quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

'Fator Trump' é 'arma' mais poderosa de Putin nos 3 anos de guerra na Ucrânia, dizem especialistas

A guerra na Ucrânia, que completa três anos nesta segunda-feira (24), teve sua trajetória alterada pelo “fator Trump”, que se tornou uma "arma" poderosa a favor da Rússia, segundo especialistas consultados pelo g1.

A interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que travou uma negociação direta com os russos sobre o fim da guerra, excluindo Ucrânia e europeus, abalou as estruturas da ordem mundial e aumentou temores da Europa sobre o futuro da geopolítica, disseram ainda os especialistas.

Trump quer rapidez nas negociações por um acordo de paz, mesmo que isso signifique atender às demandas de Moscou — a anexação de 20% do território ucraniano atualmente controlado por tropas russas, e a proibição de que a Ucrânia de entre para a Aliança Militar do Atlântico Norte (Otan).

No entanto, a pressa dos EUA também pode atrapalhar a resolução final do conflito, ainda de acordo com os espcialistas, já que:

·        Um acordo de paz apressado e malfeito pode levar a guerras maiores no futuro;

·        A anexação de territórios pela Rússia com o aval dos EUA viola da Carta da ONU e coloca em xeque outras tensões ao redor do mundo;

·        Putin tem interesse em não parar na Ucrânia caso obtenha alguma vantagem com o atual conflito.

“A paz é desejada, mas ela não pode ser a qualquer preço, porque acordos de paz malfeitos levam a guerras maiores depois”, afirmou ao g1 o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin.

Ele citou outros acordos malfeitos de Trump. como o da retirada das tropas americanas do Afeganistão, implementado por Biden em 2021 e criticado pela comunidade internacional.

Voltando mais na História, a 2ª Guerra Mundial começou após um acordo de paz malfeitos, segundo Vitelio: o Pacto de Munique, que autorizou anexação dos Sudetos da Tchecoslováquia pela Alemanha de Hitler em 1938 deu o precedente para o ditador nazista fazer novas invasões e dar início ao conflito global meses depois.

<><> Vitória na guerra?

Trump diz que é necessário cessar imediatamente o derramamento de sangue no conflito, que já causou centenas de milhares de baixas de ambos os lados. Para a Rússia, também seria benéfico finalizar o conflito agora.

Segundo especialistas, a Rússia está ganhando a guerra, mas ao mesmo tempo está longe de seus objetivos iniciais e enfrenta dificuldades para manter o conflito, segundo um estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), instituição especializada em guerras.

O IISS afirma que o Exército russo enfrentará “diversas restrições de equipamentos, material humano e econômicas” em 2025, e estima que tenha fôlego para aguentar sustentar a guerra no ritmo atual até 2026.

"A Rússia poderia sair vitoriosa da guerra na Ucrânia se os EUA entregarem a ela uma vitória", disse Brustolin.

O pesquisador de Harvard acha que só o fato de a Ucrânia seguir existindo como país já poderia ser considerado uma vitória de Kiev, que dependeu de ajuda militar e econômica de seus aliados, EUA e UE.

<><> Negociações por terras ocupadas e sobrevivência da Ucrânia

Trump está interessado nas terras raras ucranianas, que podem ser uma forma de tirar vantagem econômica do envolvimento indireto dos EUA no conflito. Os EUA tentam impor à Ucrânia um acordo de direitos de exploração, e podem estar negociando as terras com os russos, que ocupam territórios ricos em minérios.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, luta pela sobrevivência da Ucrânia e já admitiu a possibilidade de territórios e até de deixar o cargo em prol de um melhor destino para o país. Zelensky busca garantias de segurança do território ucraniano, que ainda não apareceram nas negociações de terras raras com os EUA.

No entanto, o reconhecimento dos EUA de territórios invadidos pela Rússia seria uma violação flagrante da Carta da ONU, que proíbe guerras de anexação, pontua Brustolin.

“Se os EUA reconhecerem territórios ocupados pela Rússia na Ucrânia é uma subversão da ordem mundial, porque viola o direito internacional, a Carta da ONU, viola todo o sistema pós-2º Guerra Mundial”, afirmou Brustolin, citando como indício uma fala do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na Conferência de Segurança em Munique neste mês.

Segundo o analista de segurança internacional e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE) Felipe Dalcin, o presidente dos EUA também busca deslegitimar Zelensky por meio de falas públicas para pressionar o ucraniano a aceitar seus termos.

Trump já chamou Zelensky de “ditador sem eleições”, falou para ele assinar o acordo “antes que não tenha mais país” e disse que Putin “é quem dá as cartas” nas negociações. Chegou até a dizer que foi a Ucrânia quem iniciou a guerra contra a Rússia, ao contrário do que aconteceu, e que o presidente ucraniano atrapalha o acordo.

Outros interesses do governo Trump por trás das negociações estão uma priorização dos interesses dos EUA, na lógica de “América primeiro”, uma estratégia de usar a Rússia para pressionar a Europa –a gastar mais em Defesa–, segundo Vitelio.

Felipe Dalcin afirma ainda que Trump pode estar pensando ainda mais à frente, em uma disputa de poder com a China ao tentar criar uma relação de proximidade com Putin.

Uma tática similar foi praticada por Richard Nixon, quando se aproximou da China para enfraquecer a União Soviética durante a Guerra Fria.

<><> Expansionismo de Putin e Europa ameaçada

Os países europeus temem que Putin não vá parar na Ucrânia e que a ameaça russa sobre a Europa aumente diante um possível acordo favorável para o fim da guerra na Ucrânia, negociado entre russos e americanos.

“Existe um consenso na Europa de que o Putin não vai parar na Ucrânia, sobretudo se ele tiver o benefício de anexar territórios, porque isso já aconteceu no passado”, disse Dalcin.

Esse temor pôde ser visto em falas nos últimos dias dos primeiros-ministros da Dinamarca e da Espanha, endossadas por líderes de outros países europeus.

"A Rússia está ameaçando a Europa inteira atualmente. Não acho que eles vão parar na Ucrânia e estou muito preocupada com um acordo rápido de cessar-fogo porque poderia dar a Putin a oportunidade de se remobilizar e atacar novamente a Ucrânia ou outro país europeu", afirmou a premiê dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt.

A UE aumentou em 50% os gastos com defesa desde a ocupação da Crimeia, mas mesmo assim sofrerá gargalos em sua defesa caso os EUA assumam postura mais distante.

Já a Rússia tem tropas ocupando territórios na Georgia, na Abecásia e Ossétia do Sul, além de na Transnístria, na porção leste da Moldávia.

Além da parte militar, também há suspeitas de que Moscou aplica ainda a chamada "ameaça híbrida" contra Ocidente. A suposta participação russa em interferência em eleições de países como a Romênia e a Geórgia e no rompimento de cabos no Mar Báltico, investigado por autoridades nórdicas.

A Rússia tem 2º Exército mais poderoso do mundo, atrás apenas dos EUA. A União Europeia tem gargalos militares por questões econômicas e, nas últimas décadas, sua segurança dependeu dos EUA.

Um relatório do Serviço de Inteligência da Dinamarca (DDIS, na sigla em inglês) divulgado na semana passada afirma que a Rússia pode desencadear uma guerra ampla contra a Europa em cinco anos, com ameaças principalmente aos países da Europa Oriental, caso haja um menor engajamento dos EUA na Otan e na defesa do continente.

Os países bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia — se preparam abertamente para uma guerra, reforçando seus exércitos e construindo muros nas fronteiras. Países do leste europeu também têm empregado gastos maiores com Defesa, alguns até chegando aos 5% do PIB, diferentemente de muitos dos Estados da Europa ocidental

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs uma cláusula de emergência que permite aos governos que as despesas militares não sejam contabilizadas em seus limites de déficit orçamentário.

Após reuniões nos últimos dias, os líderes europeus concordaram que é necessário investir mais em Defesa. Trump exige que os países da Otan passem a gastar 5% do PIB para essa finalidade, o que atualmente fica na casa dos 2% em sua maioria.

Por enquanto, alguns países já concordaram em elevar os investimentos a esse patamar de 5%, como a Letônia, a Lituânia e a Polônia.

¨      ‘Conflito Rússia-Ucrânia nunca deveria ter começado’, diz ex-tenente-coronel dos EUA

24 de fevereiro marca o aniversário do conflito Rússia-Ucrânia, que já dura três anos. Por que o conflito durou tanto tempo? Ele está se aproximando de um ponto de virada agora que os EUA e a Rússia chegaram à mesa de negociações? Como o conflito evoluirá sob novas circunstâncias? À medida que o aniversário de três anos se aproxima, o Global Times (GT) reuniu insights de especialistas nos EUA e na Europa.

Earl Rasmussen (Rasmussen), ex-tenente-coronel do Exército dos EUA e consultor de segurança internacional, compartilhou seus insights. Ele acredita que a crise na Ucrânia é uma tragédia que nunca deveria ter começado. O Ocidente precisa parar de se posicionar e reconhecer a realidade e deve se abster de fomentar divisões, diz ele. 

LEIA A ENTREVISTA:

·        Os EUA e a Rússia conversaram esta semana na Arábia Saudita e concordaram em trabalhar para acabar com o conflito. Como você vê o resultado das conversas e como vê as perspectivas para o conflito?

Rasmussen: Acho que tivemos alguns movimentos positivos em apenas uma semana, pelo menos eles estão conversando agora. É um diálogo muito positivo. Há muitas divergências, mas pelo menos eles estão no processo de restabelecer os canais diplomáticos formais. A confiança foi muito danificada entre o Ocidente e a Rússia, e a confiança é muito importante nas comunicações diplomáticas e em fazer movimentos positivos para a frente. Eu estava realmente meio negativo por um tempo antes da discussão entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, e não sei se sairá positivo. Mas acho que há um vislumbre de esperança de que poderíamos ver algo positivo saindo disso, e acho que é melhor para o mundo fazer isso. Então, veremos onde isso vai nas próximas duas semanas.

·        Como as negociações EUA-Rússia foram conduzidas sem a Ucrânia e a Europa, o que você acha da situação para a Ucrânia e a Europa? 

Rasmussen: A Europa provavelmente está pagando mais o preço. Quase todos os países europeus estão em recessão, temos uma Europa em desordem. A Ucrânia simplesmente não tem mão de obra, não importa quanto equipamento e quanta munição eles tenham. Existem certos tipos de dificuldades para a Rússia, mas eu fui lá alguns meses atrás; seus negócios e economia estão prosperando. As forças ucranianas não conseguem igualar as capacidades logísticas da Rússia, mesmo com o apoio do Ocidente. Eles vão enviar jovens rapazes para a batalha sem treinamento ao longo das linhas de frente. É apenas um desperdício. É um conflito que nunca deveria ter começado, e é apenas uma tragédia. Precisamos evitar conflitos, e podemos fazer muito mais pelo mundo se trabalharmos juntos e cooperarmos.

·        Em que circunstâncias a guerra terminará? Qualquer cessar-fogo pode ser duradouro?

Rasmussen: O presidente Trump e o presidente Putin concordaram que querem parar a guerra. Infelizmente, a Ucrânia e muitos europeus não apoiam isso. Se eles não embarcarem nas iniciativas definidas pela Rússia e pelos EUA, a guerra continuará. Então é uma situação ruim, mas acho que eles precisam chegar a um acordo. Eles precisam parar de se posicionar e entender qual é a situação real. Não acho que eles realmente percebam que o cessar-fogo está lá ou o que é. Acho que eles ainda estão pensando em uma mentalidade de Guerra Fria, mas precisamos de um acordo de paz completo. Se eles não chegarem a um acordo de paz, teremos mais pessoas morrendo.

·        Parece que muitos americanos comuns têm uma visão unilateral do conflito. Por que você acha que esse é o caso? 

Rasmussen: Foram os EUA e o Ocidente em geral provocando a situação. A Rússia realmente não tentou se expandir. Não acho que a Rússia queria que a guerra durasse tanto. Acho que eles queriam que isso fosse resolvido logo. E quando parecia que ia acontecer, infelizmente, o Ocidente interveio e interrompeu as negociações de paz logo no início. 

Mas fechamos muita mídia da oposição. Pessoas da mídia independente foram demonizadas em suas plataformas de mídia social. Vemos que muita mídia é completamente controlada e paga pelo governo dos EUA. Eles dizem quase exatamente a mesma coisa em certos tópicos. É como o mesmo roteirista. Pessoas foram demitidas, perderam seus empregos se questionassem o que o governo estava dizendo. E agora podemos descobrir que o governo estava nos enganando. 

Alguns dos registros estão saindo, e a verdade está saindo mais. Era tudo enganoso. É muito triste quando você é criado pensando que o governo é de um jeito, você descobre que realmente não é. E nós realmente começamos a descobrir o que realmente está acontecendo. Acho que o povo americano em geral só ouviu um lado da história e acho que é importante que eles ouçam os dois lados da história e tomem suas próprias decisões.

·        Há especulações de que os EUA vão reajustar sua política externa e pretendem semear a discórdia entre a Rússia e a China. Qual é sua opinião sobre essa retórica?

Rasmussen: Acho que o Ocidente deveria tentar não criar divisões, encarando o fato de que o mundo vai ser mais multipolar. Precisamos viver e aceitar o resto do mundo e trabalhar juntos. Fico chateado com o Ocidente sobre como eles querem ditar as coisas ao redor do mundo em vez de trabalhar juntos onde há benefício mútuo para todos em uma situação ganha-ganha e promovendo o crescimento econômico.

Acho que trabalhar juntos é uma direção melhor, mas há muitos artigos de think tanks que falam sobre as maneiras de enfraquecer a Rússia e a China, o que é lamentável. Espero que eles não implementem esses planos. Se o fizerem, acabará falhando e saindo pela culatra.

¨      Trump diz que foco é cessar-fogo na Ucrânia o quanto antes; Macron afirma que acordo precisa garantir soberania de Kiev

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (24) que seu foco é obter um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia o mais rápido possível.

Trump fez os comentários em uma entrevista coletiva com o presidente francês Emmanuel Macron na Casa Branca, que defendeu um acordo de paz que garanta a soberania da Ucrânia frente ao avanços expansionistas de Moscou.

O encontro ocorre no aniversário de três anos da guerra no Leste Europeu após dias de tensão entre os líderes mundiais, após Trump indicar uma aproximação com o presidente russo, Vladimir Putin.

Trump e Macron concordaramcom a presença de militares de países europeus na Ucrânia para garantir a paz após a assinatura de um acordo. Trump, que disse já ter conversado por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ainda que "Putin aceitará" a permanência dessas tropas em território ucraniano.

Sobre o líder russo, Macron afirmou que há muito não conversa com ele, mas espera que, com a volta do Republicano à Casa Branca, haja "novo contexto" e uma "nova oportunidade para se conectar novamente" com Moscou.

Durante o encontro, Trump e Macron divergiram sobre o quanto cada potência gastou apoiando Kiev no conflito. "Os Estados Unidos disponibilizaram muito mais ajuda à Ucrânia do que qualquer outra nação", disse o americano — a fala é contestada por especialistas.

Macron contemportizou, afirmando que a Europa custeou cerca de 60% do esforço de guerra de Kiev.

<><> Declarações ríspidas

Na semana passada, Trump chamou Zelensky de "comediante modestamente bem-sucedido" e "ditador", além de fazer ameaças diretas.

Dois dias depois, ele afirmou que a presença de Zelensky na mesa de negociações não era muito importante: "Ele está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", afirmou, em uma entrevista.

Zelensky, por sua vez, acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou ainda que não poderia vender o próprio país.

Representantes dos EUA e da Rússia chegaram a se reunir na Arábia Saudita para negociar o fim do conflito sem a presença de nenhuma autoridade ucraniana.

<><> Reunião de emergência

No último dia 17, líderes europeus já haviam afirmado estar prontos para enviar tropas de paz para a Ucrânia após a eventual assinatura de um acordo de paz entre Moscou e Kiev. Os europeus defenderam aumentar o gasto militar para se proteger da ameaça expansionista da Rússia, após uma reunião de emergência realizada em Paris.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar "pronto e disposto" a enviar tropas britânicas para a Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu os aliados europeus na Otan (aliança militar ocidental criada na Guerra Fria para frear a União Soviética) e na Ucrânia no início do mês passada quando anunciou que havia mantido uma ligação com Vladimir Putin sem consultá-los e que iniciaria um processo de paz.

No domingo (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse estar disposto deixar o governo de seu país em troca de um fim da guerra na Ucrânia.

Zelensky também condicionou uma eventual saída do cargo à entrada da Ucrânia na Otan. Disse ainda que está disposto a uma saída imediata do cargo e que "não planejo estar no poder por décadas".

¨      Zelensky deve ir aos EUA assinar acordo sobre minerais, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse nesta segunda-feira (24) que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “pode” ​​ir a Washington esta semana ou na próxima, e que os dois países estão “muito próximos” de chegar a um acordo sobre minerais de terras raras.

“Vou me encontrar com o presidente Zelensky. Na verdade, ele pode vir esta semana ou na próxima para assinar o acordo e… o que seria legal, eu adoraria conhecê-lo. Nós nos encontraríamos no Salão Oval. Então, os acordos que estão sendo trabalhados agora”, afirmou o presidente americano.

“Eles estão muito próximos de um acordo final. Será um acordo com terras raras e várias outras coisas. E ele gostaria de vir, pelo que entendi, aqui, para assiná-lo e isso seria ótimo para mim”, acrescentou Trump durante uma reunião no Salão Oval com o presidente da França, Emmanuel Macron.

Os comentários ocorrem enquanto um rascunho finalizado do acordo de recursos dos EUA com a Ucrânia foi apresentado ao governo Trump e se concentra em uma estrutura para um fundo de reconstrução para a Ucrânia, de acordo com uma fonte ucraniana familiarizada com a negociação.

Durante a reunião no Salão Oval, o Secretário do Tesouro Scott Bessent — que estava na sala — acrescentou que um acordo está “muito próximo”.

 “Estamos muito próximos, uma linha de jarda”, disse Bessent.

<><> Relação com a Rússia

Trump disse nesta segunda-feira que estaria aberto a uma parceria de desenvolvimento econômico com a Rússia — mas acrescentou que sua primeira prioridade é acabar com a guerra na Ucrânia.

A resposta do presidente ocorreu depois que ele foi questionado sobre uma postagem anterior do Truth Social, em que ele disse que estava em “discussões sérias” com o presidente russo Vladimir Putin sobre “o fim da guerra e também grandes transações de desenvolvimento econômico que ocorrerão entre os Estados Unidos e a Rússia”.

Trump expandiu os comentários mais tarde no Salão Oval, dizendo: “Você sabe, eles têm terras raras enormes. É muito grande — na verdade, é o maior em termos de terra. É de longe o maior país. E eles têm coisas muito valiosas que poderíamos usar, e nós temos coisas que eles poderiam usar, e seria muito bom se pudéssemos fazer isso. Acho que seria uma coisa muito boa para a paz mundial e para a paz duradoura.”

 

Fonte: g1/Global Times/CNN Brasil

 

Nenhum comentário: