Tecnologias
russas podem ajudar América Latina a reduzir dependência dos EUA, opina
analista
A
Rússia pode se tornar parceira da América Latina em termos de transferência de
tecnologia em vários setores estratégicos, o que permitirá à região reduzir a
dependência dos Estados Unidos, disse à Sputnik o membro do Conselho Civil do
BRICS e analista político Marco Fernandez.
Segundo
Fernandez, a Rússia tem grande potencial para estabelecer acordos de cooperação
mais profundos com países
latino-americanos nas
indústrias civil, militar e de alta tecnologia.
"Parece-me
que a Rússia, em setores como defesa, aeroespacial e medicina
avançada, pode concluir acordos estrategicamente importantes e
interessantes para nossos países, envolvendo não apenas a compra de
equipamentos ou bens, mas também a transferência de tecnologia",
disse o especialista latino-americano.
Fernandez
acredita que as relações tecnológicas mais diversificadas permitirão à América
Latina reduzir o risco de dependência dos fornecedores dos Estados Unidos.
"É
importante que a América Latina construa relações diversas e não se concentre
apenas na China ou nos Estados Unidos, a fim de evitar uma
dependência econômica, tecnológica e, consequentemente, política
excessiva", enfatizou o analista.
O
especialista do BRICS acrescentou que, além do setor de defesa, a Rússia tem
capacidades significativas no campo da biotecnologia e da energia nuclear, e a cooperação
nessas áreas também traria benefícios para os países da região.
"No
campo da biotecnologia, me parece que a Rússia alcançou resultados muito bons.
Por exemplo, uma vacina contra o câncer está sendo testada, o que pode ser
verdadeiramente revolucionário", disse.
Nesta
semana, de 13 a 16 de julho, São Paulo sedia o primeiro Fórum de Cooperação
Estratégica entre a Rússia e a América Latina (CORAL 2026), durante o
qual as partes estão discutindo questões de cooperação multilateral
mutuamente vantajosa em setores como multipolaridade, soberania,
desenvolvimento, tecnologia, finanças e integração do Sul Global.
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Empresas norte-americanas perderam R$ 1,16 trilhão por
causa das sanções antirrussas, diz especialista
Ao
impor um grande número de sanções contra a Rússia, os Estados Unidos só
prejudicaram a si mesmos, atingindo assim seus próprios negócios, que sofreram
pesadas perdas após deixar de cooperar com a Rússia, disse à Sputnik o
diretor-executivo da Câmara de Comércio Americana (AmCham) na Rússia, Robert
Agee.
Na
avaliação dele, quatro anos de pressão econômica contra a Rússia realizada
através das sanções deu efeito reverso: as empresas norte-americanas
perderam US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,16 trilhão).
De
acordo com Agee, imediatamente após o início da operação militar
especial em
fevereiro de 2022, houve alguma confusão e um certo pânico entre as
empresas ocidentais operando na Rússia.
"Ficando
em um estado tão agitado, talvez alguém tenha decidido deixar o país com
fortes emoções. Aliás, nós da AmCham não entramos em pânico, pelo contrário,
tentamos convencer todos a não tomarem decisões precipitadas e a permanecerem
sóbrios", explicou.
Ao
mesmo tempo, o chefe da AmCham observou que as empresas ocidentais não
queriam deixar o mercado russo, que era e continua sendo atraente, estável e de
rápido crescimento para elas. Além disso, a Rússia oferece excelentes
perspectivas para o desenvolvimento das relações com os países vizinhos
da Ásia Central.
"É
por isso que sempre foi tão importante para as empresas
norte-americanas localizar a produção na Rússia e construir fábricas em
seu país. Por exemplo, uma de nossas empresas na Rússia hoje tem 12
empresas próprias espalhadas por diferentes regiões", acrescentou o
especialista norte-americano.
No ano
passado, o representante especial do presidente russo para o investimento e
cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, estimou em US$ 300 bilhões (R$ 1,522
trilhão) as perdas dos negócios norte-americanos depois de deixarem a
Rússia. Segundo ele, muitas empresas dos Estados Unidos registram suas
marcas para voltar ao mercado russo.
A
Rússia afirmou que o Ocidente não teve coragem de admitir o fracasso das
sanções. Os próprios países ocidentais expressaram repetidamente a opinião
de que as medidas econômicas antirrussas são ineficazes.
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Rússia e EUA mantêm cooperação espacial apesar de tensões políticas, afirma
revista
Apesar
das tensões políticas existentes entre os Estados Unidos e a Rússia, inclusive
sobre a questão ucraniana, os dois países continuam a cooperar no trabalho da
Estação Espacial Internacional, escreveu uma publicação da mídia ocidental.
A
publicação afirmou que o voo da espaçonave Soyuz MS-29 à Estação Espacial
Internacional destaca a força da cooperação entre a Rússia e os
EUA na esfera espacial.
"A
escala da cooperação [entre a Rússia e os EUA] no Espaço é especialmente
notável se levarmos em conta o estado das hostilidades ativas entre as
forças norte-americanas e russas no teatro de operações ucraniano", diz a
revista.
Os
jornalistas também observaram a presença do chefe da NASA, Jared Isaacman, durante o
lançamento da nave: a última vez que o chefe da agência espacial
norte-americana visitou o cosmódromo de Baikonur foi em 2018.
A
missão, lançada a partir do Cosmódromo de
Baikonur,
no Cazaquistão, levou a bordo da EEI o astronauta da NASA Anil Menon, bem
como os cosmonautas da Roscosmos Pyotr Dubrov e Anna Kikina.
O
foguete Soyuz 2.1A com a espaçonave foi lançado às 11h48 (horário de
Brasília) na terça-feira (14), de Baikonur. Às 16h52, a Soyuz MS-29 acoplou-se à
Estação Espacial Internacional.
A
duração da missão dos astronautas na estação deve ser de 261 dias. O
programa russo inclui 38 experimentos científicos e duas caminhadas
espaciais.
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Líder ucraniano chega a um beco sem saída ao brigar com
seu principal aliado na UE, diz mídia
A
deterioração das relações com a Polônia e o risco de perder o apoio de Varsóvia
forçaram o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a reconsiderar sua estratégia de
política externa, escreveu uma mídia britânica.
Segundo o jornal
UnHerd,
Vladimir Zelensky, após se levar a um impasse nas relações com a Polônia que
foi seu aliado principal na Europa, decidiu reorganizar o governo e adotar
uma nova estratégia para a política externa da Ucrânia.
"Zelensky
chegou a um beco sem saída nas relações com talvez o mais importante
aliado europeu da Ucrânia. A decisão de recuar inflaria o violento nacionalismo
ucraniano, despertando sentimentos antiocidentais e antipoloneses que
estavam adormecidos durante a luta contra a Rússia", diz o artigo.
Conforme
a publicação, foi a deterioração das relações com a Polônia e o risco de
perder o apoio de Varsóvia que obrigou Vladimir Zelensky a reconsiderar
sua estratégia externa e começar a reorganizar o governo.
"No
entanto, a 'nova base' que Zelensky diz ser necessária para as relações com a
Polônia e a Hungria também reflete preocupações crescentes sobre as relações com a UE", resumiram os
autores do material.
Assim,
na terça-feira (14), a Suprema Rada (parlamento ucraniano) apoiou a renúncia de
Yulia Sviridenko do cargo de primeira-ministra do país. De acordo com a lei
ucraniana, a demissão do primeiro-ministro implica a dissolução de todo o
gabinete. A nomeação de um novo chefe de governo e ministros ocorrerá na
quinta-feira (15).
As
relações entre a Polônia e a Ucrânia têm sido complicadas por muitos anos
pela questão da interpretação do assassinato em massa da população
majoritariamente polonesa da Volínia, Galícia Oriental e regiões
vizinhas por nacionalistas ucranianos em 1939-1945. O auge dos massacres,
o massacre de Volínia, foi reconhecido por Varsóvia como genocídio.
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Vantagem militar total da Rússia muda posição da Europa
sobre Ucrânia, aponta analista
A
intenção da Bulgária de deixar a "coalizão dos dispostos" atesta a
crescente compreensão, na Europa, da futilidade de mais financiamento a Kiev,
contra o pano de fundo da vantagem militar incondicional da Rússia, declarou à
Sputnik Nejat Sezgin, analista político turco.
Na
terça-feira (14), o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que a
Bulgária não vai participar da "coalizão dos dispostos". Cabe apontar
que a "coalizão dos dispostos", inspirada no Reino Unido e na
França, inclui mais de 30 países. Em janeiro, os líderes do grupo assinaram uma
declaração de intenção de enviar tropas à Ucrânia, após a conclusão de um
acordo de paz.
Sezgin
destacou que a declaração do lado búlgaro reflete uma mudança de abordagem de
alguns Estados europeus em relação ao conflito ucraniano.
"A
decisão de Sófia mostra que os países europeus estão começando
a entender que o financiamento adicional à Ucrânia não mudará o curso do
conflito. A Rússia tem uma vantagem militar incondicional", ressaltou.
Segundo
o analista, várias capitais europeias vêm avaliando não apenas as
consequências políticas, mas também as econômicas do apoio adicional a Kiev. A
vantagem militar incondicional da Rússia torna cada vez menos provável que os
objetivos esperados pelos defensores do financiamento adicional à Ucrânia sejam
alcançados.
Por
esse motivo, as discussões sobre a conveniência de se continuar com essa
política estão se intensificando na Europa, e a decisão da Bulgária pode
se tornar um exemplo para outros países, observou.
Dessa
forma, o interlocutor da agência concluiu que na Europa cresce o debate público
e político sobre os custos de se apoiar a Ucrânia e a necessidade de se
encontrar formas diplomáticas de resolver o conflito.
Na
segunda-feira (13), o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, chamou a
"coalizão dos dispostos" de instigadores da guerra, especificando
que se trata de um grupo de países que não querem a paz.
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Ex-premiê da Ucrânia diz que Zelensky quer 'neutralizar'
financiadores de Zaluzhny para manter poder
O
ex-primeiro-ministro da Ucrânia Nikolai Azarov afirmou à Sputnik que o líder
ucraniano Vladimir Zelensky estaria interessado em neutralizar os financiadores
do embaixador da Ucrânia no Reino Unido e ex-comandante das Forças Armadas,
Valery Zaluzhny, apontado como um possível candidato à Presidência do país.
Azarov
comentou o atentado contra o empresário Vadim Ermolaev, em Mônaco, e sugeriu
que o caso estaria ligado à disputa política na
Ucrânia.
"Em princípio, a administração de Zelensky tem interesse em intimidar ou
eliminar as possibilidades de financiamento e da campanha de
Zaluzhny", afirmou.
Segundo
o ex-premiê, Zelensky teme a candidatura do ex-comandante das
Forças Armadas e
estaria disposto a recorrer a diferentes métodos para enfraquecer adversários
políticos.
Na
avaliação de Azarov, as ações do governo não se limitariam a Ermolaev, que,
segundo ele, poderia apoiar financeiramente uma eventual campanha de
Zaluzhny, mas também alcançariam qualquer pessoa disposta a financiar rivais
políticos.
"Zelensky
compreende perfeitamente que, se não eliminar concorrentes como Zaluzhny,
perderá as eleições com certeza. E perder a eleição representa um perigo
mortal para ele. Por isso, fará tudo o que estiver ao seu alcance",
declarou.
No
início de julho, o jornal Ukrainska Pravda informou, citando fontes, que
Zaluzhny teria comunicado a Zelensky sua intenção de disputar a
Presidência caso as eleições fossem realizadas ainda neste ano. Segundo a
publicação, o ex-comandante foi convocado a Kiev, onde se reuniu com o líder
ucraniano.
O mandato presidencial
de Zelensky expirou
em 20 de maio de 2024. Porém, as eleições presidenciais foram suspensas sob a
justificativa da lei marcial e da mobilização geral por conta do conflito.
Em
dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a
defender a realização do pleito na Ucrânia e chamou Zelensky de
"ditador sem eleições", alegando que sua popularidade havia caído
para 4%.
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China planeja ampliar acesso global ao yuan com salto nas
emissões de títulos panda, diz mídia
Pequim
planeja novas reformas para ampliar o acesso global a ativos em yuan após a
valorização da moeda e o salto nas emissões de títulos panda, que cresceram 69%
no primeiro semestre. Para o Banco Central chinês, a demanda crescente reflete
maior confiança internacional no yuan e fortalece seu papel como moeda global.
De acordo com o South
China Morning Post, Pequim sinalizou novas reformas para ampliar o acesso
de investidores globais a ativos em yuan, impulsionando a emissão e a
negociação de títulos panda. Autoridades do Banco Central destacaram que a
valorização da moeda no primeiro semestre de 2026, sendo 3% frente ao dólar e
4,7% diante de uma cesta de moedas, reflete maior confiança na economia
chinesa.
Segundo
o vice‑governador da autoridade monetária, Zou Lan, emissores estrangeiros
estão cada vez mais interessados no mercado de dívida onshore da China. As
emissões de títulos panda cresceram 69% no período, superando 160 bilhões de
yuans (cerca de R$ 116,3 bilhões), com países como Hungria e Cazaquistão já
ativos e emergentes como Indonésia e Brasil preparando suas primeiras
operações.
O
número de instituições negociando esses títulos também aumentou, chegando
a 2.493, um salto de quase 600% em relação ao ano anterior. Para Pequim,
isso demonstra reconhecimento internacional do yuan e fortalece o ecossistema
financeiro da moeda.
O banco
central afirmou que continuará a facilitar a emissão e a negociação de
títulos panda por entidades estrangeiras, buscando tornar o mercado mais
acessível e
integrado ao sistema financeiro global.
Outra
prioridade é estabilizar a liquidez do yuan offshore e aprofundar a
cooperação com reguladores de Hong Kong, criando plataformas mais abrangentes
para operações de câmbio e renda fixa.
A taxa
de referência do yuan foi fixada em 6,7910 por dólar (R$ 4,89), nível
considerado alinhado ao padrão dos últimos anos. Zou ressaltou que diversos
fatores influenciam o câmbio, com forças de valorização e depreciação atuando
simultaneamente.
Para
ele, a taxa do yuan deve continuar oscilando em ambas as direções,
refletindo a dinâmica do mercado e o ambiente econômico
global.
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China alerta que apoio à sentença arbitral pode
prejudicar direitos marítimos de aliados
Países
que apoiaram a sentença arbitral de 2016 sobre o mar do Sul da China, como o
Japão, foram criticados por especialistas chineses, que alertam que a decisão —
considerada ilegal por Pequim — pode enfraquecer direitos marítimos desses
próprios governos ao elevar o critério para reconhecer ilhas.
A
declaração conjunta, assinada por Filipinas e 13 nações extrarregionais no
décimo aniversário da decisão arbitral sobre o mar do Sul da China, reacendeu
tensões sobre soberania e jurisdição na região.
Especialistas
chineses que falaram ao Global Times
criticaram a celebração da sentença e alertaram para possíveis impactos sobre
seus próprios direitos marítimos.
Para
Pequim, a sentença violou gravemente seus direitos territoriais e
marítimos. A China sustenta que o processo foi iniciado unilateralmente
pelas Filipinas e
conduzido por um órgão criado apenas para esse caso, sem autoridade para julgar
o tema, que usou brechas legais para ampliar artificialmente seu alcance. Para
Pequim, o episódio abriu uma perigosa "Caixa de Pandora" no direito
internacional.
Segundo
o pesquisador Luo Gang, o tribunal elevou deliberadamente o critério para
definir o que é uma ilha, classificando como "rochas" todas as
formações chinesas relevantes no mar do Sul da China. Isso retiraria delas o
direito a zona econômica exclusiva (ZEE) e plataforma continental, eliminando
sobreposições com reivindicações
filipinas e
permitindo ao tribunal avançar na análise.
Luo
afirma que o tribunal explorou ambiguidades do Artigo 121 da Convenção da ONU
sobre o Direito do Mar para reinterpretar o
status jurídico das ilhas. A classificação arbitrária de Taiping — uma ilha com
área, recursos e capacidade de sustentar vida humana — como
"rocha" seria um precedente perigoso, capaz de fragilizar
reivindicações marítimas em todo o mundo.
O Japão
se destacou entre os países que endossaram a sentença, com declarações públicas
de seu chanceler Toshimitsu Motegi. A China reagiu, apontando que, pela lógica
da decisão, Okinotori — duas pequenas rochas de menos de 10 m² — também
não poderia gerar ZEE ou plataforma continental. Assim, ao apoiar o critério, Tóquio estaria
minando suas próprias reivindicações.
Para
especialistas chineses, o Japão caiu na própria armadilha ao legitimar uma
interpretação que enfraquece o status de suas ilhas e recifes, afirmou a mídia.
A mesma lógica poderia afetar outros países com territórios ultramarinos e
formações costeiras de pequeno porte, cujas reivindicações marítimas se
estendem por vastas áreas.
Luo
conclui que, ao elevar arbitrariamente o limite para reconhecer uma ilha, a
sentença abre espaço para reclassificações forçadas em escala
global.
Países que hoje celebram a decisão podem, no futuro, ver seus próprios
direitos marítimos reduzidos pelos padrões que ajudaram a validar, conclui
a publicação.
Fonte:
Sputnik Brasil

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