Denise Assis:
Mauro Cid relata a adesão ao golpe e a busca por recursos para a Copa 22
Quem se deu ao
trabalho de ouvir todos os áudios da delação/colaboração do tenente/coronel
Mauro Cid, ex-ajudante-de-ordem de Jair Bolsonaro, liberados pelo ministro
Alexandre de Moraes há quatro dias (em 20/02), vai deixar de juntar o nome de
Cid a qualificações tais como: “a sombra do ex-presidente”; “o carrapato do
ex-presidente”. Terá, no mínimo, de mudar para: “a voz do ex-presidente”. “A
vontade do ex-presidente”, ou “o chefe da torcida organizada do ex-presidente”.
Não. Mauro Cid
não foi apenas o auxiliar que concentrava as informações que saíam ou chegavam.
Aderiu, torceu, organizou o golpe. E estava no golpe. O relato, feito pelo
próprio, está em um dos vídeos e conta em detalhes como foi que Mauro Cid
aderiu ao golpe espontaneamente. Sendo uma pessoa esclarecida, com nível de
doutorado na sua formação, não é possível dizer que “foi levado a...”. Fez uma
escolha, apesar de conhecer a Constituição e as regras de sua instituição.
Hoje, chora e
culpa a mídia por sua desgraça. Diz que não tem mais sossego, que a mulher é
fotografada mal coloca o pé fora de casa e que a filha chora sem saber o que vai
acontecer com ele. A opção, no entanto, foi apenas do tenente-coronel, que a um
passo de se tornar general – bastava completar um curso de formação nos EUA, e
na volta estaria apto à promoção.
Os detalhes de
como deu uma guinada em sua vida, puxou o freio de mão em suas promoções e
embarcou na aventura de rasgar a Carta Magna, para incensar um fascista,
perpetuando Bolsonaro à frente do poder de nosso país, estão em um dos blocos
de sua colaboração em que descreve a arquitetura da operação “Punhal Verde e
Amarelo”. Talvez ele não saiba, mas o símbolo é de inspiração Mussoliniana.
A faca na
caveira, remete ao símbolo escolhido pelo pelotão dos Arditi (Itália), que
abordavam as trincheiras inimigas, durante a primeira guerra, enquanto elas
estavam sendo bombardeadas pela artilharia italiana. Assim, quando a barragem
era suspensa eles saltavam para dentro da trincheira e usavam seus punhais para
suprimir a resistência inimiga. Essas táticas primitivas eram
surpreendentemente eficazes, porém um grupo de Arditi podia perder de 25% a 30%
de seus efetivos durante um ataque desse tipo. Seu lema era " O la
Vittoria, o tutti accoppati ", cujo significado é: “ou ganhamos, ou todos
nós morremos ". A unidade típica tinha 13 oficiais e 400 soldados selecionados
em uma base voluntária. Mussolini adotou o símbolo da faca na caveira, para os
seus pelotões especiais.
Com uma voz
que denotava tensão e saía espremida da garganta, esfiapada, sem chuleio,
desafinada, Mauro Cid descreveu como entrou para o núcleo que não só tentaria
um golpe, como planejava matar o candidato opositor. Estavam dispostos a tudo,
para não ter que descer a rampa, rumo ao ostracismo que os esperava. Nenhum
fato positivo. Nada edificante marcava a gestão a que ele serviu. Pelo
contrário. Bolsonaro e seus milicos deixavam atrás de si 700 mil mortos pela
Covid-19, que ele negou, não acudiu, debochou. Um rombo de cerca de 800 milhões
de reais nas contas públicas, um orçamento que não dava para cobrir a folha
seguinte de pagamento dos funcionários públicos, e um exército de fanáticos
dispostos a não arredar pé das portas dos quartéis. Foi assim, contou, com o
seu vocabulário limitado, embora tenhamos pagado para ele cursar até o
doutorado:
“(...) Eu fui
procurado pelo ‘de Oliveira’ e pelo ‘Ferreira Lima’, que são colegas de
trabalho, meu, e... A data foi entre 10 e 11 de novembro (de 2022, acréscimo
meu). Nove, 10 ou 11 de novembro, em que eles expressavam a indignação pelo que
estava acontecendo no país, que alguma coisa tinha que ser feita... Tinha uma
mobilização de massa muito grande... Que o Exército tinha que fazer alguma
coisa... Que o presidente não podia se omitir... Que os generais não podiam se
omitir, né? E que eles estavam propostos (sic) a fazer alguma ação que gerasse
alguma mobilização de massa, né? Que pudesse causar um caos institucional,
alguma coisa que pudesse levar a alguma coisa, à decretação de um estado de
sítio, e alguma coisa nesse sentido, né? E queria saber, né? E queriam saber o
que eu podia fazer. Aí o que eu falei para eles: ‘olha só, eu não tenho contato
com manifestantes, eu não tenho contato com liderança nenhuma. Eu não mantenho
esses contatos nem com o pessoal de manifestantes’”.
Isso não os
preocupou, contou. Queriam a sua participação a qualquer custo. Ele era a peça
de encaixe para colocá-los para dentro do palácio.
“E ali
sugeriram que eu fosse conversar com o general Braga Netto” (Walter Braga
Netto, ex-candidato a vice-presidente, que se encontra preso no âmbito do
processo por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado de Direito).
“O general
Braga Netto, ele que mantinha o contato aí com os manifestantes e com o pessoal
dos acampamentos na frente dos quartéis, que tinha essa ligação mais popular,
ligação com o pessoal do agro, ligação com o presidente Bolsonaro. Então, isso
foi no dia 10, dia 11. Dia 12, quando eu retornei (contou antes que estava em
Goiás), nós fomos na casa do general Braga Netto. Eu estava no Alvorada,
expediente normal no sábado. Quando eles chegaram, eles me encontraram ali. Nós
marcamos numa banca de jornal, perto da casa do general, nos encontramos e
fomos lá”.
Naquele
instante, o tenente-coronel Mauro Cid colocou os dois pés dentro do golpe e
abraçou a causa com fervor. É o que revela ao prosseguir no relato:
“O de Oliveira
parece que já conhecia o general Braga Netto, parece que já tinha servido com
ele no Rio, na Intervenção, né? Tinha trabalhado com ele no Forças Especiais –
o comando dos Kids Pretos -, tinha uma relação próxima com o general. Próxima
não, mas já se conheciam de outros trabalhos. Bom, a conversa foi nesse nível.
Nós temos que fazer alguma coisa (para que) haja uma mobilização de massa que
haja repercussão, que o Exército tenha que fazer alguma coisa, uma decretação
de Estado de Sítio, os generais aceitem a necessidade de o presidente assinar
alguma coisa ou não, mas tudo assim, sem saber o que fazer. Nada específico,
ainda detalhado, do que se ia fazer, né?”
Segundo Cid,
“aí começaram a surgir algumas ideias” práticas, do tipo: “vamos mobilizar os
caminhoneiros para parar o país... Não, vamos bloquear as estradas... Então
eram ideias que podiam ser feitas para... Quando entrou no nível das ideias, o
general Braga Netto interrompeu, dizendo: ‘não, o Cid não pode participar
porque ele está muito próximo a Bolsonaro’. E foi aí que eu fiquei.
(Ficou
no ponto onde conversaram e os demais seguiram para a reunião).
“Tanto que a
própria Polícia Federal... Eu saí mais cedo, fiquei uns 20 ou trinta minutos
com eles inicial (sic). “Eu saí mais cedo, fui para o Alvorada, tá tudo ali
registrado, porque tinha uma outra reunião que eu tinha que participar com o
presidente. Participar, não. Assessorar ali a parte técnica. E aí a reunião
continuou e eu não conversei mais com eles”, contou.
“Dois dias
depois, o major de Oliveira me liga e pergunta para mim: ‘alguma novidade’?
Como eu não tinha conversado mais nada, eu nem perguntei, era o meu perfil, eu
falei: ‘não sei, você é que tem de me dizer’, porque realmente eu não sabia o
que eles tinham combinado, falado, que eles iam fazer.
Ele me disse:
‘estamos sem recurso’. Eu falei: ‘tudo bem. Vamos ver se eu consigo’. Aí eu fui
procurar o general Braga Netto. Não sabia o que eles tinham planejado, e falei:
‘general, eu não sei o que foi conversado aí, mas eles estão precisando de
dinheiro’. Aí o general deu a ideia: ‘peça para eles fazerem a solicitação do
que eles precisam e nós vamos ver se o partido consegue bancar alguma coisa,
né?’
Já cheio de
entusiasmo, passou a contribuir com sugestões:
“Tanto que
inicialmente, até pelo início das conversas, eu disse: ‘tem que trazer o
pessoal do Rio’. Eu achava que eles queriam encorpar as manifestações. Trazer o
pessoal dos motoqueiros, algo assim. Aí ele me manda aquele primeiro documento,
que foi aquele Copa 2022 (Operação Punhal Verde e amarelo, que traçava o plano
de assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes), que a Polícia Federal não
conseguiu abrir. Naquele documento estava descrito que eles precisavam de
hotel, carro, passagem aérea, né? Alguns dados... O valor de 100 mil foi eu que
falei assim, meio brincando, porque eu não tinha ideia desses gastos e o
general Braga Netto me orientou a perguntar se o partido podia custear isso
aí.”
A esta altura,
Mauro Cid já se sentia dentro do plano:
“Aí eu fui
conversar com o coronel lá, que era responsável pelo partido (o PL, do
presidente. Sendo que esse dinheiro sai dos cofres públicos, repassado aos
partidos). Eu não me recordo o nome dele. Inclusive ele viu o documento. Eu
imprimi o documento e mostrei para ele o documento, né, esse documento inicial,
que tinha só as relações. Aí ele falou que não poderia... Que o partido não
podia trazer manifestantes ou apoiar com esse tipo de material”.
Empenhado, Cid
descreve o seu esforço em financiar a operação mais criminosa de toda a trama,
embora diga, agora, que não sabia dos detalhes.
“Eu voltei no
general Braga Netto e o general Braga Netto disse: ‘não. Vou dar um jeito. Vou
tentar conseguir por outros caminhos (o agro). Uma ou duas semanas depois, eu
não me lembro muito bem, o general Braga Netto me entrega o dinheiro. Se eu não
me engano, foi quando o de Oliveira esteve no Planalto. Ele me entregou um
negócio tipo aqueles negocinhos de vinho, assim, com dinheiro. Não contei,
estava grampeado e o De Oliveira veio buscar o dinheiro. Eu peguei o dinheiro e
passei para o de Oliveira’.
Assim, com
poucos recursos verbais, quase se entusiasmando em alguns momentos da
descrição, Mauro Cid esmiuçou o seu ingresso no golpe. Sem demonstrar
arrependimento, se sentindo salvo diante do acordo que havia firmado – e que
quase lhe escorreu pelos dedos -, o tenente-coronel não sabia, mas estava
fazendo história. Do pior jeito, mas estava. Nesse dia, o do encontro descrito
em seu depoimento, a democracia esteve por um fio, depois de uma conversa de
sábado, nas proximidades do Alvorada.
¨ Fuga
mirabolante ou “atentado”? Por Fernando Castilho
A denúncia
contra Jair Bolsonaro, preparada por Paulo Gonet, é robustíssima –
ou melhor, é uma obra-prima de evidências, ainda mais "turbinada"
pela exposição dos áudios no Fantástico. Agora, com certeza, será
recebida de braços abertos pela Primeira Turma do STF, que, em um gesto de pura
generosidade, dará ao ex-presidente uma pena superior a 30 anos. E não só o
futuro réu, mas até o pombo que arrulha todas as manhãs no telhado do vizinho
sabe disso, não é mesmo?
O capitão,
junto com seu filho Eduardo, tenta manter o rebanho unido com a clássica
falácia de que Donald Trump vai livrá-lo da cadeia. Porque, claro, é muito
realista esperar que o presidente dos EUA consiga interferir na justiça brasileira.
Isso está tão distante quanto um pôr do sol num horizonte que sequer existe.
Mas tudo bem, a esperança nunca morre, não é?
Mas então, o
que fazer? Qual será a saída para o ex-presidente não precisar passar uma
temporada de longuíssimo prazo em um lugar que, mesmo com a liberdade
condicional, o impossibilitaria de voltar à política? Ele vai se resignar,
aceitando a tragédia de sua carreira política?
Claro que não!
Bolsonaro fará de tudo para não ser preso, pois não tem a coragem de Lula.
Então, o que ele tentará agora? Fuga, claro! A mais cogitada é uma fuga
internacional. Seu passaporte pode estar retido, mas, como sempre, nada é
impossível. É só se refugiar numa embaixada – que pode ser a da Hungria, super
íntima, ou até a dos EUA – e depois seguir para um voo diplomático rumo à
liberdade. Ou quem sabe ele parte de carro, jatinho, helicóptero ou até
jet-ski, rumo à Argentina de Milei?
Mas como ele
vai fugir se está sendo monitorado pela Polícia Federal? Ah, simples! Quem
precisa de segredo quando pode sair escondido no porta-malas de um carro? Quem
sabe ele se transforma no Houdini da política e faz tudo desaparecer como
mágica.
E se a fuga
não rolar, quem sabe ele se inspire no clássico truque de sempre: forjar um
atentado. A data? 16 de março, quando está prevista uma manifestação no Rio de
Janeiro em favor da anistia aos golpistas do 8 de janeiro. Isso, claro,
garantiria uma comovente repercussão nacional, no melhor estilo 2018, quando
ele foi eleito com o famoso “sentimento de injustiça”. Resta saber se cola
desta vez. E, ah, tem mais: o ex-presidente, em vídeo, pediu para ninguém levar
faixas ou tocar em outra pauta que não seja a da anistia. Sabe, só para
garantir que todo mundo vai seguir esse plano completamente inofensivo.
Nada mais suave. É o bonzinho paz e amor. E, claro, é a melhor forma de
garantir que a Polícia Federal relaxe no monitoramento.
De qualquer
forma, o ex-presidente já conseguiu acumular razões mais que suficientes para
uma prisão preventiva. A convocação para o ato de 16 de março é claramente uma
incitação à reação contra sua condenação e prisão. O que, como todo bom
entendedor sabe, justifica uma prisão preventiva.
Se é para
entrar para a história, que seja de vez.
¨ O caminhão da
mudança que abalou o Alvorada. Por Moisés Mendes
O caminhão da
mudança pode ser tão assustador quanto o carro fúnebre. O coronel Mauro Cid
sabe o estrago que um caminhão é capaz de provocar em situações politicamente
dramáticas.
Cid foi
testemunha da reação de Michelle Bolsonaro, quando a então primeira-dama entrou
em pânico no momento em que teve de abandonar o Palácio da Alvorada, no final
de 2022.
Cid contou em
delação diante de Alexandre de Moraes que Michelle se descontrolou ao ver o
caminhão que levaria as coisas da família. E, disse ele, Michelle ‘quase
pirou’.
Porque o
caminhão de mudanças nos põe diante de uma realidade muitas vezes negada: é a
hora de ir embora. E quando o que nos atormenta pode ser a vontade
incontrolável de ficar.
As trouxas vão
sendo enfiadas no caminhão junto com memórias e sonhos adiados, irrealizados ou
incompletos, que ficarão ali na casa de onde as trouxas estão saindo.
Michelle via
as trouxas sendo enfiadas no caminhão da mudança e, conforme a delação de Mauro
Cid, se desesperava e dizia: façam alguma coisa, vocês têm que fazer alguma
coisa.
A coisa a ser
feita era o golpe. O marido, derrotado por Lula na eleição, dedicava-se à
última chance, na continuação da armação golpista que levaria 5 mil manés à
invasão de Brasília. E deu no que deu.
Michelle havia
sido convencida pelo núcleo do Planalto, depois de ser vista por Cid como
figura ativa na defesa do golpe, de que tudo daria certo. E de que ela nunca
mais faria mudanças.
Nas cabeças de
Bolsonaro, Michelle, Braga Netto, Augusto Heleno, Mario Fernandes, Anderson
Torres, Mauro Cid e seus subalternos no golpe, eles nunca mais sairiam do
poder.
Bolsonaro
seria dono do Planalto e Michelle poderia ser a dona vitalícia do Alvorada. Era
como a imperatriz Teresa Cristina se sentia no Palácio de São Cristóvão, até
ver o marido Pedro II deposto em 1889.
Mauro Cid
conhecia a realidade do Alvorada como poucos. O coronel contou a Moraes, numa
das sessões de revisão da delação, que Bolsonaro se deprimiu tanto, depois de
perder a eleição para Lula, que os generais temiam por sua saúde mental.
Cid disse que
Heleno recomendava vigilância permanente ao lado de Bolsonaro e que até
dormisse com ele no Alvorada. Cid, o ajudante agora abandonado pela família,
dormia com Bolsonaro no palácio. Porque o sujeito enfrentava o que o coronel
define na delação como ‘luto profundo’.
Era preciso
dar suporte ao perdedor, enquanto alguns levavam adiante a ideia do golpe. Pois
esse Cid, que deu colo a Bolsonaro, que foi durante anos serviçal de Michelle,
esse Cid viu o desespero provocado pelo caminhão da mudança.
Cid pode ter
sido machista e ressentido quando disse a Moraes que o desespero na cena do
caminhão era ‘coisa de mulher’, acentuando o fato de que Michelle achava que o
Alvorada seria sua casa para sempre. Mas foi o que ele viu.
E viu Deus
falhar com Michelle, como já havia falhado com Teresa Cristina, porque Deus
vacila sobre o que fazer com golpes. Tanto pode apoiar como pode condenar
golpes.
Teresa
Cristina teve de deixar o Palácio de São Cristóvão porque o marido havia sido
derrubado por um golpe militar apoiado por Deus.
Michelle
mudou-se do Alvorada porque seu marido tinha sido derrotado por Lula na eleição
e fugiria logo depois para os Estados Unidos à espera do resultado de uma
tentativa de golpe que teria o apoio de Deus e até de marcianos. Não teve.
Teresa
Cristina foi mandada embora do palácio do Rio pela competência dos golpistas
liderados por Deodoro da Fonseca, um marechal medíocre. Michelle fez a mudança
e não conseguiu retornar ao palácio de Brasília por causa da incompetência de
um tenente medíocre que falhou também como golpista.
E tudo isso
não é fofoca, nem intriga, nem banalidade. É parte da micro-história da nova
extrema direita brasileira. O caminhão da mudança também ajuda a explicar a
situação que vivemos.
A cena do
caminhão no Alvorada, testemunhada por Cid, teria sido mais dramática se o
coronel tivesse visto, no alto de uma trouxa, um cachorro com os olhos
arregalados.
Porque a cena
clássica de mudança de casa tem um cachorro. Mas, como lembram sempre sobre a
passagem da família pelo Alvorada, os Bolsonaros nem cachorro tinham.
Fonte: Brasil 247
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