Obra
de empresa ligada a ex-líder de Bolsonaro deu prejuízo, diz CGU
Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um potencial prejuízo de pelo menos R$ 1,4 milhão em
uma obra de asfaltamento na cidade de Lagarto (SE) realizada pela Liga
Engenharia.
A Liga tem relação com ex-líder do governo
Bolsonaro (PL) no Senado, Fernando Bezzera Coelho – um dos sócios da empresa,
Pedro Garcez de Souza, é cunhado de um sobrinho do ex-senador.
A obra em Sergipe foi contratada em agosto de 2020
pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(Codevasf), no valor total de R$6,1 milhões.
O montante do possível prejuízo corresponde a 23,8%
do valor contratado.
A CGU afirmou que iniciou a auditoria no contrato
com a Liga e em outros da Codevasf dado o “incremento significativo” de
recursos da União destinados a obras de infraestrutura por meio emendas
parlamentares, entre 2018 e 2021.
O relatório da auditoria apontou irregularidades na
execução dos serviços. Um dos problemas verificados foi a espessura da
pavimentação, que em alguns pontos ficou abaixo do que foi estabelecido no
projeto, o que teria resultado no suposto prejuízo.
Outro ponto destacado pela CGU é a ausência de
resultados de testes que comprovassem que a espessura do asfalto foi de acordo
com o previsto no contrato.
“Portanto, houve falhas, por parte da Codevasf – 4ª
SR, nos controles da execução do objeto contratado, tendo em vista a falta de
comprovação de atendimento à especificação por meio de ensaios, em especial da
espessura do capeamento asfáltico de 5,0 cm”, afirma o órgão de controle.
Outro problema encontrado pelos auditores foi um
erro na definição do transporte do material que seria utilizado para o
asfaltamento até o local da obra. Segundo a CGU, a planilha orçamentária
referente à licitação da obra utilizou valores 2,5 vezes maior do que o custo
real.
A falha, diz a CGU, resultou no superfaturamento de
R$ 469.508,74 no contrato.
<><> Emendas
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A Codevasf, junto com outros órgãos da União, como
o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), teve o orçamento
turbinado por emendas
·
Como mostrou a
coluna, a Liga Engenharia já recebeu R$ 74 milhões por
meio de emendas do relator, o chamado orçamento secreto
·
A maior parte do montante veio da Codevasf, que
enviou R$ 52,8 milhões à empresa por meio do dispositivo
·
No caso do DNOCS, a Liga é uma das que mais receberam
pagamento custeados com dinheiro de emendas da filial baiana do órgão, que está no centro da Operação
Overclean
Segundo a Codevasf, depois da auditoria da CGU, o
órgão notificou as empresas contratadas para manifestação e defesa, e as
respostas estão em análise por parte do corpo técnico da Codevasf.
O órgão afirma ainda que, caso se verifique a
necessidade de restituição de valores, serão tomadas “medidas administrativas
para recolhimento dos valores indicados pela CGU”.
“A Codevasf atua em cooperação permanente com
órgãos de fiscalização e controle”, afirma.
A coluna entrou em contato com a Liga Engenharia e
com o ex-senador Fernando Bezerra, mas não obteve resposta.
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Empresa recebeu
R$ 74 mi do orçamento secreto
A Liga Engenharia recebeu cerca de R$ 74 milhões de
emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, entre 2019 e 2024. Os
dados são do Portal da Transparência.
Os valores foram direcionados por dois órgãos do
governo federal: o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(Codevasf). Ambos estão na mira da Polícia Federal (PF) por causa de emendas.
A Liga, que em 2022 foi citada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditoria sobre a atuação de um suposto cartel de empreiteiras
em licitações de pavimentação da Codevasf, é ligada ao ex-senador porque um dos
sócios, Pedro Garcez de Souza, é cunhado de um sobrinho de Bezerra Coelho.
Ele foi líder do
governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado de 2019 a dezembro de
2021. Antes ainda, de 2011 a 2013, Bezerra também fez
parte do governo de Dilma Rousseff como ministro da Integração Nacional.
Em 2021, auge da popularização do orçamento
secreto, a Liga mais recebeu dinheiro desse tipo de emenda, somando um total de
R$ 33 milhões.
A maior parte do montante destinado à Liga por meio
do orçamento secreto veio da Codevasf, que pagou R$ 52,8 milhões à empresa.
Outros R$ 21,9 milhões vieram da autarquia destinada a obras contra as secas.
Quando todas as modalidades de emendas são levadas
em consideração (individuais e de bancada), o valor total recebido via emendas
pela empresa baiana sobe para quase R$ 100 milhões. Do total, R$ 53,9 milhões
vieram da Codevasf e R$ 45,4 milhões, do DNOCS.
De acordo com os dados da União, DNOCS e Codevasf
foram os únicos dois órgãos que destinaram dinheiro via emendas à Liga.
No caso do DNOCS, como mostrou a
coluna, a Liga é uma das que mais receberam pagamento
custeados com dinheiro de emendas da filial baiana do órgão.
A empresa recebeu R$ 19,5 milhões entre 2020 e 2024
por meio do orçamento secreto.
O DNOCS da Bahia está no centro da Operação
Overclean, que chegou ao
Supremo Tribunal Federal (STF) depois de citações ao deputado Elmar Nascimento
(União Brasil-BA).
Criada em 2019, a emenda de relator foi utilizada
por congressistas até 2022, quando o (STF) reconheceu sua inconstitucionalidade pela falta de transparência.
Ao longo dos anos em que o orçamento secreto
vigorou no Brasil, DNOCS e Codevasf viram o
dinheiro de emenda aumentar significativamente. Algumas das emendas indicadas naquela época viraram alvo de
investigação pela PF, inclusive por supostos desvios na contratação de obras.
Mesmo com o fim do dispositivo, as emendas seguem
até hoje no centro dos embates entre Congresso e Supremo. Em agosto de 2024,
com orçamento destinado ao instrumento cada vez maior, o ministro Flávio
Dino determinou a
suspensão do pagamento das verbas até que os repasses fossem rastreáveis e
transparentes.
Defesa
Questionada, a Codevasf afirmou que as contratações
do órgão são precedidas de processos licitatórios eletrônicos, “que asseguram
economia, ampla concorrência, eficiência e transparência às seleções”.
“Relações eventualmente existentes entre sócios de
empresas fornecedoras e terceiros são desconhecidas e não integram o rol de
critérios de classificação ou desclassificação”, afirma o órgão.
A coluna também entrou em contato com o DNOCS, a
Liga e com o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, mas não obteve resposta
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Órgãos na mira da
PF pagaram R$ 176 mi a empresa ligada a ex-senador
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São
Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contras
as Secas (DNOCS) pagaram cerca de R$ 176 milhões para a Liga Engenharia de 2019
a 2025. A empresa tem ligação com o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.
Os dados são do Portal da Transparência. A empresa
tem relação com o ex-senador porque um dos sócios, Pedro Garcez de Souza, é
cunhado de um sobrinho de Bezerra Coelho.
Ele foi líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado de 2019 a dezembro de
2021. Antes ainda, de 2011 a 2013, Bezerra também
integrou o governo de Dilma Rousseff como ministro da Integração Nacional.
Em 2022, o Tribunal de Contas da União (TCU) citou
a Liga em uma auditoria sobre a atuação de um suposto cartel de empreiteiras em
licitações de pavimentação da Codevasf,
Do total, a Codevasf pagou R$ 124 milhões à Liga. A
Codevasf tem contratos custeados com emendas investigados em vários inquéritos
em trâmite na Polícia Federal. Entre eles, os
que miram o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).
Já o Departamento Nacional de Obras Contras as
Secas (DNOCS), destinou outros R$ 52 milhões à Liga. A filial baiana da autarquia
está sob investigação na operação
Overclean. O caso subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) após a PF encontrar
indícios de participação do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
Os pagamentos estão relacionados, por exemplo, a
contratos da empresa para obras e outros serviços, que somam um total de 19
registros no Portal Transparência, que datam desde 2019.
Os dois órgãos também foram os únicos que pagaram
contratos com a empresa com dinheiro de emendas. Somente de emendas de relator,
conhecidas como orçamento secreto, foram R$ 74 milhões recebidos pela Liga.
Quando todas as modalidades são levadas em
consideração (individuais e de bancada), o valor total recebido via emendas pela
empresa baiana sobem para quase R$ 100 milhões. Do total, R$ 53,9 milhões
vieram da Codevasf e R$ 45,4 milhões, do Dnocs.
Mesmo com o fim do dispositivo, em 2022, as emendas
seguem até hoje no centro dos embates entre Congresso e Supremo. Em agosto de
2024, com um orçamento destinado ao instrumento cada vez maior, o ministro
Flávio Dino determinou
a suspensão do pagamento das verbas até que o repasses fossem rastreáveis e
transparentes.
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Veja operações da
PF contra desvios em emendas que atingiram políticos
A Polícia Federal (PF) realizou ao menos sete operações para apurar desvios em contratos
públicos custeados com dinheiro de emendas e que atingiram políticos. O aumento
no número de operação desse tipo acompanha o crescimento da fatia do orçamento
federal sob tutela do Congresso Nacional.
O orçamento cada vez maior destinado ao pagamento
das emendas e a falta de transparência nas indicações são alvo da tensão entre
Congresso e Supremo
Tribunal Federal (STF), Corte que comanda grande
parte dessas investigações.
Desde 2022, a ações da PF sobre o tema já atingiram
políticos do PL, União Brasil, PDT e PSB.
O número não leva em conta investigações conduzidas
na primeira instância e que até o momento não se tem notícia sobre envolvimento
de pessoas com foro privilegiado.
Nesse cenário, o número de siglas com integrantes
na mira da PF pode ser ainda maior, dado o número de casos ainda sob sigilo que
tramitam no Supremo que devem render operações da PF no futuro próximo.
Relator das ações que debatem a transparência das
emendas, o ministro Flávio Dino também tem atuado em inquéritos criminais sobre
o tema. Foi o ministro o responsável por autorizar a operação
mais recente sobre o tema: a Emendafest.
Nesse caso, a PF investiga desvio de dinheiro em
emendas enviadas para um hospital no Rio Grande do Sul.
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Relembre as operações sobre emendas:
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Operação Odoacro
Deflagrada em 2022, a operação
Odoacro teve 3 fases. A primeira delas foi em julho
daquele ano e mirou uma associação criminosa suspeita de desvio de recursos e
lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Companhia de Desenvolvimento dos
Vales do Parnaíba e São Francisco (Codevasf), no Maranhão.
A Codevasf foi um dos órgãos federais que tiveram
seus orçamentos turbinados pelas emendas destinadas a obras. No caso da
Odoacro, o principal alvo foi a empreiteira
Construservice, que teria como
sócio oculto o empresário Eduardo DP, que chegou a
ser preso pela PF.
A segunda fase veio meses depois, em setembro.
Dessa vez, a corporação mirou um gerente da Codevasf que teria recebido cerca
de R$ 250 mil de empresa investigada.
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Operação Benesse
A operação
Benesse é a terceira fase da Odoacro. Ela foi
deflagrada em setembro de 2023 e mirou pessoas próximas ao ministro das
Comunicações de Lula 3, Juscelino Filho (União Brasil-MA). A irmã dele,
Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire (MA), foi alvo.
A suspeita contra Juscelino era de que houve
desvios de emendas indicadas por ele na época em que o ministro ainda era
deputado federal. Os agentes, à época, pediram ao STF para fazer buscas em
endereços ligados a Juscelino, mas não foi autorizado.
Já em junho do ano passado, Juscelino foi
indiciado pela PF. O ministro desde a deflagração da operação negou
qualquer participação em irregularidades.
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Operação Emendário
As investigações da Emendário envolvem o suposto
desvio de emendas e mirou três deputados
do PL.
Os indícios de irregularidade resultaram na
denúncia, pela PGR, de Josimar
Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE). Como mostrou a coluna, o caso foi colocado em
pauta no início de fevereiro pelo ministro do STF,
Cristiano Zanin.
Segundo a Procuradoria, entre janeiro e agosto de
2020, os parlamentares, com o apoio de outras pessoas, solicitaram ao prefeito
Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), propina para liberação de
recursos federais.
O valor do pedido, diz a PGR, foi de R$ 1,6 milhão
para que fossem liberados R$ 6,6 milhões em emendas patrocinadas pelos
deputados do PL.
De acordo com a PF, Josimar seria o líder da
organização criminosa e os outros dois seriam um braço político do grupo.
Enquanto Gil teria um papel ativo acerca da devolução de parte das verbas,
Costa negociaria diretamente com lobistas a captação e o desvio de dinheiro.
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Operação Engrenagem
A Engrenagem também mirou o deputado Josimar
Maranhãozinho. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa que
teria fraudado um convênio com o Ministério da Agricultura destinado a obra na cidade
de Zé Doca (MA).
Segundo a PF, haveria a suspeita de que valores
vindos de convênios federais acabaram nas contas do irmão do parlamentar, de
aliados políticos e teria sido utilizado até mesmo para pagar a escola dos
filhos do deputado.
O contrato, no valor de R$ 1,8 milhão, foi assinado
com a PRL Pereira ME, que foi flagrada pela PF em transações suspeitas com
empresas e pessoas ligadas ao deputado.
Além desse convênio, a PF citou em relatório outros
R$ 15 milhões em verbas do Ministério da Saúde somente em 2020 destinados por
Maranhãozinho para cidades maranhenses.
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Operações Mercato Clauso e Vis Occulta
Em outubro de 2024, a PF deflagrou a operação Mercato Clauso, em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades do
Ceará com o objetivo de “garantir a lisura” das eleições municipais daquele
ano.
A Mercato Clauso acabou se desdobrando em
outra operação, a
Vis Occulta, deflagrada em dezembro para desarticular o grupo
criminoso. As investigações revelaram indícios de que o dinheiro usado na compra
de votos eram obtidos por meio de caixa 2, que envolveria contratos públicos.
De acordo com a investigação, o caso envolveria o
deputado Júnior Mano (PSB-CE), inclusive por meio do desvio de recursos que, de
acordo com a corporação, seriam oriundos de emendas parlamentares.
O caso subiu para o STF e está sob relatoria do
ministro Gilmar Mendes. Na sexta-feira (14/02), o magistrado cobrou um
relatório parcial da PF com mais detalhes sobre o caso.
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Operação Overclean
A Overclean é mais uma operação da PF que tem como
alvo um órgão do governo federal Nesse caso, as irregularidades apontadas pela
investigação estão em obras da filial baiana do DNOCS.
A operação mira desvios em contratos de empresas
ligadas aos irmãos Fábio e Alex Parente e a José Marcos de Moura, o Rei do
Lixo, com a autarquia destinada a obras contra a seca, estados e municípios.
O caso subiu para o Supremo após citação
ao deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
Durante a realização de buscas em uma aeronave,
cujos passageiros eram Alex Parente e o ex-coordenador do DNOCS na Bahia Lucas
Maciel Lobão Vieira, foram encontrados R$ 1,5 milhão e uma série de documentos
e planilhas.
Segundo a PF, material seria um “controle informal”
de pagamento de propinas.
Um áudio captado
pela corporação também demonstra a importância das emendas no suposto esquema. A conversa é entre Rafael Guimarães de Carvalho, coordenador do DNOCS
na Bahia e Alex Parente. Ambos demonstram preocupação com a decisão de Dino que
bloqueou o pagamento dos repasses, em agosto de 2024.
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Operação EmendaFest
A mais recente das
operações envolvendo emendas foi deflagrada na última quinta-feira (13/02), e miraram repasses do
deputado Afonso Motta (PDT-RS) ao
hospital Ana Nery, no Rio Grande do Sul.
Como mostrou a
coluna, Lino Furtado, assessor de Afonso Motta, foi um
dos alvos da Emendafest. Segundo a PF, o deputado teria enviado cerca de R$ 1
milhão ao hospital gaúcho.
Os agentes investigam suposto pagamento de propina
para a liberação dos recursos. Documentos obtidos pela investigação
mostram um contrato
firmado entre o hospital e a empresa CAF Representação e Intermediação de
Negócios, que previa um pagamento de 6% dos recursos
captados pela empresa.
No relatório da PF sobre o caso, são detalhadas
conversas entre o empresário Cliever Fiegenbaum, dono
da CAF, e o assessor parlamentar, discutindo sobre emendas.
Quem autorizou as ações da PF na operação foi o
ministro do STF Flávio Dino.
Fonte: Metrópoles

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