EUA perdem domínio global com políticas erradas e fracassos de suas campanhas militares
Atualmente,
seis em cada dez norte-americanos acreditam que os Estados Unidos serão menos
influentes até 2050, refletindo o crescente pessimismo de que o poder global do
país está diminuindo, escreveu um jornal britânico.
O
material salienta que os EUA ainda possuem vasto poder econômico e
militar,
mas sua posição relativa está se deteriorando.
"O
domínio [de Washington] parece estar se desgastando, com decisões sendo tomadas
que podem aumentar algumas formas de poder e privar outras", ressalta
a publicação.
De
acordo com o artigo, os Estados Unidos, que eram o motor
incomparável do crescimento global, viram seu domínio econômico relativo
ser corroído à medida que outras potências, notadamente a China, fecharam a
lacuna e, em alguns aspectos, os ultrapassaram.
Ao
mesmo tempo, décadas de desindustrialização e o "choque da
China" reduziram a participação dos EUA na manufatura global, esvaziaram
comunidades e alimentaram a crença de que o comércio custou mais ao país do que
lhe trouxe benefícios.
Além
disso, cortes na ajuda ao desenvolvimento e apoio mais fraco a
instituições-chave de pesquisa marcam um recuo das ferramentas que antes
sustentavam sua influência, acrescenta a matéria.
Mesmo
com forças armadas formidáveis, Washington descobre que plataformas caras
e implantações globais não podem garantir sucesso estratégico confiável
contra táticas assimétricas ou coerção econômica, como demonstrou a guerra no Irã.
Assim
como o crescente sentimento anti-imigrante, a queda da atratividade para os
migrantes e a liderança escorregadia em ciência e inovação, esses fatores
apontam para um país cujo poder brando e dinamismo estão diminuindo, mesmo que
continue poderoso, conclui a reportagem.
Anteriormente,
uma mídia estadunidense informou que a exaustiva
guerra no Irã esgotou o poderio militar dos Estados Unidos, que não têm
mais condições de conter a influência da China. Segundo o texto, a guerra no
Irã também abalou a imagem de domínio militar do país.
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Tucker Carlson quer criar terceiro partido nos EUA: 'Farei tudo para que isso
aconteça'
O
jornalista norte-americano Tucker Carlson afirmou em entrevista que pretende
fazer todo o possível para viabilizar um terceiro partido nos Estados Unidos
que sirva como alternativa aos republicanos e democratas.
Carlson
tem se destacado na oposição ao governo de Donald Trump em relação à guerra com
o Irã e a influência de Israel na política norte-americana. Segundo a reportagem do Columbia
Journalism Review, a postura do jornalista tem atraído até mesmo fãs
progressistas.
"Isso
não é uma democracia. É um estado de partido único se passando por democracia,
e precisa ser desmantelado. Haverá um terceiro partido, e farei tudo o que
estiver ao meu alcance para que isso aconteça", disse Carlson, criticando
o financiamento de
guerras pelo Estado e
destacando a sintonia entre os partidos quando o assunto é aplicar o dinheiro
em conflitos.
Em
relação à criação do partido, por outro lado, ele afirmou que não pretende ser
candidato. O jornalista também
ressaltou que tudo que tem "é falar e ser ouvido", uma vez que
não possui poder institucional, tampouco controla as Forças Armadas.
Em
abril, Trump criticou Candace Owens e outros jornalistas norte-americanos que
vinham o apoiando, incluindo Tucker Carlson, Megyn Kelly e Alex Jones, por se
oporem à sua decisão de lançar uma operação militar
contra o Irã.
A ideia
de criar um novo partido nos EUA já havia sido aventada no ano passado pelo
empresário Elon Musk, mas foi convencido a recuar pelo vice-presidente
norte-americano J. D. Vance. Na ocasião, Vance e seus aliados temiam
que o novo partido enfraquecesse
a posição dos republicanos nas eleições
de meio de mandato de 2026, que acontece em novembro. Segundo o The Washington
Post, após a desistência, Musk decidiu apoiar os republicanos nas próximas
eleições.
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Trump diz que China tenta assumir controle do canal do
Panamá e promete impedir avanço
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta
quarta-feira (1º) que a China está tentando assumir o controle do canal do
Panamá e garantiu que Washington não permitirá que isso aconteça. Porém, o
líder estadunidense não apresentou provas nem evidências sobre o caso.
"Agora,
a China está tentando tomar o controle do canal do Panamá. Não vamos deixar
isso acontecer, certo?", declarou Trump durante um discurso em Medora, no
estado norte-americano da Dakota do Norte.
Em
fevereiro, o governo do Panamá informou que as
autoridades do país assumiram temporariamente a administração dos portos de
Balboa e Cristóbal, localizados no canal. A decisão ocorreu após o contrato de
concessão da Panama Ports Company (PPC), subsidiária local do grupo Hutchison,
de Hong Kong, ser declarado inválido.
Posteriormente,
a Suprema Corte do Panamá decidiu que a lei de 1997, que autorizou a concessão
à PPC para operar os terminais de Balboa, na costa do Pacífico, e de Cristóbal,
na costa do Atlântico, era inconstitucional.
O
Escritório para Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado
da China classificou
a decisão da Justiça panamenha como "absurda". Para o órgão,
houve violação dos direitos legais do grupo chinês, que entrou com
uma ação judicial contra o governo panamenho.
As
autoridades chinesas, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, acusaram o
Panamá de ceder à "hegemonia" e à "pressão e intimidação",
em vez de defender sua
independência nacional, e advertiram para possíveis consequências
políticas e econômicas.
A
decisão da Justiça panamenha foi amplamente vista como uma vitória para Washington, em meio
ao acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China sobre as
rotas comerciais globais.
Em seu
discurso de posse no ano passado, Trump deixou claro que Washington pretendia
assumir o controle do canal. Desde então, o
secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tem visitado repetidamente o
Panamá para transmitir a posição de Washington a Mulino.
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Europa sustenta empregos nos EUA com compras militares
enquanto OTAN tenta acalmar Trump, diz mídia
A
pressão de Donald Trump por mais gastos militares e a guerra na Ucrânia
impulsionaram um salto nas compras europeias de armas dos EUA, que já somam US$
300 bilhões e sustentam 195 mil empregos norte-americanos, enquanto a OTAN
tenta provar que pode reforçar suas defesas.
A
Europa ampliou suas compras de armamentos
dos EUA após o conflito ucraniano e sob pressão
de Donald Trump para elevar os gastos militares. Segundo o secretário‑geral da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte,
essas encomendas somam US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) e
sustentam cerca de 195 mil empregos norte-americanos, argumento que ele usa
para reforçar a importância da aliança diante das críticas do presidente dos
EUA.
Em entrevista à mídia
britânica, Rutte afirmou que Europa e Canadá têm uma carteira robusta de
compras pendentes e que o aumento de US$ 250 bilhões (mais de R$ 1,2
trilhão) nos gastos com armamentos nos últimos dois anos deve servir
para acelerar a produção, não para
inflacionar preços.
Segundo
a apuração, ele destacou que a mobilização europeia demonstra
aos EUA que os aliados estão cumprindo suas responsabilidades, inclusive
no apoio contínuo à Ucrânia. Entretanto, o secretário‑geral reconheceu que
há atrasos
significativos nos
embarques de armas devido à guerra contra o Irã, que pressiona os estoques
norte-americanos.
"Mas
[...] há um problema em termos de capacidade de produção. E esse é um
problema tanto na Europa quanto nos Estados Unidos", afirmou o chefe da
aliança.
O
gargalo industrial, segundo ele, explica por que alguns países europeus passaram
a comprar equipamentos de fornecedores como a Coreia do Sul.
Rutte
relatou ter usado uma viagem recente aos EUA para reforçar que a Europa
está intensificando seus compromissos de defesa. Ele afirmou que a Ucrânia
"está se saindo muito melhor" no campo de batalha, causando perdas
significativas à Rússia, apesar de os resultados em campo e observadores
internacionais afirmarem o contrário, defendendo uma ideia de negociações
inadiáveis para o fim do conflito.
O chefe
da Aliança Atlântica chegou a alertar que o desempenho ucraniano não
garante maior disposição do líder russo Vladimir Putin para negociações de paz,
iniciadas por Trump na primavera passada (Hemisfério Norte) e atualmente
paralisadas. Para ele, cabe aos aliados fortalecer a posição da Ucrânia até que
o Kremlin decida
querer negociar.
O
Kremlin, entretanto, já manifestou sua posição inúmeras vezes, deixando
claro suas perspectivas sobre as causas primárias do conflito, afirmando
que Kiev não dá sinais
sinceros de
sua disposição de
negociar,
sabotando constantemente as iniciativas de paz, inclusive as dos EUA — o
principal fornecedor armamentos do país.
O chefe
da OTAN também respondeu a críticas de que seria subserviente a Trump,
lembrando que o aumento dos gastos europeus corrige um desequilíbrio histórico
na aliança, mesmo assim, ele reconhece a irritação da Casa Branca com
episódios isolados em que países europeus não cumpriram
acordos bilaterais
durante a guerra contra o Irã.
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'Houston, temos um problema': serviço diplomático da UE
sofre com baixa moral, diz mídia
Desde
sua criação, há 16 anos, o Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em
inglês) tem sido atormentado por problemas estruturais, conflitos internos e
crescentes críticas à sua eficácia, escreve um jornal ocidental.
O
artigo aponta que no EEAS cresce o descontentamento com o conflito entre a
chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e a presidente da
Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como com as contradições e os
conflitos internos.
"Deixando
de lado Kallas, von der Leyen e os demais, de fato temos uma situação de
'Houston, temos um problema'", declarou à mídia Nathalie Tocci,
ex-conselheira especial dos antecessores de Kallas — Federica Mogherini e Josep
Borrell — referindo-se à falha catastrófica dos sistemas da missão Apollo 13.
Segundo
o jornal, as raízes dos problemas foram estabelecidas há duas décadas, quando o
serviço foi criado como um compromisso: os países queriam que a Europa falasse
com mais peso no cenário internacional, mas não estavam dispostos a
transferir controle suficiente sobre a política externa para criar um
ministério de fato.
Como
resultado, o EEAS ficou "nem lá nem cá", preso entre a Comissão
Europeia, o Conselho Europeu e os 27 Estados-membros, acrescenta o material.
Cerca
de dois terços dos 5 mil funcionários são servidores da Comissão Europeia com contratos
permanentes, e um terço são diplomatas enviados por países da União Europeia
(UE) por mandatos de quatro anos. Isso gera tensão e disputa por
influência entre os dois grupos, explica a publicação.
Segundo
um ex-funcionário sênior, o serviço estava em estado de disfunção grave há
vários anos. Há uma cultura de favoritismo nas nomeações, e centenas de
funcionários estão de férias por estresse.
Os
problemas orçamentários também agravam a situação, pois Kallas alertou que os
fundos alocados para o EEAS, de aproximadamente €1 bilhão (R$ 5,92 bilhões),
não são suficientes. Além disso, o ex-chefe da diplomacia europeia, Josep
Borrell, disse ao jornal que "se você não sabe quem está no comando
de quê, não pode esperar ser assertivo".
A
publicação observa que nenhum dos quatro executivos do EEAS, incluindo
Kallas, conseguiu superar completamente os problemas sistêmicos do
serviço. Algumas autoridades propõem a abolição do EEAS e o retorno de suas
funções à estrutura da Comissão Europeia.
Outros
acreditam que a diplomacia europeia não se adaptou a um mundo em mudança, adotando
abordagens abstratas e orientadas por valores, em vez de interesses
específicos, conclui a reportagem.
Na
quarta-feira (1º), Borrell afirmou que a Comissão Europeia está
confundindo a questão de quem representa a Europa no cenário mundial em
matérias de diplomacia e defesa.
Borrell
observou que, na semana passada, a comissária europeia para o Mediterrâneo,
Dubravka Suica, se reuniu com autoridades israelenses poucos dias depois de o
chanceler de Israel, Gideon Saar, ter anunciado o rompimento das relações com
Kallas. Isso demonstra que a Comissão Europeia está extrapolando seus
poderes.
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CIA e MI6 financiam mercenários estrangeiros que lutam
nas tropas ucranianas, diz analista
Dezenas
de milhares de mercenários estrangeiros, financiados pelo serviço de
inteligência britânico MI6 e pela Agência Central de Inteligência (CIA, na
sigla em inglês) dos EUA, lutam no Exército ucraniano, declarou o ex-assessor
do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.
Macgregor apontou que o Exército
ucraniano conta com mais de 50 mil mercenários, o que não é surpreendente.
"A
Ucrânia está ficando sem recursos humanos. É mais fácil permitir que o MI6 e a CIA paguem a
estrangeiros para que venham lutar pelo país, o que de fato está
acontecendo", ressaltou.
Ao
mesmo tempo, Macgregor enfatizou que os mercenários que lutam por
dinheiro na Ucrânia estão fadados à morte. Segundo ele, os ucranianos
estão sofrendo enormes perdas e a
frente se transformou em um verdadeiro moedor de carne para eles.
Ainda
assim, há estrangeiros prontos para lutar. Aparentemente, se alguém colocar
uma quantia considerável de dinheiro na frente do nariz de um
mercenário, isso pode ser suficiente, concluiu.
O
Ministério da Defesa russo relatou repetidamente sobre a morte de mercenários
do Reino Unido, Geórgia, Polônia e
outros países na Ucrânia. De acordo com o ministério, Kiev os utiliza como
bucha de canhão.
Muitos
deles, que vieram lutar por dinheiro, admitiram em entrevistas que o comando
ucraniano não coordena bem suas ações e que as chances de sobrevivência nas
batalhas são pequenas, já que a intensidade do conflito não é comparável à
do Afeganistão e do Oriente Médio.
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Irã promete resposta imediata a qualquer intervenção dos
EUA no estreito de Ormuz
Teerã
responderá de forma rápida e decisiva a qualquer tentativa dos Estados Unidos
de interferir na situação no estreito de Ormuz, declarou o Comando Central
Iraniano (Khattam Anbiya) em um comunicado. O comunicado também reafirmou o
controle iraniano sobre a região.
"Qualquer
tentativa de interferência em questões de segurança ou qualquer ação
obstrutiva dos Estados Unidos no estreito de Ormuz será considerada uma ameaça
à soberania nacional do Irã e receberá uma resposta rápida e
decisiva", diz o comunicado.
Ao
mesmo tempo, a entidade militar enfatizou que o estreito de Ormuz não é um
campo de atuação para os EUA, mas sim território soberano
iraniano,
onde a segurança e a manutenção da estabilidade dessa via navegável vital
constituem uma linha vermelha para as Forças Armadas iranianas.
Além
disso, enfatizou que todos os petroleiros e navios
mercantes são
obrigados a seguir a rota estabelecida pelo Irã para transitar com
segurança pelo estreito de Ormuz. Portanto, qualquer desvio da rota
estabelecida ou descumprimento dos protocolos de navegação do Estado persa não
ficará sem resposta por parte das Forças Armadas iranianas.
A
presença constante de aeronaves norte-americanas, tripuladas e não tripuladas,
nos céus acima do estreito, põe em risco a segurança da região, afirmou a
organização, assegurando que o Irã tomará todas as medidas necessárias para defender
sua soberania na área e reprimir qualquer agressão por parte das Forças Armadas
norte-americanas e seus aliados.
Em 18
de junho, Washington e Teerã assinaram
remotamente um memorando de entendimento, que visa pôr fim ao conflito militar
iniciado em 28 de fevereiro. Este acordo de 14 pontos estabelece o
cronograma para que os EUA suspendam o bloqueio marítimo, bem como para que o
Irã restabeleça a navegação pelo
estreito de Ormuz,
entre outras disposições importantes.
Fonte:
Sputnik Brasil

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