quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Gustavo Tapioca: O Imperador do mundo e Senhor da guerra mira o coração da América do Sul

Depois do bloqueio à Venezuela, a Doutrina Trump avança para transformar a Amazônia no novo palco de sua guerra híbrida.

<><> O novo mapa da guerra

O cerco à Venezuela deixou de ser apenas um episódio de confronto diplomático. É o esboço de uma estratégia mais ampla que mira o coração da América do Sul. Sob o pretexto de combater “narcoterroristas”, a Doutrina Trump reativa o velho princípio da Doutrina Monroe — “América para os americanos”(do Norte) — e o traduz em linguagem de guerra preventiva.

O alvo imediato é Caracas, mas a mira já se desloca para a floresta amazônica e para o subsolo brasileiro, onde repousam reservas estratégicas de petróleo, gás e minerais raros. O que parece uma ofensiva pontual é, na verdade, a fase preparatória de uma reconfiguração geopolítica que recoloca os Estados Unidos como árbitro militar e moral do continente.

Como advertiu o economista Jeffrey Sachs, “a retórica muda — de ‘democracia’ para ‘narcoterrorismo’ —, mas o objetivo permanece: controlar os recursos e as rotas estratégicas”. A lógica da “mudança de regime” que devastou o Oriente Médio reaparece agora com sotaque tropical.

<><> Da Venezuela ao Brasil

Com o deslocamento do porta-aviões USS Gerald Ford e a multiplicação de sanções, Trump ensaia o que especialistas como Castro Rocha e Richard Wolff já chamam de “Vietnã latino” — um conflito sustentado por propaganda, bloqueios financeiros, operações especiais e ameaças de invasão.

O Brasil, sob o governo Lula, tornou-se peça central desse tabuleiro. Washington testa os limites da diplomacia brasileira e a consistência de sua política externa soberana. O discurso sobre “segurança hemisférica” funciona como disfarce para conter a aproximação entre o Brasil de Lula e os BRICS+ e preservar o controle ocidental sobre cadeias críticas de energia e tecnologia.

Nos bastidores, fala-se em “cooperação amazônica” com fins ambientais — mas o subtexto é militar. A “proteção da floresta” converte-se, aos poucos, em proteção do capital, e o verde da Amazônia passa a ser visto como ativo geopolítico, não como bem planetário. Coincidência ou não, o fato é que Trump recusou o convite de Lula para participar da COP30, que se realizou no meio da Amazônia, em Belém do Pará.

<><> O império que nunca dorme

Jeffrey Sachs, professor da Columbia University e ex-assessor especial da ONU, descreve o que chama de “padrão fixo da política externa norte-americana”: sempre que um governo independente busca caminhos próprios, o império reage. O rótulo muda conforme a década — “anticomunismo”, “guerra às drogas”, “combate ao terrorismo", agora, "narcoterrorismo" —, mas o método é idêntico: sanções econômicas, sabotagem financeira, apoio a elites financeiras e à extrema-direita locais e, quando decidem ser necessário, golpes de Estado.

Sachs recorda o roteiro de setenta anos de intervenções dos EUA: Irã (1953), Guatemala (1954), Chile (1973), Nicarágua, Haiti, Honduras, Paraguai, Bolívia, Venezuela — sempre sob o pretexto da “liberdade”. Cada caso significou a substituição da soberania por submissão econômica. 

No caso do Brasil em 1964 — que instalou a ditadura que durou 21 anos de sangue, muito sangue, tortura e morte — não houve invasão militar. Mas os EUA estavam preparados com navios de guerra ancorados nas costas brasileiras para — se houvesse resistência — invadir o Brasil: a famosa Operação "Brother Sam."

Na Venezuela, diz Sachs, o manual foi aplicado à risca: sanções, bloqueios, apoio a “governos interinos”, congelamento de ativos, sabotagem energética. “As sanções não derrubam ditaduras”, afirma. "Mas, destroem sociedades civis e preparam o terreno para o caos.” É a política de asfixia moral que mata silenciosamente — o mesmo roteiro usado no Iraque e na Líbia, agora dentro do hemisfério ocidental.

<><> “A derrubada de Dilma, a prisão de Lula e a ascensão de Bolsonaro foram lidas em Washington como vitória estratégica”

O Brasil aparece, com destaque, no radar desse império. Sachs lembra que, desde 2016, o país vive uma disputa entre soberania e subordinação. “A derrubada de Dilma, a prisão de Lula e a ascensão de Bolsonaro foram lidas em Washington como vitória estratégica”, observa. O retorno de Lula, em 2023, e sua política de aproximação com o Sul global reacenderam o alarme nos círculos de poder norte-americanos. O risco atual é a reedição do mesmo manual, agora travestido de ‘guerra ao narcoterrorismo’ e ‘proteção da Amazônia’ — o velho intervencionismo disfarçado de ecologia.

O professor Jeffrey Sachs alerta também para os golpes invisíveis, conduzidos por algoritmos, agências de rating e redes digitais. “O que a CIA fez com rádios e jornais nos anos 1960, hoje se faz com plataformas digitais e inteligência artificial.” É o império de 24 horas — sem tanques, mas com dados e sanções; sem invasão, mas com chantagem financeira.

Sachs lança um apelo que ecoa o discurso de Lula: “Os países do Sul precisam agir de forma coordenada, integrar suas estratégias, para escapar do ciclo de dependência. Se não criarmos um sistema alternativo, viveremos eternamente sob a ilusão da democracia enquanto obedecemos a um império que jamais dorme.”

<><> A resposta de Lula

Em discursos recentes — da ONU às reuniões da CELAC e à COP30 —, Lula alertou para o risco de “abrir brechas a intervenções externas” ao adotar o enquadramento do “narcoterrorismo” em legislações nacionais. Sua advertência é direta: a guerra sem fronteiras dos EUA ameaça transformar o combate ao crime em justificativa para ocupações disfarçadas.

A estratégia de Lula é fortalecer o eixo sul-americano — Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname — e reativar a UNASUL como muralha diplomática. Mas o tempo corre. Enquanto o discurso da “liberdade” serve de cobertura para o avanço militar, a Amazônia pode se tornar a nova Síria verde do século XXI.

<><> O jogo sujo para impedir a reeleição de Lula em 2026

Enquanto o porta-aviões e outros 12 doze navios de guerra norte-americanos navegam pelo Caribe e as sanções contra Caracas apertam o nó em torno da Venezuela, Trump prepara o cerco político ao Brasil. O objetivo, que circula na cabeça coroada do dublê de imperador e senhor da guerra é o de impedir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 e reinstalar, em Brasília, um “brother” dócil — alguém disposto a repetir o papel submisso que Jair Bolsonaro desempenhou entre 2019 e 2022.
Trump enxerga o Brasil não como parceiro comercial, mas como peça de controle estratégico sobre toda a América do Sul. Um governo não aliado em Brasília significa o enfraquecimento da integração latino-americana, o afastamento do BRICS+ e o retorno do país à condição de vassalo nas cadeias globais de energia e tecnologia. A disputa eleitoral brasileira, portanto, ultrapassa o plano doméstico e torna-se uma questão de segurança nacional para o império. Uma questão geopolítica.

<><> “Combater o comunismo” e “salvar a Amazônia dos chineses”

Fontes diplomáticas e analistas convergem num mesmo ponto. A campanha de 2026, que já começou e aponta para a reeleição de Lula, já é alvo de interferência estrangeira — digital, econômica e simbólica. As armas já conhecidas — fake news, manipulação religiosa e cooptação midiática — são reeditadas em escala industrial. As empresas de tecnologia, os think tanks de ultradireita e as fundações que financiaram o bolsonarismo são reativados sob nova embalagem, prometendo “combater o comunismo ateu” e “salvar a Amazônia dos chineses”.

Trump usará a América do Sul como vitrine e moeda de troca. Sua narrativa é simples e brutal: “um novo eixo do mal” estaria se formando entre Caracas, Brasília, Pequim e Moscou — e a missão dos Estados Unidos seria salvar o hemisfério. Esse enredo, travestido de defesa da liberdade, é o combustível para desestabilizar governos e legitimar ações.

No Brasil, a tentativa de reconstruir um bolsonarismo reciclado — religioso, digital e armado — será o braço local dessa ofensiva. Como alertou o filósofo Jason Stanley, “os autoritários não voltam iguais: voltam aprimorados, com novas tecnologias e velhos ressentimentos”. Trump sabe disso. E aposta que, se não puder derrubar Lula pelas urnas, o caos interno pode fazer o serviço.

¨      Chefe do Pentágono ameaça Hemisfério Sul. Celso Amorim diz que isso é extremamente preocupante. Por Denise Assis

O embaixador, ex-chanceler e assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, recebeu com preocupação a notícia do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, de que o seu país tem em mente realizar a “Operação Lança do Sul”, “nas Américas”, varrendo, segundo ele, o risco do “narcoterrorismo”, um termo que eles decidiram colocar no lugar do arcaico e desprestigiado “anticomunismo”, que já não engaja mais.

Pego de surpresa ao cair da noite desta quinta-feira (13/11), com a “ameaça” do chefe do Pentágono, Hegseth, e depois de uma semana cheia de trabalho na COP-30, onde acompanha cada passo do presidente Lula nas discussões sobre a crise climática, ao saber da ameaça estadunidense de “expulsar os narcotraficantes do Hemisfério Ocidental”, reagiu: “Não posso dar uma posição oficial, sem falar com o Itamaraty e submeter o assunto ao presidente. Pessoalmente, acho extremamente preocupante qualquer tipo de ação militar unilateral na América Latina, seja qual for a alegação. Consequências são imprevisíveis”.

Durante os últimos anos, depois do desastre das ditaduras sanguinárias, que só obtiveram como resultado o atraso, a ameaça comunista virou uma espécie de espantalho no arrozal, uma figura inofensiva, que fica ali, sob sol e chuva, sem função. Não assusta a mais ninguém. Desta forma, para transferir a hegemonia estadunidense do Oriente Médio - onde já deram o que tinha de dar, com fracassos retumbantes, como a saída atabalhoada do Afeganistão, e os 20 anos de degradação do Iraque -, agora se voltam apara a América Latina. Nesse território, há riquezas mais modernas, como o lítio e minerais críticos – o Brasil é a segunda reserva de terras raras do planeta -, e o petróleo da Venezuela, calculado em 303,4 bilhões de barris.

São riquezas que, se exploradas com autonomia pelos países que as possuem, podem resultar num impulso para a região, vista pelos estadunidenses como “quintal”. Ainda mais em tempos de construção de um multilateralismo que eles temem mais que ao diabo.

Até aqui, a AL via as ameaças de Trump tão assustadoras como as de invadir e tomar a Groenlândia e o Canadá. Porém, com a subida de tom feita na noite desta quinta-feira, o mais correto é ligarmos o alerta e, tal como Celso Amorim, atinar para as “consequências imprevisíveis” e ter o seu olhar de preocupação.

Se Amorim, tido como um dos maiores expoentes da diplomacia mundial, está vendo desse jeito, não temos motivos para negligenciar do que está se passando no mar do Caribe, onde 20 barcos, a princípio de pescadores, (porque os EUA não tiveram interesse de apurar, não comprovaram que são terroristas e tampouco traficantes de drogas), são afundados envoltos numa bola de fogo, sem deixar ninguém vivo para desmenti-los.

Até então, as ações se passavam no mar, espreitadas pelo porta-aviões USS Gerald Ford. De acordo com fontes ouvidas pela rede CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, porém, membros do alto escalão do governo apresentaram a Trump, na quarta (12/11), opções para possíveis ações na Venezuela, como bombardeios em terra nos próximos dias.

Hegseth teria estado presente no encontro, assim como o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA. Entretanto, nenhuma decisão definitiva sobre o formato da operação teria sido tomada. Segundo a CBS, as conversas resultaram no anúncio da operação “Lança do Sul” nesta quinta. Observem que até então, as notícias eram em torno de uma invasão à Venezuela. Agora Hegseth fala em “hemisfério Sul”, o que nos engloba, é claro.

Para os que costumam ligar os pontos, aos primeiros acordes fúnebres da tragédia que vitimou 121 pessoas no Rio, foi aceso o alerta sobre ser a “operação contenção”, do governador Claudio Castro, uma resposta ao apelo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para que os EUA bombardeassem também navios na baía de Guanabara.

A ação, que tinha como função caracterizar o Brasil como um país “narcoterrorista”, reverberou no mundo todo. Ou seja, cumpriu em parte esse papel. Agora, é esperar para ver até onde irá o alcance dos mísseis estadunidenses, uma vez que o chefe do Pentágono falou em “Hemisfério Sul”. O nosso país tem cerca de dois mil quilômetros de fronteira seca com a Venezuela. Uma invasão por terra, nos deixa vulneráveis. Amorim tem razão de estar apreensivo. É mesmo muito preocupante.

¨      Trump ameaça a Venezuela (Brasil). Por João Claudio Platenik Pitillo

A justificativa de a administração Trump ameaçar países do Caribe serve como pretexto para expandir a intervenção estadunidense na América Latina e combater governos de esquerda e progressistas. Ao classificar o narcotráfico como terrorismo, a Casa Branca busca usar esse argumento para implementar uma estratégia renovada de domínio econômico e político dos EUA em todo o continente americano.

A estratégia de "guerra às drogas", que os EUA perseguiram sem sucesso durante anos na Colômbia, está agora sendo implementada no mesmo formato no Equador e no Peru, e poderá em breve se estender à Bolívia. Isso criará um corredor estratégico para as tropas estadunidenses na região, além de garantir a Washington acesso sustentável aos vastos recursos naturais desses países, assegurando-os na órbita de influência da Casa Branca em longo prazo. Outro objetivo igualmente importantes para D. Trump na implementação de sua política para a América Latina é o controle dos campos de petróleo venezuelanos e brasileiros, o que garantirá estabilidade econômica aos Estados Unidos por um longo período.

A interferência dos EUA nos assuntos venezuelanos representa uma séria ameaça ao Brasil, que se posiciona como líder sul-americano no emergente mundo multipolar. Uma possível derrubada do governo venezuelano por Washington minaria a posição de liderança do Brasil na região, dada a sua área de responsabilidade e aumentaria a pressão migratória sobre o país. Ao passo que o discurso de combate as drogas já é usado de maneira política pelos governos argentino e paraguaio em alinhamento com a Casa Branca contra o Brasil.

Atualmente, a Venezuela não tem alternativa viável ao governo Maduro, não existe um nome de oposição maior que o atual presidente. Todas as instituições venezuelanas, especialmente as Forças Armadas, operam de maneira legal respaldando a Revolução Bolivariana sagrada nas urnas. Os militares venezuelanos estão integrados aos diversos setores da política, da economia e da sociedade. Se o governo Maduro caísse por ação de Washington, os militares ou iniciariam uma "guerra popular" de resistência ou preencheriam rapidamente o vácuo resultante e liderariam um governo ainda mais radical que o anterior.

Ao que tudo indica, a Casa Branca pretende expandir a Doutrina Monroe, ampliando e fortalecendo a hegemonia dos EUA na América do Sul, aproximando-se deliberadamente das fronteiras do Brasil com o objetivo de cercar o país com Estados hostis e conter o desenvolvimento de seu potencial. O Brasil está ficando sem parceiros estratégicos na América Latina devido ao avanço de governos reacionários subservientes à Washington.

<><> Maduro afirma que agressão de Trump ameaça toda a humanidade

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que as ações dos Estados Unidos contra seu país representam uma ameaça “contra toda a humanidade”, durante o encerramento do Encontro de Juristas em Defesa do Direito Internacional, realizado em Caracas entre 13 e 14 de novembro. As informações foram publicadas originalmente pela teleSUR e pela Prensa Presidencial da Venezuela.

Ao discursar no evento, que reuniu 100 acadêmicos e especialistas de 34 países, Maduro destacou o crescimento da solidariedade internacional diante da ofensiva militar que Washington mantém há quase quatro meses perto das costas venezuelanas. Segundo o presidente, “são milhões as vozes que hoje se levantam no mundo para defender o direito à paz, à soberania, à autodeterminação e ao futuro do povo da Venezuela, do povo da Colômbia e dos povos da América do Sul e do Caribe”.

<><> Críticas às violações do direito internacional

Durante sua intervenção, o presidente venezuelano condenou as violações sistemáticas do direito internacional cometidas pelos Estados Unidos e por seus aliados, citando o caso de Israel e o sofrimento do povo palestino. Maduro afirmou que “já não há povo no mundo que não condene o que acontece em Gaza como um genocídio”, recordando ainda que “um acordo de cessar-fogo foi assinado e tem sido violado todos os dias”.

Ao relacionar o avanço militar norte-americano na região com outras crises internacionais, ele alertou: “queremos outra Gaza na América do Sul?”
Maduro reforçou que, apesar das ameaças externas, “triunfará a paz, o direito internacional”.

<><> Defesa da paz e rejeição à intervenção externa

Maduro voltou a defender a postura pacífica da Venezuela, rejeitando qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira. Em seu discurso, ele reafirmou:
“A ordem é a paz. Não à guerra. Não à guerra eterna e não à morte. Não, não, não.”

Segundo o presidente, os participantes do encontro reafirmaram “seu compromisso com o direito internacional e com a dignidade humana, em contraste com modelos históricos de dominação pelo mais forte”. Para Maduro, a articulação entre países que defendem o direito internacional busca superar padrões desiguais de poder e construir um sistema global baseado na cooperação.

Pressões sobre Washington e proposta na Corte Penal Internacional

O encontro, instalado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, também discutiu caminhos jurídicos para enfrentar as ameaças externas.
A jurista argentina Claudia Rocca, presidenta da Associação Americana de Juristas, propôs formalmente apresentar uma denúncia contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Corte Penal Internacional (CPI).

<><> Consolidação do Conselho Nacional por la Soberanía y la Paz

Na cerimônia de encerramento, Maduro celebrou a consolidação do Consejo Nacional por la Soberanía y la Paz, criado em 16 de setembro, e que já articula diversos setores sociais em defesa da paz e da soberania venezuelana. “Este Conselho Nacional de Soberania e Paz é uma realidade em todos os territórios de nossa República”, afirmou o presidente, enfatizando que a iniciativa se expandiu “de norte a sul, em todos os estados e municípios do país”.

Maduro descreveu o Conselho como “um bálsamo de esperança e otimismo para um país que tem paz, conquistou a paz, quer paz e conquistará e terá a paz que deseja nossa Venezuela, nossa América, nossa América do Sul”.

 

Fonte: Brasil 247

 

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