terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Crianças que cresceram com muitas responsabilidades apresentam esses 7 comportamentos

A especialista em paternidade Esther Wojcicki afirma que incentivar as crianças a realizar tarefas cotidianas por conta própria é uma forma de empoderamento. Além disso, ao permitir que as crianças desenvolvam autonomia, construímos sua resiliência e confiança para lidar com o fracasso e assumir riscos necessários e calculados, como mostram estudos.

O pediatra norte-americano Jonathan Williams acrescenta que os envolver nas tarefas domésticas desde cedo é o melhor hábito para criar filhos felizes. Mas o que acontece se lhes dermos muitas responsabilidades tão cedo? Corremos o risco de inversão de papéis ou de parentificação.

Segundo um estudo, a parentificação ocorre quando se espera que crianças ou adolescentes assumam papéis de adultos quando ainda não estão cognitiva ou emocionalmente preparados. Existem diferentes tipos, conforme explicam os especialistas da Open Minds, como a parentificação instrumental, na qual “a criança assume responsabilidades práticas e tarefas domésticas que normalmente seriam de designadas aos adultos”, como cuidar de irmãos mais novos; ou a parentificação emocional, na qual “a criança se torna confidente ou apoio emocional de seus pais ou cuidadores”.

Essa parentificação pode afetar o desenvolvimento das crianças e impactar também sua vida adulta. Além disso, conforme a psicologia, as crianças que cresceram com mais responsabilidade do que seria esperado para sua idade podem ter esses padrões de comportamento específicos quando adultas.

<><> 1. Dificuldade para identificar as próprias necessidades

A autoconsciência, uma habilidade relacionada à inteligência emocional, não é algo com que você nasce e, com base em sua educação, criação e experiências, ela será mais ou menos desenvolvida. Se durante a infância suas necessidades emocionais e práticas foram deixadas em segundo plano porque você cuidava dos outros, na idade adulta você pode ter dificuldade para entender o que precisa ou o que quer.

Por receber muitas responsabilidades para as quais não estava preparado, você não teve tempo nem espaço para descobrir quem era fora da dinâmica familiar e, como resultado, entrou na vida adulta sem um senso de identidade bem definido.

<><> 2. Complacência

Ao crescer com um excesso de responsabilidades e parentificação, você não aprendeu que cada um é responsável por suas próprias emoções. Foi-lhe ensinado que você era responsável pelo bem-estar de seus pais, e esse padrão de pensamento continua, tornando-o uma pessoa complacente que sempre quer agradar aos outros. Isso nos faz cair na armadilha da aprovação, conceito criado pelo Dr. Harold Bloomfield, que nos torna complacentes para garantir que todos os outros estejam felizes, mas que nos domina emocionalmente e nos faz negligenciar nossa própria felicidade. Lembre-se de uma coisa: você não é obrigado a satisfazer as necessidades dos outros.

<><> 3. Dificuldade para pedir ajuda

Se você tinha muitas responsabilidades quando criança e era o responsável pela casa, talvez tenha dificuldade em pedir ajuda. Quando criança, você foi ensinado que tinha de ajudar e que sua sobrevivência dependia de ser autossuficiente, portanto, agora como adulto, você pode se sentir envergonhado ou ver como fraqueza pedir ajuda aos outros.

<><> 4. Assumir o papel de cuidador o tempo todo

De acordo com uma pesquisa, quando uma criança tem mais responsabilidade do que deveria, cria-se um ambiente no qual o comportamento de cuidado da criança mantém o equilíbrio da família. A criança aprende que sua intervenção é necessária para o bem-estar da família e, em seus relacionamentos na vida adulta, ela assume novamente esse papel de cuidadora, mesmo que não há expectativa explícita do que ela fará.

<><> 5. Medo de ser abandonado

Seu medo de abandono pode estar enraizado no fato de que você sempre assumiu mais responsabilidades e acha que, se não estiver disponível para os outros, eles não precisarão mais de você e irão embora. O motivo desse medo é que você aprendeu a alimentar sua autoestima com o que deu à sua família, o que fez com que você desenvolvesse um estilo de apego inseguro durante a infância, conforme explica um artigo da Universidade de Columbia.

Segundo os especialistas, as crianças com excesso de parentificação “frequentemente sentem ansiedade em relação ao abandono e à perda, e demonstram dificuldade em lidar com a rejeição e a decepção nos relacionamentos interpessoais”.

<><> 6. Dificuldade em estabelecer limites

Os limites são essenciais em qualquer relacionamento, seja com o parceiro, no trabalho ou com os amigos. Eles nos ajudam a definir a nós mesmos e os comportamentos que consideramos inaceitáveis em qualquer relacionamento.

Nossas experiências de infância têm um efeito direto sobre como estabelecemos ou não limites quando adultos. Se você cresceu em um ambiente familiar que exigia demais de você e no qual tinha muito mais responsabilidades do que é considerado saudável para uma criança, é evidente que seus pais não o ensinaram a estabelecer limites e agora você acha difícil fazê-lo.

<><> 7. Necessidade de controle

Pense nisso. Você cresceu em um ambiente em que seus pais precisavam de você para progredir. Você assumiu muitas responsabilidades. Isso pode fazer com que você acredite que os outros dependem de você de uma forma doentia, o que faz com que você tenha o hábito de querer controlar tudo, como tinha de fazer quando criança. Além disso, as pessoas que precisam estar no controle de todas as situações tendem a confiar nesse sentimento como uma forma de se sentirem seguras.

¨      Pessoas que cresceram sendo o filho favorito podem apresentar esses 6 comportamentos

Não é difícil encontrar quem afirma que os pais têm um filho favorito. O fenômeno é tão comum nas famílias que já ganhou um nome formal: tratamento parental diferenciado. O cenário ocorre quando há a percepção de que um, ou ambos os pais preferem, ou favorecem um dos filhos.

A situação pode impactar o bem-estar emocional dos filhos e influenciar comportamentos até a vida adulta, tanto do filho que se sente desfavorecido como do favorito. Entenda!

<><> 6 comportamentos de adultos que desceram sendo o filho favorito

De acordo com a psicóloga Sara Dourado, psicóloga do grupo Mantevida, o comportamento de “favoritismo” dos pais tem relação com a afinidade entre os filhos.

“Essa atitude dos pais não é sobre falta uma afetiva, mas uma sintonia maior com um determinado filho. E havendo essa maior relação, surge a distinção entre eles. O que consequentemente pode moldar o desenvolvimento da personalidade”.

Entre os comportamentos que um filho favorito pode apresentar na vida adulta estão:

1.    Cobrança excessiva

2.    Dificuldade em reconhecer seus erros

3.    Perfeccionismo

4.    Não lidar bem com críticas

5.    Dificuldade em reconhecer seus limites

6.    Resistência a regras

“Este adulto pode ter maior propensão de ser tornar um adulto triste e desenvolver alguns transtornos como a ansiedade e a depressão”, afirma a especialista.

<><> E o filho “menos” favorito?

O favoritismo não afeta apenas o filho preferido, mas também o desenvolvimento dos outros irmãos, prejudicando a dinâmica familiar mesmo na vida adulta. Segundo a psicóloga, esses indivíduos podem adotar comportamentos desafiadores como uma forma de buscar atenção.

“Também pode desenvolver carência afetiva e dependência do outro, pois cresceram com a sensação de abandono e tentaram se manter dentro de uma relação agradando o outro e invalidado seus sentimentos”, esclarece. 

¨      Filhos que cresceram sendo comparados com os irmãos apresentam esses 6 comportamentos

Quem cresceu em uma família com irmãos sabe que comparações podem ocorrer, mesmo que inconscientemente. Seja no desempenho escolar, em características de personalidade ou preferências, as comparações podem surgir a qualquer momento.

 “É natural que, nas relações familiares, surjam afinidades e identificações com base no comportamento de cada um. Por viverem no mesmo ambiente, crescerem juntos e apresentarem diferenças de idade, os irmãos acabam se tornando alvos passíveis de comparação pelos pais”, observa Sara Dourado, psicóloga do grupo Mantevida.

Apesar de parecerem inofensivas ou serem feitas como forma de estímulo, as comparações entre irmãos podem gerar impactos negativos no desenvolvimento do indivíduo. Entenda!

<><> Comportamentos de filhos que cresceram sendo comparados aos irmãos

Segundo a psicóloga, as comparações podem impactar negativamente as relações sociais e familiares, além de prejudicar o bem-estar psicológico do indivíduo. “As relações familiares são pautadas de afeto. Realizar comparações pode provocar na vida adulta sentimentos de menos valia e até mesmo gerar competições entre os irmãos, trazendo conflitos que podem perdurar a vida toda”, afirma.

Dessa forma, um filho que cresceu sendo comparado aos irmãos pode apresentar na vida adulta:

1.    Falta de autoconfiança

2.    Dificuldades de autoconhecimento

3.    Sentimento de inferioridade

4.    Baixa autoestima

5.    Ansiedade

6.    Incapacidade de corresponder as expectativas

“Além disso, aquele que foi preterido poderá ter sentimento de rejeição e abandono, já o outro que foi o indicado como ‘exemplo’ pode sentir-se culpado e receio de magoar o outro, ou pode ter uma perspectiva de si de maneira extraordinária e singular criando expectativa irreal à sua presença, receio de errar e a referência de sempre acertar”, informa Sara.

<><> Como não comparar os filhos?

Algumas estratégias podem ser adotadas para evitar as comparações entre os filhos, como:

·        Valorize conquistas e habilidades individuais dos filhos

·        Evite rotular os filhos

·        Estimule atividades e tarefas em conjunto ao invés de promover uma competição entre irmãos

·        Ao corrigir ou elogiar um filho, procure não trazer o outro para a conversa

 

Fonte: Minha Vida

 

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