pertence ao povo brasileiro.
Deve
servir à redução das desigualdades, ao desenvolvimento econômico, ao
fortalecimento dos serviços públicos e à construção de um país menos injusto.
Não pode ser transformado em moeda eleitoral, mecanismo de fidelização de
bancadas ou instrumento de sobrevivência de oligarquias políticas.
Eduardo
Cunha saiu de cena. Agora pretende voltar.
Tuca
tornou-se conhecida. Amanhã poderá ser substituída por outro operador.
Valdemar
um dia deixará a presidência de seu partido.
As
pessoas passam. A engrenagem permanece.
Eis o
verdadeiro desafio da democracia brasileira: não apenas impedir que velhos
personagens retornem, mas desmontar o sistema que permite que continuem
exercendo poder mesmo quando já não possuem mandato, legitimidade ou qualquer
autorização popular para decidir o destino do dinheiro público.
Porque
o problema nunca foi somente quem opera a máquina.
O
problema é a máquina.
Fonte:
Por Maria Luiza Falcão, em Brasil 247

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