Ataque
ao Pix e tariFlávio colocam Trump na disputa eleitoral brasileira contra Lula
As
novas tarifas anunciadas por Donald Trump contra o Brasil, amparadas em
investigações sobre o PIX e o etanol, ultrapassam o terreno técnico do comércio
e se inscrevem em uma lógica de securitização, isto é, a transformação de temas
comuns em ameaças existenciais para justificar medidas extraordinárias.
Na
prática, isso implica tratar iniciativas como o PIX não apenas como escolhas
soberanas, mas como potenciais riscos à posição dos Estados Unidos na economia
global. Como observou editorial do The Guardian (2026), Trump recorre a
acusações comerciais e ao uso de tarifas não apenas para corrigir supostos
desequilíbrios, mas para pressionar e constranger a autonomia de países como o
Brasil.
O
resultado é uma inflexão geoeconômica em que as tarifas deixam de ser meros
instrumentos de proteção e passam a funcionar como dispositivos de poder.
Nesse
movimento, infraestruturas financeiras e matrizes energéticas domésticas deixam
o campo da eficiência de mercado para operar na fronteira da segurança
nacional, disciplinando as margens de autonomia brasileira no sistema
internacional, não por razões técnicas ou econômicas, mas como parte de uma
estratégia deliberada de contenção que redefine, de forma desigual, as regras
do jogo em favor de uma única potência.
O que
hoje aparece como medida pontual já se desenhava em episódios anteriores,
quando práticas econômicas passaram a ser reinterpretadas sob a lógica da
segurança. A novidade não está no gesto em si, mas em seu grau de explicitação
e intensidade.
Para
compreender a genealogia dessa investida, é preciso recuar ao diagnóstico de
Taís Alfredo (2025) sobre o ressurgimento do mercantilismo na América de Donald
Trump. Sob essa ótica, o livre mercado deixa de ser um dogma estruturante e
passa a figurar como mera retórica de conveniência. O comércio internacional é
reconfigurado como um jogo de soma zero, em que a prosperidade do outro é lida
como vulnerabilidade própria.
Essa
transição pavimenta o caminho para o que se consolida como uma guerra
silenciosa contra o avanço da China e, por extensão, contra a própria ascensão
do Sul Global. Ao retaliar o Brasil, Washington não mira apenas distorções
comerciais localizadas; busca, sobretudo, conter a periferia global que tenta
diversificar suas parcerias estratégicas e tecnológicas para além da órbita do
dólar.
Essa
dinâmica, contudo, não é um fenômeno recente, mas a atualização de uma lógica
imperial historicamente persistente que condiciona as relações entre os Estados
Unidos e a América Latina. Desde o pós-Segunda Guerra Mundial, Washington tem
reiteradamente priorizado a defesa de seus interesses estratégicos e
econômicos, apoiando golpes de Estado e regimes autoritários sempre que
processos democráticos ameaçaram essa ordem.
Sob
essa ótica, a região, tradicionalmente vista sob o prisma da segurança
hemisférica estadunidense, vê suas tentativas de inserção soberana serem
rotuladas como ameaças à estabilidade regional. O que antes se justificava pela
contenção ideológica ou militar hoje se ampara na tecnocracia regulatória. A
punição econômica, portanto, funciona como um corretivo geopolítico clássico:
um mecanismo de enquadramento destinado a disciplinar governos que ousam
desafiar o monopólio de influência de Washington em seu antigo “quintal”.
É
justamente nesse ponto que essa lógica deixa de operar apenas como estrutura
histórica e passa a se manifestar de forma concreta no presente. No caso
brasileiro, essa engrenagem punitiva ganha contornos práticos na ofensiva
contra os pilares da soberania tecnológica e ambiental do país.
Ao
colocar sob investigação o PIX, o etanol e o acesso aos minerais críticos, os
Estados Unidos materializam sua estratégia de contenção sob a roupagem da
defesa cibernética e da segurança de dados, deslocando deliberadamente o debate
do campo técnico para o da segurança.
O PIX,
amplamente reconhecido como um caso de sucesso em inclusão financeira e
eficiência digital, passa a ser retratado por Washington não como uma inovação,
mas como um canal de facilitação ilícita. De modo semelhante, a matriz
energética baseada no etanol e o controle de minerais estratégicos, essenciais
para a transição ecológica global, são enquadrados como pontos sensíveis em uma
disputa que extrapola o comércio e alcança o terreno da geopolítica.
Nesse
sentido, Alfredo (2026) observa que “o verdadeiro objetivo estadunidense emerge
de forma nítida: conter a expansão chinesa sobre os setores estratégicos do
Brasil, limitando a capacidade do país asiático de investir na infraestrutura e
na integração logística nacional”.
Nesse
movimento, ao associar o avanço dessas infraestruturas soberanas a supostos
riscos à segurança, ou à ampliação da influência chinesa na América do Sul, a
administração Trump não apenas questiona escolhas domésticas brasileiras, mas
busca constranger suas parcerias estratégicas e limitar sua inserção em cadeias
tecnológicas emergentes.
Assim,
tarifas, investigações e pressões regulatórias deixam de ser respostas a
distorções específicas e passam a operar como instrumentos coordenados de
contenção, voltados a restringir a autonomia tecnológica e financeira do Brasil
em favor da manutenção da hegemonia estadunidense.
Sob
essa perspectiva, “as tarifas impostas ao Brasil devem ser compreendidas como
parte de uma reação estratégica à crescente presença chinesa na América Latina.
Com essa medida, Trump sinaliza claramente que os EUA não admitem concorrência
ou autonomia na periferia do sistema, especialmente quando essa autonomia se
articula com a potência rival chinesa, buscando resguardar interesses em uma
região historicamente vista como zona de influência exclusiva dos Estados
Unidos”
É nesse
ponto que a pressão econômica deixa de ser apenas um instrumento de política
externa e passa a incidir diretamente sobre as dinâmicas políticas internas,
criando condições que extrapolam o campo econômico e reconfiguram o próprio
ambiente de disputa no país.
Essa
transição do cenário externo para o interno revela a aplicação de um nítido
lawfare econômico contra o Brasil, isto é, o uso estratégico de leis,
investigações e regras comerciais como instrumentos de pressão política para
desgastar um adversário. Sob essa perspectiva, essa dinâmica não se limita às
disputas comerciais tradicionais, mas se insere em uma transformação mais ampla
das formas de poder no sistema internacional.
Como se
observa, “a intervenção de líderes como Donald Trump, apoiado pelas big techs,
já não ocorre de forma clássica, nos moldes bélicos do século XX. Em vez disso,
opera-se uma mutação estrutural, marcada pela transição de uma geopolítica dos
territórios para uma geopolítica dos fluxos, na qual o verdadeiro campo de
batalha reside no controle da informação, da atenção e da influência digital”.
Nesse
contexto, a imposição de tarifas regulatórias de 25%, sob a roupagem da
conformidade técnica, adquire novo significado: o sistema legal e comercial
passa a operar como instrumento de pressão direcionada.
O
objetivo imediato desse estrangulamento econômico e informacional não se
restringe ao enfraquecimento financeiro, mas busca projetar-se sobre o debate
público, de modo a criar um ambiente de insatisfação que pode influir nas
futuras eleições presidenciais brasileiras, favorecendo candidaturas alinhadas
ao receituário de Washington.
Em
última análise, o que se desenha com esse anúncio não é um mero contencioso
alfandegário, mas um capítulo sofisticado de guerra geoeconômica.
Ao
transformar o PIX, o etanol e as relações com Pequim em questões de segurança
nacional, a administração Trump redefine as fronteiras entre soberania
doméstica e subordinação geopolítica.
O
Brasil, ao buscar consolidar uma inserção mais autônoma no Sul Global,
depara-se com estruturas permanentes de um império que resiste a perder sua
influência histórica na região. Caberá ao país, portanto, decidir se recuará
sob o peso da coerção ou se usará essas mesmas pressões como catalisadoras de
sua independência tecnológica, financeira e política no sistema internacional.
• Por que o PIX, meio mais usado por
pequenos negócios, virou pretexto dos EUA no tarifaço
Em
pouco menos de cinco anos, o PIX deixou de ser uma novidade para se tornar uma
das principais formas de pagamento dos brasileiros. Para milhões de pequenos
negócios, ele passou a significar recebimento imediato, redução de custos e
mais facilidade para administrar o fluxo de caixa.
Mas a
tecnologia que conquistou comerciantes e consumidores agora está no centro de
uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.
O
governo do presidente Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos usados
para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os
EUA. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15).
Segundo
documentos do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR,
na sigla em inglês), o sistema brasileiro prejudicaria empresas americanas do
setor de pagamentos ao criar uma concorrência considerada desigual.
• 🔎 Na avaliação dos
americanos, o problema não está no uso do PIX pelos brasileiros, mas no fato de
o sistema ter sido criado e ser operado pelo Banco Central. Para os EUA, essa
estrutura dá ao sistema vantagens que empresas privadas não possuem.
No
Brasil, porém, a lógica é outra. O sistema ganhou espaço justamente pelos
fatores questionados pelos americanos: reduziu custos, eliminou intermediários
e permitiu que empreendedores recebessem o dinheiro das vendas praticamente em
tempo real.
Antes
do PIX, muitos comerciantes dependiam de dinheiro em espécie ou de cartões, que
envolvem taxas e prazos maiores para o repasse dos valores. Com o sistema, o
dinheiro entra na conta no mesmo momento, facilitando a compra de mercadorias,
o pagamento de fornecedores e a organização das contas.
Essa
combinação transformou o PIX em uma das principais ferramentas financeiras dos
pequenos negócios.
Segundo
a pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em
parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe),
59% dos donos de pequenos negócios já consideram o PIX o principal meio de
recebimento das vendas.
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O levantamento também mostra que:
• 53% usam o sistema como principal
ferramenta para pagar parceiros comerciais;
• entre os MEIs, 97% utilizam o sistema
como forma de pagamento;
• para 28% dos MEIs, o PIX representa mais
de 75% do faturamento;
• outros 20% afirmam que a ferramenta
responde por cerca de metade dos recebimentos.
“O
sistema é uma forma de pagamento que não tem volta e se tornou a preferida dos
pequenos negócios pela rapidez no recebimento e pela contribuição para a
manutenção do fluxo de caixa dessas empresas”, afirma Rodrigo Soares,
presidente do Sebrae.
Com
isso, a expansão do PIX mudou a estrutura do mercado de pagamentos.
Nas
compras tradicionais com cartão, participam da operação bandeiras,
credenciadoras, bancos e outros intermediários. Cada etapa pode gerar custos.
No PIX, porém, a transferência ocorre diretamente entre as instituições
financeiras.
Apesar
disso, o crédito continua sendo essencial para compras parceladas.
Na
avaliação de especialistas, o sistema criou uma alternativa competitiva para
pagamentos à vista e obrigou empresas tradicionais a adaptar seus modelos de
negócio.
É
justamente esse impacto sobre o mercado de pagamentos que colocou o sistema no
centro da disputa comercial internacional.
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Por que o PIX incomoda os EUA?
Na
investigação conduzida pelo USTR, as práticas brasileiras seriam
"injustificáveis e discriminatórias", prejudicando agricultores,
trabalhadores, inovadores e exportadores americanos.
O
argumento é que o BC brasileiro teria criado condições favoráveis ao PIX em
relação às empresas privadas estrangeiras que atuam no setor.
Nos
documentos divulgados pelo governo dos EUA, o sistema é chamado de
"PICS" e descrito como um serviço estatal de pagamentos eletrônicos
que receberia tratamento diferenciado por ser operado pelo governo brasileiro.
A
avaliação americana se baseia principalmente em três pontos:
• O BC atua simultaneamente como regulador
e operador do sistema, definindo as regras e administrando a infraestrutura do
PIX;
• O sistema teria vantagens por não
funcionar como uma empresa privada tradicional, já que não busca obter lucro
por meio da cobrança de taxas sobre as transações;
• Empresas americanas poderiam ser
prejudicadas ao competir com uma infraestrutura pública de pagamentos.
Durante
a apresentação das medidas contra o Brasil, representantes do governo Trump
afirmaram que a intenção não é acabar com o sistema.
"Não
estamos pedindo ao Brasil para se livrar do PICS ou de qualquer coisa que
importe para o Brasil. Isso não é problema. O que não queremos é uma situação
em que empresas americanas sejam forçadas a anunciar o PICS, ou sejam limitadas
pelo PICS, e que elas e o PICS recebam tratamento especial simplesmente por
serem de propriedade brasileira ou por serem um sistema de pagamento
eletrônico".
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Existe concorrência desleal?
Para os
especialistas ouvidos pelo g1, o PIX de fato provocou uma transformação
profunda no mercado de pagamentos, mas isso não significa uma prática desleal.
A
principal crítica americana está relacionada ao fato de o BC exercer o papel
regulador e operador do sistema. Isso, porém, foi o principal fator para o
sucesso.
• Ao criar padrões tecnológicos,
estabelecer regras comuns e exigir a participação das instituições financeiras
na infraestrutura, o BC conseguiu fazer com que praticamente todos os bancos e
fintechs passassem a oferecer o serviço desde o lançamento.
Especialistas
são incisivos: a existência de uma infraestrutura pública não significa uma
concorrência desleal.
Segundo
eles, o PIX não impediu a atuação de outros meios de pagamento e, desde seu
lançamento, cartões de crédito, débito e outros serviços continuaram
funcionando no país.
"O
PIX não foi criado para concorrer ou substituir outros meios de pagamento, como
o cartão de crédito. Desde o lançamento do sistema, as demais formas de
pagamento, especialmente os cartões, continuaram crescendo", afirma Ralf
Germer, CEO da PagBrasil.
Germer
defende ainda que empresas do setor tiveram tempo para se adaptar e criar
soluções capazes de competir frente a frente com o sistema.
Já o
economista e professor da ESPM, Jorge Ferreira dos Santos Filho, aponta que a
pressão dos EUA está relacionada principalmente à mudança no modelo de negócios
de empresas que tradicionalmente lucravam com tarifas cobradas em transações.
"O
PIX é gratuito para pessoas físicas e tem custo baixo para empresas,
representando forte concorrência para grandes operadoras de cartão de crédito
americanas, como Visa e Mastercard", afirma.
Especialistas
destacam ainda que o avanço do sistema brasileiro também pressiona fintechs e
empresas de tecnologia que também já possuem soluções próprias de pagamento.
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A disputa além dos cartões
Embora
a discussão sobre cartões seja o argumento oficial apresentado pelos EUA, um
dos pontos mencionados pelos especialistas é o avanço do chamado PIX
Internacional, projeto do BC para permitir pagamentos transfronteiriços por
meio da integração com sistemas de outros países.
Hoje, o
sistema já pode ser usado de forma limitada por brasileiros em alguns
estabelecimentos no exterior. A expectativa é que sistemas de pagamento
instantâneo de diferentes países possam ser conectados.
Nesse
sentido, a possibilidade de uso do PIX Internacional como meio de pagamento
entre países do Brics, por exemplo, pode ter incomodado os EUA por ameaçar a
paridade do dólar nas negociações, comprometendo a hegemonia da moeda no
sistema financeiro global.
• 🔎 O Brics é um grupo
de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul,
Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.
"Esse
pode ser o ponto que mais incomoda o governo americano: a criação de uma moeda
única do Brics e o possível uso do sistema PIX para reduzir a influência do
dólar nas negociações entre esses países."
Especialistas
ressaltam, porém, que o PIX Internacional ainda está em desenvolvimento e que a
relação com a disputa geopolítica é uma interpretação sobre possíveis impactos
futuros, não uma justificativa oficialmente apresentada pelo governo americano.
Apesar
das críticas, os EUA também contam com sistemas de pagamentos instantâneos,
como o FedNow, criado pelo Federal Reserve, e o Zelle, desenvolvido por grandes
bancos americanos.
Para
especialistas, o ponto de diferença está na escala de uso. Nos EUA, a
participação das instituições foi voluntária e não alcançou o mesmo nível de
integração visto no Brasil.
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Atenção internacional
O
crescimento do PIX é considerado uma das maiores transformações recentes do
sistema financeiro brasileiro. Lançado em novembro de 2020, o sistema alcançou
escala nacional em poucos anos.
Segundo
dados do Banco Central, ele já conta com cerca de:
• 170 milhões de usuários pessoas físicas,
o equivalente a aproximadamente 80% da população brasileira;
• mais de 24 milhões de usuários pessoas
jurídicas.
Em
2025, o sistema bateu recorde ao movimentar cerca de R$ 35,4 trilhões,
distribuídos em quase 80 bilhões de transações. O volume corresponde a quase
três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Pedro
Henrique Ramos, diretor-executivo e fundador do RegLab, afirma que o sistema
passou a ser observado por outros países justamente pela combinação de escala e
eficiência.
"De
uma forma ou de outra, o Pix virou um modelo, uma vitrine."
Segundo
ele, o sucesso do sistema mostra que governos podem criar infraestruturas
digitais capazes de transformar mercados tradicionalmente dominados pela
iniciativa privada.
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Outros argumentos
Embora
o sistema de pagamentos tenha ganhado destaque, ele aparece como apenas um dos
argumentos usados pelos Estados Unidos para justificar o novo tarifaço de 25%
sobre produtos brasileiros.
Entre
os argumentos estão as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo
plataformas digitais, críticas ao ambiente regulatório para empresas de
tecnologia americanas, questionamentos sobre proteção à propriedade
intelectual, alegações de corrupção, tarifas aplicadas pelo Brasil a
determinados produtos importados e até acusações relacionadas ao desmatamento.
No caso
das big techs, o governo americano cita medidas adotadas pela Justiça
brasileira contra plataformas que descumpriram determinações judiciais.
O USTR
também questiona regras e decisões que, na avaliação americana, poderiam afetar
empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
Já na
área comercial, o governo Trump acusa o Brasil de conceder tratamento
preferencial a alguns parceiros comerciais e critica políticas relacionadas ao
mercado de etanol. O relatório ainda menciona preocupações envolvendo
propriedade intelectual e o combate à corrupção.
Fonte:
Diálogos do Sul Global/g1

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