quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025


 

Bruno Boncompagno: Que neoimperialismo é esse?

O jornal Financial Times não cansa de publicar artigos de seus brilhantes colunistas: seres esclarecidos, cujo intelecto é comprovado por suas formações em Cambridge, Oxford, London School of Economics ou em Harvard ou Princeton, sendo o gênio um Rhode Scholar. A verdade é uma: juntando todos esses posh bastards, não temos um cérebro por inteiro.

Acompanhemos um dos Big Reads, que logo aparece no centro da tela quando abrimos o site. Intitulado “Trump, Putin, Xi and the new age of empire“, Gideon Rachman começa com uma declaração marcante: vocês já escutaram sobre o neoliberalismo e o neoconservadorismo, agora é a era do neoimperialismo. Brilhante, formado em Cambridge, premiado internacionalmente, somente um britânico conseguiria formular uma sentença lúcida como essa, sucinta, elucidativa. É verdade, eu já escutei sobre essas duas vertentes, essa terceira, porém, não me saúda enquanto novidade.

Foi a Inglaterra, afinal, que dominou mais de três quartos do mundo no século XIX. Vladímir Lênin havia escrito seu clássico Imperialismo: último estágio do capitalismo em 1905. Hannah Arendt escreveu Origens do Totalitarismo detalhando a atitude dos europeus na terceira seção do livro, no começo do século passado. O que seria esse neoimperialismo que Gideon Rachman quer nos falar?

Ele explica: a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, e mesmo com Vladimir Putin deixando claro que sua intenção não é territorial, Gideon Rachman acha importante questioná-lo. A China pretende anexar Taiwan ao seu território nos próximos anos, sem invasões ou guerras, Xi Jinping quer apenas a reunião de uma parte milenar da China. Donald Trump tem outros planos: invadir o Canadá, o México, a Groenlândia, renomear o Golfo do México para Golfo da América, quer reconquistar o Canal do Panamá. O presidente norte-americano quer construir uma Riviera em Gaza, tornando o cemitério de crianças e idosos num ponto turístico para os sociopatas do ocidente. Gideon Rachman nos apresenta esses três líderes com a mesma preponderância, com o mesmo tom.

Xi Jinping, líder da People’s Republic of China, respeita o passado de sua grande nação, cujo maior feito militar foi subir a Grande Muralha da China. Sendo um império há 3000 anos, os chineses nunca invadiram outras nações. Comerciavam com a Índia, com a América Latina pré-Colombo, com os Persas; viram Roma se destruir, Napoleão perder as guerras, Alexandre se tornar pequeno, isso sem tentar dominar outros povos. A China, mesmo tendo completo domínio de seu mar e do comércio mundial, nunca impôs sua vontade de maneira brutal, colonizando, torturando e escravizando, diferente dos europeus.

Vladimir Putin, numa conferência em Munique em 2007, advertiu aos países europeus: a expansão da OTAN para o leste, indo à Ucrânia, desafiando a soberania russa, será respondida na mesma moeda. A fala de 2007 não foi respeitada: os americanos tinham um smirk em suas faces; os alemães caçoaram de Vladimir Putin; os franceses fumavam cigarros atrás de cigarros, quando se lembravam o que aconteceu com Napoleão. Os EUA, além de humilharem a Rússia continuamente desde o desmanche da União Soviética, queriam colocar bases militares na fronteira russa, com mísseis de longo alcance direcionados à Moscou e São Petersburgo. A OTAN nasce como um órgão nazista, cujos líderes eram da SS, tal como a NASA.

Vladimir Putin já declarou publicamente seu interesse político e estratégico nessa operação especial militar: desmilitarizar a Ucrânia, desnazificar a Ucrânia e impor a neutralidade geopolítica, sem deixá-los entrar na OTAN. O ex-presidente Valodymyr Zelensky, mais conhecido por sua carreira de comediante, segue porém, as ordens da elite americana e britânica que financiam, além das armas, a corrupção incessante de seu governo. Jeffrey Sachs, professor da Universidade de Columbia em Nova Iorque, está indo à público diariamente para delatar a corrupção desenfreada desse governo do palhaço Zelensky.

Segue um trecho de uma entrevista concedida ao Economic Times pelo ex-presidente Volodymyr Zelensky: “presidente, o Trump disse que só os Estados Unidos da América deram $200 bilhões tanto em armas quanto em dinheiro para seu governo; o que vossa excelência a falar sobre isso?” “nós recebemos, dos 175 bilhões (já roubou 25), apenas $75 bilhões, não sei o que aconteceu com o resto”.

Volodymyr Zelensky afirmou publicamente que ou Donald Trump está mentindo sobre o montante enviado pelos filantropos norte-americanos, ou que seu governo passou a mão em $125 bilhões apenas dos norte-americanos.

Os russos não pretendem entrar numa nova guerra mundial; Vladimir Putin mantêm a mesma retórica e agenda desde que entrou no poder, substituindo o então presidente Boris Yeltsin, no dia 31 de dezembro de 1999: a Rússia quer ser parceira dos EUA; a Guerra Fria já acabou; o mundo funciona melhor com a multipolaridade; não expandam a força militar da OTAN para leste. É possível encontrar discursos legendados de Vladimir Putin do começo dos anos 2000, falando exatamente nesses termos.

O líder russo já está no poder há 25 anos, tendo compartilhado o palco mundial com: George W. Bush (o imbecil); Barack Obama; Donald J. Trump; e Joe Biden. Foram quatro governos diferentes, dois democratas e dois republicanos, que mantiveram a mesma postura em relação aos interesses russos: total descaso, queimando pontes, rindo e humilhando sucessivamente a ex-superpotência soviética. O poder norte-americano, após a queda do Muro de Berlim, se tornou hegemônico, unipolar, conquistando o que bem e mal queriam, independente da saúde política internacional.

A história contada para nós, no Brasil, é pura propaganda; mas não leva muita inteligência para perceber as contradições presentes no discurso norte-americano: eles, no século XX, apoiaram diversos golpes militares na América do Sul; eles, que invadiram o Vietnã para defender os interesses coloniais (ou neoimperialistas) dos franceses; eles, que mentiram na ONU sobre “armas de destruição em massa” para justificarem a guerra no Iraque; eles, que na África, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático, pagam terroristas e os treinam para derrubarem governos democraticamente eleitos, instaurando o eterno caos.

Os norte-americanos, desde a Guerra da Coreia, humilham os povos não-europeus; eles não prezam pelo nosso futuro, pelo nosso sucesso enquanto povo. Ao mesmo tempo em que eles roubam nossos excedentes, eles nos vendem o Mickey Mouse e o cigarro Hollywood.

A maior arma do ocidente é a propaganda. Somente simulando para fingir que o mundo no qual vivemos, baseado na hegemonia unipolar norte-americana, é bom para o resto da população mundial. Já lhes aviso, pois vos considero amigos: do jeito que está não fica. As contradições não andam de mãos dadas, buscando formas de se ofuscarem no presente: estão na cara. O mal-estar deste sistema econômico, imposto para nós pelos norte-americanos, por órgãos como o FMI e o Banco Mundial, se salientam e passam a atingir classes abastadas. A luta por melhores direitos e alguns privilégios está em voga, massificada, ninguém aguenta mais esse mundo sem futuro.

Quando Xi Jinping e Vladimir Putin se juntaram no final do ano passado, uma única fala do líder chinês bastou para que entendêssemos o que está acontecendo no sentido macro da história, segue a paráfrase: “a magnitude do que está acontecendo aqui é milenar”. E é fato: essa mudança no status quo internacional quebrou a ordem estabelecida desde as grandes navegações dos séculos XV e XVI.

A Europa que imperialmente colonizou o mundo agora está falida. E os norte-americanos que se alimentavam dessa relação perderam para uma nova superpotência, ressurgida das cinzas, depois de 100 anos de humilhação e 75 de reconstrução. Só por isso o Financial Times vende a noção de que Xi Jinping e Vladimir Putin são “neoimperialistas” – uma bobagem.

¨      Europeus vencem em confronto da ONU com os EUA sobre resoluções rivais da Ucrânia

A Organização das Nações Unidas rejeitou na segunda-feira uma tentativa dos Estados Unidos de suavizar a posição da Assembleia Geral sobre a guerra da Rússia na Ucrânia, enquanto o presidente Donald Trump busca mediar a paz, dando a Kiev e aos aliados europeus uma vitória diplomática no organismo mundial.

A Assembleia Geral de 193 membros votou em projetos de resolução rivais — um de Washington e um escrito pela Ucrânia e estados europeus — para marcar o terceiro aniversário da invasão russa ao seu vizinho.

Os Estados Unidos foram forçados a se abster na votação de sua própria resolução depois que países europeus alteraram com sucesso o rascunho de Washington para adicionar uma linguagem que refletisse o apoio de longa data da ONU a Kiev durante a guerra, incluindo a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia.

“Esta guerra nunca foi apenas sobre a Ucrânia. É sobre um direito fundamental de qualquer país de existir, escolher seu próprio caminho e viver livre de agressões”, disse a vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Mariana Betsa, à assembleia antes da votação.

O confronto nas Nações Unidas ocorreu depois que Trump lançou uma tentativa de intermediar o fim da guerra, provocando uma rixa com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e levantando preocupações entre os aliados europeus de que eles e Kiev poderiam ser excluídos das negociações de paz. Autoridades dos EUA e da Rússia se encontraram na última terça-feira.

A resolução emendada elaborada pelos EUA obteve 93 votos a favor, enquanto 73 estados se abstiveram e oito votaram não. A Rússia falhou em uma tentativa de emendar o texto dos EUA para incluir uma referência às “causas raízes” do conflito.

Antes da votação do texto dos EUA, a embaixadora interina dos EUA na ONU, Dorothy Shea, disse que as mudanças propostas pela Europa e pela Rússia visavam “uma guerra de palavras e não o fim da guerra”.

Ela disse que as emendas prejudicam “o que estamos tentando alcançar com esta resolução voltada para o futuro: um consenso firme dos membros deste órgão para se unirem em torno de uma resolução pedindo o fim deste conflito”.

<><> Conselho de Segurança votará

A assembleia também adotou a resolução elaborada pela Ucrânia e países europeus com 93 votos a favor, 65 abstenções e 18 votos contra. Junto com os Estados Unidos, alguns outros países que votaram contra foram Rússia, Coreia do Norte e Israel.

“Hoje, nossos colegas americanos viram por si mesmos que o caminho para a paz na Ucrânia não será fácil, e haverá muitos que tentarão garantir que a paz não venha pelo maior tempo possível. Mas isso não deve nos parar”, disse o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, à assembleia.

O rascunho original dos EUA tinha três parágrafos: lamentando a perda de vidas durante o “conflito Rússia-Ucrânia”, reiterando que o principal propósito da ONU é manter a paz e a segurança internacionais e resolver disputas pacificamente, e pedindo um fim rápido ao conflito e uma paz duradoura.

Mas as emendas europeias acrescentaram referências à invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia e à necessidade de uma paz justa, duradoura e abrangente, em conformidade com a Carta fundadora da ONU, e reafirmaram o apoio da ONU à soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia.

“O mundo quer paz. A Ucrânia quer paz”, disse o embaixador canadense na ONU, Bob Rae. “A questão é: que tipo de paz será? Será uma paz baseada na justiça e na carta (da ONU) e nos princípios que defendemos? Ou será uma paz que é resultado de uma imposição?”

O Conselho de Segurança de 15 membros também deve votar no mesmo texto dos EUA mais tarde na segunda-feira. Uma resolução do conselho precisa de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto dos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha ou França para ser adotada.

Espera-se que os membros europeus do conselho proponham uma votação sobre as mesmas emendas ao texto dos EUA que foram apresentadas na Assembleia Geral. Um funcionário do Departamento de Estado disse que os EUA estavam preparados para vetar quaisquer emendas propostas.

¨      Por que EUA ficaram do lado da Rússia em resolução da ONU sobre Ucrânia

No terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, os Estados Unidos surpreenderam diplomatas e aliados ao ficar do lado da Rússia em duas votações nas Nações Unidas na segunda-feira (24/2).

Primeiro, os EUA se opuseram a uma resolução elaborada pela Europa condenando as ações de Moscou e apoiando a integridade territorial da Ucrânia. Os EUA votaram da mesma forma que a Rússia e países como a Coreia do Norte e Belarus na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Então, os EUA elaboraram e votaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que pedia o fim do conflito, mas não continha nenhuma crítica à Rússia.

O Conselho de Segurança aprovou a resolução, mas dois aliados importantes dos EUA — o Reino Unido e a França — se abstiveram depois que suas tentativas de alterar a redação foram vetadas.

As resoluções da ONU foram apresentadas no mesmo dia em que o presidente francês, Emmanuel Macron, visitou Trump na Casa Branca em uma tentativa de abordar suas diferenças acentuadas sobre a guerra.

Na quinta-feira (27/2), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também visitará o novo líder americano.

A Casa Branca de Trump abalou a aliança transatlântica contra a Rússia ao se aproximar de Moscou, lançando dúvidas sobre o compromisso de longo prazo dos EUA com a segurança europeia.

Isso ficou evidente no plenário da Assembleia Geral da ONU, diante de seus 193 membros, quando diplomatas dos EUA pressionaram pela aprovação de sua resolução que se limitava a lamentar a perda de vidas durante o "conflito Rússia-Ucrânia" e pedir um fim rápido ao conflito.

Diplomatas europeus apresentaram um texto mais detalhado, responsabilizando a Rússia por sua invasão em grande escala e apoiando a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.

"Precisamos reconfirmar que a agressão deve ser condenada e desacreditada, não recompensada", disse a vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Mariana Betsa.

Os membros da Assembleia Geral da ONU apoiaram a resolução europeia por 93 votos, mas, para a surpresa de todos, os EUA não se abstiveram e votaram contra a medida, junto com Rússia, Israel, Coreia do Norte, Sudão, Belarus, Hungria e outros 11 Estados, com 65 abstenções.

A Assembleia Geral da ONU também aprovou a resolução dos EUA, mas somente depois que ela foi alterada para incluir linguagem de apoio à Ucrânia, o que levou os EUA a se absterem.

No Conselho de Segurança da ONU, que contém apenas 15 membros e é muito mais poderoso, a resolução não alterada dos EUA — que pedia o fim do conflito, mas não continha críticas à Rússia — foi aprovada por 10 votos, com a abstenção de Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia.

A enviada interina dos EUA na ONU, Dorothy Camille Shea, descreveu a resolução dos EUA como uma "declaração histórica simples... que olha para frente, não para trás. Uma resolução focada em uma ideia simples: acabar com a guerra".

Raramente os EUA estiveram tão em desacordo com seus aliados europeus.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há três anos, o Conselho de Segurança está em um impasse pelo poder da Rússia. A Rússia é um dos cinco membros permanentes, e tem poder para vetar qualquer resolução do Conselho.

Por esse motivo, a Assembleia Geral tem sido o principal fórum para debater a guerra. Mas suas resoluções não são juridicamente obrigatórias para os Estados-membros, ao contrário das do Conselho de Segurança.

¨      Trump diz não ver problema em envio de tropas de paz europeias para a Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) não ver problema em um eventual envio de tropas europeias de paz para a Ucrânia.

Trump, que disse já ter conversado por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ainda que "Putin aceitará" a permanência dessas tropas em território ucraniano. O presidente americano deu as declarações ao lado do francês Emmanuel Macron, a quem recebeu para uma reunião na Casa Branca.

Ao longo da guerra da Ucrânia, que completou três anos nesta segunda, Putin disse diversas vezes que consideraria a presença de tropas do Ocidente na Ucrânia como uma declaração de guerra direta.

Neste caso, no entanto, as tropas europeias não lutariam ao lado de soldados de Kiev, mas seriam enviadas para manter a paz no país após um eventual fim da guerra. A intenção de não colocar soldados europeus no front, mas apenas como garantia para o encerramento dos combates, foi confirmada por Macron.

A declaração de Trump é feita dias após o presidente americano ter direcionado declarações ríspidas ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. Na última quarta (19), Trump chamou Zelensky de "comediante modestamente bem-sucedido" e "ditador", além de fazer ameaças diretas.

Dois dias depois, ele afirmou que a presença de Zelensky na mesa de negociações não era muito importante: "Ele está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", afirmou, em uma entrevista.

Zelensky, por sua vez, acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou ainda que não poderia vender o próprio país.

Representantes dos EUA e da Rússia chegaram a se reunir na Arábia Saudita para negociar o fim do conflito sem a presença de nenhuma autoridade ucraniana.

<><> Reunião de emergência

No último dia 17, líderes europeus já haviam afirmado estar prontos para enviar tropas de paz para a Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz entre Moscou e Kiev. O continente demonstrou preocupação com a aproximação entre Donald Trump e Vladimir Putin.

Os europeus defenderam aumentar o gasto militar para se proteger da ameaça expansionista da Rússia, após uma reunião de emergência realizada em Paris.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar "pronto e disposto" a enviar tropas britânicas para a Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu os aliados europeus na Otan (aliança militar ocidental criada na Guerra Fria para frear a União Soviética) e na Ucrânia no início do mês passada quando anunciou que havia mantido uma ligação com Vladimir Putin sem consultá-los e que iniciaria um processo de paz.

No domingo (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse estar disposto deixar o governo de seu país em troca de um fim da guerra na Ucrânia.

Zelensky também condicionou uma eventual saída do cargo à entrada da Ucrânia na Otan. Disse ainda que está disposto a uma saída imediata do cargo e que "não planejo estar no poder por décadas".

 

Fonte: A Terra é Redonda/ O Cafezinho/Brasil de Fato/BBC News


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