segunda-feira, 6 de julho de 2026

João dos Reis Silva Júnior: Escolha sitiada – conciliação oligárquica

2026 está deixando de ser apenas disputa eleitoral e está se tornando uma negociação antecipada de regime. Não se trata só de saber quem vence. Trata-se de saber em que condições sociais, parlamentares, econômicas e simbólicas o vencedor governará. E aí a sua hipótese é forte: há sinais de que o país pode estar repetindo, em nova forma, um velho movimento brasileiro – um pacto social de superfície que, na estrutura, preserva o pacto oligárquico.

A semana trouxe quatro sinais principais. Primeiro, Lula segue competitivo e ainda aparece à frente de Flávio Bolsonaro em pesquisas recentes: o Datafolha divulgado em 20 de junho indicou Lula com 41% no primeiro turno contra 31% de Flávio, e 47% a 43% em eventual segundo turno; a CNT/MDA, poucos dias antes, mostrou vantagem mais larga, 49,3% a 36,8%. Segundo, a extrema direita não desapareceu; ela se reorganiza como herança familiar, ressentimento social, antipetismo moral e candidatura de continuidade.

A candidatura de Flávio Bolsonaro foi apresentada como sucessão escolhida por Jair Bolsonaro, que segue influente mesmo condenado e inelegível, segundo cobertura da agência Associated Press. Terceiro, há deslocamento geracional importante: a Reuters registrou nesta semana crescimento da rejeição a Lula entre jovens, sobretudo homens jovens, combinando frustração econômica, descrédito institucional e atração por discursos de ordem, anticorrupção e direita radicalizada.

Quarto, o Congresso continua operando como centro real de veto: a Agência Brasil registrou a semana com PEC da escala 6×1 travada no Senado, troca de liderança do governo após saída de Jaques Wagner, agenda do MEI, depoimento de Jair Bolsonaro e movimentos do governo em torno de defesa, saúde e segurança.

A tendência, portanto, não é linearmente favorável nem à esquerda nem à direita. A tendência é mais grave: a política brasileira está sendo reorganizada por uma dupla contenção. De um lado, a contenção da extrema direita pela via eleitoral e institucional. De outro, a contenção de qualquer transformação social substantiva pela via parlamentar, fiscal, midiática e financeira. É aqui que aparece o perigo da repetição histórica: a democracia pode derrotar eleitoralmente o autoritarismo e, ao mesmo tempo, preservar o núcleo oligárquico que o produz.

O que ocorreu nesta semana, em termos profundos, foi a confirmação de que o voto continua decisivo, mas cada vez menos soberano. Ele decide o governo, mas não decide sozinho o regime de acumulação, a forma do Estado, o orçamento, a dívida, a estrutura tributária, o sistema de comunicação, a propriedade da terra, o comando das polícias, a captura do fundo público, nem a temporalidade real da vida popular.

O voto aparece como momento de escolha; a estrutura aparece como sistema de bloqueio. Essa é a chave de leitura do meu artigo “A escolha sitiada”: o voto popular é indispensável para barrar a herança autoritária, mas ele opera dentro de uma cidadania incompleta e de uma democracia cercada. O voto popular de 2026, embora decisivo contra a herança autoritária, esbarra nas contradições de uma cidadania marcada pela modernização dependente.

A pergunta decisiva, então, não é apenas: Lula vence? A pergunta é: o que fica depois da vitória? Essa já era a pergunta do artigo, “O que fica?”, divulgado em 7 de junho no site A Terra é Redonda: para além das pesquisas e do marketing de campanha, o pleito de 2026 testa a capacidade política brasileira de produzir algo que permaneça. A semana parece responder de modo inquietante: pode ficar uma vitória defensiva, necessária, mas socialmente insuficiente. Pode ficar a contenção do pior, sem abertura efetiva do novo.

A hipótese do pacto social que repete, na estrutura, o pacto oligárquico é plausível porque o Brasil tem uma forma histórica recorrente: quando a crise ameaça sair do controle, as classes dominantes aceitam alguma recomposição política desde que o núcleo material da dominação seja preservado.

Foi assim em vários momentos: conciliação pelo alto, cidadania regulada, modernização conservadora, abertura lenta e segura, redemocratização pactuada, Constituição social tensionada por política econômica conservadora, lulismo como inclusão via consumo sem ruptura com os grandes pactos da propriedade, e agora talvez uma nova etapa: antifascismo eleitoral com acomodação oligárquico-financeira.

O ponto não é acusar moralmente Lula ou o governo. A questão é estrutural. O lulismo governa um país em que o Congresso se autonomizou como poder orçamentário, o mercado financeiro opera como tribunal permanente, a mídia converte estabilidade em sinônimo de moderação fiscal, e a extrema direita monopoliza parte da linguagem popular do ressentimento.

O jornal Folha de S. Paulo registrou em maio que 70% viam a relação entre Lula e Congresso mais como confronto do que colaboração, sinalizando que a percepção social já identifica o Legislativo como força de bloqueio e barganha. A Agência Brasil também mostrou na semana passada que pautas de apelo popular, como a PEC da escala 6×1, permanecem travadas no Senado, enquanto o governo reorganiza sua articulação parlamentar.

A forma nova do pacto oligárquico não é mais apenas café com leite, coronelismo ou mando agrário direto. Hoje ela combina cinco elementos: Congresso-orçamento, mercado-dívida, mídia-plataforma, judicialização seletiva e segurança como gramática social. A oligarquia contemporânea não precisa aparecer como aristocracia rural. Ela aparece como “responsabilidade fiscal”, “governabilidade”, “empreendedorismo”, “combate à corrupção”, “segurança pública”, “modernização administrativa” e “paz institucional”. A linguagem muda; a estrutura permanece.

Por isso, o perigo de 2026 é a produção de um pacto social regressivo com aparência democrática. Ele poderia assumir a seguinte forma: setores populares votam para impedir a volta plena do bolsonarismo; setores médios aceitam Lula como mal menor; frações empresariais aceitam estabilidade; o Congresso exige controle de orçamento, cargos e emendas; o mercado exige disciplina fiscal; a mídia exige “moderação”; e os movimentos sociais são chamados a defender a democracia, mas não a expandir seu conteúdo material. O resultado seria uma democracia defendida contra o fascismo, mas administrada em favor da ordem.

Essa é a repetição estrutural do pacto oligárquico: o povo entra como força eleitoral, mas não como sujeito constituinte. Ele é convocado para barrar a catástrofe, mas não para redefinir a propriedade, o orçamento, o trabalho, a cidade, a universidade, o crédito, o tempo social. A cidadania aparece no momento do voto; desaparece no momento da decisão estrutural. O pacto social, nesse caso, seria social apenas na retórica: defesa da democracia, combate à fome, proteção dos pobres, ampliação de políticas públicas. Mas sua arquitetura permaneceria oligárquica se a repartição real do poder continuasse intocada.

A semana passada também mostrou uma contradição geracional importante. A matéria da agência Reuters sobre jovens brasileiros afastando-se de Lula é um sinal grave porque indica que parte da juventude não se sente herdeira da inclusão lulista. O jovem precarizado, endividado, com diploma desvalorizado ou sem expectativa de ascensão, pode não reconhecer a democracia social como promessa concreta.

A extrema direita entra justamente nesse vazio: ela oferece culpados, masculinidade compensatória, ordem moral, anticorrupção performática e promessa de pertencimento. Quando a esquerda não consegue traduzir futuro, a direita oferece vingança. Quando a política não organiza esperança material, o ressentimento organiza identidade.

Aqui entra sua categoria da duração bloqueada. O pacto oligárquico contemporâneo não apenas distribui desigualmente renda e poder; ele bloqueia a experiência do futuro. A juventude não sente que a história está aberta. O trabalhador não sente que o esforço vira estabilidade. O professor não sente que a universidade forma futuro. O morador da cidade não sente que pertence ao lugar onde vive. O eleitor não sente que seu voto se prolonga em mudança. A democracia, sem duração social, vira evento periódico. E evento periódico, sozinho, não sustenta projeto histórico.

A tendência, então, é de polarização administrada. A extrema direita continuará existindo como ameaça indispensável para disciplinar o campo democrático. O centro oligárquico usará essa ameaça para exigir moderação da esquerda. A esquerda institucional usará a ameaça autoritária para pedir unidade. Os movimentos sociais serão pressionados a adiar demandas. E o Congresso converterá cada urgência democrática em moeda de troca. Essa é a engrenagem mais perigosa: o fascismo ameaça; a oligarquia arbitra; a esquerda administra; o povo espera.

Mas há uma diferença importante em relação aos pactos anteriores. O Brasil de 2026 não vive apenas sob pacto oligárquico nacional; vive sob dependência financeirizada. Isso significa que o pacto interno é subordinado a uma temporalidade externa: juros, dívida, agências, fundos, câmbio, commodities, plataformas, cadeias globais, orçamento capturado. A oligarquia nacional não governa sozinha; ela administra localmente uma forma mundial de coerção. Por isso, seu conceito de capital fictício como forma de bloqueio do tempo histórico ilumina a conjuntura. A política nacional parece decidir; mas decide sob chantagem permanente da valorização financeira.

O risco, portanto, é que 2026 produza uma vitória progressista sem progressão histórica. Uma vitória que impeça a regressão aberta, mas normalize a regressão lenta. Uma vitória que diga “derrotamos o autoritarismo”, enquanto mantém a escala 6×1 bloqueada, a reforma tributária limitada, a universidade subfinanciada, a cidade financeirizada, a juventude sem futuro, o trabalho precarizado, a comunicação concentrada e o fundo público disputado por frações parlamentares. Isso não seria derrota imediata. Seria algo mais brasileiro: vitória sitiada.

Mas a hipótese não deve ser fechada como fatalismo. Há brechas. A primeira é que Lula ainda mantém força popular real, e as pesquisas mostram que a extrema direita não conseguiu converter automaticamente a herança de Jair Bolsonaro em maioria nacional. A segunda é que a candidatura de Flávio Bolsonaro carrega o peso de uma sucessão familiar, judicializada e moralmente desgastada, não uma novidade histórica. A terceira é que temas como escala de trabalho, renda, saúde, segurança, educação e custo de vida podem recolocar a materialidade no centro da disputa. A quarta é que a juventude em deslocamento não está necessariamente consolidada à direita; ela está disponível para quem conseguir nomear sua frustração sem desprezá-la.

A tarefa teórica e política, portanto, seria distinguir frente democrática de pacto oligárquico. A frente democrática é necessária para derrotar o autoritarismo. O pacto oligárquico é perigoso quando, em nome dessa derrota, bloqueia o conteúdo social da democracia. A frente democrática deve ser tática de defesa e abertura; o pacto oligárquico transforma a defesa em limite. A primeira protege a possibilidade da história; o segundo administra o fim da história.

A formulação central poderia ser esta: O Brasil pode estar caminhando para uma nova conciliação pelo alto: o povo é chamado a salvar a democracia pelo voto, mas não a reorganizar a sociedade pelo poder. O pacto aparece como defesa republicana contra o fascismo; sua estrutura, porém, pode repetir o velho acordo oligárquico que admite a presença popular desde que ela não toque no comando do orçamento, da propriedade, do trabalho, da comunicação e do tempo social.

A tendência mais provável, se nada deslocar o quadro, é esta: Lula segue favorito ou altamente competitivo; a extrema direita permanece capaz de organizar medo e ressentimento; o centro parlamentar aumenta seu preço; o mercado exigirá garantias; e a campanha tenderá a empurrar o campo democrático para uma moderação cada vez mais defensiva. A vitória, se vier, virá cercada. A derrota, se vier, será catastrófica. O problema é que a vitória cercada pode preparar a próxima catástrofe se não produzir duração histórica.

Em termos conceituais, eu diria assim: o pacto oligárquico brasileiro se modernizou. Antes bloqueava a entrada do povo; agora administra sua entrada para impedir que ela se converta em poder histórico. Essa é a passagem fundamental. A oligarquia aprendeu a conviver com eleições, políticas sociais limitadas e linguagem democrática. O que ela não aceita é que o povo governe a estrutura.

Por isso, 2026 não deve ser lido apenas como pleito. Deve ser lido como teste da democracia dependente sob capital fictício. Se a democracia for reduzida à derrota eleitoral da extrema direita, ela sobreviverá como forma sitiada. Se conseguir transformar a defesa institucional em reorganização social do tempo, pode abrir outro ciclo. Mas, hoje, a tendência dominante é a primeira: preservação defensiva da democracia com recomposição oligárquica da governabilidade.

Fecho com uma formulação mais literária, no seu tom: O Brasil talvez esteja diante de sua velha astúcia histórica: chama o povo às urnas quando a casa ameaça incendiar, mas entrega a chave da casa aos mesmos administradores do incêndio. A democracia aparece como salvação; a oligarquia, como condição da salvação. O voto barra o abismo, mas não reconstrói a ponte. E, enquanto a ponte não for reconstruída, cada eleição será menos uma escolha de futuro do que uma operação de resgate do presente.

¨     Quem se comunica com o Trump também se trumbica. Por Gilberto Menezes Côrtes

O velho guerreiro, Abelardo “Chacrinha” Barbosa, dizia a cada programa: “Quem não se comunica se trumbica”. Chacrinha morreu em 30 de junho de 1988. Na passagem do velho guerreiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato ungido pelo pai, Jair Bolsonaro, tinha apenas sete anos (nasceu em 30 de abril de 1981). Aos 45 anos, formado em advocacia e com mandatos de deputado estadual (de 2003 a 2018) e senador (desde 2019), o filho 01 do ex-capitão já deveria ter mais capacidade de avaliação política. É o mínimo que se espera de quem sonha ser presidente.

A candidatura vem em descendente, desde 13 de maio, quando o site “Intercept Brasil” revelou suas conversas para pedir R$ 134 milhões ao então banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em fins de 2024, num relacionamento (negado num primeiro momento, seguido de contradições) que se prolongou até depois de ter a candidatura confirmada pelo PL. Pego na mentira, vem descendo a ladeira sem esclarecer totalmente sua relação com Daniel Vorcaro.7

E a situação só piorou quando tentou desautorizar a articulação da madrasta, Michelle Bolsonaro, no final do ano passado, na formação da chapa do PL ao Senado pelo Ceará. A mágoa criou o distanciamento da ex-primeira-dama dos quatro filhos de Jair Bolsonaro. Michelle aproveitou a data do jogo do Brasil com a Escócia para postar vídeo com pesadas acusações contra o enteado senador. Evangélica, ela presidia o PL Mulher há três anos e ampliou a filiação de mulheres e evangélicos ao PL. As mulheres representam 53% do eleitorado e os evangélicos beiram os 30%.

Pois os aliados de Flávio Bolsonaro, a começar pelo economista Paulo Figueiredo, neto do último ditador brasileiro, o general João Batista Figueiredo, que mora nos Estados Unidos onde trama contra o Brasil e o governo Lula com o filho 03, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), fez disparos pesados e machistas contra Michelle. As balas perdidas atingiram a credibilidade do senador no meio feminino e evangélico.

Desesperado, mas desconhecedor da história, no dia 1º de julho de 2026, 38 anos depois da morte de Abelardo Barbosa, o senador tentou mais uma vez recorrer ao apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e lhe enviou carta. Talvez escrita a seis mãos. Possivelmente, o irmão Eduardo, que Flávio pretende nomear chanceler, se for eleito, e o parceiro Paulo Figueiredo, participaram da redação e das tratativas para encaminhar o e-mail ao Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e à Casa Branca.

<><> Atestado de entreguista

Trump, como mostrou a melhora da aprovação ao presidente Lula após o tarifaço do ano passado, que o clã Bolsonaro e os bolsonaristas aprovam saudando até a bandeira americana, está em baixa nos Estados Unidos e se tornou um ativo tóxico no Brasil e no mundo.

Clamar para o presidente Trump suspender, "até depois da eleição", a nova onda de tarifas ao Brasil, alegando que as restrições às exportações brasileiras favoreceriam "a reeleição de Lula", mas admitindo os tributos, se for eleito, prometendo, de antemão, favorecimento de pleitos americanos, foi uma confissão de entreguismo.

Getúlio Vargas se suicidou e passou à história com a “Carta Testamento”, cujos contornos escritos à mão pelo presidente foram burilados e amplificados em letra de forma, datilografada pelo amigo e secretário particular da Presidência, José Soares Maciel Filho, e lida na Rádio Nacional pelo ministro da Fazenda Oswaldo Aranha.

Já na carta-confissão de vassalagem, Flávio Bolsonaro informa que as tarifas propostas por Trump poderiam “recompensar os próprios infratores que pretendem punir”. O argumento central é que a retaliação comercial fortaleceria Lula eleitoralmente, porque permitiria ao governo brasileiro converter o conflito com os EUA em ativo político interno.

O posicionamento dos Bolsonaro e dos bolsonaristas está sendo devidamente explorado à larga pelo presidente Lula, e deve refletir em novas pesquisas que aumentam a distância entre o presidente e o senador, com chances crescentes de a fatura ser decidida no primeiro turno, em 4 de outubro

Os bolsonaristas deviam dizer a seu atual líder que a música sertaneja “Nóis trumpica (sic) mas não cai” é perigosa agora.

<><> Mancada com as mulheres

Decididamente, Flávio Bolsonaro é um personagem que “mídia training” e processos de suavização da imagem não conseguem burilar, tão enraizados são os traços truculentos e misóginos do clã Bolsonaro.

Imagina, caro (a) leitor (a). que precisando cativar o eleitorado feminino solidário com o desacato a Michelle Bolsonaro por Paulo Figueiredo, o senador participou, sexta-feira, 3 de julho, de evento na seção fluminense do PL Mulher, no Rio de Janeiro, e tratou de saudar "a mulherada”.

Lá, também ensaiou uma dancinha ao som de um funk com letra em sua homenagem. Como já foi criticado por falta de ritmo, à tarde foi aprimorar dancinha e passos de funk com o influenciador Pulga Chora Boy (?!) Planos para o país, nada.

Os tempos mudaram muito. Mas a falta de trato com o eleitorado feminino custou muitos dissabores ao então governador de São Paulo, Ademar de Barros, na campanha presidencial de 1955. Num comício em Recife, que era a maior capital do Nordeste, o candidato do PSP aproveitou para também saudar em alto e bom som “a mulherada”.

Foi uma gafe total. Afastou do palanque as mulheres das autoridades presentes, o cardeal, e esvaziou a plateia feminina. O desastrado Ademar desconhecia que, no Nordeste, em especial no Recife, “mulherada” era sinônimo das mulheres que exerciam a mais antiga das profissões.

Em tempo, a eleição de 1955 foi vencida por Juscelino Kubitscheck, da coligação PSD-PTB, com 3,077 milhões de votos (35,68% dos votos válidos). O marechal Juarez Távora, da UDN, ficou em segundo, com 2,610 milhões de votos (30,27). Ademar foi terceiro, com 2,222 milhões (25,77%).


Fonte: A Terra é Redonda/JB 

 

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