quarta-feira, 1 de julho de 2026

Por que a Europa está ficando tão quente

Grande parte da Europa Ocidental está enfrentando uma intensa onda de calor, com temperaturasexcepcionalmente altas e recordes seguidos.

Esse clima atípico para esta época do ano é resultado de uma cúpula de calor, também chamada de domo de calor. Esse forte sistema atmosférico de alta pressão, originário do norte da África e de deslocamento lento, está retendo o ar quente sobre a Europa, funcionando como a tampa de uma panela com água fervendo.

Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, esses sistemas meteorológicos tornaram-se mais frequentes na Europa nos últimos 25 anos, contribuindo para ondas de calor mais frequentes e intensas.

"Temperaturas dessa magnitude já foram consideradas excepcionais até mesmo no auge do verão", afirmou Friederike Otto, professora de ciência do clima no Imperial College London. "Esse calor recorde traz claramente a assinatura das mudanças climáticas."

<><> Europa aquece duas vezes mais rápido

Ainda é cedo para determinar exatamente quanto desse evento extremo de calor foi intensificado pelo efeito estufa causado pelas emissões de combustíveis fósseis.

No entanto, análises anteriores de mais de meia dúzia de ondas de calor ocorridas na Europa desde 2003, conduzidas por cientistas climáticos da organização britânica World Weather Attribution – da qual Otto é cofundadora –, mostram que esses eventos extremos se tornaram muito mais prováveis e mais intensos devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana.

O mais recente relatório Estado Europeu do Clima, divulgado em abril, observou que pelo menos 95% do continente registrou temperaturas anuais acima da média em 2025. Ondas de calor intensas, com temperaturas acima de 30°C, foram sentidas até mesmo ao norte do Círculo Polar Ártico, e a temperatura da superfície do mar atingiu o nível mais alto já registrado.

"A Europa é o continente que mais aquece no mundo, e os impactos já são severos", afirmou Florian Pappenberger, diretor do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, uma das instituições responsáveis pelo relatório.

De fato, a Europa está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global. A temperatura média no continente aumentou 2,5 °C em comparação com os níveis pré-industriais do final do século 19. No mundo como um todo, os pesquisadores registraram um aumento médio de 1,4 °C.

<><> Por que está ficando tão quente?

Esse aquecimento acelerado ocorre, em parte, devido à localização geográfica da Europa. O continente está conectado ao Ártico, a única outra região do planeta que está aquecendo ainda mais rapidamente.

O aumento médio da temperatura nas proximidades do Polo Norte já ultrapassou 3,3 °C, segundo dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. Isso acontece, em parte, porque o Oceano Ártico, cada vez mais livre de gelo e mais escuro, absorve mais luz solar do que o gelo, que a reflete.

Esse processo, conhecido como efeito albedo, também ocorre em diversas regiões da Europa. Áreas que costumavam permanecer congeladas durante todo o ano ou até o fim do verão, como as regiões de alta altitude dos Alpes, estão cada vez mais sem neve. Como o solo escuro reflete menos radiação solar de volta ao espaço, o aquecimento se acelera.

<><> Mudanças nos ventos alteram padrões climáticos

Os cientistas também relacionam o aquecimento europeu às mudanças nos ventos da corrente de jato, um corredor de ventos em alta altitude que se desloca do oeste em direção à Europa.

Esses ventos, anteriormente relativamente estáveis, também vêm sendo afetados pelas mudanças climáticas, gerando padrões meteorológicos mais extremos e persistentes.

Um estudo de 2022 liderado por Efi Rousi, então pesquisadora de pós-doutorado do Instituto de Pesquisa sobre Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha, constatou que os períodos em que a corrente de jato se divide em dois ramos têm se tornado mais frequentes. Isso resulta em mais ondas de calor na Europa, especialmente na parte ocidental do continente.

"Nessa região, que coincide com a saída da trajetória das tempestades vindas do Atlântico Norte para a Europa, os sistemas meteorológicos normalmente se originam no Atlântico e, portanto, exercem um efeito de resfriamento", explicou Rousi na época. "Quando ocorrem estados de dupla corrente de jato, esses sistemas são desviados para o norte, e ondas de calor persistentes podem se desenvolver sobre a Europa Ocidental."

<><> Ar mais limpo também contribui para aquecimento

Paradoxalmente, os esforços para resolver outro problema ambiental parecem ter contribuído para o aumento das temperaturas na Europa.

O relatório Estado Europeu do Clima 2025 destacou que regulamentações mais rigorosas sobre qualidade do ar, implementadas desde a década de 1980, reduziram a poluição atmosférica, mas também contribuíram para temperaturas mais elevadas.

Antes da entrada em vigor dessas normas, pequenas partículas refletoras de sulfato e nitrato presentes nos gases emitidos por veículos e chaminés industriais ajudavam indiretamente a resfriar o continente ao refletirem parte da luz solar de volta ao espaço, compensando parcialmente o aquecimento provocado pelos gases de efeito estufa.

No entanto, os cientistas do clima enfatizam que isso não significa que o mundo deva abandonar os esforços para reduzir as emissões.

<><> Urgência em limitar aquecimento global

A necessidade de conter o aquecimento global foi destacada em um novo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, e pelo Met Office do Reino Unido.

O estudo prevê temperaturas médias globais próximas de níveis recordes nos próximos cinco anos e afirma ser provável que o mundo registre um novo ano mais quente da história antes de 2031.

"A tarefa à nossa frente é clara", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, no início deste mês, ao defender ações para minimizar o aumento da temperatura e "construir um futuro mais seguro, mais justo e mais resiliente para todos".

¨      Onda de calor extremo na Europa matou mais de 1.300, diz OMS

A Europa teve mais de 1.300 mortes desde o dia 21 de junho relacionadas à onda de calor extremo que assola o continente, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo (28/06).

"Agora mesmo, 150 milhões de pessoas estão vivendo sob calor extremo, centenas morreram, escolas estão fechadas, redes de energia estão entrando em colapso", disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X, acrescentando que "mais de 1.300 mortes em excesso foram registradas desde 21 de junho, relacionadas às altas temperaturas na Europa".

Da Escandinávia aos Alpes, os europeus enfrentaram temperaturas sufocantes neste fim de semana, enquanto uma onda de calor apontada como responsável por centenas de mortes se deslocava para o leste, levando a recordes de temperaturas acima de até 40ºC em algumas regiões.

Neste domingo (28/06), a expectativa é que ao menos 191 milhões de pessoas que vivem na Europa sejam expostas a temperaturas de pelo menos 35ºC, com calor particularmente intenso na Alemanha, República Tcheca, Hungria e Polônia, segundo estimativas da agência de notícias Associated Press.

Um dia antes, no sábado, Alemanha, Dinamarca e República Tcheca tiveram suas piores marcas históricas de calor. No início da semana, França – onde as autoridades atribuíram cerca de mil mortes às altas temperaturas em apenas três dias – e Reino Unido também quebraram recordes.

<><> O que o calor na Europa tem a ver com as mudanças climáticas

Cientistas afirmam que a onda de calor sufocante teria sido praticamente impossível sem as mudanças climáticas provocadas pela queima de combustíveis fósseis, que tornaram as temperaturas noturnas desta semana 100 vezes mais prováveis do que seriam há apenas duas décadas.

"Esse calor não é um clima de verão agradável. É uma crise de saúde", disse, no X, Katrin Goering-Eckardt, deputada federal alemã e ex-líder do Partido Verde.

O calor era tão intenso em Berlim, onde as temperaturas chegaram a 39 °C no sábado, que a polícia mobilizou dois canhões de água pela cidade para borrifar névoa sobre pessoas em busca de alívio.

O novo recorde preliminar da Alemanha no sábado, de 41,5ºC em Möckern-Drewitz, no estado oriental da Saxônia-Anhalt, superou um recorde estabelecido apenas um dia antes, de 41,3 °C perto de Saarbrücken, na fronteira com a França, informou o Serviço Meteorológico Alemão.

O Instituto Meteorológico Dinamarquês, por sua vez, registrou 37ºC ao norte da cidade de Aarhus no sábado, a temperatura mais alta desde o início das medições, em 1874.

Medições preliminares na República Tcheca também mostraram temperaturas recordes na tarde de sábado, com 40,8ºC registrados ao norte de Praga, informou o Instituto Hidrometeorológico Tcheco.

Autoridades alemãs emitiram alertas de calor extremo para quase todo o país no sábado. À medida que a onda de calor avançava para o leste, as temperaturas ultrapassaram os 30ºC em praticamente toda a Polônia.

Na França, temperaturas acima de 40 °C interromperam o transporte ferroviário e a geração de energia, levaram a restrições no consumo de álcool, suspensão de aulas e adiamento de eventos ao ar livre. Até mesmo as liquidações de verão prorrogadas, porque as altas temperaturas afastaram a clientela.

O Ministério da Saúde da Itália emitiu alerta vermelho para a onda de calor em 18 cidades, incluindo Milão, Roma, Turim, Veneza, Gênova, Florença e Bolonha, para sábado e domingo. O fluxo do rio Pó caiu drasticamente, com a água do mar avançando para o interior, representando ameaças à agricultura local e ao ecossistema da principal via fluvial da Itália.

Mesmo à noite, nos Alpes, houve pouco alívio, com as temperaturas em Bolzano, no Tirol do Sul, na Itália, não caindo abaixo de 25,4ºC, segundo o meteorologista da cidade, Dieter Peterlin — um recorde para junho. Ecologistas temem pelos geleiras da Europa.

<><> Transtornos

Diante da perspectiva de danos à infraestrutura, com estradas deformadas e trilhos dilatados, algumas operadoras ferroviárias tentaram reduzir o tráfego.

A alemã Deutsche Bahn permitiu que clientes cancelassem viagens de longa distância até o início da próxima semana. 

Perto de Hamburgo, a faixa principal de uma das rodovias mais movimentadas da Alemanha foi parcialmente fechada depois que o calor rachou o asfalto.

Na Suíça, a Parada do Orgulho LGBTQ+ de Lausanne contou com fontes extras de água e equipes de primeiros socorros, enquanto a parada em Milão foi adiada para as 17h para reduzir o impacto do calor, e a de Paris foi adiada.

O Campeonato Europeu de triatlo Ironman de longa distância, realizado no domingo em Frankfurt, encurtou os percursos de ciclismo e corrida devido ao calor.

Em toda a Europa, pontos turísticos tiveram de fechar, a agricultura sofreu e alguns hospitais enfrentaram dificuldades para atender à demanda.

A previsão indica que o calor mais extremo começará a diminuir no fim de semana, com fortes tempestades esperadas para domingo. 

A onda de calor elevou as temperaturas muito acima da média sazonal, segundo o Reuters Climate Monitor, impulsionada por um bloqueio atmosférico que mantém uma massa de ar quente estacionada sobre certas regiões por períodos prolongados.

¨      Recorde de calor na Alemanha faz estradas "estourarem"

A atual onda de calor extremo que deixou a Alemanha prostrada, com termômetros registrando um recorde de 41,3ºC, faz estradas "estourarem" no país.

Os danos à malha viária levaram ao fechamento ou restrição do tráfego em diversos trechos das Autobahn, as famosas vias expressas da Alemanha.

Há bloqueios nos estados da Baixa Saxônia, Brandemburgo, Baviera, Renânia do Norte-Vestfália e Hessen além das cidades-estado Berlim e Brandemburgo.

Em um trecho de Brandemburgo, mais de 20 veículos foram danificados e duas pessoas foram feridas na quinta-feira (25/06), provocando um engarrafamento, informou o tabloide Berliner Zeitung.

"Para muitos motoristas, o trecho perigoso aparentemente surgiu de forma completamente inesperada. Um veículo após o outro passou sobre as partes elevadas da pista. Com isso, pneus, rodas, para-choques e possivelmente também a parte inferior de vários carros foram danificados", afirma o jornal, citando danos estimados de 100 mil euros aos condutores. "Alguns aparentemente não puderam mais seguir viagem e precisaram esperar pelo reboque."

<><> Por que as estradas "derretem"?

O calor faz o asfalto que reveste as estradas amolecer e se expandir, provocando rachaduras ou deformidades na pista. Esses danos acontecem quando as temperaturas na pista chegam a cerca de 60ºC, o que ocorre facilmente em dias quentes e ensolarados como os que a Alemanha tem visto nos últimos dias.

Ainda mais perigosos são os chamados "blow-ups", quando o concreto se expande e "levanta" a pista. As vias podem inchar subitamente ou até "estourar" sob o calor e a pressão do tráfego intenso. O risco de isso acontecer aumenta quando os termômetros começam a marcar 30ºC. 

O vídeo abaixo, feito nos Estados Unidos no verão de 2025 no Hemisfério Norte, ilustra o fenômeno.

Esse fenômeno ocorre principalmente nas estradas mais antigas, muito utilizadas ou que já passaram por reparos várias vezes. 

O calor também levou o clube automotivo ADAC a alertar para o risco de explosão de pneus nas estradas e orientar os motoristas a ajustar a pressão dos pneus. "Um pneu com pressão insuficiente se deforma excessivamente durante a condução, o que gera calor que, em combinação com as altas temperaturas do asfalto, pode levar ao estouro do pneu", explicou a entidade.

<><> Carros de neve mobilizados para "resfriar" estradas e evitar danos

Para evitar danos nas estradas por calor intenso, as autoridades alemãs mobilizaram caminhões normalmente utilizados para remover o gelo das pistas no inverno. Agora, no verão, eles estão despejando água fria sobre o asfalto, informou o tabloide Bild.

<><> Infraestrutura não foi pensada para o calor

A onda de calor inclemente que varre o país desafia a infraestrutura alemã, que não foi projetada para aguentar temperaturas tão altas.

Mas as mudanças climáticas não são o único problema. É uma questão também de modernização da infraestrutura. Como explica a revista Der Spiegel, muitas estradas são feitas de camadas de concreto, e as estradas antigas têm camadas que foram projetadas para um tipo de tráfego que não era tão pesado quanto o dos dias atuais.

Na Baviera, a situação levou à introdução de limites de velocidade de 120 km/h para carros e 80km/h para motos – uma ironia, já que, como observou a Spiegel, o estado se opõe ferrenhamente à imposição de limites de velocidade como forma de reduzir as emissões de gases que aquecem o planeta, mas se viu forçado a ceder justamente por causa da ameaça do calor à infraestrutura.

Os problemas com a deformação do asfalto no calor podem ser resolvidos alterando a proporção de betume na mistura, mas isso, por outro lado, tornaria as estradas mais vulneráveis ao frio.

<><> Viajar de trem no calor também não é opção

Neste sábado (27/06), a Deutsche Bahn e outras empresas de transporte ferroviário pediram aos passageiros, devido ao calor, que permaneçam em casa. "Por favor, evitem hoje e amanhã todas as viagens não essenciais no transporte de longa distância e regional", declararam a empresa e a Associação Federal do Transporte Ferroviário de Passageiros (BSN). Passagens já compradas podem ser canceladas gratuitamente.

"A infraestrutura de transporte na Alemanha está fortemente afetada pelo calor recorde neste fim de semana", afirmaram a DB e o BSN. "O transporte ferroviário também sofre com as temperaturas extremas. Além disso, o Serviço Meteorológico Alemão alerta para tempestades com chuvas intensas." Por isso, há atrasos e cancelamentos de trens.

Por causa da atual onda de calor, a companhia ferroviária implementou uma política de flexibilidade especial e alertou já na quinta-feira para possíveis interrupções na operação dos trens. 

¨      Calor derrete asfalto e obstrui trilhos de bonde na Alemanha

A onda de calor extremo que castiga partes da Europa provocou uma cena surreal na cidade de Leipzig, na Alemanha: o derretimento do revestimento no entorno dos trilhos do bonde, levando à suspensão do transporte na tarde deste sábado (27/06) – único serviço de mobilidade sobre trilhos na cidade do leste alemão.

Segundo a LVB, empresa de transporte de Leipzig, as altas temperaturas fizeram com que, em muitos pontos da rede, o material de vedação de asfalto e concreto escorresse para os desvios e trilhos, onde se acumulou. Um funcionamento seguro dos bondes não é possível no momento, informou a empresa, e por isso o serviço foi suspenso até a madrugada de segunda-feira.

"A massa entre os trilhos e o asfalto se liquefez e chegou a empelotar em alguns pontos", confirmou uma porta-voz da empresa ao jornal Leipziger Zeitung.

Inicialmente, a LVB havia suspendido o serviço apenas até a noite de domingo, mas o período acabou prorrogado.

Os efeitos do calor de mais 40ºC foram intensificados pelo atrito dos trilhos com a passagem dos bondes, que arrastavam a massa de asfalto amolecida por vários metros, provocando a obstrução dos trilhos.

O calor também tirou de operação parte da frota de ônibus da cidade.

A LVB afirma que ainda avalia a extensão dos danos e a retomada normal de suas operações. "O serviço de ônibus continuará sendo mantido, na medida do possível, de acordo com o horário. No entanto, devido à situação excepcional e à carga contínua de calor elevado, pode haver casos isolados de cancelamentos ou atrasos", disse.

<><> Supermercados sem resfriamento

Espécie de mini-Berlim muito querida entre os jovens, Leipzig, no estado da Saxônia, já sofria há uma semana com temperaturas acima dos 30ºC.

A sobrecarga à rede elétrica gerada pelo calor parece ter sido tamanha que diversos supermercados tiveram problemas para manter suas lojas refrigeradas no sábado, informou o Leipziger Zeitung.

<><> Europa assa sob o calor

A onda de calor na Alemanha, que começa a ceder na noite deste domingo, quebrou recordes históricos de temperatura por três dias seguidos. 

O novo valor máximo de 41,7ºC foi medido por volta das 16h em Coschen, no estado de Brandemburgo, na fronteira com a Polônia. Na sexta-feira, já havia sido registrado um primeiro pico de 41,3ºC em Saarbrücken, no Sarre, seguido no sábado por 41,5ºC em Drewitz, na Saxônia-Anhalt. 

Na madrugada de sábado para o domingo, o país também teve a noite mais quente desde o início dos registros: 29,4ºC, medidos em Kubschütz, na Saxônia. Os dados, contudo, são preliminares e ainda serão confirmados pelo Serviço Meteorológico da Alemanha (DWD).

Em muitas localidades, equipes de resgate e o corpo de bombeiros estiveram mobilizados continuamente. 

Outros países europeus também registraram recordes de temperatura. Na República Tcheca, a estação meteorológica em Doksany, ao norte de Praga, indicou 41,1ºC. Na Suíça, houve um recorde de calor para o mês de junho, com 39ºC. Na Dinamarca, ao norte de Aarhus, foi registrado um recorde de calor de 37ºC.

Além dos danos à infraestrutura, o clima extremo também está provocando um aumento de mortes em toda a Europa. Somente na França, as autoridades contabilizaram cerca de mil mortes adicionais em apenas três dias – a maioria pessoas com mais de 65 anos.

 

Fonte: DW Brasil

 

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