sábado, 22 de novembro de 2025

Jair de Souza: ESTÁ NO DNA - Os Bolsonaro como capachos de Trump e Merz

As recentes ofensas contra o povo brasileiro proferidas pelo Primeiro Ministro alemão, Friederich Merz, logo após seu retorno da COP-30 em Belém, tiveram repercussões diferenciadas em nosso país.

Se, por um lado, a imensa maioria de nosso povo se sentiu indignada com as ultrajantes palavras do serviçal-maior dos Estados Unidos na Alemanha, a extrema direita bolsonarista se regozijou com as mesmas.

Como entender a existência de brasileiros que se identificam com uma atitude tão deplorável e cheia de preconceitos racistas, como a exibida pelo supremacista germânico?

Lamentavelmente, a aquiescência com esta injúria à nossa Nação é tão somente um detalhe menor do real instinto entreguista que caracteriza o bolsonarismo. Na verdade, a subserviência aos poderes e culturas dos centros capitalistas hegemônicos vai muitíssimo além deste episódio envolvendo o Chanceler alemão.

Os bolsonaristas são todos, vou repetir para que não haja mal-entendidos, absolutamente todos, sem exceção, adeptos da ideia de que nosso país é composto por gente de categoria inferior, que, por isso, precisa e deve ser sempre tutelada por quem tem mais inteligência, juízo e capacidade, como, por exemplo, os Estados Unidos.

O entreguismo bolsonarista coloca sempre em primeiro lugar aquilo que é considerado prioritário pelos que comandam os Estados Unidos. Por isso, a linha política do bolsonarismo é traçada a partir dos centros estadunidenses, e não de nossas próprias especificidades.

Tendo isto em mente, vamos poder compreender as razões que impulsam os bolsonaristas a admitirem, e desejarem, até mesmo uma intervenção armada direta de forças militares gringas em nosso país. Isto ocorre porque as pretensões da grande potência norte-americana no momento vão por este caminho.

<><> Brasil, alvo em potencial

Então, como o governo de Donald Trump estabeleceu o pretexto do combate aos cartéis do narcotráfico como sua estratégia principal para a justificação de sua intervenção nos países latino-americanos, seus subordinados tupiniquins se puseram imediatamente em ação para incluir o Brasil como seu alvo potencial.

Ao mesmo tempo em que vários dos próceres bolsonaristas se instalaram nos Estados Unidos para, de lá, coordenarem com as autoridades gringas ações e medidas que pudessem desestabilizar o Brasil, tanto na economia como na política, no interior de nosso país os bolsonaristas se puseram a agir de modo a gerar condições para justificar a intrusão militar estrangeira em nosso território.

Assim, embora todos os indícios revelem que a coluna vertebral do tráfico de drogas, e do crime organizado em geral, está amparada nas grandes instituições financeiras (quase todas de propriedade de simpatizantes e apoiadores do bolsonarismo), as forças bolsonaristas estão empenhadas na campanha que visa oficializar a inclusão das quadrilhas narcotraficantes no rol das organizações terroristas.

Evidentemente, não há neste encaminhamento nenhum propósito real de combater aquilo que de fato viabiliza o tráfico de drogas. Nenhuma das grandes corporações financeiras (quase todas de bolsonaristas) que financiam as operações do narcotráfico seriam atingidas por essa medida. Mas, de todas maneiras, as portas estariam abertas para que os Estados Unidos possam desfechar ataques armados contra nosso país, sempre que julgarem oportuno fazê-lo.

<><> Carta branca a Trump

Com o intuito de criar um clima político que favorecesse a aprovação do projeto que busca legitimar a intervenção dos Estados Unidos no Brasil, o governo do Rio de Janeiro levou a cabo um massacre de enormes proporções em regiões da periferia pobre da capital do estado.

Na matança por atacado que se sucedeu, puderam ser contabilizados mais de 130 mortos, nenhum deles do alto escalão dessas organizações, nenhum deles integrante das milícias que infernizam a vida dos moradores com apoio policial, e vários deles sem nenhuma prova de envolvimento real com o crime organizado.

No entanto, os objetivos bolsonaristas foram plenamente atingidos, pois o que se almejava era pintar um quadro que propiciasse a volta à tona da questão da repressão policial como tema de maior preocupação da população. Porém, longe de representar um verdadeiro desejo de erradicar o narcotráfico de nosso país, o mais provável é que a operação tinha por meta gerar os pré-requisitos para que os Estados Unidos recebessem carta branca para atuar no Brasil.

Pelo que vimos mais acima, e por várias outras razões não mencionadas, está mais do que evidente que a simpatia externada pelos bolsonaristas aos impropérios do chefe de governo da Alemanha não é exceção à regra, pois o DNA do entreguismo está na essência do bolsonarismo.

•        Eduardo Bolsonaro contraria Trump e tenta criar narrativa delirante sobre recuo em tarifaço

Com os canais cortados na Casa Branca, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes na noite desta quinta-feira (20) para contrariar Donald Trump e criar uma narrativa delirante sobre o recuo do governo dos EUA em parte do tarifaço decretado contra produtos brasileiros.

Na ordem executiva, publicada no site oficial da Casa Branca nesta quinta-feira, o próprio Trump atribui o recuo à retomada das conversas com Lula e às negociações diplomáticas que resultaram dessa reaproximação entre os dois líderes.

"Em 6 de outubro de 2025, participei de uma reunião por telefone com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento", escreve o presidente dos EUA, que determina ao secretário de Estado, Marco Rubio - interlocutor das tratativas com o chanceler brasileiro Mauro Vieira -, e aos demais secretários que cumpram a ordem.

Trump ainda revela que a partir das informações oficiais do governo Lula passou a desconstruir a narrativa levada à Casa Branca, alvo das investidas de Eduardo Bolsonaro e seu cúmplice, Paulo Figueiredo.

"Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por essas autoridades e o andamento das negociações com o Governo do Brasil, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323. Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto", afirma Trump no documento.

<><> Narrativa delirante

Contrariando Donald Trump, Eduardo Bolsonaro foi às redes para construir uma narrativa delirante para ser propagada entre os parcos apoiadores radicais da ultradireita neofascista, que ainda estão subordinados ao clã.

"É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje", dispara o filho "03" de Jair Bolsonaro.

Em El Salvador, onde busca imagens para lacrar nas redes ao lado do irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no tema segurança pública, Eduardo atrelou o recuo de Trump à alta dos preços dos produtos, como café, nos EUA.

"Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros", afirma.

"Ressalta-se ainda que, com eleições legislativas marcadas para 2026, o governo Donald Trump precisa entregar resultados rápidos para que a população sinta a redução da inflação antes das urnas", emenda Eduardo.

O deputado ainda retoma a narrativa que o tarifaço, determinado por Trump em cima da narrativa de violação de Direitos Humanos em relação ao julgamento de Jair Bolsonaro levada por ele à Casa Branca, sobre a "tarifa-Moraes.

"Nenhum estrangeiro deseja tarifas, pois elas machucam o exportador, mas a verdade tem que ser dita: foi a instabilidade jurídica criada por Alexandre de Moraes que abriu caminho para a tarifa-Moraes de 50%, prejudicando trabalhadores, produtores e empresários brasileiros", diz Eduardo, principal artífice da guerra tributárias de Trump contra o Brasil, em texto que foi replicado em inglês.

•        Às vésperas da prisão de Bolsonaro, Carlos faz drama e diz que ele pode morrer

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, publicou na madrugada desta sexta-feira (21) uma mensagem dramática nas redes sociais afirmando que jamais viu o pai naquele estado: “Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado, o que pode de fato se tornar fatal caso broncoaspire o que vomitar. Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar. Como gostaria de expor o que vejo, mas estou impossibilitado por medidas ilegais de assim fazê-lo. Meu Deus!”.

A publicação ocorre em meio ao contexto de crescente risco de prisão enfrentado por Bolsonaro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza o ministro Alexandre de Moraes a determinar a prisão do ex-chefe do Executivo já na próxima semana.

Na mensagem, Carlos Bolsonaro afirma que as medidas consideradas ilegais o impedem de “expor o que vejo”, sugerindo que haveria restrições impostas à divulgação da condição do pai. Ele descreve um quadro com episódios repetidos de vômito, refluxo e calafrios observados durante o sono e ao despertar. O tom da publicação intensifica a crise em torno da iminente ação judicial.

Especialistas consultados lembram que, mesmo em situação de risco de saúde, cabe à família comunicar às autoridades competentes ou ao hospital adequado, e que qualquer afirmação sobre “morte iminente” necessita de laudo médico que confirme risco real.

A tensão atinge o núcleo da família Bolsonaro num momento sensível: uma possível detenção pode gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos, além de repercussão nas bases de apoio do ex-mandatário.

•        Bolsonaro apresenta nove exames ao STF para tentar manter prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta sexta-feira (21) nove exames e um relatório médico para tentar manter a prisão domiciliar.

Os documentos foram enviados ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os exames enviados ao ministro são: exame anatomopatológico, polissonograma, doppler colorido arterias cervicais bilateral, angiotomografia de artérias coronárias, tomografia computadorizada do abdome total, angiotomografia computadorizada do tórax, tomografia computadorizada do tórax, endoscopia e colonoscopia.

Segundo a defesa, devido às complicações de saúde do ex-presidente, ele não pode cumprir a pena de 27 anos e três meses da condenação em prisão em regime fechado. A execução de pena é prevista após o processo entrar em trânsito em julgado.

Os advogados alegam que a prisão de Bolsonaro em uma penitenciária pode representar "risco à sua vida" e pode gerar "graves consequências" no seu quadro de saúde.

Na solicitação enviada ao ministro, a defesa cita que Bolsonaro precisou sair da prisão domiciliar por duas vezes para realizar exames e uma por emergência.

Segundo a defesa, o quadro debilitado de saúde do ex-presidente ocorre em função da facada que sofreu em 2018.

Os advogados elencam as doenças que Bolsonaro tem:

•        doença do refluxo gastroesofágico com esofagite;

•        hipertensão essencial primária;

•        doença aterosclerótica do coração;

•        oclusão e estenose de carótidas;

•        apneia do sono; e

•        carcinoma de células escamosas "in situ"

Em um relatório médico, também apresentado pela defesa, os profissionais recomendam que o ex-presidente tenha monitoramento constante da pressão arterial e da frequência cardíaca, acesso regular a exames, além de ter uma "infraestrutura adequada para a administração de medicamentos e realização de consultas e avaliações médicas regulares".

Segundo os advogados, "o quadro persistente de soluços incoercíveis, que demandam o uso de drogas que atuam sobre o sistema nervoso central, [Bolsonaro] pode a qualquer momento demandar atendimento médico de urgência".

Na petição, os defensores também justificam que o caso é semelhante ao do ex-presidente Fernando Collor, que ficou preso por oito dias em regime fechado e depois foi para domiciliar.

 

Fonte: Brasil 247/CNN Brasil

 

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