O
enigma de Lula 3 (Parte II)
O
primeiro artigo da série foi concluído com uma pergunta: atender à pressão
política de exportadores locais de produtos primários por subsídios e tratados
comerciais feitos às custas do projeto de reindustrialização que está no centro
da ideologia socialdesenvolvimentista seria suficiente para negar a existência
de dimensões neoliberais nas políticas econômicas de um governo presumidamente
antineoliberal?
Creio
que não. Alegar que a defesa governamental dos interesses particularistas do
agronegócio às custas do aprofundamento da desindustrialização expressa algum
tipo de “desenvolvimentismo” contradiz a melhor formulação do próprio Boito
(1999) que, em sua tese de livre-docência sobre o neoliberalismo dos anos 1990,
afirmava com todas as letras que a desindustrialização era um desejo das forças
imperialistas na reconfiguração das economias e Estados dependentes
latino-americanos.
Defender
o contrário hoje, acusando os que continuam relacionando desenvolvimento
econômico com algum ganho de autonomia nacional associado ao domínio de
capacitações tecnológicas industriais como “empiricistas”, é abandonar
exatamente o terreno em que um embate estratégico com o imperialismo sempre se
travou e, assim, fazer concessões exageradas à sua hegemonia ideológica.
A
abertura comercial sempre foi defendida pelos ideólogos neoliberais como o meio
mediante o qual a estrutura produtiva com baixo valor agregado no Sul
“complementaria” a (leia-se: seria subordinada à) estrutura produtiva de alto
valor agregado no Norte.
Não
estavam errados: as políticas econômicas (e não o “modelo” em abstrato) de
apreciação cambial e abertura comercial provocaram evidente especialização
regressiva da estrutura produtiva desde a década de 1990, em tendência
praticamente sem interrupção até hoje – e que até se aprofundou depois de 2010
–, pois as políticas socialdesenvolvimentistas fracassaram em compensar o
efeito das políticas neoliberais (Moreira & Bastos, 2023; Bastos, 2022).
Uma vez
que relações de poder e hegemonia também se expressam no campo ideológico (e na
autopercepção dos sujeitos “sujeitados”), marxistas inspirados por Louis
Althusser sempre evitaram equacionar a preferência revelada dos “sujeitos” ao
seu interesse objetivo. Não me parece correto equacionar o interesse objetivo e
a preferência revelada das frações burguesas industriais que, a despeito de
apoiarem ativamente a abertura comercial “em geral” no Brasil, buscam proteção
estatal particularista diante de um modelo capitalista dependente que devasta
estruturalmente suas condições de sobrevivência.
Precisamos
investigar como a própria estrutura hegemônica bloqueia a emergência de
interesses objetivos contrários ao modelo capitalista que os devasta ou, pelo
menos, os limita de modo a permitir sua incorporação subordinada em um modelo e
em um bloco no poder sobre o qual não têm a hegemonia, como veremos.
É claro
que não estou sugerindo que todos os governos administram um certo modelo
capitalista da mesma forma: Boito e seus diversos alunos e alunas (que ajudei a
formar em várias bancas de avaliação e seminários em grupo de pesquisa comum há
quase quinze anos, como ele também ajuda a formar os meus) são insuperáveis na
investigação sistemática das políticas “neodesenvolvimentistas” e de seus
suportes sociais.
O que
alego é que os governos liderados pelo PT “herdam” um modelo de capitalismo,
uma forma de Estado, e um tipo de política econômica hegemônica que continuam
reproduzindo ativamente, inclusive com o trabalho ideológico necessário para
tal.
O
modelo capitalista e a forma de Estado resultantes das reformas neoliberais dos
anos 1990 implicaram a preservação de políticas econômicas neoliberais
hegemônicas – metas de inflação pouco flexíveis, autonomia (real ou formal) do
Banco Central para elevar juros muito acima do necessário, regras fiscais que
limitam estruturalmente o gasto público, abertura financeira nunca revertida,
amplo nível de abertura comercial, apreciação cambial para estimular
importações baratas de bens, serviços e capitais – mesmo em governos que não
são inteiramente comprometidos com o neoliberalismo. Quem o diz, aliás, é o
próprio presidente Lula, ao reconhecer em Barcelona que governos progressistas
se limitavam a administrar o neoliberalismo.
Se
devem ser rejeitadas as caracterizações dualistas dos governos do PT –
neoliberal ou “neodesenvolvimentista” – qual o diagnóstico alternativo? E que
tipo de prática política esse diagnóstico pode orientar?
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Como entender o socialdesenvolvimentismo dos governos do PT?
Não é
possível criticar a “conciliação” como método dos governos liderados pelo PT
sem reconhecer que a conciliação não envolve apenas cooptar políticos
clientelistas para que apoiem a agenda ideológica imaculada do governo –
presumidamente, algum tipo de desenvolvimentismo.
A
conciliação sempre envolveu concessão ao neoliberalismo e aos interesses por
ele legitimados, contendo e “contaminando” desde dentro a agenda ideológica do
PT – o socialdesenvolvimentismo – quanto se converte concretamente em políticas
dos governos liderados pelo PT. O principal árbitro dessa contenção neoliberal
do socialdesenvolvimentismo, e da síntese complexa e cambiante resultante, foi
o próprio presidente Lula, como veremos.
Essa
operação arbitral sempre envolveu autonomia relativa do Estado – que é uma
composição complexa de aparelhos contraditórios que não é dirigida
harmonicamente, nos mínimos detalhes, desde a cúpula do Executivo – para
organizar interesses societais por meio de políticas públicas.
Tal
organização não se limita a reagir pontualmente a demandas particularistas
(frequentemente contraditórias) dos interesses coletivos e individuais que
recebe: a política econômica e social do Estado, em cada governo, também
executa decisões que não atendem a demandas específicas vindas de fora, pois
tem autonomia relativa para impor, induzir e vetar comportamentos privados,
muitas vezes os liderando e coordenando para ações coletivas que vão além dos
que os atores privados estavam dispostos a fazer sem a ação estatal.
Dada a
importância da autonomia relativa do Estado, não devemos analisar a reprodução
de um modelo capitalista, muito menos um modelo neoliberal dependente, sem
abordar o estatuto das ideologias que orientam os condutores das políticas de
Estado nem as expressões concretas dessas ideologias. Em particular, tampouco
devemos falar de neoliberalismos e desenvolvimentismos sem definir minimamente
seu significado.
Curiosamente,
os governos liderados pelo PT são caracterizados por muitos interpretes com
diversas matizes de liberalismo e desenvolvimentismo sem que deem a devida
atenção à ideologia e à complexidade de suas expressões práticas concretas,
como se as decisões dos governos se limitassem a atender demandas economicistas
externas.
Sejamos
breves: os liberalismos econômicos afirmam o primado do indivíduo na alocação
“livre” do trabalho e da riqueza social através de relações de mercado que
devem ser minimamente distorcidas pelo Estado que deve protegê-las (Bastos
& Belluzzo, 2020). No capitalismo legitimado pelo liberalismo, contudo, os
indivíduos só chegam a ser iguais perante a lei.
Como o
conjunto de cidadãos é dividido em classes sociais, a liberdade do proprietário
do capital é mais substantiva e menos formal do que a do trabalhador
despossuído, tanto na esfera privada quanto na esfera pública: “na esfera
privada, o proletário não tem opção real ao aluguel de sua força de trabalho em
troca de um salário, submetendo-se à vontade do contratante abastado. Na esfera
pública, dinheiro compra influência política e, no passado, até o direito ao
voto” (idem, p. 20).
No
século XIX, o liberalismo econômico inspirou e legitimou o capitalismo de
“livre” mercado e, no século XX, a sua radicalização neoliberal, que
universaliza a concorrência como princípio de organização social. Contra o
liberalismo, porém, duas grandes tradições legitimaram práticas de resistência
e de transformação do capitalismo por meio do próprio Estado capitalista – e é
delas que o socialdesenvolvimentismo herda parte de seu repertório. A primeira
é o nacionalismo econômico, e a segunda é o reformismo social-democrata (Bastos
& Belluzzo, 2020).
O
nacionalismo representa uma evolução do mercantilismo do Antigo Regime e foi
teorizado por Alexander Hamilton e Friedrich List. A rigor, ele já embutia uma
ideia vulgar de subdesenvolvimento: na descrição dos estágios pelos quais
passariam os países, Friedrich List sustentava que cada estágio requeria uma
política distinta – proteção ou liberalização do mercado nacional –, pois o
país não houvesse alcançado o estágio já atingido pela Inglaterra não poderia
competiria em pé de igualdade (em situação de livre comércio) sem interromper o
próprio desenvolvimento.
O
desenvolvimentismo do século XX, contudo, vai além do nacionalismo
protecionista do século XIX. Emerge depois do capitalismo monopolista, quando a
escala das empresas dos ramos líderes nos países desenvolvidos aumentava
drasticamente ao mesmo tempo em que o número de empresas concorrentes diminuía
– produzindo uma situação de concorrência oligopolística mais do que
propriamente monopólios. O montante mínimo de capital investido para entrada no
ramo oligopólico também se elevou significativamente, exigindo novas formas de
centralização financeira em articulação das empresas com bancos e o mercado de
capitais.
As
tecnologias, por sua vez, tornaram-se muito mais complexas e menos acessíveis à
medida que os departamentos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das
empresas se articulavam a sistemas nacionais de ciência e tecnologia, sistemas
educacionais para formar trabalhadores mais qualificados e escritórios de
oferta de patentes monopólicas para as empresas inovadoras nas novas
tecnologias da Segunda Revolução Industrial (química, petróleo, combustão
interna, eletricidade, siderurgia avançada, automobilística, máquinas elétricas
etc).
O ramo
de bens de produção, em particular, se diferenciava horizontalmente do ramo de
bens de consumo, que por sua vez se dividia em sub-ramos de bens de consumo
duráveis e não-duráveis. No ramo de bens de produção, o sub-ramo de bens de
capital se diferenciava do sub-ramo de insumos intermediários. Essas
transformações estruturais do capitalismo aumentaram tanto a intensidade de
capital, escala e complexidade dos empreendimentos individuais quanto a
interdependência entre os mercados.
Assim,
a industrialização não pode ser liderada mais pela indústria leve de bens de
consumo, mas passa a significar internalizar um parque industrial da indústria
pesada e avançar em direção ao ramo de bens de produção e, em particular, bens
de capital muito mais do que aos ramos de bens de consumo. Na posse de
capacitações financeiras e tecnológicas monopolizadas, as empresas
oligopolistas passam a exportar capitais e dividir o mercado mundial com o
apoio de seus Estados nacionais na primeira época da concorrência imperialista
moderna, concluída com o desastre de duas Guerras Mundiais e a emergência da
superpotência dos EUA no chamado bloco Ocidental na Guerra Fria.
Nesse
mundo novo, a superação do subdesenvolvimento passa a exigir uma coordenação
estatal que não se resume a alterar preços relativos pela proteção comercial,
para que os sinais de mercado orientem as decisões empresariais protegidas de
importações concorrentes como queria o velho nacionalismo econômico.
O
Estado precisa fornecer um novo mecanismo de coordenação, que substitui – e não
apenas inflete – o preço de mercado: a coordenação direta de decisões de
investimento (estatais, nacionais e estrangeiras) cuja interdependência,
escalas, requisitos tecnológicos e montante de capital inicial, próprios da
concorrência oligopolista posterior à conclusão da Segunda Revolução
Industrial, tornam indispensável o plano nacional de desenvolvimento.
Enquanto
o nacionalismo gravitava em torno da proteção comercial, o desenvolvimentismo
implica uma ação estatal muito mais invasiva sobre o investimento, generalizada
a partir do exemplo da experiência soviética e das economias de guerra das duas
guerras mundiais. No caso brasileiro, Fonseca (2004) mostra como o embrião do
desenvolvimentismo nasce quando o velho nacionalismo se associa ao positivismo
e ao papelismo em uma nova forma de intervenção estatal direta que visa
transformar a estrutura produtiva do Rio Grande do Sul rumo à indústria e à
diversificação agropecuária.
No
Brasil, o desenvolvimentismo precisa dar um salto de estrutura produtiva e
autonomia nacional a um patamar superior ao do nacionalismo do século XIX,
requerendo não qualquer expansão industrial integrada aos complexos
primário-exportadores regionais e sim a industrialização pesada que transforma
a estrutura produtiva arcaica – fonte de vulnerabilidade externa e de
estrangulamento de balanço de pagamentos sobre o crescimento (Bastos, 2008).
Convém
precisar a tríade conceitual que sustenta meu argumento. Crescimento é o mero
aumento do produto real, qualquer que seja a causa; desenvolvimento econômico,
em abstrato, é o crescimento causado pela ampliação das capacitações
tecnológicas e organizacionais que elevam a produtividade a partir de uma ação
coletiva liderada pelo Estado para orientar a acumulação de capital e
redistribuir parte do excedente que ela gera.
Mais
decisivo, porém, é que o desenvolvimento é, concretamente, relativo ao sistema
internacional: no século XX, torna-se aspiração política de certas economias
“atrasadas” num sistema mundial hierarquizado em centros e periferias, no qual
o subdesenvolvimento não é etapa prévia, mas estrutura persistente produzida
pelo próprio desenvolvimento dos centros (Prebisch, 1949; Furtado, 1961).
É nesse
ponto que a definição puramente produtiva e economicista de desenvolvimento
precisa ser completada pela questão nacional: para uma economia “atrasada”,
desenvolver-se não é apenas elevar a produtividade, mas conquistar graus de
autonomia nacional pela transformação industrializante da estrutura produtiva –
superar a condição primário-exportadora, a dependência de tecnologias militares
modernas, a vulnerabilidade do balanço de pagamentos, e o estrangulamento
externo que subordinam as decisões soberanas. Esse ganho de autonomia
pretendido ocorre mesmo quando a autonomia é estruturalmente limitada pela
“nova dependência”, como veremos.
Além de
vincular-se à questão nacional, a ideologia desenvolvimentista concretamente
não existe no singular, mas sempre no plural de desenvolvimentismos que
disputam a forma de orientação da acumulação de capital para diferentes
finalidades propiciadas pelo aprofundamento industrial. Cada desenvolvimentismo
é uma ideologia que defende uma certa política econômica capaz de incitar um
certo tipo desenvolvimento e orientá-lo, ao menos em parte, segundo objetivos
normativos, e de redistribuir parte do excedente gerado.
No
Brasil, seu núcleo comum reuniu nacionalismo, intervencionismo e defesa da
industrialização (Fonseca, 2015), mas a disputa pela direção do desenvolvimento
foi ininterrupta (Bielschowsky, 1985; Saes, 2025). De fato, o termo é plural –
desenvolvimentismos –, porque a orientação do desenvolvimento e do excedente é
sempre disputada: cada projeto desenvolvimentista mobiliza intelectuais
orgânicos, no sentido gramsciano, que lutam para tornar exclusiva a sua
definição de desenvolvimento, adjetivando as rivais (os “falsos”
desenvolvimentos) e legitimando sua interpelação dos interesses privados que
organiza em ação coletiva e coordenada.
Por
isso, o desenvolvimentismo não é técnica neutra, e sim expressão ideológica de
interesses de classes e frações de classe – a mesma abertura normativa que, no
Brasil, permite caracterizar os governos do PT com matizes diversas de
desenvolvimentismo.
Ao sair
do plano do debate de ideias para a implementação como política de Estado,
nenhum desenvolvimentismo permanece “puro”. Mesmo o nacional-desenvolvimentismo
varguista não nasceu “pronto” no Rio Grande do Sul como sugere Fonseca (2004),
mas foi uma construção sujeita a idas e voltas, contradições e mutações depois
que Vargas confrontou os desafios da industrialização pesada no Estado nacional
(Bastos, 2005; 2008).
Armando
Boito (2026) pretende limitar arbitrariamente o desenvolvimentismo à América
Latina. No século XX, porém, o que condiciona a emergência dos
desenvolvimentismos não é a região geográfica e sim o contexto histórico: o que
ele tem de mais geral é a resposta característica dos capitalismos tardios – os
que enfrentam o desafio da industrialização pesada já sob o capitalismo
monopolista e o imperialismo, como na lição de João Manuel Cardoso de Mello
(1982).
A
problemática desenvolvimentista, porém – industrialização pesada coordenada
pelo Estado em nome da autonomia nacional –, atravessa também a Índia, Taiwan e
Coreia do Sul (Moreira & Bastos 2024a,b), com graus distintos de
dependência. Restringi-la a uma única região é perder a sua determinação
histórico-estrutural: é a época monopolista e imperialista do capitalismo
mundial que torna a industrialização tardia um problema comum a todos os que a
enfrentam fora do pequeno núcleo originário.
Ademais,
com ou sem revolução perante o capitalismo monopolista e o imperialismo, um
capitalismo tardio nacional simplesmente não consegue assegurar a
industrialização sem dependência, ainda que seus governos possam tentar
maximizar ganhos nacionalistas na negociação das formas de dependência (Bastos,
2008, Moreira & Bastos 2024).
Daí um
ponto que Boito desconsidera ao enfatizar o anti-imperialismo do
desenvolvimentismo latino-americano clássico: o desenvolvimentismo na região
resistiu ao velho imperialismo, mas se articulou à nova dependência. No Brasil,
o desenvolvimentismo nunca foi avesso ao capital estrangeiro per se (e sim de
formas específicas dele), ainda que buscasse regulá-lo de diferentes maneiras –
foi, desde Getúlio Vargas e JK, um desenvolvimentismo associado e dependente.
A raiz
disso não é arbitrária, e sim histórico-estrutural. Depois da Segunda Revolução
Industrial na virada do século XIX para o XX, nenhuma indústria pesada tardia
surge espontaneamente da expansão do consumo: internalizar o departamento de
bens de produção exige escalas, tecnologias e massas de capital que a burguesia
nacional, isolada, não reúne, e impõe uma coordenação estatal que precede e
organiza a associação com o capital estrangeiro detentor das tecnologias
(Mello, 1982; Tavares, 1975). O conceito de capitalismo tardio especifica
alguma variante de desenvolvimento na qual a dependência não é superada, mas
internalizada.
Historicamente,
a segunda tradição que resistiu ao liberalismo (econômico e político) foi o
socialismo. Convertido, por uma ala da social-democracia e de partidos
socialistas, de ideologia de revolução em ideologia de reforma do capitalismo,
resultou nos welfare states e na administração da demanda agregada no
pós-guerra. O neoliberalismo, ao radicalizar o liberalismo, atacaria as duas
heranças: o desenvolvimentismo nacionalista nas periferias e a
social-democracia nos centros (Bastos & Belluzzo, 2020).
Onde,
então, se situa o socialdesenvolvimentismo? Ele não é mera adaptação do
desenvolvimentismo ao neoliberalismo, mas uma crítica ao neoliberalismo. Esse
será o tema da terceira parte deste artigo.
Fonte:
Por Pedro Paulo Zahluth Bastos, em A Terra é Redonda

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