Stephen Grahan:
Deportações e cerceamento de imigrantes - as raízes coloniais das atuais
estratégias da extrema direita
O novo urbanismo militar se alimenta de
experiências com estilos de objetivos e tecnologia em zonas de guerra
coloniais, como Gaza ou Bagdá, ou operações de segurança em eventos esportivos
ou cúpulas políticas internacionais. Essas operações funcionam como um teste
para a tecnologia e as técnicas a serem vendidas pelos prósperos mercados de
segurança nacional ao redor do mundo. Por processos de imitação, modelos
explicitamente coloniais de pacificação, militarização e controle,
aperfeiçoados nas ruas do Sul do globo, se espalham pelas cidades dos centros
capitalistas do Norte. Essa sinergia, entre operações de segurança nacional e
internacional, é a segunda característica fundamental no novo urbanismo
militar.
O pesquisador de estudos internacionais Lorenzo
Veracini diagnosticou um dramático ressurgimento contemporâneo da importação de
alegorias e técnicas tipicamente coloniais para a administração e o
desenvolvimento de cidades nos centros metropolitanos da Europa e da América do
Norte. Ele argumenta que esse processo está servindo para desfazer, de maneira
gradual, uma “distinção clássica e antiga entre a faceta exterior e a interior
da situação de colônia”.
É importante destacar, então, que o ressurgimento
de estratégias e técnicas explicitamente coloniais entre Estados-nação como os
Estados Unidos, o Reino Unido e Israel no período “pós-colonial”
contemporâneo envolve não apenas o uso de técnicas do novo urbanismo
militar em zonas de guerra no exterior, mas sua difusão e imitação por meio da
securitização da vida urbana ocidental.
[…]
Bastiões da política etnonacionalista, os
movimentos da ascendente extrema direita em geral têm forte representação
dentro da polícia e das Forças Armadas estatais. Eles tendem a ver áreas rurais
ou os subúrbios abastados como espaços autênticos e puros de nacionalismo
branco, associados a valores cristãos e tradicionais. Exemplos disso vão desde
fundamentalistas cristãos norte-americanos e o Partido Nacional Britânico até o
Partido da Liberdade austríaco, a Frente Nacional francesa e a Forza Italia. Em
contrapartida, os bairros cosmopolitas que crescem e se espalham cada vez mais
nas cidades ocidentais são muitas vezes colocados por esses grupos nos mesmos
termos orientalistas que as megacidades do Sul do globo, como lugares
radicalmente externos à vulnerável nação – territórios tão estrangeiros quanto
Bagdá ou Gaza.
Paradoxalmente, no entanto, a imaginação geográfica
que serve de base para o novo urbanismo militar tende a tratar fronteiras
coloniais e “pátrias” ocidentais como domínios fundamentalmente separados –
dois lados em um embate de civilizações, de acordo com a hipótese incendiária e
muito controversa de Samuel Huntington. Essa separação criativa coexiste
de modo desconfortável com a progressiva fusão, em um todo indistinto, das
doutrinas de segurança, militares e de inteligência que lidam com ambos os
lados. Tais concepções procuram negar as formas pelas quais as cidades de ambos
os domínios estão cada vez mais ligadas pela imigração e pelo investimento.
[…]
Então, como sempre, a maneira como a vida urbana
nas áreas colonizadas é imaginada reverbera com força nas cidades dos
colonizadores. De fato, a projeção das alegorias coloniais e dos exemplos de
segurança das metrópoles pós-coloniais nos centros capitalistas é alimentada
por um novo “orientalismo dos bairros pobres”. Seu lastro é uma
representação disseminada entre formadores de opinião de direita nas áreas de
segurança, militarismo e política segundo a qual os distritos de imigrantes nas
cidades do Ocidente são zonas “atrasadas” que ameaçam o corpo político das
cidades ou nações ocidentais. Na França, por exemplo, o planejamento estatal
trabalhou para conceituar os projetos habitacionais de massa da periferia
(os banlieues) como reservas “quase periféricas”,
conectadas – mas distantes – aos centros metropolitanos do
país. Lembranças amargas dos argelinos e de outras guerras anticoloniais
saturam o discurso da extrema direita francesa sobre a diminuição do poder
“branco” e a “insegurança” causada pelos banlieues – um
processo que levou a uma dramática mobilização das forças de segurança dentro e
ao redor dos principais complexos habitacionais de imigrantes depois dos
tumultos nas periferias em 2005.
Discutindo a mudança de colonização externa para
interna na França, Kristin Ross aponta para a maneira como o país hoje “se
distancia de suas (antigas) colônias, tanto no interior quanto no exterior”.
Isso funciona, ela continua, através de um “isolamento dos imigrantes, sua
remoção para os subúrbios em uma grande reforma das fronteiras sociais de Paris
e de outras cidades francesas”. Os tumultos de 2005 foram apenas os mais
recentes em uma longa trajetória de reações à militarização e à securitização
crescentes dessa forma de colonização interna e “periferidade” imposta no que
Mustafa Dikeç chamou de “áreas ruins”, da República Francesa.
De fato, tamanha é a fusão por parte da direita
contemporânea entre terrorismo e imigração que simples atos de imigração hoje
são tratados quase como atos de guerra. Essa mudança discursiva foi chamada de
“armamentização” da imigração – mudar a ênfase, que passa das obrigações
morais de oferecer hospitalidade e asilo para a criminalização ou desumanização
dos imigrantes, como se estes fossem armas contra bases supostamente homogêneas
e etnonacionalistas de poder nacional.
Aqui, os debates mais recentes sobre a guerra
assimétrica, irregular ou de baixa intensidade – em que nada pode ser definido
fora das acepções ilimitadas e intermináveis de violência política – se
confundem de maneira desconfortável com o crescente clamor de demonização feito
por figuras da direita e da extrema direita das cidades diaspóricas e cada vez
mais cosmopolitas do Ocidente. Levando sua tese sobre o conflito de
civilizações ainda mais longe, Samuel Huntington atualmente argumenta que a
própria trama do poder e da identidade nacional dos Estados Unidos está sob
ameaça não só por causa do terrorismo islâmico global, mas porque grupos não
brancos e, em especial, latinos estão colonizando, e dominando, as regiões
metropolitanas estado-unidenses.
Adotando visões igualmente maniqueístas do mundo, o
teórico militar norte-americano William Lind afirmou que atos prosaicos de
imigração do hemisfério Sul global para as cidades do Norte agora devem ser
considerados atos de guerra. “Na guerra de quarta geração”, escreve ele, “a
invasão pela imigração pode ser, no mínimo, tão perigosa quanto a invasão por
um exército nacional”. Lind argumenta que, sob o que ele chama de “ideologia
venenosa do multiculturalismo”, imigrantes nas nações ocidentais hoje podem
criar “uma variedade doméstica da guerra de quarta geração, que é de longe o
tipo mais perigoso”.
Considerando o trânsito de mão dupla dos modelos do
novo urbanismo militar entre as cidades ocidentais e aquelas nas fronteiras
coloniais, alimentado pelo antiurbanismo instintivo dos Estados de segurança
nacional, não surpreende que cidades em ambos os domínios comecem a demonstrar
similaridades impressionantes. Nos dois âmbitos, proliferam fronteiras
rigorosas em estilo militar, cercas e postos de controle ao redor de enclaves
protegidos e “zonas de segurança”, sobrepostos à cidade ampla e aberta.
Barreiras feitas de módulos de concreto, postos de controle de identidade,
circuito interno de TV, fiscalização biométrica e formas militares de controle
de acesso protegem arquipélagos de centros sociais, econômicos, políticos ou
militares fortificados de um exterior considerado indomável, empobrecido ou
perigoso. Nos exemplos mais extremos, isso inclui zonas internacionais, prisões
militares, bairros étnicos sectários e bases militares; eles estão crescendo ao
redor de distritos financeiros estratégicos, embaixadas, espaços de consumo e
de turismo, complexos portuários e aeroportuários, arenas esportivas,
comunidades muradas e zonas francas.
Nas duas esferas, esforços para identificar as
populações urbanas estão ligados a sistemas similares que observam, rastreiam e
têm como alvo indivíduos perigosos em meio à massa da vida urbana. Assim,
enxergamos um paralelismo no uso de satélites de alta tecnologia, drones, circuitos internos “inteligentes” de TV, armas
“não letais”, mineração de dados e fiscalização biométrica nos contextos muito
diferentes de cidades nacionais e estrangeiras. E, finalmente, nos dois casos,
existe uma percepção semelhante de que novas doutrinas de guerra perpétua estão
sendo usadas para tratar todos os moradores urbanos como alvos constantes, cuja
natureza benigna, em vez de ser presumida, agora precisa ser constantemente
demonstrada para complexas arquiteturas de vigilância ou tecnologias de
mineração de dados conforme o indivíduo se desloca pela cidade. Tais fatos são
amparados por suspensões legais paralelas que têm como alvo grupos considerados
ameaçadores, com restrições especiais, prisões preventivas ou
encarceramento a priori em campos de tortura
e gulags ilegais mundo afora. Apesar de funcionar
de diversas maneiras, todos esses diversos arquipélagos se sobrepõem a
tradições urbanas de sistemas de segurança de livre acesso que forçam as
pessoas a provar sua legitimidade se quiserem se mover com liberdade.
Urbanistas e filósofos hoje em dia se perguntam se a cidade como
espaço-chave para protestos e mobilização coletiva dentro da sociedade civil
está sendo substituída por geografias complexas criadas por vários sistemas de
enclaves e campos conectados entre si e afastados do exterior urbano que existe
para além dos muros ou sistemas de controle de acesso. Nesse contexto,
pode-se perguntar se a securitização urbana chegará, no futuro, a um nível que
efetivamente desconecte o papel econômico estratégico das cidades como
condutoras-chave da acumulação capitalista do papel histórico delas como centros
para a mobilização de dissenso democrático.
¨
Política ou retórica vazia? Examinando o apelo de Trump à limpeza étnica
em Gaza. Ramzy Baroud
Assim que quase um milhão de palestinos começaram a
retornar à sua região destruída no norte da Faixa de Gaza em 27 de janeiro, o
presidente dos EUA, Donald Trump, começou a falar de algo completamente
diferente: a limpeza étnica dos palestinos fora de Gaza. Suas declarações, que
ele repetiu em várias ocasiões, foram típicas dos discursos de Trump: repletas
de imprecisões, confusas e, em grande parte, desvinculadas da realidade.
Ele afirmou ter conversado com o rei jordaniano
Abdullah II e com o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi e que eles haviam
concordado em transferir a população de Gaza para seus próprios países – uma
exigência que foi vigorosamente rejeitada por ambos os países durante todo o
genocídio israelense na Faixa, que começou em 7 de outubro de 2023. “Eu disse a
ele (o rei Abdullah II)”, disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One,
”eu disse a ele que adoraria que vocês assumissem mais (palestinos), porque
estou olhando para toda a Faixa de Gaza agora, e está uma bagunça. É uma
verdadeira bagunça”.
De fato, houve uma ligação para o rei, de acordo com a
agência de notícias estatal da Jordânia, Petra, mas não houve menção à
realocação ou à limpeza étnica dos palestinos sob qualquer pretexto. A
Jordânia, assim como o Líbano e outros países árabes, é sempre cautelosa com a
demografia, especialmente porque cerca de 2,39 milhões de refugiados palestinos
registrados já vivem no Reino. Independentemente dos motivos que levaram a
Jordânia a rejeitar a proposta, o país se recusa firmemente a acomodar os
caprichos políticos e a lógica incoerente de Trump. Uma conversa semelhante
teria ocorrido, dessa vez entre Trump e Sisi, do Egito. “Você está falando de
um milhão e meio de pessoas, e nós simplesmente limpamos tudo”, afirmou Trump. “Não
sei, alguma coisa tem que acontecer, mas é literalmente um local de demolição
neste momento. Quase tudo foi demolido e as pessoas estão morrendo lá, por isso
prefiro me envolver com algumas das nações árabes e construir moradias em um
local diferente, onde acho que talvez eles possam viver em paz para variar”,
acrescentou.
É importante observar que a “demolição” de Gaza e o
fato de que “pessoas estão morrendo lá” foi um processo facilitado e apoiado
pelo governo dos EUA. Trump foi além, sugerindo que o alojamento de palestinos
na Jordânia e no Egito “poderia ser temporário” ou “poderia ser de longo
prazo”. Embora Trump seja conhecido por fazer declarações contraditórias,
muitas vezes com poucos minutos de diferença, se não na mesma frase, desta vez
ele dobrou a dose, voltando ao mesmo assunto em 30 de janeiro. Ao responder a
uma pergunta de um repórter, ele disse: “Eles farão isso. Eles farão isso. Eles
vão fazer isso, certo? Fazemos muito por eles, e eles vão fazer isso”. Esse
comentário confiante foi feito apesar da insistência da Jordânia e do Egito de
que tais conversas não haviam ocorrido e que nenhum deslocamento de palestinos
seria permitido.
Para enfatizar o ponto mais uma vez, os ministros das
relações exteriores árabes emitiram uma declaração conjunta no Cairo em 1º de
fevereiro, reafirmando total apoio aos palestinos e seus direitos legítimos de
acordo com a lei internacional. Como se não houvesse espaço para dúvidas, a
declaração dizia que os governos árabes renovavam sua “rejeição a (quaisquer
tentativas) de comprometer os direitos inalienáveis dos palestinos, seja por
meio de atividades de assentamento, despejos, anexação de terras ou desocupação
de terras de seus proprietários… de qualquer forma ou sob quaisquer
circunstâncias ou justificativas”.
Poderíamos facilmente ter ignorado os comentários de
Trump como irrelevantes, distantes e baseados em falsas alegações de que ele
tem algum conhecimento real do atual clima político do Oriente Médio após o
cessar-fogo – muito menos da história, cultura e política da região. Sua
insistência, no entanto, nos obriga a levar os comentários mais a sério. Ao
contrário do pânico coletivo que atingiu muitos palestinos e seus apoiadores
durante os 471 dias de genocídio, quando a limpeza étnica dos palestinos era de
fato uma das principais prioridades israelenses e foi tacitamente considerada
uma possibilidade pelo governo dos EUA, desta vez, os temores se dissiparam em
grande parte.
Embora Israel queira ver todos os palestinos
etnicamente limpos de sua terra natal histórica, em uma repetição da Nakba de
1948 e da Naksa de 1967, a derrota militar de Israel em Gaza torna essa meta
inatingível. Pelo contrário, os palestinos conseguiram, graças à sua
resistência coletiva, retornar ao norte de Gaza, e uma nova cultura já está
surgindo entre o povo palestino, onde a ideia de honrar o Direito de Retorno
dos refugiados palestinos à Palestina histórica não parece mais irrealista –
como muitos erroneamente argumentaram. Portanto, sim, pode-se argumentar que
Trump, que sabe muito pouco sobre o Oriente Médio e ainda menos sobre a Palestina
e Gaza em particular, está desligado dos eventos que se desenrolam e da
psicologia coletiva em transformação da região. Mas isso não é suficiente para
explicar o momento dos comentários de Trump ou, o que é mais importante, sua
insistência em fazer observações tão estranhas.
Há várias explicações razoáveis para o fato de Trump
ter feito esses comentários ou ter sido aconselhado a fazê-los por políticos do
movimento pró-colonização em seu governo:
Primeiro, Israel recebeu um duro golpe em Gaza. Apesar
do genocídio e da destruição de toda a Faixa, o exército israelense foi
humilhado. Sua saída gradual de Gaza acabou com as esperanças dos colonos de
Israel de que eles poderiam reconstruir seus assentamentos ilegais em uma Faixa
reocupada. Entre esses colonos está Miriam Adelson, esposa do bilionário
pró-Israel Sheldon Adelson, já falecido. Segundo consta, ela doou US$ 100
milhões para a campanha de Trump e continua sendo um de seus maiores apoiadores
financeiros. É possível que a declaração de Trump tenha sido uma abertura para
Adelson ou uma última tentativa desesperada dela de ver se o sonho de limpar
etnicamente os palestinos poderia ser alcançado por meio da pressão dos EUA
sobre a Jordânia e o Egito.
Em segundo lugar, o momento da declaração criou uma
distração muito necessária para Israel e ocupou grande parte das manchetes da
imprensa do Oriente Médio. Enquanto os palestinos voltavam para o norte de
Gaza, cantando sobre sua vitória sem precedentes – que ocorreu apesar do apoio
incontrolável dos EUA ao genocídio israelense – Washington queria criar uma
distração do triunfo palestino. Não é preciso dizer que a tagarelice de Trump
não conseguiu nada além de diminuir ainda mais a imagem que ele tentou criar
para si mesmo como o líder forte capaz de parar guerras com um único
telefonema, como ele sempre afirmou. Na verdade, Trump conseguiu, ainda que
temporariamente, convencer alguns árabes – conforme expresso nas opiniões de
analistas e comentaristas da imprensa – de que sua pressão sobre Netanyahu havia
acabado com a guerra. Suas declarações sem sentido sobre a limpeza étnica dos
palestinos rapidamente esgotaram todo o capital político que ele havia
conquistado sem merecimento.
Por fim, Trump pode ter esperado usar a ameaça da
limpeza étnica dos palestinos como um cartão de pressão sobre os sauditas para
normalizar as relações com Israel, como fez com a normalização dos Emirados
Árabes Unidos em 15 de setembro de 2020. Nesse último caso, a normalização dos
Emirados Árabes Unidos foi promovida como sendo feita em troca de atrasar os
planos de Israel de anexar ilegalmente grandes partes da Cisjordânia ocupada.
Assim, a normalização foi vendida como sendo feita para o bem dos palestinos –
para impedir Israel de anexar a região ocupada. É claro que isso foi um ardil,
e Israel não assumiu esse compromisso. Será que Trump acredita que conseguirá
reacender os esforços de normalização entre Israel e a Arábia Saudita em troca
do abandono de seu discurso sobre a limpeza étnica dos palestinos?
Se essa for de fato sua intenção, então seu plano não
ganhará muita força. Se 471 dias de genocídio israelense não conseguiram limpar
etnicamente os palestinos, o discurso incoerente de Trump não assusta ninguém. Trump
e seu novo governo de extremistas pró-Israel devem perceber que o Oriente Médio
de hoje é diferente daquele que se apressou em normalizar as relações com
Israel durante seu primeiro mandato. O fator decisivo nessa mudança não é o
grau de violência israelense em Gaza e a tentativa de exterminar os palestinos,
conforme concluiu o Tribunal Penal Internacional, mas o fato de que os
palestinos conseguiram a vitória mais preciosa já obtida por uma nação árabe
contra Israel.
Essa vitória, especialmente a alcançada não por um
exército tradicional, mas pelo próprio povo e por sua resistência interna, fez
com que a Palestina voltasse a ser a principal questão política para todos os
árabes. Trump ainda não entendeu isso e, a julgar pela multidão de políticos
extremistas ao seu redor, provavelmente nunca entenderá. O que importa, porém,
e o que deve ser um grande alívio para muitos, é que as decisões relativas à
Palestina e ao futuro do povo palestino estão de volta às mãos dos próprios
palestinos – provavelmente a maior conquista da luta palestina desde a Nakba,
há quase 77 anos.
Fonte: Blog da
Boitempo/A Nova Democracia

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