A aproximação de
Trump e Maduro que decepcionou ativistas venezuelanos
Quando o presidente
americano Donald Trump assumiu seu
segundo mandato, cidadãos de 17 países possuíam Status de Proteção Temporária
(TPS, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.
A lista incluía
países como o Afeganistão, Somália e Camarões. Entre os latino-americanos,
estavam El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua e Venezuela.
Até o momento,
Trump encerrou a proteção migratória apenas para
um destes países: a Venezuela.
Esta decisão irá
obrigar 348.202 venezuelanos, que obtiveram o TPS em 2023, a abandonar os
Estados Unidos até o dia 7 de abril, a menos que consigam outro status
migratório para se legalizar ou apresentem petições de asilo para que não sejam
deportados.
O anúncio provocou
indignação entre os venezuelanos residentes nos Estados Unidos. Dias antes, eles
já haviam recebido a notícia da suspensão do parole pelo governo Trump, que é
outra permissão humanitária que beneficiou milhares de venezuelanos durante o
governo anterior, de Joe Biden (2021-2025).
"Nós não nos
sentimos apenas traídos, nós nos sentimos usados", declarou a ativista
venezuelana-americana Adelys Ferro, diretora da organização Venezuelan American
Caucus, com sede em Miami, no Estado americano da Flórida.
Na manhã de
segunda-feira (3/2), Ferro participou de uma entrevista coletiva de ativistas
venezuelanos para condenar a eliminação do TPS. O evento ocorreu no El Arepazo,
um restaurante emblemático de Doral, o município do condado de Miami-Dade que
abriga a maior comunidade de venezuelanos do sul da Flórida.
"O compromisso
de campanha do presidente Trump era primeiro contra os criminosos, depois
contra os sem documentos e, agora, contra os imigrantes, sem importar seu
status", lamentou ela.
"O que irá
acontecer com os que não puderem voltar para a Venezuela, mas também não
conseguirem ficar nos Estados Unidos sem um trabalho legal?", questionou a
ativista Mayra Marchán, da organização de ajuda humanitária All for Venezuela.
"Como eles
irão fazer quando perderem a cobertura do seguro ou não puderem levar seus
filhos para a escola, com medo de serem deportados?"
A coletiva não
atraiu apenas ativistas e repórteres, mas também beneficiários do TPS. Eles
buscavam orientações para evitar que sejam somados aos 11 milhões de imigrantes
sem documentos nem status legal nos Estados Unidos, que são alvo da política de
deportações em massa de Donald Trump.
"Não sei o que
vou fazer, eu pensava que tivesse feito bem as coisas", declarou à BBC
News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) um venezuelano com TPS que solicitou
anonimato. Ele assistiu à entrevista coletiva como ouvinte.
"Nunca pensei
que me sentiria tão perseguido nos Estados Unidos quanto na Venezuela",
lamenta ele.
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'Melhorias
notáveis'
No final da
coletiva, todos no restaurante se perguntavam quais seriam as condições que
teriam melhorado na Venezuela – um país que o governo americano qualifica como
"ditadura" e com quem vem mantendo relações hostis, principalmente
durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021).
A concessão do TPS
depende do secretário do Departamento de Segurança Nacional, que concede a
proteção aos estrangeiros que corram riscos ao retornar para seus países de
origem.
A Lei de Imigração
e Nacionalidade dos Estados Unidos prevê quatro cenários que justificam o TPS:
conflitos armados, desastres naturais, limitações no país de origem para
receber seus concidadãos ou condições "temporárias e
extraordinárias", que impeçam o regresso dos cidadãos com segurança.
A decisão da
secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, publicada no Diário Oficial
americano, reconhece que continuam existindo "certas condições" que
justificam o TPS na Venezuela.
Mas ela defende que
existem "melhorias notáveis em várias áreas, como a economia, a saúde
pública e a criminalidade, que permitem que estes cidadãos regressem com
segurança ao seu país de origem".
Três meses antes, o
então secretário de Segurança Nacional do governo Biden, Alejandro Mayorkas,
concluiu exatamente o contrário.
Ele anunciou a
extensão do TPS porque a Venezuela "continua enfrentando uma grave
emergência humanitária devido a uma crise política e econômica, bem como
violações e abusos de direitos humanos, altos níveis de criminalidade e violência".
A decisão foi
publicada em outubro do ano passado. Ela indicava que todos estes fatores
prejudicavam "o acesso a alimentos, remédios, assistência médica, água,
eletricidade e combustível, levando a altos níveis de pobreza".
Durante a última
década, 7,89 milhões de pessoas emigraram da Venezuela. É o maior êxodo da história da região, segundo as Nações
Unidas, causado pela crise política e econômica do país.
Pelo menos 85%
desses venezuelanos se instalaram na América Latina, mas outros milhares
entraram irregularmente nos Estados Unidos durante o governo Biden, através da
fronteira com o México. Esta situação foi condenada por Trump e por outros
dirigentes republicanos.
Antes de comparecer
à entrevista coletiva no El Arepazo, a ativista Mayra Marchán contou ter
recebido uma mensagem de um conhecido na Venezuela, perguntando se ela já havia
enviado um kit cirúrgico solicitado para a cirurgia da sua filha, uma jovem de
18 anos que sofre de um tumor cerebral.
"Se não
conseguirmos fazer chegar isso, eles não terão como operá-la", ela conta.
"É a este país que iremos fazer regressar 300 mil pessoas."
Durante o segundo
semestre do ano passado, o governo venezuelano de Nicolás Maduro reconheceu
ter detido 2 mil pessoas durante os protestos contra os resultados das
eleições.
Maduro foi proclamado vencedor, mas a oposição
reivindica o triunfo do candidato Edmundo González, segundo os dados de 80% das
atas de votação.
"A maioria
desses venezuelanos que saíram, fugindo de uma crise humanitária sem
precedentes, sente hoje a angústia da perseguição política dentro dos Estados
Unidos", declarou a ativista venezuelana Helene Villalonga, presidente da
organização Amavex.
Muitos moradores de
Doral acreditavam que ficariam mais protegidos com Donald Trump na presidência
americana e que as mudanças políticas que eles desejam ver na Venezuela se
tornariam mais viáveis.
"Na Venezuela,
a situação não melhorou, pelo contrário", afirma Villalonga. "Não
entendemos quais são as mudanças de circunstâncias para que os venezuelanos
regressem ao país."
Em meio a uma
inesperada aproximação com o governo Maduro, Trump conseguiu deportar, na
segunda-feira (10/2), 190 venezuelanos. Eles aterrissaram no Aeroporto
Internacional Simón Bolívar, perto da capital venezuelana, Caracas, em dois
aviões da companhia aérea estatal Conviasa.
Depois de receber em Caracas o emissário de
Trump,
Richard Grenell, e libertar seis detentos americanos, Maduro garantiu sua
disposição de receber os voos de deportados, se a Casa Branca levantar as
sanções contra seu governo. Ele declarou que foi dado o "primeiro
passo" para uma agenda de entendimento.
A deportação de
migrantes é uma das principais políticas de Trump. Para executá-la, ele precisa
firmar acordos para que os países de origem recebam os voos.
Mas o secretário de
Estado americano, Marco Rubio, descartou que a visita do enviado especial a
Caracas constitua uma demonstração de reconhecimento político ao governo de
Maduro.
"Não há
conversações para reconhecer Maduro", declarou Rubio, durante sua visita à
América Central no início de fevereiro. "Na verdade, nós não o
reconhecemos."
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A
sombra do Trem de Aragua
A decisão de Kristi
Noem destaca que permitir que os venezuelanos beneficiários do TPS permaneçam
nos Estados Unidos "contraria os interesses nacionais".
Em entrevista para
o canal de notícias americano Fox News, a secretária defendeu que a decisão do
seu predecessor, de estender o TPS para os venezuelanos, "fazia com que
eles pudessem permanecer aqui, violando nossas leis por mais 18 meses, e nós
detivemos isso".
"Vamos seguir
um processo, avaliar todos esses indivíduos que estão no nosso país, incluindo
os membros do TdA", declarou ela, em referência ao Trem de Aragua, a
facção do crime organizado criada em uma prisão do referido Estado venezuelano.
Adelys Ferro
destacou que, segundo números do Departamento de Segurança Nacional americano,
apenas 600 pessoas foram identificadas como suspeitas de manter vínculos com o
Trem de Aragua nos Estados Unidos.
"E nenhum
deles tem TPS", declarou ela aos jornalistas.
"Sabem por
quê? Porque uma pessoa que tem TPS precisa colocar suas impressões digitais em
um registro biométrico, passar por uma revisão dos seus antecedentes criminais
e comprovar onde mora."
"Estamos sendo
marcados e passamos a ser alvos devido à forma como nos veem", declarou
Ferro.
"A
estigmatização cada vez maior de que somos vítimas nos preocupa", alertou
Helene Villalonga. "É claro que existe um grupo chamado Trem de Aragua,
mas não podemos permitir que o generalizem e associem toda a comunidade
venezuelana àqueles delinquentes."
¨ Roraima volta a utilizar energia importada da Venezuela
Na manhã desta sexta-feira (14/02), o sistema elétrico do
Estado de Roraima voltou a utilizar energia importada da Venezuela, segundo
informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A notícia foi confirmada em matéria do jornal Folha de Boa Vista,
assinada pela jornalista Adriele Lima, que registra que o reinício da
importação, de forma comercial, teria acontecido a partir das 7h15.
Em meados de janeiro, o ONS realizou três dias de testes,
autorizados pelo Ministério de Minas e Energia, para avaliar o desempenho do
sistema operando com a energia venezuelana, proveniente da usina hidrelétrica
de Guri.
Vale destacar que Roraima é o único estado brasileiro que
não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), tendo boa parte da
sua demanda suprida por usinas termoelétricas – as quais utilizam gás natural,
óleo diesel e biomassa de acácia, além de óleo e bagaço de palma.
A autorização para importar energia venezuelana significa
a recuperação do sistema de transmissão da interligação Brasil-Venezuela, cuja
operação foi iniciada em 2001, mas interrompida em 2019, após uma série de
apagões no país vizinho.
Aqueles casos de problemas na transmissão de energia
dentro do território venezuelano forma classificados pelo presidente do país,
Nicolás Maduro, como atos de sabotagem promovidos por grupos opositores de
extrema direita. O período coincide com a época em que os principais setores da
oposição venezuelana defendiam a estratégia de desconhecer Maduro como
mandatário legítimo, e reconhecer como verdadeiro presidente o então deputado
Juan Guaidó, atualmente sem cargo.
A Folha
da Boa Vista também informa que o processo
para que a interligação Brasil-Venezuela seja restabelecida definitivamente
seguirá os critérios dispostos em ata publicada em janeiro pelo Comitê de
Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
Entre os detalhes do documento está o critério de iniciar
a operação com uma importação limitada de até 15 megawatts de energia,
incluindo uma reserva de potência operativa girante de 30 megawatts.
¨ Como a
fronteira Venezuela-Brasil virou rota do narcotráfico
A Venezuela e o Brasil compartilham
uma fronteira porosa no meio da floresta amazônica. Na última terça-feira
(11/12), a vulnerabilidade da região ao narcotráfico ficou em evidência após a
Força Aérea Brasileira (FAB) derrubar um avião venezuelano de pequeno porte
carregado de drogas próximo a Manaus.
Segundo o órgão, o avião
entrou clandestinamente no espaço aéreo do país pela fronteira venezuelana e
desobedeceu às ordens de pouso. A derrubada é permitida pela Lei do Abate, que
regulamenta a eliminação de aeronaves que invadem o espaço aéreo brasileiro sem
permissão, após esgotados os meios coercitivos de persuasão. Dois traficantes
foram encontrados mortos no local da queda e entorpecentes foram apreendidos.
"Essa medida é
utilizada como último recurso, após a aeronave interceptada descumprir todos os
procedimentos estabelecidos e forçar a continuidade do voo ilícito", disse
a FAB, em nota.
"As Forças Armadas
fizeram o que tinham que fazer dentro do código legal brasileiro, porque, neste
caso, era um avião que transportava drogas, mas também poderia representar um
ataque terrorista ou ser um grupo exportando armas", avaliou Marcos Alan
Ferreira, professor associado do Departamento de Relações Internacionais da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em entrevista à DW.
Embora incomum, o evento
revela o peso da fronteira entre Venezuela e Brasil na rota do tráfico
internacional de drogas. "A Venezuela é um dos principais pontos de
trânsito da cocaína colombiana para o Caribe, o Brasil e outros países",
explicou Jeremy McDermott, cofundador e codiretor da InSight Crime, um
centro de estudos especializado em crime organizado na América Latina e no
Caribe, sediado na Colômbia.
"E o Brasil é,
atualmente, um dos principais pontos de saída da cocaína para a Europa",
acrescentou o especialista.
<><> Amazônia se
torna rota do tráfico
Como a DW mostrou, o espaço
aéreo e também os rios da região amazônica se converteram em importantes rotas de contrabando para os
portos do Atlântico, o que tem implicações para a proteção da
floresta.
O Relatório Mundial sobre
Drogas da ONU de 2023 dedica um capítulo à relação entre a crescente presença
do crime organizado e a destruição da Amazônia. A tese é que o transporte da
droga catalisa a destruição da floresta.
O documento produzido pela
mesma organização no ano seguinte volta a ressaltar o problema. "Drogas
ilícitas, crimes convergentes, deslocamento populacional e conflitos estão
acelerando a devastação ambiental e degradando os direitos humanos, em especial
de grupos vulneráveis em partes da Bacia Amazônica", diz o texto.
Um relatório publicado pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública em outubro de 2023 mostra a
dimensão deste problema. Segundo o documento, a interiorização da criminalidade
permite a reprodução de atividades ilícitas que já acontece nos grandes
centros. O narcotráfico acaba sendo alimentado também pelo garimpo, a mineração
ilegal e a grilagem de terras. "Como consequência, o aumento das
atividades ilegais se relaciona com o aumento da criminalidade violenta",
argumenta o relatório.
Dados da Polícia Federal
indicados no relatório mostram que, em 2022, enquanto o somatório nacional de
maconha apreendida foi quase seis vezes superior ao de cocaína, na Amazônia
Legal essa lógica se inverte. Foram 25 mil quilos de cocaína apreendida, quase
três vezes mais que a quantidade de maconha.
"Para além de se pensar
a região amazônica como uma região de passagem, onde as drogas ilícitas são
atravessadas com destinos internacionais ou a outros estados brasileiros, os
entrevistados relatam elevado consumo de drogas ilícitas em municípios da
região amazônica", diz o relatório.
<><> O papel da
Venezuela
Para a coordenadora do
Centro de Estudos sobre Crime Organizado Transnacional da Universidade Nacional
de La Plata, na Argentina, Carolina Sampó, o tráfico se beneficia do difício
acesso em área de selva e o controle estatal limitado na região.
"Venezuela e Brasil
fazem fronteira com os únicos produtores mundiais de folha de coca –
matéria-prima da cocaína –, que são Colômbia, Peru e Bolívia",
detalhou a pesquisadora.
Segundo ela, os
narcotraficantes baseiam suas rotas mais no risco do que no custo econômico.
"Em muitos casos, escolhem rotas mais longas ou caras, mas mais seguras.
Isso pode explicar por que a cocaína produzida na Colômbia passa pela Venezuela
e, de lá, segue para o Brasil, formando um tipo de triângulo",
disse Sampó.
"E, se somarmos a isso
o fato de que, do lado venezuelano, há um regime não democrático, com sérias
acusações contra as mais altas esferas do poder por suposto envolvimento no
narcotráfico, torna-se mais fácil para as organizações criminosas moverem
grande parte de sua produção através da Venezuela e, de lá, enviá-la aos
mercados consumidores", defendeu Sampó.
<><> A
relevância do rio Amazonas
"A fronteira entre
Venezuela e Brasil é uma das mais importantes dentro da geopolítica do
narcotráfico na Amazônia", afirmou Alan Ferreira, da UFPB, que
realiza pesquisas de campo na região.
"Do lado brasileiro,
opera o Primeiro Comando da Capital (PCC), do lado venezuelano, o Tren de
Aragua, uma organização criminosa que tem ganhado muita influência",
explicou.
"Esses grupos
criminosos têm uma espécie de acordo entre si e se aproveitam do fato de que a
área é uma área de proteção indígena Yanomami, com menor presença policial,
para transportar drogas por ali", acrescentou.
Com isso, a rota ganha uma
importância dupla. Se por um lado a droga que entra é consumida no Brasil – o
segundo maior mercado consumidor de cocaína do mundo – por outro, os
traficantes se valem do rio Amazonas para levar os entorpecentes à Europa.
Achados da Polícia Federal
apresentados no relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública
corroboram o papel dos rios amazônicos, usados para escoar a droga.
As organizações criminosas
agem de acordo com a sazonalidade das chuvas da região, diz o texto, de modo
que o volume de água dos rios impacta na forma de se navegar por essas vias.
"Com os rios 'mais cheios' formam-se labirintos, dificultando o trabalho
de fiscalização e de repressão das forças policiais", pontuou o documento.
<><> Como
combater o narcotráfico transnacional?
"Nenhum país pode
enfrentar esse problema sozinho: a cooperação internacional é essencial",
defendeu Ferreira.
Países signatários da
Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, como Bolívia, Brasil, Colômbia,
Equador, Peru e Venezuela, organizam a implementação de um Centro de Cooperação
Policial Internacional da Amazônia, com sede em Manaus. A estrutura estava
prevista para ser inaugurada em 2024, mas foi adiada para 2025.
Ao menos entre Brasil e
Venezuela, porém, essa cooperação pode estar pressionada, devido aos recentes
atritos entre os países em meio à contestada eleição de Nicolás Maduro.
Para a doutora em Ciências
Políticas Penais e Política Criminal mexicana, Yuriria Rodríguez Castro, da
Universidade Nacional Autônoma do México, a agenda da América do Norte e da
América Central, com a questão das designações de cartéis transnacionais como
organizações terroristas, vai demandar uma reavaliação da situação no sul do continente.
"Podemos esperar um
deslocamento geográfico e o surgimento de novos pontos críticos na América do
Sul", avaliou.
Fonte: BBC News
Mundo/Opera Mundi/DW Brasil

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