Calor
extremo: a China pode ensinar algo?
A nova
onda de calor que atinge a Europa volta a produzir números alarmantes de
mortes. Mais do que um evento meteorológico extremo, porém, ela revela
processos estruturais que extrapolam a dimensão climática. A tragédia evidencia
sinais de fragilização das capacidades estatais de planejamento e provisão de
bens públicos para prevenir e responder a eventos extremos, expõe a questão
etnocêntrica que permeia sua cobertura midiática, contrapõe distintos
paradigmas de desenvolvimento e adaptação às mudanças climáticas, reafirma a
centralidade da infraestrutura como expressão de modernização e proteção social
e, em última instância, oferece indícios da transição sistêmica em curso na
ordem internacional. À luz desse cenário, cabe refletir sobre a experiência chinesa
no enfrentamento desses desafios, em especial a partir do paradigma da chamada
Civilização Ecológica.
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Ondas de calor e erosão das capacidades estatais europeias
A cada
novo verão, a Europa tem estampado nas manchetes a sua tragédia térmica.
Segundo publicadas na Nature Medicine, entre 2022 e 2024, mais de 181 mil
mortes estiveram associadas ao calor extremo no continente. Ondas sucessivas de
calor quebram recordes de temperatura e, junto com elas, ceifam vidas de forma
sistematicamente subnotificada, pois raramente consta como causa de morte nos
atestados de óbito, ocultando-se por trás de diagnósticos cardiovasculares e
respiratórios agudos.
Para
além das elevadas temperaturas, o que chama a atenção é a incapacidade de uma
resposta política compatível com esse desafio. A União Europeia destina 680
bilhões de euros do orçamento 2021-2027 para medidas relacionadas ao clima, mas
apenas uma fração ínfima desse montante chega à adaptação térmica ao
superaquecimento urbano, dedicando “substancialmente mais atenção e capital
político aos elementos de descarbonização do Pacto Verde Europeu do que ao seu
pilar de adaptação”, como documenta o relatório de 2024 da Agência Europeia do
Ambiente (EEA). Menos da metade dos 38 Estados-membros da EEA monitora mortes
relacionadas ao calor em tempo quase real; apenas 20 países acompanham os
impactos do calor na saúde de forma sistemática.
A
vulnerabilidade é demograficamente concentrada, uma vez que pessoas com 65 anos
ou mais representam 85% das mortes por calor na Europa. Considerando que se
trata de um continente em franco processo de envelhecimento populacional, o
cenário é de ampliação do risco, mantendo-se a disfuncionalidade. Enquanto a
Europa não se adapta, seus cidadãos mais ricos se isolam e os demais são
deixados à mercê do calor. Aliás, é inacreditável que apenas cerca de 20% dos
lares europeus possuam algum sistema de refrigeração.
Nesse
contexto, a Europa, que não raro se coloca como paradigma civilizacional,
assiste impassível à morte de seus cidadãos mais vulneráveis. Sob o manto de um
alegado vanguardismo ambiental que confunde ascetismo com virtude, a recusa em
investir em climatização para o verão revela-se uma decisão política.
Persiste-se com edificações antiquadas, sem adaptação térmica para o calor, e
sequer políticas para adequar a rotina a essas situações de extremos térmicos.
É
inaceitável que nações com PIB per capita entre os mais elevados do planeta,
com séculos de acumulação de capital, com infraestruturas que supostamente
deveriam ser modelares, registrem, em poucos dias, mais de 1.400 mortes em
razão das altas temperaturas, lembrando que, em 2025, chegou a mais de 24 mil
mortes, segundo o Imperial College London. Apesar do extremo climático, esse
fato tem sido recorrente nos últimos anos, o que revela incompetência
governamental para adequar uma infraestrutura envelhecida a uma realidade
climática que já se instalou.
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A China e a governança ambiental: entre ações adaptativas e estruturais
A
China, por sua vez, tem demonstrado que é possível e necessária uma governança
que combine ações adaptativas, voltadas a desafios urgentes, e ações
estruturais, direcionadas a transformações de longo prazo. A chamada
Civilização Ecológica, incorporada à doutrina do Partido em 2012 e elevada à
estratégia de desenvolvimento nacional, é a chave conceitual desse paradigma.
Trata-se de uma governança que integra metas ambientais vinculantes aos Planos
Quinquenais, com políticas públicas ambientais que se desdobram para todos os
âmbitos da sociedade e do desenvolvimento.
São
inúmeras as medidas adaptativas urgentes para enfrentar os extremos climáticos.
O país construiu mais de 10.000 novas estações de monitoramento e alerta
precoce apenas em 2024, expandindo sua capacidade de previsão de eventos
extremos. Na bacia do rio Lancang, gerenciada pelo China Huaneng Group, foram
construídas doze usinas hidrelétricas em cascata, equipadas com monitoramento
digital e despacho centralizado em toda a bacia, reduzindo o pico natural de
enchente em aproximadamente 70%. Reservatórios estão sendo operacionalizados
para manter a capacidade de abastecimento de água e energia durante secas
prolongadas, enquanto um sistema integrado hidro-eólico-solar está sendo
desenvolvido para responder a eventos climáticos extremos.
Em
termos de adaptação costeira, projetos como o dique de maré de Liudao e o dique
leste da costa de Ningjin são implementados para proteger essas áreas contra a
elevação do nível do mar e ressacas. Reservatórios são reforçados, sistemas de
drenagem urbana ampliados e simulações de emergência realizadas regularmente
para preparar equipes de resgate e a população. Em Shenzhen, o Parque da Baía
de Shenzhen, com 13 quilômetros de costa, mantém a infraestrutura costeira
livre de grandes construções, com manguezais e vegetação de zonas úmidas
protegendo mais de 12 milhões de habitantes contra tempestades e avanço do mar.
A
lógica chinesa tem combinado, por isso, adaptação e mitigação para enfrentar os
extremos climáticos. A Estratégia Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas
2035, estabelecida em 2022, é o plano mais abrangente do país até o momento,
com metas e cronogramas cobrindo resiliência urbana, restauração de
ecossistemas, sistemas de alerta precoce e avaliação de riscos. Já a Lei de
Proteção da Bacia do Rio Yangtzé (2020) e projetos de reabilitação ecológica
fluvial, como o realizado em Pingxiang, Jiangxi, onde zonas úmidas ribeirinhas
restauradas e encostas verdes suaves reduzem riscos de enchentes, criam
habitats para a biodiversidade e são usufruídos pela comunidade, exemplificam a
integração entre proteção ambiental e adaptação climática.
O caso
do projeto de Cidades Esponja é uma síntese entre adaptação urgente e
transformação estrutural. Iniciado em 2014 e expandido para 30 cidades-piloto
em 2015, representa uma revolução no planejamento urbano. Em vez de se
restringir ao modelo tradicional de “drenagem rápida” baseado em concreto,
tubulações e represamento, as cidades chinesas são projetadas para absorver,
reter, purificar e reutilizar a água da chuva, como medidas complementares. É a
integração sistêmica de infraestrutura cinza e verde por meio de pavimentos
permeáveis, jardins de chuva, telhados verdes, zonas úmidas artificiais,
parques de retenção e corredores ecológicos. Na mesma direção de revitalização
ambiental dos espaços urbanos, o projeto Cidade Floresta vem redefinindo a
paisagem urbana do país, convertendo antigas “selvas de pedra” com precária
qualidade do ar em cidades completamente arborizadas.
Cabe
sublinhar, para quem não tem familiaridade, que a China é um país
historicamente moldado por situações ambientais extremas, incluindo variações
térmicas de magnitude quase inimaginável. Em Harbin, no nordeste, o inverno
registra temperaturas que chegam a – 42,6°C, e o verão a 37,8°C. Em Xinjiang,
as temperaturas máximas chegam próximas a 50°C e as mínimas a – 52,3°C,
resultando num gradiente térmico histórico de cerca de 100 graus Celsius dentro
de uma mesma região administrativa.
Ademais,
a China abriga, em seu território, praticamente todos os climas do planeta e
enfrenta, simultaneamente, inundações devastadoras no sul, secas extremas no
noroeste, tufões no litoral e ondas de calor no interior. Já a Europa, com um
consumo de energia per capita muito superior ao chinês, com desafios climáticos
relativamente menores, com recursos incomparavelmente maiores, não consegue
enfrentar uma onda de calor sem deixar milhares de mortos em seu rastro. Para
ilustrar: a China, em 2023, alcançou mais de 145 unidades de ar-condicionado
por 100 lares, com políticas de substituição que aceleram a eficiência
energética das unidades, enquanto a Europa revela completa inoperância para
adequar as residências às ondas de calor..
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O etnocentrismo e a transição de poder
Em
nosso livro Quem tem medo da China?, a escolha de dedicar a
primeira parte à questão do etnocentrismo não foi fortuita. O tema das relações
internacionais, a dinâmica imperialista e as relações centro-periferia são
atravessados pela questão do etnocentrismo e pela consequente produção de narrativas.
A maneira como as mortes na Europa decorrentes da onda de calor têm sido
tratadas corrobora exatamente essa argumentação.
Isto é,
a grande mídia tem preferido tratar as milhares de mortes em Paris, Londres ou
Madri como um efeito das “ondas de calor sem precedentes”, relacionadas com as
mudanças climáticas. Pouco se diz sobre ineficiência governamental e
negligência do poder público. Não restam dúvidas, porém, de que a abordagem
seria outra caso esse mesmo cenário de milhares de mortes ocorresse em países
do Sul Global. A narrativa se inverteria instantaneamente, buscando chaves
explicativas em conceitos como “corrupção”, “ineficiência governamental”,
“estados falidos” e até “genocídio”. Durante o terremoto ocorrido na Venezuela
recentemente, tais explicações foram recorrentes para explicar as dificuldades
nos resgates das vítimas.
Durante
a pandemia de covid-19, enquanto os números chineses eram sistematicamente
questionados, sob alegação de serem ou “forjados” ou decorrentes da imposição
“autoritária” do lockdown, os números assustadores dos Estados Unidos, do Reino
Unido e da Itália não eram objeto de críticas duras. Muito pouco se falou sobre
a evidente ineficiência estatal ou sobre as deficiências dos sistemas de saúde.
Ninguém perguntou por que os Estados Unidos, uma grande potência com elevados
gastos per capita em saúde, acumularam mais de um milhão de mortes.
Paralelamente, a vacina chinesa era colocada sob suspeição, tratamento
absolutamente distinto daquele dado às similares ocidentais.
Para
além da dimensão simbólica e narrativa, as ondas de calor europeias e a
incapacidade de resposta também revelam um sinal dos tempos. A Europa, que por
séculos se posicionou como vanguarda civilizacional, dá sinais claros e
recorrentes de suas dificuldades. Não se trata apenas de modernização da
infraestrutura ou adaptação das cidades às novas realidades climáticas, mas da
erosão de um modelo de desenvolvimento.
A
China, pelo contrário, demonstra a renovação do seu paradigma de modernização.
Sob a chave conceitual da Civilização Ecológica, o país tem combinado
desenvolvimento com sustentabilidade. E as transformações infraestruturais
chinesas talvez sejam um dos indicadores mais claros dessa trajetória chinesa,
como ilustram muito bem as ferrovias de alta velocidade, o planejamento das
grandes cidades, a transição ecológica em diversas áreas, do tratamento de
resíduos sólidos aos sistemas energéticos.
A
Europa, por seu turno, como bem destacou Todd, em La derrota de
Occidente, dá mostras recorrentes dos seus descaminhos. À crise da
democracia liberal e à crescente disfunção da sua representação política,
somam-se a ampliação das desigualdades sociais, combinada à erosão dos sistemas
de valores e crenças compartilhadas. Esse esvaziamento normativo é acompanhado
pelo recrudescimento do individualismo e atomização social, insegurança
existencial e perda de horizontes coletivos. Não por acaso, estamos exatamente
diante de uma demonstração da incapacidade de definição dos horizontes
políticos diante dos desafios.
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Considerações finais
Estamos
diante de uma transição sistêmica multidimensional, na qual se entrelaçam
transformações geopolíticas, tecnológicas, demográficas, ambientais e
civilizacionais. As ondas de calor que hoje assolam a Europa não constituem um
episódio isolado, tampouco podem ser compreendidas apenas como consequência das
mudanças climáticas. Elas expõem limites de um modelo de desenvolvimento,
revelam a erosão de capacidades estatais essenciais e evidenciam a dificuldade
de converter recursos econômicos em proteção efetiva da população diante de
riscos cada vez mais recorrentes. Aliás, a Europa, outrora referência na
construção do Estado de Bem-Estar Social e na provisão universal de bens e
serviços públicos, expõe fragilidades para responder aos desafios contemporâneos.
A
experiência chinesa oferece um contraponto relevante de articulação entre
planejamento de longo prazo, fortalecimento das capacidades estatais,
investimento maciço em infraestrutura, inovação tecnológica e incorporação da
sustentabilidade ao projeto nacional para enfrentar os desafios climáticos. Sob
o paradigma da Civilização Ecológica, desenvolvimento econômico, adaptação
climática e proteção ambiental deixam de ser objetivos concorrentes para
integrar uma mesma estratégia de modernização.
A
transição sistêmica em curso, portanto, não diz respeito apenas à
redistribuição do poder internacional. Ela envolve também a disputa entre
diferentes concepções de desenvolvimento, de ação estatal e de produção do
bem-estar coletivo. Trata-se de refletir sobre quais modelos de desenvolvimento
e quais formas de organização do Estado estarão mais aptos a garantir
segurança, resiliência e qualidade de vida em um século marcado pela
intensificação dos riscos ambientais.
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Sistema de nebulização artificial contra ondas de calor
na China: para que serve e por que é recomendado para resfriar cidades
Os
termômetros na província de Shanxi registram marcas severas durante os meses
quentes do ano. Para combater esse cenário estressante, a cidade de Yuncheng
adotou uma estratégia que lança uma névoa fina de água diretamente das fachadas
dos edifícios. O resfriamento evaporativo converte o calor do
ambiente, reduzindo a temperatura local de forma imediata. Essa iniciativa,
baseada em sistemas de nebulização, cria um microclima confortável
nas calçadas urbanas.
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Como
funciona o sistema de nebulização nas cidades chinesas?
A
engenharia urbana de Yuncheng instalou pulverizadores de alta pressão nas
estruturas externas de prédios comerciais e residenciais. Esses dispositivos
liberam uma névoa de água tão fina que evapora quase instantaneamente antes
mesmo de tocar o solo. Esse processo retira calor do ar circundante, gerando
uma queda térmica real na atmosfera local. A implantação inteligente dessa
infraestrutura demonstra como soluções de eficiência hídrica mitigam
ilhas de calor severas.
Os
pedestres sentem o alívio térmico na pele sem se molharem. Esse controle
climático descentralizado transforma ruas áridas em corredores frescos,
provando que a infraestrutura sustentável altera a dinâmica das
grandes metrópoles.
Qual é
o impacto real dessa tecnologia no conforto térmico?
O
bem-estar dos cidadãos aumenta significativamente quando a umidade
relativa do ar é ajustada de maneira controlada durante picos de calor. A névoa
de água reduz a radiação térmica que emana do asfalto e das paredes de
concreto, equilibrando o ambiente. Estudos locais apontam uma redução
perceptível no estresse físico de quem caminha pela região afetada pelos
pulverizadores. Com isso, o conforto térmico atinge níveis aceitáveis
mesmo sob forte radiação solar direta.
Mas
isso não é tudo: a sensação de sufocamento diminui drasticamente nas áreas
centrais. Os dados práticos indicam que a temperatura do ar pode cair
vários graus, validando o resfriamento ativo como política pública
urbana.
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Quais são as vantagens ecológicas do resfriamento evaporativo?
A
sustentabilidade ambiental surge como o maior benefício dessa abordagem
hídrica em comparação aos métodos tradicionais de climatização. Diferente dos
aparelhos de ar-condicionado convencionais, que jogam ar quente nas ruas e
consomem muita eletricidade, esse método consome pouca energia. Ele otimiza o
uso dos recursos hídricos ao focar na evaporação natural para modificar a
temperatura ambiente. Desse modo, cidades populosas ganham um aliado
contra as emissões de carbono operacionais.
Mas
aqui está o detalhe: os ganhos vão muito além da redução imediata do calor nas
calçadas. A eficiência ecológica desse sistema urbano gera impactos
positivos diretos, conforme apresentado nos fatores
sustentáveis listados abaixo:
- Consumo
reduzido: A
demanda por energia elétrica é drasticamente inferior à de condicionadores
de ar comuns.
- Zero gases
estufa: O
processo utiliza apenas água pura, eliminando o uso de fluidos
refrigerantes químicos nocivos.
- Combate às ilhas
térmicas: A
evaporação mitiga o calor acumulado por materiais pesados como o asfalto e
o concreto.
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Quais são os desafios de implementação desse sistema urbano?
A
gestão da água exige atenção rigorosa para assegurar que o sistema
funcione continuamente sem causar desperdício ou contaminação. O líquido
utilizado precisa passar por filtros avançados de purificação para evitar o
entupimento dos bicos injetores e garantir a segurança sanitária da população
local. A manutenção constante das bombas hidráulicas e dos encanamentos
externos representa um custo operacional relevante para a prefeitura de
Yuncheng. Por essa razão, o planejamento financeiro torna-se
essencial antes da instalação.
É aí
que a história fica surpreendente: a eficácia depende diretamente das condições
climáticas do dia. A umidade do ar elevada diminui a capacidade de
evaporação da névoa, tornando a análise dos parâmetros
meteorológicos listados a seguir indispensável:
- Velocidade do
vento: correntes
de ar excessivas dispersam as microgotículas antes que elas resfriem o
perímetro desejado.
- Qualidade
hídrica: A
água exige filtragem tripla para impedir a proliferação de patógenos na
névoa expelida.
- Clima seco: O
rendimento do resfriamento evaporativo atinge seu potencial máximo em dias
quentes de baixa umidade.
O que
dizem as pesquisas científicas sobre a eficácia da nebulização?
Estudos
acadêmicos recentes comprovam a eficiência mecânica dessas microgotículas
na modificação do microclima de centros urbanos densos. Sensores meteorológicos
posicionados em áreas de teste registraram reduções consistentes na temperatura
de bulbos secos e melhorias na sensação de bem-estar dos pedestres. Os modelos
matemáticos indicam que a distribuição espacial dos pulverizadores determina o
alcance do resfriamento pelas vias públicas. Assim, a validação
empírica consolida o método como alternativa viável para o planejamento
urbano.
Assim,
as simulações em computador auxiliam os projetistas a posicionar os bicos
injetores nos pontos de maior calor. A modelagem computacional reduz
falhas de projeto, garantindo o sucesso de novas instalações
urbanas em larga escala.
Como as
cidades podem se adaptar às futuras ondas de calor?
A
adaptação urbana diante do aquecimento global exige a combinação de
múltiplas tecnologias inteligentes e sustentáveis nas metrópoles. Além dos
pulverizadores de névoa acionados em Shanxi, o uso de materiais de construção
que dissipam o calor passivamente ganha força entre arquitetos contemporâneos.
A integração dessas soluções cria bairros resilientes capazes de suportar
verões extremos sem colapsar a rede elétrica local. Desse modo, o
ecossistema urbano se transforma para proteger a saúde de seus habitantes
de forma integrada.
Veja a
análise sobre tijolos ecológicos
que resfriam edifícios e saiba mais sobre o tema. Essas tecnologias
combinadas mudam as diretrizes construtivas urbanas, gerando uma
arquitetura inteligente e adaptada.
Fonte: Por
Diego Pautasso e Isis Paris Maia, em Outras Palavras/Brasil 247

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