terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Stephen Grahan: Deportações e cerceamento de imigrantes - as raízes coloniais das atuais estratégias da extrema direita

O novo urbanismo militar se alimenta de experiências com estilos de objetivos e tecnologia em zonas de guerra coloniais, como Gaza ou Bagdá, ou operações de segurança em eventos esportivos ou cúpulas políticas internacionais. Essas operações funcionam como um teste para a tecnologia e as técnicas a serem vendidas pelos prósperos mercados de segurança nacional ao redor do mundo. Por processos de imitação, modelos explicitamente coloniais de pacificação, militarização e controle, aperfeiçoados nas ruas do Sul do globo, se espalham pelas cidades dos centros capitalistas do Norte. Essa sinergia, entre operações de segurança nacional e internacional, é a segunda característica fundamental no novo urbanismo militar.

O pesquisador de estudos internacionais Lorenzo Veracini diagnosticou um dramático ressurgimento contemporâneo da importação de alegorias e técnicas tipicamente coloniais para a administração e o desenvolvimento de cidades nos centros metropolitanos da Europa e da América do Norte. Ele argumenta que esse processo está servindo para desfazer, de maneira gradual, uma “distinção clássica e antiga entre a faceta exterior e a interior da situação de colônia”.

É importante destacar, então, que o ressurgimento de estratégias e técnicas explicitamente coloniais entre Estados-nação como os Estados Unidos, o Reino Unido e Israel no período “pós-colonial” contemporâneo envolve não apenas o uso de técnicas do novo urbanismo militar em zonas de guerra no exterior, mas sua difusão e imitação por meio da securitização da vida urbana ocidental.

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Bastiões da política etnonacionalista, os movimentos da ascendente extrema direita em geral têm forte representação dentro da polícia e das Forças Armadas estatais. Eles tendem a ver áreas rurais ou os subúrbios abastados como espaços autênticos e puros de nacionalismo branco, associados a valores cristãos e tradicionais. Exemplos disso vão desde fundamentalistas cristãos norte-americanos e o Partido Nacional Britânico até o Partido da Liberdade austríaco, a Frente Nacional francesa e a Forza Italia. Em contrapartida, os bairros cosmopolitas que crescem e se espalham cada vez mais nas cidades ocidentais são muitas vezes colocados por esses grupos nos mesmos termos orientalistas que as megacidades do Sul do globo, como lugares radicalmente externos à vulnerável nação – territórios tão estrangeiros quanto Bagdá ou Gaza.

Paradoxalmente, no entanto, a imaginação geográfica que serve de base para o novo urbanismo militar tende a tratar fronteiras coloniais e “pátrias” ocidentais como domínios fundamentalmente separados – dois lados em um embate de civilizações, de acordo com a hipótese incendiária e muito controversa de Samuel Huntington. Essa separação criativa coexiste de modo desconfortável com a progressiva fusão, em um todo indistinto, das doutrinas de segurança, militares e de inteligência que lidam com ambos os lados. Tais concepções procuram negar as formas pelas quais as cidades de ambos os domínios estão cada vez mais ligadas pela imigração e pelo investimento.

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Então, como sempre, a maneira como a vida urbana nas áreas colonizadas é imaginada reverbera com força nas cidades dos colonizadores. De fato, a projeção das alegorias coloniais e dos exemplos de segurança das metrópoles pós-coloniais nos centros capitalistas é alimentada por um novo “orientalismo dos bairros pobres”. Seu lastro é uma representação disseminada entre formadores de opinião de direita nas áreas de segurança, militarismo e política segundo a qual os distritos de imigrantes nas cidades do Ocidente são zonas “atrasadas” que ameaçam o corpo político das cidades ou nações ocidentais. Na França, por exemplo, o planejamento estatal trabalhou para conceituar os projetos habitacionais de massa da periferia (os banlieues) como reservas “quase periféricas”, conectadas – mas distantes – aos centros metropolitanos do país. Lembranças amargas dos argelinos e de outras guerras anticoloniais saturam o discurso da extrema direita francesa sobre a diminuição do poder “branco” e a “insegurança” causada pelos banlieues – um processo que levou a uma dramática mobilização das forças de segurança dentro e ao redor dos principais complexos habitacionais de imigrantes depois dos tumultos nas periferias em 2005.

Discutindo a mudança de colonização externa para interna na França, Kristin Ross aponta para a maneira como o país hoje “se distancia de suas (antigas) colônias, tanto no interior quanto no exterior”. Isso funciona, ela continua, através de um “isolamento dos imigrantes, sua remoção para os subúrbios em uma grande reforma das fronteiras sociais de Paris e de outras cidades francesas”. Os tumultos de 2005 foram apenas os mais recentes em uma longa trajetória de reações à militarização e à securitização crescentes dessa forma de colonização interna e “periferidade” imposta no que Mustafa Dikeç chamou de “áreas ruins”, da República Francesa.

De fato, tamanha é a fusão por parte da direita contemporânea entre terrorismo e imigração que simples atos de imigração hoje são tratados quase como atos de guerra. Essa mudança discursiva foi chamada de “armamentização” da imigração – mudar a ênfase, que passa das obrigações morais de oferecer hospitalidade e asilo para a criminalização ou desumanização dos imigrantes, como se estes fossem armas contra bases supostamente homogêneas e etnonacionalistas de poder nacional.

Aqui, os debates mais recentes sobre a guerra assimétrica, irregular ou de baixa intensidade – em que nada pode ser definido fora das acepções ilimitadas e intermináveis de violência política – se confundem de maneira desconfortável com o crescente clamor de demonização feito por figuras da direita e da extrema direita das cidades diaspóricas e cada vez mais cosmopolitas do Ocidente. Levando sua tese sobre o conflito de civilizações ainda mais longe, Samuel Huntington atualmente argumenta que a própria trama do poder e da identidade nacional dos Estados Unidos está sob ameaça não só por causa do terrorismo islâmico global, mas porque grupos não brancos e, em especial, latinos estão colonizando, e dominando, as regiões metropolitanas estado-unidenses.

Adotando visões igualmente maniqueístas do mundo, o teórico militar norte-americano William Lind afirmou que atos prosaicos de imigração do hemisfério Sul global para as cidades do Norte agora devem ser considerados atos de guerra. “Na guerra de quarta geração”, escreve ele, “a invasão pela imigração pode ser, no mínimo, tão perigosa quanto a invasão por um exército nacional”. Lind argumenta que, sob o que ele chama de “ideologia venenosa do multiculturalismo”, imigrantes nas nações ocidentais hoje podem criar “uma variedade doméstica da guerra de quarta geração, que é de longe o tipo mais perigoso”.

Considerando o trânsito de mão dupla dos modelos do novo urbanismo militar entre as cidades ocidentais e aquelas nas fronteiras coloniais, alimentado pelo antiurbanismo instintivo dos Estados de segurança nacional, não surpreende que cidades em ambos os domínios comecem a demonstrar similaridades impressionantes. Nos dois âmbitos, proliferam fronteiras rigorosas em estilo militar, cercas e postos de controle ao redor de enclaves protegidos e “zonas de segurança”, sobrepostos à cidade ampla e aberta. Barreiras feitas de módulos de concreto, postos de controle de identidade, circuito interno de TV, fiscalização biométrica e formas militares de controle de acesso protegem arquipélagos de centros sociais, econômicos, políticos ou militares fortificados de um exterior considerado indomável, empobrecido ou perigoso. Nos exemplos mais extremos, isso inclui zonas internacionais, prisões militares, bairros étnicos sectários e bases militares; eles estão crescendo ao redor de distritos financeiros estratégicos, embaixadas, espaços de consumo e de turismo, complexos portuários e aeroportuários, arenas esportivas, comunidades muradas e zonas francas.

Nas duas esferas, esforços para identificar as populações urbanas estão ligados a sistemas similares que observam, rastreiam e têm como alvo indivíduos perigosos em meio à massa da vida urbana. Assim, enxergamos um paralelismo no uso de satélites de alta tecnologia, drones, circuitos internos “inteligentes” de TV, armas “não letais”, mineração de dados e fiscalização biométrica nos contextos muito diferentes de cidades nacionais e estrangeiras. E, finalmente, nos dois casos, existe uma percepção semelhante de que novas doutrinas de guerra perpétua estão sendo usadas para tratar todos os moradores urbanos como alvos constantes, cuja natureza benigna, em vez de ser presumida, agora precisa ser constantemente demonstrada para complexas arquiteturas de vigilância ou tecnologias de mineração de dados conforme o indivíduo se desloca pela cidade. Tais fatos são amparados por suspensões legais paralelas que têm como alvo grupos considerados ameaçadores, com restrições especiais, prisões preventivas ou encarceramento a priori em campos de tortura e gulags ilegais mundo afora. Apesar de funcionar de diversas maneiras, todos esses diversos arquipélagos se sobrepõem a tradições urbanas de sistemas de segurança de livre acesso que forçam as pessoas a provar sua legitimidade se quiserem se mover com liberdade. Urbanistas e filósofos hoje em dia se perguntam  se a cidade como espaço-chave para protestos e mobilização coletiva dentro da sociedade civil está sendo substituída por geografias complexas criadas por vários sistemas de enclaves e campos conectados entre si e afastados do exterior urbano que existe para além dos muros ou sistemas de controle de acesso. Nesse contexto, pode-se perguntar se a securitização urbana chegará, no futuro, a um nível que efetivamente desconecte o papel econômico estratégico das cidades como condutoras-chave da acumulação capitalista do papel histórico delas como centros para a mobilização de dissenso democrático.

¨      Política ou retórica vazia? Examinando o apelo de Trump à limpeza étnica em Gaza. por Ramzy Baroud

Assim que quase um milhão de palestinos começaram a retornar à sua região destruída no norte da Faixa de Gaza em 27 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, começou a falar de algo completamente diferente: a limpeza étnica dos palestinos fora de Gaza. Suas declarações, que ele repetiu em várias ocasiões, foram típicas dos discursos de Trump: repletas de imprecisões, confusas e, em grande parte, desvinculadas da realidade.

Ele afirmou ter conversado com o rei jordaniano Abdullah II e com o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi e que eles haviam concordado em transferir a população de Gaza para seus próprios países – uma exigência que foi vigorosamente rejeitada por ambos os países durante todo o genocídio israelense na Faixa, que começou em 7 de outubro de 2023. “Eu disse a ele (o rei Abdullah II)”, disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One, ”eu disse a ele que adoraria que vocês assumissem mais (palestinos), porque estou olhando para toda a Faixa de Gaza agora, e está uma bagunça. É uma verdadeira bagunça”.

De fato, houve uma ligação para o rei, de acordo com a agência de notícias estatal da Jordânia, Petra, mas não houve menção à realocação ou à limpeza étnica dos palestinos sob qualquer pretexto. A Jordânia, assim como o Líbano e outros países árabes, é sempre cautelosa com a demografia, especialmente porque cerca de 2,39 milhões de refugiados palestinos registrados já vivem no Reino. Independentemente dos motivos que levaram a Jordânia a rejeitar a proposta, o país se recusa firmemente a acomodar os caprichos políticos e a lógica incoerente de Trump. Uma conversa semelhante teria ocorrido, dessa vez entre Trump e Sisi, do Egito. “Você está falando de um milhão e meio de pessoas, e nós simplesmente limpamos tudo”, afirmou Trump. “Não sei, alguma coisa tem que acontecer, mas é literalmente um local de demolição neste momento. Quase tudo foi demolido e as pessoas estão morrendo lá, por isso prefiro me envolver com algumas das nações árabes e construir moradias em um local diferente, onde acho que talvez eles possam viver em paz para variar”, acrescentou.

É importante observar que a “demolição” de Gaza e o fato de que “pessoas estão morrendo lá” foi um processo facilitado e apoiado pelo governo dos EUA. Trump foi além, sugerindo que o alojamento de palestinos na Jordânia e no Egito “poderia ser temporário” ou “poderia ser de longo prazo”. Embora Trump seja conhecido por fazer declarações contraditórias, muitas vezes com poucos minutos de diferença, se não na mesma frase, desta vez ele dobrou a dose, voltando ao mesmo assunto em 30 de janeiro. Ao responder a uma pergunta de um repórter, ele disse: “Eles farão isso. Eles farão isso. Eles vão fazer isso, certo? Fazemos muito por eles, e eles vão fazer isso”. Esse comentário confiante foi feito apesar da insistência da Jordânia e do Egito de que tais conversas não haviam ocorrido e que nenhum deslocamento de palestinos seria permitido.

Para enfatizar o ponto mais uma vez, os ministros das relações exteriores árabes emitiram uma declaração conjunta no Cairo em 1º de fevereiro, reafirmando total apoio aos palestinos e seus direitos legítimos de acordo com a lei internacional. Como se não houvesse espaço para dúvidas, a declaração dizia que os governos árabes renovavam sua “rejeição a (quaisquer tentativas) de comprometer os direitos inalienáveis dos palestinos, seja por meio de atividades de assentamento, despejos, anexação de terras ou desocupação de terras de seus proprietários… de qualquer forma ou sob quaisquer circunstâncias ou justificativas”.

Poderíamos facilmente ter ignorado os comentários de Trump como irrelevantes, distantes e baseados em falsas alegações de que ele tem algum conhecimento real do atual clima político do Oriente Médio após o cessar-fogo – muito menos da história, cultura e política da região. Sua insistência, no entanto, nos obriga a levar os comentários mais a sério. Ao contrário do pânico coletivo que atingiu muitos palestinos e seus apoiadores durante os 471 dias de genocídio, quando a limpeza étnica dos palestinos era de fato uma das principais prioridades israelenses e foi tacitamente considerada uma possibilidade pelo governo dos EUA, desta vez, os temores se dissiparam em grande parte.

Embora Israel queira ver todos os palestinos etnicamente limpos de sua terra natal histórica, em uma repetição da Nakba de 1948 e da Naksa de 1967, a derrota militar de Israel em Gaza torna essa meta inatingível. Pelo contrário, os palestinos conseguiram, graças à sua resistência coletiva, retornar ao norte de Gaza, e uma nova cultura já está surgindo entre o povo palestino, onde a ideia de honrar o Direito de Retorno dos refugiados palestinos à Palestina histórica não parece mais irrealista – como muitos erroneamente argumentaram. Portanto, sim, pode-se argumentar que Trump, que sabe muito pouco sobre o Oriente Médio e ainda menos sobre a Palestina e Gaza em particular, está desligado dos eventos que se desenrolam e da psicologia coletiva em transformação da região. Mas isso não é suficiente para explicar o momento dos comentários de Trump ou, o que é mais importante, sua insistência em fazer observações tão estranhas.

Há várias explicações razoáveis para o fato de Trump ter feito esses comentários ou ter sido aconselhado a fazê-los por políticos do movimento pró-colonização em seu governo:

Primeiro, Israel recebeu um duro golpe em Gaza. Apesar do genocídio e da destruição de toda a Faixa, o exército israelense foi humilhado. Sua saída gradual de Gaza acabou com as esperanças dos colonos de Israel de que eles poderiam reconstruir seus assentamentos ilegais em uma Faixa reocupada. Entre esses colonos está Miriam Adelson, esposa do bilionário pró-Israel Sheldon Adelson, já falecido. Segundo consta, ela doou US$ 100 milhões para a campanha de Trump e continua sendo um de seus maiores apoiadores financeiros. É possível que a declaração de Trump tenha sido uma abertura para Adelson ou uma última tentativa desesperada dela de ver se o sonho de limpar etnicamente os palestinos poderia ser alcançado por meio da pressão dos EUA sobre a Jordânia e o Egito.

Em segundo lugar, o momento da declaração criou uma distração muito necessária para Israel e ocupou grande parte das manchetes da imprensa do Oriente Médio. Enquanto os palestinos voltavam para o norte de Gaza, cantando sobre sua vitória sem precedentes – que ocorreu apesar do apoio incontrolável dos EUA ao genocídio israelense – Washington queria criar uma distração do triunfo palestino. Não é preciso dizer que a tagarelice de Trump não conseguiu nada além de diminuir ainda mais a imagem que ele tentou criar para si mesmo como o líder forte capaz de parar guerras com um único telefonema, como ele sempre afirmou. Na verdade, Trump conseguiu, ainda que temporariamente, convencer alguns árabes – conforme expresso nas opiniões de analistas e comentaristas da imprensa – de que sua pressão sobre Netanyahu havia acabado com a guerra. Suas declarações sem sentido sobre a limpeza étnica dos palestinos rapidamente esgotaram todo o capital político que ele havia conquistado sem merecimento.

Por fim, Trump pode ter esperado usar a ameaça da limpeza étnica dos palestinos como um cartão de pressão sobre os sauditas para normalizar as relações com Israel, como fez com a normalização dos Emirados Árabes Unidos em 15 de setembro de 2020. Nesse último caso, a normalização dos Emirados Árabes Unidos foi promovida como sendo feita em troca de atrasar os planos de Israel de anexar ilegalmente grandes partes da Cisjordânia ocupada. Assim, a normalização foi vendida como sendo feita para o bem dos palestinos – para impedir Israel de anexar a região ocupada. É claro que isso foi um ardil, e Israel não assumiu esse compromisso. Será que Trump acredita que conseguirá reacender os esforços de normalização entre Israel e a Arábia Saudita em troca do abandono de seu discurso sobre a limpeza étnica dos palestinos?

Se essa for de fato sua intenção, então seu plano não ganhará muita força. Se 471 dias de genocídio israelense não conseguiram limpar etnicamente os palestinos, o discurso incoerente de Trump não assusta ninguém. Trump e seu novo governo de extremistas pró-Israel devem perceber que o Oriente Médio de hoje é diferente daquele que se apressou em normalizar as relações com Israel durante seu primeiro mandato. O fator decisivo nessa mudança não é o grau de violência israelense em Gaza e a tentativa de exterminar os palestinos, conforme concluiu o Tribunal Penal Internacional, mas o fato de que os palestinos conseguiram a vitória mais preciosa já obtida por uma nação árabe contra Israel.

Essa vitória, especialmente a alcançada não por um exército tradicional, mas pelo próprio povo e por sua resistência interna, fez com que a Palestina voltasse a ser a principal questão política para todos os árabes. Trump ainda não entendeu isso e, a julgar pela multidão de políticos extremistas ao seu redor, provavelmente nunca entenderá. O que importa, porém, e o que deve ser um grande alívio para muitos, é que as decisões relativas à Palestina e ao futuro do povo palestino estão de volta às mãos dos próprios palestinos – provavelmente a maior conquista da luta palestina desde a Nakba, há quase 77 anos.

 

Fonte: Blog da Boitempo/A Nova Democracia

 

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