Bolsonaro se
vitimiza e prevê sua morte na cadeia
Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de liderar
uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) voltou a se vitimizar em
entrevista ao jornalista Leo Dias, publicada nesta terça-feira (25). Em um
discurso carregado de ataques ao Judiciário, o ex-presidente afirmou que
considera sua condenação provável e alegou que, caso seja preso, pode
"morrer na cadeia".
"Se for condenado por tudo, são mais de 40 anos. Eu não vou viver
mais [do que isso]", disse Bolsonaro, insinuando que sua prisão serviria
apenas para eliminá-lo. "Para algumas pessoas importantes, não interessa
eu preso, interessa eu morto." Ainda segundo ele, sua eventual detenção
provocaria reações significativas: "Eu preso vou ser um problema também,
vai haver uma comoção nacional".
A denúncia contra Bolsonaro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da
República (PGR) no último dia 19, sob acusações de tentativa de abolição
violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado
contra patrimônio da União e participação em organização criminosa. As penas
máximas somadas chegam a 43 anos de prisão, além da possibilidade de
inelegibilidade por mais tempo do que os oito anos já impostos pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) em 2023.
Na entrevista, Bolsonaro fez ataques diretos ao STF, especialmente à
Primeira Turma, que julgará sua denúncia. "Se você analisar uma turma com
a outra, essa turma que eu estou tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou
ali...", disse. Questionado sobre a origem do termo, respondeu: "É o
que a gente ouve falar por aí". O colegiado é composto pelos ministros
Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
O ex-presidente voltou a minimizar sua participação na tentativa de
golpe e nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, insistindo, sem apresentar
provas, que "foi programado pela esquerda". Ele também defendeu Mauro
Cid, seu ex-ajudante de ordens, afirmando que ele foi "torturado"
psicologicamente pelo ministro Moraes para colaborar com as investigações.
Sobre a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, disputar a
Presidência em 2026, Bolsonaro descartou a ideia. "Não vai cair bem esse
papo de cavalheiro para mim", disse, rindo. No entanto, confirmou que ela
aceitou concorrer ao Senado.
Com o avanço das investigações e o robusto material colhido pela Polícia
Federal, Bolsonaro segue apostando na estratégia de vitimização e de ataques às
instituições. A expectativa agora recai sobre os próximos passos do STF e da
PGR diante das acusações que podem levá-lo a um longo período de reclusão.
<><> Humilhado por Leo
Dias
Jair
Bolsonaro não vem tendo dias fáceis. Indiciado inicialmente pela PF em
novembro do ano passado, e agora denunciado pela Procuradoria-Geral da
República por cinco crimes, sendo três deles gravíssimos, o ex-presidente
inelegível resolveu dar entrevista para o jornalista Leo Dias, conhecido por
sua atuação cobrindo o mundo das celebridades.
Pois
durante a longa entrevista, na qual houve até momentos de tensão e de quase
discussão entre os dois, embora tenha transcorrido em clima de relativa
camaradagem, um ponto ganhou especial destaque. Questionado sobre o
resultado da eleição de 2022, da qual saiu derrotado para Lula, Bolsonaro
negou que tenha perdido e disse que “não tinha como perder”.
Leo Dias
não perdoou e retrucou, de forma debochada, “é, não tinha, mas perdeu!”.
¨ ‘É vergonhosa
a apelação do inelegível aos EUA contra Alexandre de Moraes’, critica Gleisi
A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi
Hoffmann, criticou duramente a apelação do ex-presidente Jair Bolsonaro aos
Estados Unidos para interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o
ministro Alexandre de Moraes. Em declarações contundentes, Gleisi classificou a
atitude de Bolsonaro como "vergonhosa" e acusou o ex-presidente de
tentar escapar do julgamento pelos crimes relacionados ao 8 de janeiro e à
tentativa de golpe no Brasil.
"É vergonhosa a apelação do inelegível e sua parentada ao governo e
ao judiciário dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes. Nunca se viu tanta
subserviência a um país estrangeiro nem tanta mentira contra o representante de
uma instituição no Brasil", afirmou Gleisi. A petista destacou que a
atitude de Bolsonaro reflete "desespero" diante das punições que podem
ser impostas por seus atos antidemocráticos.
Gleisi Hoffmann lembrou que foi no Brasil que Bolsonaro e seus aliados
tramaram um golpe contra a democracia e enfatizou que é no país que ele deve
ser julgado e responsabilizado. "Foi aqui no Brasil que Bolsonaro e sua
quadrilha tramaram um golpe e é aqui que terão de pagar. Até mesmo entreguistas
como eles precisam entender que o Brasil é um país soberano. E só deixaria de
ser se eles tivessem tido sucesso em seu golpe", declarou.
A dirigente do PT também reforçou a importância de garantir a soberania
nacional e rejeitar qualquer tipo de interferência externa. "É sem anistia
e sem interferência externa", concluiu, em referência à necessidade de que
os crimes cometidos por Bolsonaro e seus aliados sejam julgados de acordo com as
leis brasileiras, sem concessões ou influências de outros países.
As declarações de Gleisi Hoffmann ocorrem em um momento de crescente
tensão política, com o ex-presidente buscando apoio internacional para evitar o
julgamento no STF. O caso tem gerado debates sobre a independência do
Judiciário brasileiro e a importância de preservar a democracia e a soberania
do país.
Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes, alvo das críticas de
Bolsonaro, segue à frente das investigações sobre os atos golpistas de 8 de
janeiro, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em
Brasília. A postura firme do ministro tem sido apoiada por setores
democráticos, que veem nas investigações um passo fundamental para garantir a
responsabilização dos envolvidos e a defesa do Estado de Direito.
A fala de Gleisi Hoffmann reforça o posicionamento do PT e de parte da
esquerda brasileira em defesa da justiça e da soberania nacional, rejeitando
qualquer tentativa de interferência externa ou de impunidade para crimes contra
a democracia.
¨ Bolsonaro rifa Nikolas Ferreira e escala Paulo Guedes
para candidatura ao Senado por Minas
Após ser
repreendido por Jair Bolsonaro (PL) por levantar a bandeira do impeachment de
Lula nos atos agendados para março, Nikolas Ferreira (PL) voltou a ser rifado
pelo ex-presidente, que agora trabalha nos bastidores para acabar com as
pretensões do deputado de sair candidato ao Senado em 2026.
Nikolas faz lobby
para aprovação ainda neste ano de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
do também deputado bolsonarista Eros Biondini (PL-MG) que baixa de 35 para
30 anos a idade mínima para se candidatar ao Senado, à governador ou à
Presidência.
Caso a PEC seja
aprovada ainda neste ano, Nikolas poderia concorrer ao Senado, à Presidência ou
mesmo se tornar um cobiçado candidato à vice na ultradireita radical. Biondini
diz já ter 101 das 171 assinaturas necessárias para tramitação da PEC.
No entanto, em
entrevista a Léo Dias, Bolsonaro jogou um balde de água fria nas pretensões de
Nikolas Ferreira.
Buscando candidatos
para formar maioria no Senado, para que possa aprovar o impeachment de
Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente
confidenciou que tem feito tratativas com seu ex "super" ministro da
Economia, Paulo Guedes, para ser o candidato da ultradireita ao Senado em Minas
Gerais.
Após listas alguns
estados onde já tem candidato, Bolsonaro diz enfaticamente que em "Minas
Gerais não temos nome".
"Gostaria que
em Minas Gerais o Paulo Guedes aceitasse ser senador por Minas Gerais. Eu estou
tentando. Paulo Guedes é uma pessoa que tem a vida resolvida", diz Bolsonaro,
tentando em seguida consertar o ato falho.
"Se bem que
você não pode ser político para querer resolver sua vida financeira, apesar do
bom salário e outras coisas. Mas, o Paulo Guedes teria um impacto enorme dentro
do Senado brasileiro", afirmou, rifando Nikolas.
¨ Declaração de Nikolas Ferreira enfurece bolsonaristas
O deputado federal
Nikolas Ferreira (PL-MG) participou na segunda-feira (24) do podcast PBD
Podcast, vinculado ao ecossistema de comunicação da extrema direita dos EUA.
Mas o que era para ser exposição tornou-se um problema para o parlamentar
mineiro.
Em determinado
momento da entrevista, Nikolas Ferreira colocou em dúvida a candidatura do
ex-presidente Jair Bolsonaro – que está inelegível até 2030 – e afirmou que o
sistema não permitirá que ele seja reabilitado para disputar o pleito de 2026.
A declaração de Ferreira enfureceu bolsonaristas.
"Eu realmente
não sei o que vai acontecer no Brasil. Quando falo com o Bolsonaro, ele diz:
'Eu sou o candidato e vou disputar a presidência'. Então, você sabe, eu
pergunto a ele: o que devo responder se alguém disser que talvez outro
candidato seja a pessoa que... Ele diz: 'Estou concorrendo à presidência'.
Então, realmente, eu não sei o que está acontecendo. Eu simplesmente não acho
que o sistema o deixará livre para concorrer", declarou Nikolas Ferreira.
A fala de Nikolas
Ferreira enfureceu bolsonaristas, que o acusaram de ter "largado a
mão" de Bolsonaro e disseram que ele deveria ter sido enfático, afirmando
apenas que o ex-presidente será candidato à presidência.
"Graças à
relevância do PR Bolsonaro nos EUA, Nikolas foi a um dos maiores podcasts da
América para mentir que Bolsonaro não será candidato? Em vez de desanimar e
lamentar, não deveria estar lutando pela elegibilidade? Nikolas se vendeu mesmo
para o Farçal?", escreveu um militante bolsonarista.
¨ A reunião de Gusttavo Lima e Marçal com o União Brasil
em Miami
A provável filiação
de Pablo Marçal e Gusttavo Lima ao União
Brasil foi discutida por eles durante reunião com o presidente nacional do
partido, Antônio Rueda, na semana retrasada, em Miami.
A conversa
aconteceu em 10 de fevereiro, em um café da cidade americana. Marçal até chegou
a divulgar foto com Gusttavo Lima, mas omitiu a presença do presidente do União Brasil.
Segundo apurou a
coluna com fontes da legenda, Rueda participou do encontro entre Marçal e
Gusttavo Lima. Na conversa, o cantor e o influencer encaminharam suas filiações
com o cacique do União Brasil.
A ideia, porém, é
só confirmar a entrada no partido depois da manifestação a favor da anistia aos
condenados pelo 8 de Janeiro convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para 16
de março.
<><>
Evento de Caiado
Como noticiou a coluna, uma ala do União
Brasil defende que Marçal e Gusttavo Lima se filiem ao União Brasil no mesmo
evento de lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado,
à Presidência.
O evento está
marcado para o próximo dia 4 de abril, no Centro de Convenções de Salvador. Na mesma data, o
governador de Goiás vai receber o título de cidadão baiano.
Outra ala do União
Brasil, porém, defende que a filiação ocorra antes do evento de Caiado. O
objetivo seria não ofuscar o lançamento da pré-candidatura do governador ao
Palácio do Planalto.
Em nota à coluna, a
assessoria do cantor sertanejo confirmou a
participação dele no lançamento da pré-candidatura de Caiado, em Salvador, mas
informou que ainda não existe definição sobre a filiação.
“A Balada Eventos,
empresa que gerencia a carreira artística do cantor Gusttavo Lima, confirma sua
agenda no evento de lançamento da pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado
à Presidência do Brasil, previsto para ocorrer no dia 04/04 em Salvador (BA).
Em relação à especulação sobre possível filiação partidária do cantor,
enfatizamos que Gusttavo Lima participará do evento em questão estritamente em
apoio a Ronaldo Caiado, não existindo definições sobre esse assunto”, disse a
assessoria do cantor.
Fonte: Brasil
247/Fórum/Metrópoles
Nenhum comentário:
Postar um comentário