Ex-líder
do bolsonarismo acusa Flávio Bolsonaro de usar drogas e desafia: “faça um exame
toxicológico”
Ex-deputado
federal, que comandou a campanha de Jair Bolsonaro (PL) no Nordeste em 2018,
Julian Lemos voltou a fazer supostas revelações sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
após revelar em entrevista recente que o filho “01” do ex-presidente teria uma
fortuna avaliada em R$ 600 milhões.
Nesta
quinta-feira (16), após revelação de foto do senador ao lado de Luiz Phillipi
de Moraes Mourão, o “Sicário”, homem apontado pela Polícia Federal (PF) como
uma espécie de “matador” da milícia digital comandada por Daniel Vorcaro,
Julian Lemos acusou Flávio Bolsonaro de ser usuário de drogas e lançou um
desafio.
“Flavio,
faça um exame toxicológico daqueles feitos com fio de cabelo só para a gente
ver no que dá. Depois, publique o resultado no seu perfil. Duvido que você faça
isso”, escreveu Lemos em publicação na rede X.
Em
seguida, o ex-líder do bolsonarismo ironizou slogans do clã Bolsonaro,
sugerindo que o senador seria usuário de cocaína. “Pátria, pó e libertinagem.
Poder acima de tudo. Propina acima de todos”, emendou.
A
acusação acontece em meio à tensão da pré-campanha diante de especulações sobre
novas imagens, incluindo um suposto vídeo de Flávio Bolsonaro em uma das festas
patrocinadas por Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do banco Master.
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Filhos milionários
Na
entrevista em que revelou a suposta cifra milionária de Flávio, Julian Lemos
também afirmou que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
teria acumulado uma fortuna estimada em R$ 150 milhões. Segundo o
ex-parlamentar, o crescimento patrimonial dos filhos do ex-presidente teria
ocorrido ao longo do governo Jair Bolsonaro.
As
declarações, no entanto, não foram acompanhadas de documentos ou outras provas
que sustentem os valores mencionados. Até a publicação da reportagem original,
Julian Lemos também não havia respondido aos pedidos de esclarecimento feitos
pelo Metrópoles sobre a origem das informações.
Procurada
pela reportagem, a equipe do senador Flávio Bolsonaro informou que ele não
comentará as acusações. Não houve manifestação pública de Eduardo Bolsonaro
sobre o assunto até o momento.
Julian
Lemos foi um dos principais aliados de Jair Bolsonaro na campanha presidencial
de 2018, mas rompeu politicamente com o ex-presidente nos anos seguintes e
passou a fazer críticas públicas à família Bolsonaro.
• Advogado e escritor carioca avisa sobre
Flávio Bolsonaro: vêm “mais duas granadas”
A divulgação
de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi
Mourão, conhecido como “Sicário“, continua repercutindo nos bastidores da
política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo
Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e
escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a
caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.
A
imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias,
mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de
Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de
um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro,
antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero,
Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto
estava sob custódia.
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Versões contraditórias
Após a
divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura
pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem
poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente,
análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo
indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.
Na
publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas.
A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste
envolvendo o entorno político do senador.
Uma
delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel
Vorcaro. O caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e
áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada
na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados
de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a
operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.
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Na festa de Vorcaro
Além
disso, circulam nos bastidores de Brasília informações sobre a existência de
vídeos gravados em eventos ligados ao empresário Vittorio Vorcaro.
Paralelamente, operações recentes da Polícia Federal tiveram como alvo pessoas
próximas ao senador no Rio de Janeiro, em investigações sobre supostos crimes
financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.
A
publicação de Eduardo Goldemberg reforça a avaliação de setores da oposição de
que a divulgação da fotografia com “Sicário” pode ser apenas o primeiro
episódio de uma sequência de revelações capazes de ampliar o desgaste político
de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o advogado não apresentou detalhes
ou provas públicas sobre as novas informações às quais se referiu.
• Valdemar diz que já conhecia foto de
Flávio Bolsonaro com ‘Sicário’ de Vorcaro: “Vi há mais de um mês”
O
presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que já tinha conhecimento, há
mais de um mês, da fotografia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece
ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. A
informação foi publicada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, após a
divulgação da imagem pelo portal ICL Notícias.
Segundo
a reportagem, Valdemar relatou que chegou a conversar com Flávio Bolsonaro
sobre a fotografia logo depois de vê-la. A imagem ganhou repercussão após
investigações da Polícia Federal apontarem que Luiz Phillipi integrava o grupo
conhecido como “A Turma”, descrito pelos investigadores como uma espécie de
milícia particular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao
comentar o caso, o presidente do PL minimizou o fato de o senador aparecer na
fotografia ao lado de Mourão e destacou a rotina de um agente político.
“Já
tinha visto essa foto há mais de um mês. Flávio é político. Político tem foto
com todo mundo”, afirmou Valdemar Costa Neto.
O
dirigente partidário também revelou o teor da conversa que teve com o senador
após tomar conhecimento da imagem.
“Eu
contei para o Flávio. Ele me disse: ‘Valdemar, isso deve ser lá de trás. Eu nem
lembro’”, relatou.
De
acordo com a publicação, o site Metrópoles informou que aliados de Flávio
Bolsonaro já tinham acesso à fotografia havia alguns meses. No entanto, a
imagem só veio a público na quarta-feira (15), quando foi divulgada pelo portal
ICL Notícias.
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Flávio questiona autenticidade da imagem
Em
nota, Flávio Bolsonaro colocou em dúvida a autenticidade da fotografia e
afirmou que não é possível identificar todas as pessoas que se aproximam dele
durante compromissos públicos.
Segundo
a reportagem, o senador declarou ser “impossível saber quem é cada uma das
pessoas que dele se aproxima”.
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Investigação da Polícia Federal
A
repercussão da fotografia ocorre no contexto das investigações da Polícia
Federal sobre o grupo conhecido como “A Turma”. Conforme as apurações
mencionadas na reportagem, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, morto em
março deste ano, é apontado como um dos integrantes da organização, que,
segundo os investigadores, atuava como uma espécie de milícia privada ligada ao
banqueiro Daniel Vorcaro.
Até o
momento, a manifestação pública de Valdemar Costa Neto limita-se a afirmar que
já conhecia a existência da fotografia e que conversou com Flávio Bolsonaro
sobre o assunto semanas antes de sua divulgação pública. Já o senador sustenta
que não se recorda da pessoa retratada ao seu lado e questiona a autenticidade
da imagem.
• O patriotismo de fachada: Flávio
Bolsonaro veste a bandeira para culpar Lula por tarifaço enquanto foge da PF
Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) escancarou nesta quinta-feira (16) a principal contradição do
bolsonarismo: a apropriação dos símbolos nacionais para defender interesses
estrangeiros. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador tenta
responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela tarifa de 25%
imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A bravata digital,
contudo, ocorre no exato momento em que a defesa do parlamentar manobra no
Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar seu depoimento à Polícia Federal em
inquérito por calúnia contra o próprio Lula.
A
publicação expõe a encenação da subserviência. Enquadrado em primeiro plano,
Flávio utiliza a bandeira do Brasil como cortina de fumaça visual para encobrir
o fato de que atua, na prática, como porta-voz de uma sanção internacional
contra o próprio país. “A culpa é sua, Lula”, sentencia o senador, esvaziando a
responsabilidade soberana do governo de Donald Trump pela retaliação comercial.
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Ventríloquo de Washington e a omissão dos fatos
No
roteiro do vídeo, o senador abandona a mediação política e reproduz, de forma
literal e acrítica, a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA e
aliado de primeira hora do clã Bolsonaro. Ao citar Rubio como uma fonte
“neutra” que atestaria a suposta falta de “boa-fé” do governo brasileiro,
Flávio comete um duplo apagamento: esconde a aliança ideológica que sustenta o
ataque e tenta apagar da memória pública a sua própria recente turnê de lobby
em Washington.
Semanas
antes do tarifaço, o parlamentar cruzou o hemisfério para participar de uma
audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Lá, em vez de defender a balança comercial brasileira, atacou a política
externa de Lula e as relações bilaterais do Brasil com a China. Entregar
munição retórica a uma potência estrangeira para depois culpar o adversário
doméstico pelas consequências é uma estratégia que cruza a linha da oposição e
flerta com a sabotagem econômica.
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Transparência e dados: a narrativa de Flávio desmorona
A tese
de que o governo federal “não negociou” é facilmente desmentida pelo cruzamento
de dados públicos e documentos oficiais. Em nota técnica do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Estado brasileiro
documenta ao menos cinco reuniões de alto nível com o USTR desde maio. A
sobretaxa norte-americana ignorou os fundamentos comerciais e baseou-se em
retaliações a políticas internas soberanas do Brasil, como o Pix e regulações
ambientais.
A
tentativa de inverter a realidade, no entanto, já encontra barreira na
percepção popular. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na mesma quinta-feira,
funciona como um termômetro do fracasso retórico da extrema direita: 51% dos
eleitores consideram que Flávio apoiou o tarifaço deliberadamente para
prejudicar a gestão petista. Para 63% dos brasileiros, a medida gringa ameaça
diretamente o emprego e a renda de suas famílias. O levantamento escancara que
o eleitor já codificou o alinhamento de Flávio aos EUA como um ataque direto à
mesa do trabalhador brasileiro, gerando desgaste inclusive na base
bolsonarista.
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Valente nas redes, fugitivo na Polícia Federal
Enquanto
sustenta o tom bélico na internet acusando o chefe do Executivo de “corrupção”
e “incompetência”, o senador adota a postura de evasão frente à Justiça
brasileira. A recusa em escolher uma data para prestar esclarecimentos à
Polícia Federal revela o modus operandi do bolsonarismo diante do escrutínio
legal: o adiamento sistemático.
O
inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura declarações onde
Flávio associou falsamente Lula a descontos indevidos no INSS. O
Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, já classificou o interrogatório
como de “especial relevância”.
O
contraste é incontornável e define o perfil do parlamentar. Sob as luzes
anelares e o conforto de um estúdio, Flávio Bolsonaro empunha a bandeira
nacional para justificar uma sanção estrangeira contra o Brasil. Diante da
intimação da Polícia Federal para responder criminalmente por suas mentiras,
prefere pedir mais prazo. O “avião sem piloto”, metáfora usada pelo senador
para atacar o governo, parece descrever com mais precisão a atual estratégia de
sua própria defesa.
Fonte:
Fórum/Brasil 247

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