quarta-feira, 1 de julho de 2026

Israel não consegue mais vencer o Irã e suporte militar dos EUA está se desfazendo, alerta analista Robert Barnes

O Oriente Médio vive um momento de reacomodação de forças, com os Estados Unidos sinalizando uma saída gradual da região e Israel vendo seu poderio militar relativo se enfraquecer. Na entrevista ao canal Dialogue Works, conduzida por Nima Shirazi, o analista político Robert Barnes traçou um cenário no qual a confrontação direta entre Israel e Irã já não pode ser vencida pelo estado judeu sem o guarda-chuva protetor americano – e esse guarda-chuva está encolhendo.

Barnes observou que os ataques iranianos às bases da Quinta Frota americana no Bahrein as deixaram inutilizáveis e praticamente sem pessoal, o que, somado à ausência de esforços de reparo, indica uma retirada silenciosa dos Estados Unidos do Oriente Médio. “A probabilidade de um conflito militar cinético entre EUA e Irã é muito remota neste estágio – está diminuindo a cada dia”, afirmou o entrevistado. Esse desengajamento, segundo ele, reduz a margem de manobra de Israel, que sempre dependeu da defesa americana para conter a capacidade balística do Irã.

O analista detalhou por que o Irã não consegue usar o Estreito de Ormuz como alavanca total contra Israel. A China, maior compradora do petróleo iraniano durante a era de sanções, liberou suas próprias reservas estratégicas – adquiridas a preços baixos nos últimos anos – para estabilizar os mercados da Ásia e do hemisfério sul. “A China não estava em posição de permitir um colapso econômico global mesmo que quisesse ajudar seu aliado Irã”, disse Barnes. Isso limita a capacidade de Teerã de manter o estreito fechado como trunfo diplomático sem desgastar sua relação com Pequim.

Com o risco de bloqueio diminuído e a presença americana se dissipando, Israel enfrenta uma equação militar desfavorável. “Israel não pode vencer uma guerra contra o Irã. Sua única esperança era a proteção americana, no mínimo as defesas americanas”, ressaltou Barnes. A vulnerabilidade israelense é ampliada pelo tamanho reduzido do país, com pontos críticos de energia e água ao alcance dos mísseis iranianos, enquanto o território do Irã é cerca de 93 vezes maior.

No front libanês, o entrevistado avalia que a mudança de tom do governo de Beirute – que passou a exigir a retirada total de Israel – reflete instruções vindas de Washington, especialmente do vice-presidente J.D. Vance, que vem pressionando Israel nos bastidores. Barnes lembrou o exemplo do presidente Ronald Reagan, que após a morte dos fuzileiros navais em Beirute optou por se retirar e obrigar Israel a recuar, em vez de escalar o conflito. “A estratégia de Reagan foi sair e dizer a Israel para baixar a bola”, comparou.

Para o analista, a saída negociada com o Líbano pode abrir uma janela de cessar-fogo, ainda que temporária, algo que duas semanas atrás parecia improvável. Enquanto isso, a liderança iraniana demonstrou compreender a volatilidade do governo Trump, chegando a contratar psiquiatras para interpretar as mensagens do presidente americano e ajustar sua postura negocial – um sinal de que o Irã está navegando o tabuleiro com pragmatismo, o que pressiona ainda mais a posição de Netanyahu em um cenário de isolamento crescente.

¨      Ataques entre EUA e Irã expõem fragilidade de acordo sobre Ormuz, afirma analista chinês

Os ataques entre EUA e Irã elevaram novamente a tensão no Estreito de Ormuz e colocaram em xeque o memorando de entendimento assinado recentemente para reduzir a crise militar entre os dois países, aponta reportagem do Global Times. A nova escalada ocorreu menos de uma semana após Washington e Teerã firmarem o acordo, que previa contenção de ações militares e respeito mútuo à soberania.

O jornal ouviu Li Haidong, professor da Universidade de Relações Exteriores da China. Segundo o especialista, os novos confrontos evidenciam a fragilidade do memorando de entendimento e a falta de confiança entre as partes, além de revelar uma disputa direta pelo controle da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O Comando Central dos Estados Unidos informou, em publicação na rede X na noite de sábado, horário local, que realizou ataques contra dez alvos militares iranianos em diferentes pontos dentro e nas proximidades do Estreito de Ormuz. A operação foi apresentada por Washington como resposta ao suposto ataque com drones iranianos contra o petroleiro Kiku.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra instalações americanas no Kuwait e no Bahrein. Segundo a BBC, Teerã advertiu que a violação do cessar-fogo contraria o memorando assinado entre os dois países e “levará à completa paralisação do processo”.

A tensão já havia aumentado após os EUA acusarem o Irã de atacar outro petroleiro depois da assinatura do memorando de entendimento. De acordo com o Comando Central americano, caças da Marinha e da Força Aérea dos EUA realizaram ataques após Teerã “optar por não” cumprir o cessar-fogo, ao lançar um drone contra um navio de bandeira panamenha que transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto perto do Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elevou o tom em uma publicação nas redes sociais. Ele escreveu que “É muito possível que eles nunca aprendam!”. Em seguida, afirmou que “Pode chegar um momento em que não sejamos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com muito sucesso”. Trump ainda advertiu que, se esse cenário ocorrer, “a República Islâmica do Irã deixará de existir”.

Do lado iraniano, as autoridades afirmam que os Estados Unidos atacaram cinco postos costeiros no país sob o que Teerã classificou como “pretexto da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica confrontando o navio infrator”. Ainda segundo a BBC, o Irã sustenta que, pelo memorando assinado no início do mês, possui mecanismos para controlar a passagem e a navegação no Estreito de Ormuz. A partir de agora, navios que violarem o acordo seriam tratados com mais rigor.

Para Li Haidong, os episódios mais recentes mostram que o memorando de entendimento contém pontos ambíguos e vulneráveis. Na avaliação do especialista, EUA e Irã parecem interpretar de forma diferente algumas disposições do documento, especialmente as relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz.

O professor afirmou ao Global Times que a mais recente troca de ataques militares continua centrada na disputa pelos direitos de navegação na região. Segundo ele, o Irã tenta reforçar seu controle sobre a via marítima depois da reabertura do estreito, exigindo que embarcações comerciais utilizem rotas aprovadas por Teerã.

A disputa ganhou novo contorno após Omã anunciar, na quarta-feira, uma rota de trânsito marítimo pelo Estreito de Ormuz. De acordo com a Al Jazeera, Mascate afirmou ter coordenado a rota com a Organização Marítima Internacional, em meio à retomada gradual do tráfego marítimo depois de semanas de interrupções.

Segundo a declaração do Comando Central americano, o primeiro navio atingido, o Ever Lovely, transitava pela costa omanita. Para Li Haidong, os Estados Unidos buscam recuperar a iniciativa no Estreito de Ormuz por meio de ações militares limitadas, ao mesmo tempo em que procuram reforçar sua capacidade de dissuasão na região.

O New York Times também apontou que as ambiguidades na linguagem adotada pelos negociadores americanos no acordo provisório de cessar-fogo com o Irã parecem ter se voltado contra Washington. O impasse reforça a dificuldade de transformar o memorando em um mecanismo efetivo de estabilização regional.

Apesar da escalada, Li avalia que a probabilidade de um confronto militar em larga escala permanece baixa. Segundo ele, os Estados Unidos parecem optar por respostas militares limitadas, em vez de ampliar o conflito, já que Washington teria pouco interesse em uma guerra prolongada no Golfo.

A China defendeu a preservação do acordo e a resolução das divergências por meio do diálogo. Em 23 de junho, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmou em Nova Déli que, embora “a lei da selva possa prevalecer temporariamente, ela não é sustentável”. Ele acrescentou que “A resolução de quaisquer questões regionais ou internacionais controversas deve ser baseada no cumprimento das normas internacionais”.

No dia seguinte, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que Pequim considera o diálogo e a negociação os caminhos adequados para resolver disputas regionais e divergências entre as partes, rejeitando ameaças ou uso da força.

“Os Estados Unidos e o Irã assinaram o memorando, no qual se comprometem a respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro, a não iniciar operações militares um contra o outro e a se abster de interferir nos assuntos internos um do outro. O documento enviou um sinal positivo ao mundo e deve ser salvaguardado e implementado conjuntamente”, disse Guo.

A nova troca de ataques, porém, expõe os limites do entendimento firmado entre Washington e Teerã. O Estreito de Ormuz segue no centro da crise, não apenas como ponto de passagem essencial para o comércio global de petróleo, mas também como espaço de disputa estratégica entre duas potências em confronto político e militar.

¨      Mísseis do Irã forçam recuo dos EUA: bases se movem para oeste para escapar de ataques, diz Ray McGovern

A escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio ganhou novos contornos nos últimos dias, com ataques mútuos no estratégico Estreito de Ormuz. Em entrevista ao canal Dialogue Works conduzida pelo apresentador Nima Alkhorshid, Ray McGovern, ex-agente da CIA e comentarista geopolítico, afirmou que os iranianos se sentem no controle da situação e não têm pressa em ceder às pressões americanas. “Se eu fosse iraniano, diria que estamos na posição de vantagem. Podemos tolerar melhor do que os Estados Unidos e Trump, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando”, disse McGovern. O Irã vem impondo taxas e restrições à passagem de navios, e qualquer embarcação que tente furar o bloqueio é alvo de mísseis, como ocorreu com um petroleiro que transportava 2 milhões de barris de petróleo bruto.

A resposta dos EUA incluiu ataques a instalações iranianas no sul do país e, segundo a Associated Press, uma base americana no Bahrein foi atingida na noite anterior à visita do secretário de Estado Marco Rubio. McGovern ironizou a situação: “Não achei que Rubio tivesse coragem de visitar o Bahrein. O ataque iraniano aparentemente aconteceu depois que as rodas do avião dele já estavam no ar”. O analista critica a postura americana de buscar canais secretos enquanto mantém uma retórica dúbia. “Se eu estivesse em Teerã, diria: querem falar conosco? Usem mediadores. Não queremos mais dessas artimanhas”, afirmou.

O Líbano emerge como peça-chave no tabuleiro, tanto que o primeiro ponto do memorando de entendimento entre as partes trata da necessidade de Israel se retirar do país. McGovern acredita que o Irã faz questão desse item por uma questão de princípio: “O Irã não age como as petromonarquias do Golfo. Há um altruísmo, uma solidariedade que não estamos acostumados a ver no Ocidente”. Ele vê uma chance real de Donald Trump frear Israel para reabrir o Estreito de Ormuz, condição vital para evitar um colapso econômico global. “Netanyahu está em apuros políticos. Se for substituído, pode acabar na cadeia. Mas a maioria em Israel ainda acredita que o ‘Papai’ Trump vai ceder. Pela primeira vez, há uma chance de ele dizer: chega, parem com o Líbano”, avaliou.

A devastação causada pelos mísseis iranianos foi tamanha que, segundo reportagem do Wall Street Journal, os comandos militares americanos estudam reposicionar suas bases para oeste, possivelmente em Israel. Para McGovern, isso só tornaria Israel um alvo ainda mais exposto. “Os mísseis hipersônicos iranianos já provaram que podem atravessar qualquer defesa aérea. Se moverem as bases para Israel, será um alvo maior e mais acessível”, alertou. Ele acrescentou que a mídia israelense esconde os verdadeiros danos por meio de uma censura rigorosa.

Sobre a guerra na Ucrânia, McGovern destacou a postura cautelosa de Vladimir Putin, mesmo diante das provocações da Otan. Ele mencionou que, apesar dos drones estarem adiando o avanço russo, o Kremlin não retaliará atacando um país da Otan, pois o risco de uma reação imprevisível de Trump é demasiado alto. “Putin pergunta: qual a chance de Trump invocar o Artigo 5 e nos levar a uma guerra com a Otan? Mesmo que seja 10%, isso é alto demais. Estamos vencendo a guerra em terra. Por que arriscar tudo o que construímos desde 2000?”, relatou o analista, que vê o líder russo como alguém moldado pela tragédia pessoal — seu irmão mais velho morreu de fome no cerco de Leningrado — e determinado a não repetir os horrores da guerra.

McGovern também lembrou que a Rússia já não aposta mais em acordos com os EUA. Após Rubio declarar que o entendimento de Anchorage estava morto, Ushakov respondeu que “uma parte ainda está comprometida com o discutido em Anchorage, mas a outra se mostrou incapaz de cumprir sua parte do processo e de honrar os acordos”. A conclusão de Moscou: “Já não esperamos que esses acordos sejam cumpridos. Esperamos a vitória.” Para McGovern, tanto russos quanto iranianos adotam uma estratégia de paciência, confiando que o tempo e a geografia jogam a seu favor.

¨      Analista David Pyne Adverte: Violações do Cessar-Fogo no Golfo Pérsico Podem Gerar Depressão Global

A tensão no Estreito de Ormuz atingiu novo patamar, com ataques e retaliações entre Irã e Estados Unidos, revelando a fragilidade do acordo de cessar-fogo mediado recentemente. Segundo o analista geopolítico David Pyne, a situação é uma competição perigosa: “os EUA insistem que o estreito seja livre e aberto, que o Irã não controle, e que eles estão no controle. E o Irã demonstra semanalmente que a autoridade última sobre quais navios passam e quais não passam está com eles, e que há pouco que os EUA possam fazer.”

Conforme explicou Pyne, o propósito do novo cessar-fogo de 60 dias era estabelecer uma trégua genuína, mas acabou se mostrando uma farsa. “Ambos os lados violaram”, afirmou. Ele classificou o ataque dos EUA a quatro alvos iranianos como uma escalada desproporcional e uma violação direta do espírito do memorando de entendimento. Para o entrevistado, a resposta americana foi uma tentativa de minar a nova autoridade iraniana de gestão do tráfego marítimo, o que pode desencadear uma guerra sem fim.

A análise também se voltou para o Líbano, onde o governo local assinou um acordo com Israel, mas a milícia Hezbollah, que não participou das negociações, vê a permanência de tropas israelenses como ocupação ilegítima. David Pyne apontou que a cláusula um do memorando assinado pelo presidente Trump compromete as partes a garantir a soberania e a integridade territorial do Líbano, implicando a retirada de forças estrangeiras. No entanto, Israel continua bombardeando e ocupando o sul do país. “O Hezbollah nunca vai se desarmar”, disse Pyne, sugerindo que a solução ideal seria integrar o grupo ao Exército libanês, mas somente após o fim da ocupação.

O entrevistado criticou abertamente a postura do secretário de Estado Marco Rubio, que ele considera um “neocon” que dificulta qualquer saída diplomática. Segundo Pyne, “Rubio é o pior. Ele vê tudo em preto e branco, trata os israelenses como soldados de Deus e todos os inimigos como automaticamente maus”. O analista também expressou frustração com a instabilidade de Trump: “Ele é frequentemente o seu pior inimigo. Sabota seus próprios acordos de paz”. A oscilação entre dureza privada contra Netanyahu e concessões públicas mina qualquer possibilidade de paz duradoura.

Ao abordar as divisões internas no Irã e nos EUA, Pyne alertou que a ausência de canais de comunicação diretos pode levar a uma espiral de violência. Apesar de um anúncio de Vance sobre uma nova linha de diálogo, o IRGC negou sua existência. Para o especialista, a única forma de evitar uma guerra total é retornar ao cessar-fogo e adotar uma política de neutralidade benevolente. “Se continuar atacando o Irã, é quase inevitável que eles fechem de novo o estreito e provoquem uma depressão global”, concluiu David Pyne, sublinhando que o controle iraniano sobre Ormuz é uma realidade que nenhum poder militar americano consegue superar.

¨      Khamenei pede julgamento de Israel e EUA por crimes de guerra

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, acusou os líderes de Israel e dos Estados Unidos de cometerem “crimes de guerras” contra a população iraniana, durante os conflitos em 2025 e 2026, pedindo que eles sejam julgados pelos tribunais nacionais e internacionais. Em uma série de publicações publicadas na plataforma X, neste domingo (28/06), o aiatolá Khamenei afirmou que a responsabilização dos envolvidos pelas violações contra o direito internacional é uma das prioridades jurídicas do país. “Uma das questões judiciais mais importantes que afeta a nação iraniana é a busca e a defesa de seus direitos que foram violados pelos crimes desses criminosos internacionais, potências arrogantes globais e agressoras, particularmente nos anos 2025-2026″.

Os ataques, afirmou Khamenei, causaram danos físicos e psicológicos à população iraniana. Ele citou “os assassinatos de crianças e crimes de guerra em Minab e Lamerd”, além de ataques contra centros médicos. Cada um desses episódios “constitui um processo legal que deve ser perseguido tanto em tribunais domésticos quanto internacionais”, afirmou. Ele também mencionou o assassinato de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, classificando-o como um dos “milhares de grandes casos judiciais” que exigem responsabilização.

<><> Crimes de guerra

“De assassinar recém-nascidos até nossa querida população idosa — e, acima de tudo, o martírio da joia sem par, única de nossa era, nosso magnânimo Líder mujahid — cada um é um dossiê entre milhares de grandes casos judiciais que devem ser perseguidos com seriedade nos tribunais nacionais e internacionais.” “Esses criminosos devem ser agarrados pelo colarinho e levados à justiça por seus atos criminosos”, afirmou, ao acrescentar que “as confissões e até mesmo a ostentação descarada de alguns dos líderes do inimigo sionista-estadunidense em relação a esses crimes são, sem dúvida, uma admissão de culpa.” Essas manifestações, acrescentou, “abrem o caminho para a reparação dos direitos da nação [iraniana] que foram violados”. Ele informou que “a perseguição contínua deste assunto, até que se chegue a um veredicto, foi confiada às autoridades competentes” e que “isso servirá para prevenir a recorrência de tais crimes”.

<><> Reforma do Judiciário

Khamenei também defendeu uma ampla reforma do sistema judiciário do país, que deve se tornar “um refúgio seguro” para toda vítima de injustiça. Ele afirmou que a Justiça deve atuar sem a interferência de influência política, relações pessoais, recomendações ou privilégios nas decisões judiciais. Salientando que os iranianos aguardam “mudanças concretas e perceptíveis”, afirmou que a reforma deve combater efetivamente a corrupção, reduzir as violações de direitos, dar maior agilidade ao julgamento dos processos e ampliar o acesso à Justiça. Ele também defendeu que o Judiciário proteja interesses coletivos, como a segurança econômica, a igualdade de oportunidades, a proteção ambiental, as liberdades legítimas e a eficiência da administração pública.

 

Fonte: O Cafezinho/Opera Mundi


 

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