Chocolate
não é indicado para tratar hipoglicemia de quem tem diabetes; entenda o motivo
A
primeira reação de muitas pessoas diante de uma hipoglicemia é oferecer um
chocolate. No entanto, essa não é a melhor escolha para quem precisa elevar a
glicose rapidamente. Segundo a endocrinologista e pesquisadora Denise Franco e
a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, o tratamento da
hipoglicemia deve priorizar alimentos com açúcar de rápida absorção.
Durante
participação no DiabetesCast, as especialistas explicaram que o objetivo do
tratamento é fazer a glicose voltar ao nível seguro no menor tempo possível.
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Por que o chocolate não é indicado para tratar hipoglicemia?
Embora
contenha açúcar, o chocolate também possui gordura. Nesse contexto, a gordura
reduz a velocidade com que o açúcar chega à corrente sanguínea.
Segundo
Tarcila Campos, o tratamento da hipoglicemia precisa utilizar carboidratos
simples, sem a presença de outros nutrientes que retardem a absorção.
“O
bombom pode fazer parte da alimentação da pessoa com diabetes, mas não é a
melhor opção durante uma hipoglicemia”, explicou.
Por
esse motivo, alimentos como chocolate, bolo, leite, queijo, ovos e até frutas
inteiras não são considerados as alternativas mais indicadas para esse momento.
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Quais alimentos ajudam a corrigir a hipoglicemia?
As
especialistas orientam priorizar fontes de açúcar simples, capazes de elevar a
glicose com mais rapidez.
Entre
as opções estão:
• sachê de açúcar;
• açúcar dissolvido em água;
• balas comuns;
• torrões de açúcar;
• refrigerante comum;
• suco de fruta.
Segundo
Denise Franco, a recomendação para adultos costuma ser consumir cerca de 15
gramas de carboidrato de rápida absorção e aguardar aproximadamente 15 minutos
para que esse açúcar chegue ao sangue. Nos sensores de glicose, essa resposta
pode demorar um pouco mais para aparecer.
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Frutas e chocolate podem ser consumidos depois?
Sim. O
problema não está no alimento em si, mas no momento em que ele é utilizado.
Tarcila
Campos explica que frutas possuem fibras, enquanto chocolates e bombons contêm
gordura. Esses componentes retardam a absorção do açúcar e, por isso, não
ajudam quando a prioridade é corrigir uma hipoglicemia.
Por
outro lado, esses alimentos podem fazer parte da alimentação habitual da pessoa
com diabetes, desde que considerados no planejamento alimentar e, quando
necessário, acompanhados do ajuste da insulina.
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Conhecer o tratamento evita complicações
Denise
Franco reforça que episódios de hipoglicemia não devem ser considerados parte
normal do tratamento do diabetes.
Além
disso, pessoas que apresentam crises frequentes devem conversar com a equipe de
saúde para avaliar possíveis ajustes na terapia. A médica destaca que entender
como reconhecer e tratar a hipoglicemia faz parte do cuidado diário de quem
utiliza insulina e também de algumas pessoas com diabetes tipo 2.
Segundo
as especialistas, carregar uma fonte de açúcar de rápida absorção na bolsa, na
mochila ou no carro pode facilitar o tratamento caso a glicose caia durante o
dia.
• Pré-diabetes: nutricionista dá 5
orientações que podem ajudar a reverter a condição
O
pré-diabetes é uma condição que pode passar despercebida por anos, mas
representa um risco importante para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a reversão é possível em
muitos casos quando o diagnóstico acontece cedo e a pessoa adota mudanças no
estilo de vida. Além disso, hábitos relacionados à alimentação e à prática de
atividade física podem contribuir para melhorar o controle da glicemia.
De
acordo com o nutricionista especialista em diabetes Danilo Araújo, cinco
mudanças simples na rotina podem ajudar quem recebeu o diagnóstico de
pré-diabetes. No entanto, essas orientações devem fazer parte de um plano de
tratamento acompanhado por profissionais de saúde.
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O que é pré-diabetes e por que ele merece atenção
O
pré-diabetes acontece quando os níveis de glicose no sangue estão acima do
considerado normal, mas ainda não atingem os valores que caracterizam o
diabetes.
Segundo
o coordenador do Departamento de Diabetes Tipo 2 e Pré-Diabetes da Sociedade
Brasileira de Diabetes, Dr. Luciano Giacaglia, isso significa que o organismo
já apresenta dificuldade para produzir insulina em quantidade suficiente para
manter a glicose dentro dos parâmetros adequados. Portanto, o risco de evolução
para o diabetes tipo 2 aumenta.
De
acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 50% das pessoas diagnosticadas com
pré-diabetes desenvolvem diabetes tipo 2 em até dez anos.
Ainda
assim, essa evolução não acontece obrigatoriamente. Segundo a SBD, a condição
pode ser revertida com perda de peso, prática regular de atividade física,
alimentação equilibrada e, quando necessário, uso de medicamentos prescritos
pelo médico.
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O pré-diabetes costuma não apresentar sintomas
Um dos
principais desafios é que o pré-diabetes geralmente não provoca sintomas. Nesse
contexto, muitas pessoas descobrem a alteração apenas durante exames de rotina,
como glicemia em jejum, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à
glicose, também conhecido como curva glicêmica.
Segundo
o Ministério da Saúde, esses exames devem ser realizados regularmente a partir
dos 35 anos, principalmente em pessoas com fatores de risco, como excesso de
peso, obesidade e histórico familiar de diabetes.
Para o
Dr. Luciano Giacaglia, o diagnóstico precoce é fundamental porque aumenta as
chances de iniciar o tratamento e reverter a condição.
Embora
a maioria das pessoas não apresente sinais, algumas podem desenvolver
alterações que também são observadas no diabetes. Entre elas estão doença da
retina, perda de proteína na urina, sinais de neuropatia, como formigamento nas
mãos e nos pés, além de fraqueza muscular.
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Quais sintomas indicam que o pré-diabetes pode ter evoluído para diabetes tipo
2
Enquanto
o pré-diabetes costuma ser silencioso, o diabetes tipo 2 pode causar sintomas
mais evidentes.
Entre
os principais sinais estão:
• aumento da sede;
• aumento da fome;
• vontade frequente de urinar;
• fadiga;
• visão turva;
• dormência ou formigamento nas mãos e nos
pés;
• feridas que demoram para cicatrizar;
• infecções frequentes;
• perda de peso não intencional.
Diante
desses sintomas, a orientação é procurar atendimento médico para investigação e
confirmação do diagnóstico.
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Cinco orientações que podem ajudar a reverter o pré-diabetes
Segundo
o nutricionista Danilo Araújo, algumas mudanças na alimentação e na rotina
podem favorecer o controle da glicemia e contribuir para a reversão do
pré-diabetes.
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1. Consumir proteína em todas as refeições
O
nutricionista recomenda incluir proteína na quantidade adequada em todas as
refeições.
Segundo
ele, muitas pessoas com pré-diabetes ingerem pouca proteína ao longo do dia.
Portanto, ajustar esse consumo pode fazer parte da estratégia alimentar.
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2. Praticar musculação para aumentar a massa muscular
Outra
orientação é investir em exercícios de força, como a musculação.
De
acordo com Danilo Araújo, os músculos funcionam como uma espécie de
reservatório para a glicose. Assim, quanto maior a massa muscular, maior a
capacidade do organismo de retirar glicose da corrente sanguínea durante o
funcionamento dos músculos.
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3. Dar atenção à ordem em que os alimentos são consumidos
Além da
escolha dos alimentos, a sequência em que eles são consumidos também pode
influenciar a resposta da glicemia.
Segundo
o nutricionista, organizar essa ordem pode ajudar a reduzir os picos de glicose
após as refeições.
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4. Trocar o suco de laranja pela fruta inteira
Danilo
Araújo orienta substituir o suco de laranja pelo consumo da fruta.
Segundo
ele, essa troca faz parte de uma estratégia para melhorar o controle da
glicemia durante as refeições.
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5. Comer a fruta como sobremesa
Outra
recomendação é deixar a fruta para o final da refeição.
O
nutricionista explica que primeiro devem ser consumidos os alimentos da
refeição, incluindo carboidratos, proteínas e gorduras. Depois disso, a fruta
pode ser ingerida como sobremesa. Segundo ele, essa estratégia ajuda a diminuir
o pico da glicemia após a alimentação.
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Mudanças no estilo de vida podem fazer diferença
Segundo
a Sociedade Brasileira de Diabetes, alimentação equilibrada, prática regular de
atividade física e perda de peso representam os pilares para reverter o
pré-diabetes.
Além
disso, o acompanhamento médico continua sendo importante durante todo o
processo. Em alguns casos, o profissional também pode indicar medicamentos para
auxiliar no controle da glicemia e reduzir o risco de progressão para o
diabetes tipo 2.
Fonte:
Um Diabético

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