Sheinbaum
denuncia tentativa de ‘instalar narrativa’ de repressão no México
A
presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em coletiva que os confrontos violentos registrados
durante a marcha de sábado (15/11), na capital do país, foram parte de uma
“operação organizada projetar internacionalmente a falsa ideia de que há no
México uma insatisfação da população jovem contra o governo”.
Segundo
a mandatária, as manifestações “foram uma armação de grupos muito violentos,
uma armação que está sendo investigada, mas chama a atenção como as ações deles
foram coordenadas, e provavelmente financiadas”.
“Esses
grupos agiam de forma ensaiada, algumas pessoas atacavam os agentes da polícia
e atrás deles apareciam os cúmplices para registrar as imagens na hora em que
os agentes reagiam. Queriam que a polícia respondesse para gerar esses vídeos
e, com eles, construir a ideia de que no México há repressão aos jovens, e isso
é falso”, acrescentou a líder mexicana.
Em
outro momento da coletiva, Sheinbaum reforçou seus questionamentos de que a
manifestação pudesse ser atribuída a grupos de jovens, à chamada “Geração Z”
(pessoas nascidas entre 1990 e 2010, que hoje teriam, portanto, entre 15 e 35
anos).
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‘Ato infiltrado pela direita’
Questionada
sobre o fato de as publicações que convocaram o ato contarem com apelos a esse
público, a mandatária disse que “o que nós vimos foi uma marcha com maioria de
pessoas adultas, infiltrada por figuras políticas ligadas à oposição, figuras
ligadas ao mundo empresarial e influenciadores cujos perfis estão ligados à
Maré Rosa (organização de direita)”.
Durante
a coletiva, Sheinbaum mostrou vídeos com os quais destacou as ações violentas
do grupo, usando artefatos explosivos e armas como martelos, marretas e objetos
contundentes.
“A
forma como agiram de forma coordenada para tentar derrubar as grades de
proteção é um claro indício de que não havia a intenção de fazer um protesto
pacífico, pelo qual bastava realizar o ato dentro do amplo espaço
disponibilizado pelas forças de segurança”, frisou a presidente.
Os atos
realizados na Cidade do México reuniram cerca de 17 mil pessoas, segundo as
autoridades municipais da capital do país. Cerca de 23 pessoas foram presas.
¨ Sheinbaum rejeita
ameaças de ataque militar feitas por Trump
A presidente do México, Claúdia
Sheinbaum,
rebateu na terça-feira às ameaças de
ataque militar contra as instalações de narcotráfico no México e na Colômbia
feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante
coletiva, Sheinbaum foi questionada sobre as declarações do mandatário
norte-americano nesta segunda-feira (17/11) e enfatizou aos jornalistas, sobre
os ataques no México, que “isso não vai acontecer”.
A
presidente mexicana ainda declarou que o próprio governo de Trump esclareceu
posteriormente que só autorizariam o exército norte-americano a tomar medidas
contra cartéis de drogas no México com permissão do governo mexicano.
A
mandatária também mencionou a guerra mexicana-americana, no Século XIX, como um
alerta sobre as consequências que poderiam acontecer se tropas dos Estados
Unidos tivessem permissão para entrar no México.
“Da
última vez que os Estados Unidos intervieram no México, tomaram metade do
território”, recordou Sheinbaum.
Nesta
segunda, o presidente Trump frisou que “não está satisfeito com o México” e que o governo
norte-americano mantém o tráfico de drogas no país “sob forte vigilância”.
“Eu
gostaria de ataques no México para acabar com as drogas? Por mim, tudo bem,
faremos o que for preciso para acabar com as drogas”, argumentou Trump.
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Relação entre México e EUA
No
começo deste mês, Sheinbaym negou que Washington estava planejando enviar
tropas ao México, mesmo com todas as propostas de Trump rejeitadas pela mesma.
A presidente afirmou que não concorda “com nenhum processo de interferência ou
intervencionismo” em seu país.
No
entanto, Trump exige que o México, maior parceiro comercial dos Estados Unidos,
se esforce para reduzir o fluxo de drogas e migrantes através da fronteira
entre os dois países.
Em
outubro, Trump disse que respeita a presidente, afirmando que a considera “uma
mulher extraordinária”.
“Ela é
uma mulher muito corajosa, mas o México é controlado pelos cartéis”, opinou o
mandatário norte-americano.
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Candidata governista de Honduras convoca apoiadores
contra tentativas de golpe
Em
comício realizado na terça-feira (18/11), a candidata presidencial pelo partido
governista Liberdade e Refundação (Libre), Rixi Moncada, pediu aos seus
apoiadores que se mobilizem em uma vigília contra as tentativas da oposição de
direita de sabotar as eleições gerais do país, marcadas para o
próximo dia 30 de novembro.
“Se
tentarem um golpe, ou uma fraude, temos que estar atentos, temos que fazer com
que eles (a direita) vejam a nossa erupção, vejam como nos tornamos o maior
vulcão da história de Honduras, para defender a democracia”, disse a candidata presidencial da esquerda.
O
discurso aconteceu em um ato massivo de campanha na cidade de Juticalpa, na
região central do país, no qual participaram mais de 30 mil pessoas.
Durante
o comício, Moncada se referiu a dois de seus adversários eleitorais, os
candidatos Nasry Asfura (Partido Nacional) e Salvador Nasralla (Partido
Liberal), e disse a eles que “nem ousem tentar roubar a vitória da resistência
popular e do povo hondurenho”.
Ela
também lembrou a participação dos dois partidos opositores no golpe de Estado
contra Manuel Zelaya, em junho de 2009, e nas fraudes eleitorais de 2013 e
2017, que beneficiaram o conservador Juan Orlando Hernández (Partido Nacional).
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Candidata de Xiomara
Rixi
Moncada é economista e participou do governo da presidente Xiomara Castro,
primeiro como ministra da Economia, entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024, e
depois como ministra da Defesa, entre setembro de 2024 e maio de 2025.
Ela
também foi ministra do Trabalho durante o governo de Manuel Zelaya, entre
janeiro de 2006 e janeiro de 2008.
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Equador: Noboa anuncia reforma ministerial após derrota
em referendo
Dias
após a derrota no referendo popular, o governo do
Equador oficializou na terça-feira (18/11) uma reforma ministerial na qual
substituiu metade do seu ministério. No total, foram sete mudanças, entre as 14
pastas que integram o Executivo local. A reforma veio à tona na segunda-feira
(17/11), devido a duas renúncias: a de Ivonne Núñez, ex-ministra do Trabalho, e
Danilo Palacios, que era ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca. Segundo o
diário Primicias, ambos comunicaram o afastamento através de
mensagens nas redes sociais, antecipando o anúncio do presidente Daniel Noboa.
Na
terça, o mandatário apresentou os nomes de Harold Burbano para o Ministério do
Trabalho e de Juan Carlos Vega para o Ministério da Agricultura, Pecuária e
Pesca.
Entre
as outras trocas se destaca o caso de Zaida Rovira, que deixou a pasta da
Secretaria de Governo (entregue a Álvaro Rosero) e assumiu o Ministério do
Desenvolvimento Humano (no lugar de Harold Burbano, nomeado no do Trabalho).
Outro
destaque é para o Ministério da Saúde Pública, no qual saiu Jimmy Martín e
entrou a vice-presidenta María José Pinto, que passa a acumular as duas
funções.
As
últimas duas pastas com mudanças são o Ministério da Educação Esportes e
Cultura, no qual saiu Alegría Crespon e entrou Gilda Alcívar; e a Secretaria
Nacional de Gestão de Riscos, no qual saiu Jorge Carrillo e entrou Carolina
Lozano.
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Derrota no referendo
A
reforma ministerial de Noboa acontece dois dias depois do referendo no qual o governo sofreu
derrotas nas quatro perguntas realizadas à população – algumas delas
por ampla margem contra as propostas defendidas pelo presidente.
A
primeira pergunta do referendo foi sobre se a população aceitaria ou não a
instalação de bases militares estrangeiras no país, considerando que o
presidente Noboa prometeu firmar acordos com os Estados Unidos para cooperação
no combate ao narcotráfico – e que Washington exige, em contrapartida, o
controle de algumas bases no território equatoriano.
No
domingo (16/11), os equatorianos votaram contra o retorno das bases militares
estrangeiras e contra a realização de uma
assembleia constituinte no país sul-americano. Durante o dia, foram realizados um
referendo e uma consulta popular, promovidos pelo presidente do Equador, Daniel
Noboa, com o objetivo de fazer alterações na Constituição vigente e até mesmo
substituí-la. “Estes são os resultados. Consultamos o povo equatoriano e ele se
manifestou (…) Continuaremos lutando incansavelmente pelo país que vocês
merecem, com as ferramentas que temos”, declarou Noboa em uma mensagem
publicada nas redes sociais.
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Não às instalações dos EUA
Em
primeiro lugar, os cidadãos foram consultados: “Concordam com a remoção da
proibição de estabelecer bases militares estrangeiras ou instalações
estrangeiras para fins militares, e com a transferência de bases militares
nacionais para forças armadas ou de segurança estrangeiras?”.
De
acordo com os resultados divulgados pelo Conselho Nacional
Eleitoral (CNE),
a opção “Não” recebeu mais de 60% dos votos , enquanto a opção “Sim” não
atingiu 40%.
A atual Constituição
do Equador,
aprovada em 2008 após ter sido elaborada em um processo constituinte durante o
governo de Rafael Correa (2007-2017), afirma expressamente em seu artigo 5º: “O
Equador é um território de paz. Não será permitida a instalação de bases
militares estrangeiras ou de instalações estrangeiras para fins militares. É
proibida a cessão de bases militares nacionais a forças armadas ou de segurança
estrangeiras”.
Mas, no
ano passado, Noboa apresentou um projeto de lei para emendar esse artigo da
Constituição e reduzi-lo a: “O Equador é um território de paz”. Seu projeto de
lei foi aprovado em junho passado pela Assembleia Nacional e agora está sendo
submetido a referendo popular.
Antes
do referendo, mesmo sem os equatorianos terem se manifestado, a Secretária de
Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, visitou o Equador, percorrendo duas
instalações militares para avaliar a possível implantação de bases americanas
no país sul-americano.
Entre
essas instalações estava o quartel-general do Esquadrão de Combate nº 2313,
localizado na base aérea naval de Manta, província de Manabí, onde uma antiga
base militar dos EUA operou entre 1999 e 2009.
Noem
também visitou a Escola Superior de Aviação Cosme Rennella, em Salinas,
província de Santa Elena, também com o mesmo objetivo.
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Outros ‘não’
A
maioria dos equatorianos também disse “Não” a questões relacionadas ao
financiamento de partidos políticos e à redução do número de parlamentares,
respondendo negativamente às seguintes perguntas.
“Você
concorda com a eliminação da obrigação do Estado de destinar recursos do
Orçamento Geral do Estado para organizações políticas?”.
“Você
concorda com a redução do número de membros da assembleia e com a eleição deles
de acordo com os seguintes critérios: 10 membros na assembleia nacional; 1
membro eleito por cada província; e 1 membro adicional na assembleia provincial
para cada 400.000 habitantes, segundo o último censo nacional?”.
Em
relação à questão sobre os partidos políticos, a intenção deste referendo era
que fossem financiados “com contribuições de seus membros e apoiadores”,
segundo informações
fornecidas pela CNE;
enquanto a outra questão visava reduzir o número de legisladores dos atuais 151
— número que foi aumentado este ano — para 73.
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Continuar com a mesma Constituição
A
quarta e única questão na cédula eleitoral dizia respeito à proposta de Noboa
de convocar uma
assembleia constituinte para elaborar uma nova constituição que substituísse a
de 2008. Para essa questão também, mais de 60% dos eleitores disseram “Não”. A
questão era:
Você
concorda que uma Assembleia Constituinte seja convocada e empossada, cujos
representantes sejam eleitos pelo povo equatoriano, de acordo com as normas
eleitorais previstas no Estatuto Constituinte anexo, para elaborar uma nova
Constituição da República, que só entrará em vigor se for posteriormente
aprovada pelo povo equatoriano em referendo?
Noboa
justificou a convocação de uma assembleia constituinte alegando que a atual lei suprema
“protege criminosos”.
Antes
do referendo de domingo, surgiu uma controvérsia quando o presidente sugeriu a
possibilidade de escrever a Constituição usando inteligência artificial (IA);
no entanto, após críticas, ele recuou e disse que “a Constituição não será
escrita por IA”.
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Celebração
A Confederação das
Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), que liderou a campanha pelo “Não”,
comemorou os resultados. “Esta vitória pertence ao povo mobilizado”, declararam
em comunicado à imprensa publicado no X, no qual agradeceram
aos movimentos sociais, à mídia comunitária, às organizações e aos atores
políticos que ajudaram a “revelar a verdadeira natureza desta consulta”.
O texto
aproveita também a oportunidade para exigir que o governo “reprima o
autoritarismo, a violência, o populismo e as políticas que priorizam interesses
privados”. “O Estado não pode ser usado para ganho privado”, acrescentam.
Por sua
vez, o ex-presidente Correa enfatizou que a Constituição elaborada durante seu
governo “foi ratificada após 17 anos em vigor”. “Pela primeira vez na história
do Equador, uma Constituição foi aprovada pela maioria dos cidadãos duas vezes.
Isso marca um marco histórico. Espero que seja o início da estabilidade
constitucional definitiva para o país”, escreveu ele em X.
Fonte:
Opera Mundi/TeleSUR/Primicias

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