sexta-feira, 17 de julho de 2026

Comprimido inédito aprovado nos EUA promete reduzir colesterol ‘ruim’ em até 60%

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou nesta quinta-feira (16) o Lipfendra (enlicitide), primeiro comprimido da classe de medicamentos que inibe a proteína PCSK9, capaz de reduzir os níveis de colesterol LDL, popularmente conhecido como colesterol “ruim”, em até 60%. Até então, os tratamentos com esse mecanismo de ação estavam disponíveis apenas em versões injetáveis.

A expectativa é que a versão oral fortaleça o acesso a esse tipo de terapia. Embora os medicamentos injetáveis estejam disponíveis há anos e sejam considerados um dos tratamentos mais potentes disponíveis para diminuir o risco cardiovascular, seu uso permanece restrito por fatores como alto custo, necessidade de aplicações periódicas e menor adesão ao tratamento.

O mecanismo de ação do Lipfendra não é uma novidade. O que muda é a forma de administração.

O comprimido é indicado para adultos com colesterol alto, incluindo pessoas com hipercolesterolemia familiar, condição genética que eleva os níveis de LDL desde cedo. A nova terapia deve ser utilizada em conjunto com as estatinas e mudanças no estilo de vida, não como substituição desses tratamentos.

A proteína PCSK9 reduz a quantidade de receptores responsáveis por retirar o colesterol LDL da circulação. Ao bloquear essa proteína, o novo comprimido mantém esses receptores ativos por mais tempo, aumentando a remoção do colesterol do sangue.

A aprovação foi baseada em estudos clínicos de fase 3 que mostraram redução entre 56% e 60% nos níveis de LDL após seis meses de tratamento, inclusive em pacientes que já utilizavam estatinas e ainda não haviam atingido as metas recomendadas. Os ensaios também não identificaram aumento significativo de efeitos adversos em comparação com o placebo.

Segundo as diretrizes mais recentes da American Heart Association e do American College of Cardiology, pessoas com risco cardiovascular acima da média devem manter o LDL abaixo de 70 mg/dL. Para quem já sofreu um infarto ou apresenta risco muito elevado, a recomendação é atingir menos de 55 mg/dL.

Embora os resultados indiquem eficácia na redução do colesterol, ainda está em andamento um estudo para confirmar se o medicamento também diminui a incidência de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e mortes por doenças cardiovasculares, benefício já demonstrado pelos inibidores injetáveis da PCSK9.

Ainda não há previsão para que o Lipfendra passe por testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seja disponibilizado no Brasil.

•        Oito sintomas podem surgir até um mês antes de um ataque cardíaco; veja quais são

As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no mundo, e o ataque cardíaco é uma das manifestações mais graves desse grupo de enfermidades.

Embora muitas vezes aconteça de forma súbita, especialistas alertam que algumas pessoas podem apresentar sinais de alerta dias ou até um mês antes do episódio. Identificar esses sintomas e procurar atendimento médico rapidamente pode ser decisivo para reduzir complicações. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.

Entre os principais fatores de risco para um ataque cardíaco estão tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e alimentação rica em gorduras. Essas condições favorecem o acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias, o que pode comprometer a circulação de sangue para o coração.

<><> Oito sintomas que podem anteceder um ataque cardíaco

•        Dor ou desconforto no pescoço.

•        Dor ou pressão na mandíbula.

•        Dor nas costas.

•        Náusea ou desconforto no estômago.

•        Vômitos.

•        Tontura ou sensação de desmaio.

•        Suor frio.

•        Sensação persistente de indigestão, azia ou mal-estar.

De acordo com especialistas, esses sintomas podem se manifestar de forma diferente entre mulheres, idosos e pessoas com diabetes. Nesses grupos, é comum que sejam confundidos com estresse, cansaço ou problemas digestivos, o que pode atrasar o diagnóstico.

A causa mais frequente do ataque cardíaco é a doença arterial coronariana, caracterizada pelo acúmulo de gordura e colesterol nas artérias. Quando uma dessas placas se rompe, pode ocorrer a formação de um coágulo capaz de bloquear o fluxo de sangue para o músculo cardíaco.

Caso surjam sintomas compatíveis com um ataque cardíaco ou uma alteração repentina e incomum no estado de saúde, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. Quanto mais rápido o tratamento for iniciado, menores tendem a ser os danos ao coração e maiores as chances de sobrevivência.

Especialistas também reforçam que a prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis, como controlar a pressão arterial, diabetes e colesterol, evitar o tabagismo, limitar o consumo de álcool, praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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