Jan-Werner
Müller: Trump está transformando as Forças Armadas dos EUA em um instrumento
político
De
todas as razões pelas quais os americanos têm perdido o sono recentemente
– fome , voos cancelados , democratas os
traindo – a mais sinistra tem a ver com uma instituição geralmente ausente das
discussões sobre o destino da nossa democracia: as Forças Armadas . Não é preciso ser ingênuo em relação
ao imperialismo americano e ao que há muito tempo é criticado como um “ estado de segurança nacional ” em constante
expansão; ainda se pode reconhecer que é positivo que generais não tomem
partido na política – basta perguntar a qualquer pessoa de um dos muitos países
ao redor do mundo onde isso acontece. Mas um padrão está se tornando claro: Donald Trump está expurgando os altos escalões com
base em seus preconceitos e exigências de lealdade; as Forças Armadas estão
sendo transformadas em um instrumento partidário e um instrumento político; e,
ainda mais perigoso, o presidente está instaurando a lógica da impunidade que
passou a caracterizar toda a sua abordagem de governo.
Figuras
consideradas muito próximas dos críticos de Trump, como o General Mark Milley , tiveram suas promoções adiadas ou canceladas ; aqueles que são alvo de influenciadores da
extrema-direita podem
enfrentar represálias profissionais . Trump usou soldados apoiados pelo MAGA como
pano de fundo para
um discurso em Fort Bragg, violando normas de longa data contra a
instrumentalização de instituições estatais para fins partidários. Cada
violação se torna um teste de lealdade: os críticos – os potencialmente
desleais – se identificarão.
A
cada ordem ilegal , como atacar barcos no Caribe, ele
consegue fazer com que aqueles que as executam se comprometam moralmente e se
tornem potencialmente passíveis de processo criminal, gerando assim um
incentivo para que membros das forças armadas garantam a permanência dos
apoiadores de Trump no poder. Ao mesmo tempo, indultos importantes – o mais
recente deles concedido àqueles que tentaram fraudar a
eleição de 2020 –
estabelecem a promessa de impunidade. Como muitos observadores apontaram, sob
Trump, a lei protegerá os fiéis do MAGA, mas não os obrigará; aqueles
declarados inimigos do presidente estarão sujeitos à lei, mas não serão
protegidos por ela. Não é por acaso que os primeiros 15 minutos de fama
de Pete Hegseth consistiram em apelos apaixonados na Fox News
para que os acusados de crimes de guerra
ficassem impunes.
Hegseth
levou a primazia do performativo da TV para o Pentágono. Basta pensar em sua
autopromoção por meio do vestuário e discursos exagerados repletos de
aliterações – sugerindo que as palavras impulsionam o pensamento, em vez do
pensamento levar à escolha das palavras certas (principalmente, a necessidade de substituir
“legalidade” por “letalidade” ). A grande escritora e feminista do
século XVIII, Mary Wollstonecraft, traçou um paralelo surpreendente entre os
estereótipos sobre as mulheres e um certo tipo de soldado em exércitos
permanentes (e em grande parte subutilizados). Ela observou que os soldados
poderiam adquirir boas maneiras antes da moral: “Como o belo sexo, o propósito
de suas vidas é a galanteria. Eles foram ensinados a agradar e vivem apenas
para agradar.”
A
questão não é que os soldados ideais de Hegseth sejam afeminados; em vez disso,
o discurso sobre um " ethos guerreiro " é pura
afetação televisiva, como se o combate corpo a corpo fosse a essência da guerra
do século XXI. O Comando Central torna-se sujeito à lógica da "seleção de
elenco" ( palavras do próprio Trump ao
observar os oficiais que Hegseth reuniu na Virgínia em setembro). O memorável
ditado do general prussiano Carl von Clausewitz, de que a guerra é a
continuação da política por outros meios, é substituído por algo como "a
guerra é a continuação da boa forma e da moda por outros meios" (já que
Hegseth priorizou a remoção de pessoal considerado obeso ).
No
entanto, o envio de soldados para cidades governadas por democratas não deve
ser descartado como mera encenação. Serve para normalizar a imagem de soldados
nas ruas; dilui a distinção entre a vida militar e a civil e, como argumentou o
acadêmico israelense Avishay Ben Sasson-Gordis, transmite a mensagem de que os
cidadãos podem ser tratados como inimigos. Nesse processo, também se torna cada
vez mais obscuro a qual unidade pertencem os militares e quem está realmente
autorizado a fazer o quê, visto que o Pentágono e a segurança interna são
explicitamente incentivados a trabalhar em perfeita
sintonia como
parte de uma “missão de segurança interna” compartilhada. Trump está fundindo
todos em algo que o cientista político Dan Moynihan chama de “ omniforça ”, uma espécie
de exército onipresente, combinado com o que James Madison chamou de “ executivo desmedido ”, algo que os
fundadores americanos temiam com razão.
O
efeito é duplo: a impunidade torna-se mais provável, uma vez que aqueles que
não podem ser identificados não serão responsabilizados, e a onipresença da
força militar será percebida como uma criação pessoal de Trump e sua guarda
leal (como revelou uma investigação , pelo menos
seis dos nomeados políticos de Trump agora vivem em alojamentos militares). A
imagem de Trump como padrone foi reforçada por sua tentativa de desviar fundos destinados pelo
Congresso a outros fins para pagar soldados durante a paralisação
do governo –
sem falar no fato de um oligarca pró-regime financiar as
forças armadas com sua riqueza privada. Outros aspirantes a autocratas fizeram
movimentos semelhantes, embora em uma escala muito menor: Viktor Orbán
instituiu uma unidade especial antiterrorista, chefiada por seu
ex-guarda-costas e assessor, que é amplamente vista como essencialmente leal ao
primeiro-ministro húngaro.
Muitos
se lembram da grande onda de democratização das décadas de 1970 e 1980,
esquecendo-se de como as coisas poderiam facilmente ter sido diferentes.
Frequentemente, ignoramos o papel crucial que os militares desempenharam nas
transições para a democracia. Não apenas porque as juntas militares estavam
dispostas a renunciar ao poder, mas também porque indivíduos fizeram a escolha
moral correta. Augusto Pinochet, após perder o plebiscito em 1988, estava
pronto para declarar estado de emergência e se manter no
poder pela força. Um general, Fernando Matthei, rejeitou o plano e declarou à
imprensa que Pinochet havia perdido o plebiscito. Os Estados Unidos não são o
Chile, mas a questão do que os militares farão em momentos decisivos para a democracia
está, infelizmente, se tornando cada vez mais relevante.
¨ Inglaterra: o
beco-sem-saída pós-imperial
A
situação política na Grã-Bretanha é das mais alarmantes para as classes
trabalhadoras de lá, bem como as de outras latitudes influenciadas pela
ex-potência imperial. Após o massacre promovido pela Era Tatcher nos anos 1980,
seguido pela penosa hegemonia do “Novo Trabalhismo” desde meados dos anos 1990
em diante, uma nova etapa de catástrofes políticas abriu-se por volta de 2010,
quando a eleição de David Cameron inaugurou a atual fase de declínio econômico,
social, moral e, sobretudo, ideológico na correlação de forças das lutas de
classes naquela nebulosa ilha do Atlântico Norte.
A
campanha de Cameron decerto aproveitou-se do desgaste acumulado dos governos
Blair-Brown, tanto no plano doméstico, com a erosão dos direitos sociais e
serviços públicos, quanto no front externo, com a infame
adesão à Guerra do Iraque. Mas foi a proposta eleitoral do Brexit, isto é, de
promover no prazo de sete anos um plebiscito popular sobre a permanência ou
saída da União Europeia, que simbolizou a terrível mudança que estava por vir.
Pensando qualitativamente, esta foi a cereja do bolo, o estopim ideológico, por
assim dizer, que galvanizou o eleitorado britânico para a guinada à direita que
se anunciava justo naquele instante. Cameron passou (e quase retornou), mas o
seu oportunismo eleitoral custaria-lhe o mandato e, pior, abriria uma caixa de
pandora que até hoje ninguém foi capaz de fechar.
O autor
destas linhas (sobre)viveu naquele país justo quando a cartada populista de
Cameron recebeu toda a atenção midiática que desejara. É fácil recordar qual
era o grande objetivo: atrair os votos de uma direita radical em ascensão,
porém ainda diminuta. Na cena partidária, o UKIP (Partido da Independência do
Reino Unido) não ameaçava o bipartidarismo tradicional da política britânica
(que também conta com partidos menores, desde que se mantenham como força
auxiliar na hora de fechar uma coalizão governante em caso de eleições
apertadas). Cameron, portanto, conseguiu uma Vitória de Pirro, pois ganhou as
eleições, mas não impediu que Nigel Farage, líder do UKIP à época, prosseguisse
a sua ascensão e, menos ainda, que o Partido Conservador perdesse o controle
sobre os setores mais dinâmicos da direita inglesa, tornando-se, ao fim, refém
daqueles que antes eram uma fração marginal de sua base de apoio.
Setores
que também se organizavam em torno do BNP (Partido Nacional Britânico),
liderado por Nick Griffin, ou da EDL (Liga de Defesa Inglesa), grupelhos
proto-fascistas que atraíam alguma atenção sem, no entanto, representarem
grande perigo. As passeatas da EDL eram geralmente dispersas pelos movimentos
antifascistas (às vezes com algum custo, mas sempre com estes prevalecendo nos
confrontos de rua). Quando a BBC, rede pública e supostamente
independente do governo, decidiu convidar Griffin para um debate no horário
nobre, uma gigantesca coalizão de movimentos sociais de esquerda literalmente
cercou a sede da emissora, impedindo-o de entrar, após intensos choques com a
polícia. O BNP também sofreu com a ação dos movimentos negros, que realizaram
uma filiação em massa num partido abertamente racista e supremacista branco (a
justiça terminou por obrigar o partido a aceitar a filiação de quem quisesse).
Em suma, a direita radical estava lá, mas era contida tanto pela esquerda
quanto pela própria direita conservadora tradicional. Cameron pôs fim
justamente a esta contenção.
Em
2017, quando chegou a hora de pôr em prática a promessa de campanha do Brexit,
tudo saiu do controle. A vitória do “Leave” (sair) obrigou aos Tories,
como são apelidados os conservadores, a lidar com a materialização de sua
própria ideologia, calcada numa indisfarçável nostalgia imperial: ninguém pode
estar acima da Grã-Bretanha, nem mesmo os europeus do continente. Em última instância,
foi o racismo que venceu aquela campanha. Mas boa parte do establishment britânico
tinha dúvidas sobre os riscos materiais, econômicos e políticos desta decisão.
A hesitação em implementar o Brexit tornou-se a maldição que destruiria
múltiplos governos conservadores dali em diante: o próprio Cameron renunciou
por esta razão, que também ceifou os mandatos de Theresa May, Boris Johnson e
Rishi Sunak (embora a guerra da Ucrânia e a pandemia, além dos escândalos
pessoais, tenham desgastado a todos).
Por sua
vez, Farage captou para si o saldo político chauvinista da vitória no
referendo, ocasião em que ele já fundara um novo partido chamado, literalmente,
“Partido Brexit”. Assim, enquanto os Tories batiam cabeça entre si (e com as
burguesias britânicas) tentando implementar os resultados, Farage consolidou
sua imagem de “político por vocação”, no sentido weberiano, ao retirar-se da
cena pública tendo em vista que sua missão estava realizada. O retiro pareceu
sincero, mas quando a oportunidade de retorno apareceu, ele não hesitou em
agarrá-la. Em 2021, rebatizou seu partido como “Reform UK” e voltou com toda
força ao cenário político após participações em reality shows e
uma breve carreira como entrevistador em programas de TV e rádio. Hoje, as
pesquisas indicam que o “Reform UK” é, com sobras, o partido mais popular do
país, com 27% de preferência dos eleitores, ao passo que
Trabalhistas e Conservadores ficam empatados em segundo lugar, ambos com um
distante 17%, quase a mesma cifra dos Verdes (16%) e do eterno
“terceiro-partido” Liberal-Democrata (15%). Existe um virtual consenso de que
nas próximas eleições teremos uma histórica derrocada do bipartidarismo e um
inédito governo de extrema-direita, sob a liderança de Farage como
primeiro-ministro.
Por seu
lado, a esquerda parece, até o momento, incapaz de fazer frente a este processo
de radicalização da direita em curso. Já se vão longe os tempos de sucesso da
“Stop the War Coalition”, que desembocou na eleição de um parlamentar (George
Galloway) pela aliança intitulada “Respect”, composta por uma miríade de
movimentos, partidos e agrupações à esquerda do Novo Trabalhismo. O principal
dentre eles, o Partido dos Trabalhadores Socialistas (SWP), de orientação
trotskista-luxemburguista, acabou implodindo-se internamente diante de
escândalos machistas e, sobretudo, por conta de divergências acerca da rebelião
popular de Agosto de 2011, quando cidades inteiras, incluindo Londres, arderam
por cinco noites seguidas, após a população periférica se revoltar contra um
assassinato racista cometido pela polícia da capital, iniciando uma série de
incêndios, depredações e saques generalizados em diversas cidades (ao todo
foram mais de 3 mil pessoas presas em toda a Inglaterra somente naquela
semana).
Na
falta de organizações próprias, uma faísca de esperança apareceu quando
inúmeros militantes optaram pela tática do “entrismo” e filiaram-se em massa a
um Partido Trabalhista em crise, logrando uma vitória temporária, ao elegerem
Jeremy Corbyn como líder desta agremiação. O entusiasmo, contudo, durou pouco.
A velha-guarda “blairista”, que representa o social-liberalismo da outrora
chamada Terceira Via teorizada por Giddens, mas que no fundo é tão neoliberal e
imperialista quanto os Tories, reagiu boicotando seu próprio partido numa
eleição nacional e forçando a demissão de Corbyn em meio a absurdas acusações
de anti-semitismo. Sob o comando de Keir Starmer, o partido que construíra um
dos mais amplos Estados de Bem-Estar Social (welfare) agora parece
fadado a ruir em meio a sua obsessão com o Estado de Guerra (warfare)
contra a Rússia.
Ao
contrário da direita radical, entretanto, a esquerda radical ainda não
conseguiu deslanchar um processo sólido de organização da classe trabalhadora
em um partido político próprio. Após a decepção com o “entrismo”, agora é a vez
do sectarismo personalista dar o tom do fracasso. Muito tardiamente, ícones da
esquerda trabalhista e setores à esquerda do trabalhismo decidiram, finalmente,
criar um novo instrumento político realmente combativo, ao qual deram o
(péssimo) nome inicial de “O Seu Partido” (Your Party). No entanto, antes mesmo
de seu primeiro congresso, agendado para o mês corrente, as disputas internas
já aparentam minar o processo prematuramente. O mais triste é que tais disputas
versam sobre controle do processo de filiação e protagonismo (entre os campos
ao redor de Corbyn e da também ex-parlamentar trabalhista Zarah Sultana) e não
sobre ideias, doutrinas ou planos de ação. Em todo caso, os socialistas
radicais não estarão prontos para desfrutar da imensa insatisfação social que
recairá, de bandeja, sobre o colo do “Reform UK”, partido que não para de
crescer também em antigas regiões operárias.
Neste
cenário repleto de labirintos e becos-sem-saída, é urgente que as forças
anticapitalistas na Grã-Bretanha superem a lógica dos cálculos mesquinhos para
que se coloquem à altura da necessidade histórica de enfrentar a nascente
hegemonia da direita radical. Para tanto, além de criar partidos (o que é
absolutamente necessário) terá de enfrentar frontalmente alguns temas
espinhosos como a desindustrialização, a imigração e a guerra na Ucrânia, que
requisitarão de uma postura crítica, pela esquerda, à OTAN, mas também acerca
da própria União Europeia. Temas que os trabalhistas, sempre vacilantes, nunca
conseguiram superar e que também podem custar caro à esquerda que se pretende
mais radical.
Como
Farage nada tem de bom pra oferecer às classes trabalhadoras[6] além de uma
compensação sentimental pós-imperialista pelas perdas materiais que vêm
sofrendo há décadas, a urgência desta tarefa é ainda maior. No bojo de uma
agonizante crise de impotência da ex-potência capitalista de outrora, os
alertas de Frantz Fanon parecem mais atuais do que nunca: “é preciso […] que as
massas europeias decidam despertar, sacudir seus cérebros e parar de brincar,
irresponsavelmente, de Bela Adormecida..
Pois,
deixados à vontade, os “parasitas do imperialismo”, como os chamava Hobson[8],
acomodados no topo das burguesias, dos castelos e dos parlamentos britânicos,
seguirão impedindo que os trabalhadores salvem a Inglaterra de si mesma, ao
passo que continuam capazes de infligir sérios danos ao redor do mundo, como as
devastações do Iraque, da Líbia (sob as ordens de Cameron) e, mais
recentemente, da Ucrânia, não cessam de nos mostrar.
¨
Trump apoia projeto que impõe sanções contra países
parceiros da Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump,
expressou nesta segunda-feira (17/11) apoio a um projeto de lei que prevê
sanções a qualquer país que faça negócios com a Rússia.
“Eles
[o Congresso] estão aprovando um projeto de lei que imporá sanções muito duras
a qualquer país que faça negócios com a Rússia. Não vejo problema nisso”, disse
Trump.
O
projeto de lei de restrições a parceiros da Rússia havia sido apresentado pelo
Partido Republicano há mais de seis meses, mas ainda não foi aprovado. Donald
Trump destacou que o Irã poderia ser incluído nesta nova lista de sanções.
“Como
vocês sabem, esta foi a minha proposta: qualquer país que faça negócios com a
Rússia estaria sujeito a sanções muito duras. Eles poderiam incluir o Irã nessa
lista”, acrescentou.
O
projeto de lei bipartidário que impõe sanções secundárias à Rússia, patrocinado
pelo republicano Lindsey Graham e pelo democrata Richard Blumenthal, foi
apresentado no segundo trimestre de 2025. O documento prevê a imposição de
tarifas de 500% sobre as importações de países que compram petróleo, gás
natural ou urânio da Rússia. Mais de 80 dos 100 senadores apoiaram o projeto.
O
coautor do projeto, Lindsey Graham, no meio do ano, chegou a indicar que o
presidente dos Estados Unidos estava preparado para apoiá-lo e que o projeto
seria considerado após o recesso do Senado. No entanto, em seguida, foi
realizada a cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca.
Posteriormente,
em agosto, foi relatado na imprensa estadunidense que o Senado havia
“suspendido” a análise do projeto de lei pelo menos até o encontro entre Donald
Trump e Vladimir Putin, que estava sendo planejado para acontecer em Budapeste,
mas acabou sendo cancelado.
No
final de outubro, o líder republicano no Senado, John Thune, anunciou sua
disposição de levar à votação este projeto de lei contra a Rússia assim que a
Casa Branca julgar necessário.
Em 22
de outubro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra
as petroleiras russas Rosneft, Lukoil, e suas subsidiárias. Washington
justificou a decisão citando a suposta falta de vontade da Rússia em continuar
o processo de paz na Ucrânia.
<><>
Reação russa
O
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a declaração de Trump, afirmou
que Moscou reagiria de forma extremamente negativa à aprovação de um projeto de
lei que impõe sanções dos Estados Unidos a países que cooperam com a Rússia.
“Nós, é
claro, reagiríamos de forma extremamente negativa a isso”, disse Peskov a
repórteres nesta segunda.
Ao
mesmo tempo, ao comentar as perspectivas para a realização de um novo encontro
entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Peskov afirmo que é
“improvável” que seja possível prever, no momento, quando as condições para um
encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump serão atendidas.
“Assim
que esses preparativos forem concluídos e as condições para a cúpula estiverem
presentes, esperamos que ela aconteça”, completou o porta-voz do Kremlin.
Fonte: The
Guardian/Opera Mundi

Nenhum comentário:
Postar um comentário