Cetoacidose
diabética: saiba reconhecer os sinais antes que o quadro se agrave
A
cetoacidose diabética pode começar com sintomas que parecem comuns, como sede
que não passa, vontade de urinar com frequência incomum e uma fraqueza que
surge do nada. Para quem vive com diabetes, esses sinais podem ser confundidos
com um dia ruim, mas também podem indicar uma emergência médica que evolui
rapidamente. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), reconhecer os
sintomas precocemente é determinante para evitar complicações graves.
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O que é a cetoacidose diabética e por que ela é uma emergência
A
cetoacidose diabética acontece quando o corpo não tem insulina suficiente para
usar a glicose como fonte de energia. Diante dessa falta, o organismo passa a
queimar gordura de forma acelerada, e esse processo gera substâncias chamadas
cetonas.
Em
excesso, as cetonas se acumulam no sangue e tornam o organismo ácido, o que
compromete o funcionamento de órgãos vitais. A condição ocorre principalmente
no diabetes tipo 1, mas a SBD alerta que também pode atingir pessoas com
diabetes tipo 2. Por evoluir rapidamente e oferecer risco real à vida, a
cetoacidose é considerada uma emergência médica.
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Sinais de alerta: o que observar primeiro
Os
primeiros sintomas costumam ser sutis e fáceis de confundir com cansaço ou
mal-estar passageiro. Sede excessiva e vontade de urinar com frequência muito
acima do normal estão entre os primeiros sinais. Isso acontece porque o corpo
tenta eliminar o excesso de glicose pela urina, levando à perda de líquidos.
Fraqueza, náuseas e vômitos também costumam aparecer nessa fase inicial, assim
como dor ou sensibilidade abdominal. Outro sinal característico é o hálito
cetônico, com odor que lembra fruta podre, resultado direto do acúmulo de
cetonas no organismo.
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Quando o quadro se agrava: sinais de emergência
Se não
tratada, a cetoacidose evolui para sintomas mais graves, que exigem atendimento
imediato. A respiração pode se tornar ofegante, um mecanismo do corpo para
tentar eliminar o excesso de ácido. Taquicardia, pressão baixa e desidratação
costumam acompanhar esse agravamento, junto com febre ou, em alguns casos,
queda da temperatura corporal.
Em
estágios mais avançados, surgem sonolência excessiva e confusão mental, sinais
de que o quadro está comprometendo o sistema nervoso. Segundo a SBD, em até 10%
dos casos a cetoacidose pode evoluir para coma. Diante de qualquer combinação
desses sintomas, a orientação é clara: procurar o pronto-socorro sem demora.
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Quais valores podem indicar risco de cetoacidose diabética?
A
glicemia elevada é um dos sinais da cetoacidose diabética, mas ela, sozinha,
não confirma o diagnóstico. A doença é caracterizada pela combinação de
hiperglicemia, presença de cetonas e acidose metabólica. Em alguns casos,
chamados de cetoacidose euglicêmica, a complicação pode ocorrer até mesmo com
glicemias abaixo de 200 mg/dL, especialmente em pessoas que utilizam inibidores
de SGLT2 ou durante a gestação. Por isso, sintomas como náuseas, vômitos, dor
abdominal, respiração ofegante e hálito cetônico nunca devem ser ignorados.
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Como os médicos classificam a gravidade da cetoacidose?
Quanto
menores os valores de pH e bicarbonato e maiores os níveis de cetonas, maior é
a gravidade da cetoacidose diabética e a necessidade de tratamento intensivo,
geralmente em ambiente hospitalar.
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Importante:
Se a
pessoa com diabetes apresentar glicemia elevada associada a cetonas positivas,
náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração rápida ou profunda, hálito com
cheiro de fruta e sonolência, a orientação é procurar imediatamente um serviço
de urgência. Não é recomendado tentar tratar a cetoacidose em casa.
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O que pode causar a cetoacidose
Diversos
fatores podem desencadear a cetoacidose diabética, segundo a SBD. A causa mais
direta é a omissão do tratamento, seja pela falta de aplicação de insulina,
seja pela interrupção de medicamentos. O quadro também pode estar associado ao
mau funcionamento da bomba de insulina em quem usa esse dispositivo. Doenças
agudas representam outro gatilho comum, incluindo infecções urinárias,
pulmonares ou quadros gripais, além de eventos como infarto do miocárdio e
hemorragia digestiva.
Distúrbios
endócrinos, como feocromocitoma, hipertireoidismo e acromegalia, também figuram
entre as causas possíveis. O uso de determinadas substâncias pode contribuir
para o quadro, entre elas corticoides, agonistas adrenérgicos, fenitoína,
beta-bloqueadores, antipsicóticos, álcool e cocaína.
Por
fim, a desidratação tem papel relevante, seja pela ingestão insuficiente de
água, por diarreia ou exposição à sauna. O consumo excessivo de refrigerantes e
outras bebidas açucaradas também contribui.
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O que fazer diante dos sintomas
A
cetoacidose diabética é uma emergência médica e não deve ser tratada em casa.
Diante de qualquer sinal de alerta, a recomendação da SBD é buscar atendimento
no pronto-socorro imediatamente. É fundamental também avisar o médico
responsável pelo tratamento assim que possível, para que o acompanhamento
clínico continue de forma adequada após o atendimento emergencial.
Fonte:
Um Diabético

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