sexta-feira, 3 de julho de 2026


 EUA perdem domínio global com políticas erradas e fracassos de suas campanhas militares

Atualmente, seis em cada dez norte-americanos acreditam que os Estados Unidos serão menos influentes até 2050, refletindo o crescente pessimismo de que o poder global do país está diminuindo, escreveu um jornal britânico.

O material salienta que os EUA ainda possuem vasto poder econômico e militar, mas sua posição relativa está se deteriorando.

"O domínio [de Washington] parece estar se desgastando, com decisões sendo tomadas que podem aumentar algumas formas de poder e privar outras", ressalta a publicação.

De acordo com o artigo, os Estados Unidos, que eram o motor incomparável do crescimento global, viram seu domínio econômico relativo ser corroído à medida que outras potências, notadamente a China, fecharam a lacuna e, em alguns aspectos, os ultrapassaram.

Ao mesmo tempo, décadas de desindustrialização e o "choque da China" reduziram a participação dos EUA na manufatura global, esvaziaram comunidades e alimentaram a crença de que o comércio custou mais ao país do que lhe trouxe benefícios.

Além disso, cortes na ajuda ao desenvolvimento e apoio mais fraco a instituições-chave de pesquisa marcam um recuo das ferramentas que antes sustentavam sua influência, acrescenta a matéria.

Mesmo com forças armadas formidáveis, Washington descobre que plataformas caras e implantações globais não podem garantir sucesso estratégico confiável contra táticas assimétricas ou coerção econômica, como demonstrou a guerra no Irã.

Assim como o crescente sentimento anti-imigrante, a queda da atratividade para os migrantes e a liderança escorregadia em ciência e inovação, esses fatores apontam para um país cujo poder brando e dinamismo estão diminuindo, mesmo que continue poderoso, conclui a reportagem.

Anteriormente, uma mídia estadunidense informou que a exaustiva guerra no Irã esgotou o poderio militar dos Estados Unidos, que não têm mais condições de conter a influência da China. Segundo o texto, a guerra no Irã também abalou a imagem de domínio militar do país.

<><> Tucker Carlson quer criar terceiro partido nos EUA: 'Farei tudo para que isso aconteça'

O jornalista norte-americano Tucker Carlson afirmou em entrevista que pretende fazer todo o possível para viabilizar um terceiro partido nos Estados Unidos que sirva como alternativa aos republicanos e democratas.

Carlson tem se destacado na oposição ao governo de Donald Trump em relação à guerra com o Irã e a influência de Israel na política norte-americana. Segundo a reportagem do Columbia Journalism Review, a postura do jornalista tem atraído até mesmo fãs progressistas.

"Isso não é uma democracia. É um estado de partido único se passando por democracia, e precisa ser desmantelado. Haverá um terceiro partido, e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que isso aconteça", disse Carlson, criticando o financiamento de guerras pelo Estado e destacando a sintonia entre os partidos quando o assunto é aplicar o dinheiro em conflitos.

Em relação à criação do partido, por outro lado, ele afirmou que não pretende ser candidato. O jornalista também ressaltou que tudo que tem "é falar e ser ouvido", uma vez que não possui poder institucional, tampouco controla as Forças Armadas.

Em abril, Trump criticou Candace Owens e outros jornalistas norte-americanos que vinham o apoiando, incluindo Tucker Carlson, Megyn Kelly e Alex Jones, por se oporem à sua decisão de lançar uma operação militar contra o Irã.

A ideia de criar um novo partido nos EUA já havia sido aventada no ano passado pelo empresário Elon Musk, mas foi convencido a recuar pelo vice-presidente norte-americano J. D. Vance. Na ocasião, Vance e seus aliados temiam que o novo partido ​​enfraquecesse a posição dos republicanos nas eleições de meio de mandato de 2026, que acontece em novembro. Segundo o The Washington Post, após a desistência, Musk decidiu apoiar os republicanos nas próximas eleições.

¨      Trump diz que China tenta assumir controle do canal do Panamá e promete impedir avanço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira (1º) que a China está tentando assumir o controle do canal do Panamá e garantiu que Washington não permitirá que isso aconteça. Porém, o líder estadunidense não apresentou provas nem evidências sobre o caso.

"Agora, a China está tentando tomar o controle do canal do Panamá. Não vamos deixar isso acontecer, certo?", declarou Trump durante um discurso em Medora, no estado norte-americano da Dakota do Norte.

Em fevereiro, o governo do Panamá informou que as autoridades do país assumiram temporariamente a administração dos portos de Balboa e Cristóbal, localizados no canal. A decisão ocorreu após o contrato de concessão da Panama Ports Company (PPC), subsidiária local do grupo Hutchison, de Hong Kong, ser declarado inválido.

Posteriormente, a Suprema Corte do Panamá decidiu que a lei de 1997, que autorizou a concessão à PPC para operar os terminais de Balboa, na costa do Pacífico, e de Cristóbal, na costa do Atlântico, era inconstitucional.

O Escritório para Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China classificou a decisão da Justiça panamenha como "absurda". Para o órgão, houve violação dos direitos legais do grupo chinês, que entrou com uma ação judicial contra o governo panamenho.

As autoridades chinesas, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, acusaram o Panamá de ceder à "hegemonia" e à "pressão e intimidação", em vez de defender sua independência nacional, e advertiram para possíveis consequências políticas e econômicas.

A decisão da Justiça panamenha foi amplamente vista como uma vitória para Washington, em meio ao acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China sobre as rotas comerciais globais.

Em seu discurso de posse no ano passado, Trump deixou claro que Washington pretendia assumir o controle do canal. Desde então, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tem visitado repetidamente o Panamá para transmitir a posição de Washington a Mulino.

¨      Europa sustenta empregos nos EUA com compras militares enquanto OTAN tenta acalmar Trump, diz mídia

A pressão de Donald Trump por mais gastos militares e a guerra na Ucrânia impulsionaram um salto nas compras europeias de armas dos EUA, que já somam US$ 300 bilhões e sustentam 195 mil empregos norte-americanos, enquanto a OTAN tenta provar que pode reforçar suas defesas.

A Europa ampliou suas compras de armamentos dos EUA após o conflito ucraniano e sob pressão de Donald Trump para elevar os gastos militares. Segundo o secretário‑geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, essas encomendas somam US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) e sustentam cerca de 195 mil empregos norte-americanos, argumento que ele usa para reforçar a importância da aliança diante das críticas do presidente dos EUA.

Em entrevista à mídia britânica, Rutte afirmou que Europa e Canadá têm uma carteira robusta de compras pendentes e que o aumento de US$ 250 bilhões (mais de R$ 1,2 trilhão) nos gastos com armamentos nos últimos dois anos deve servir para acelerar a produção, não para inflacionar preços.

Segundo a apuração, ele destacou que a mobilização europeia demonstra aos EUA que os aliados estão cumprindo suas responsabilidades, inclusive no apoio contínuo à Ucrânia. Entretanto, o secretário‑geral reconheceu que há atrasos significativos nos embarques de armas devido à guerra contra o Irã, que pressiona os estoques norte-americanos.

"Mas [...] há um problema em termos de capacidade de produção. E esse é um problema tanto na Europa quanto nos Estados Unidos", afirmou o chefe da aliança.

O gargalo industrial, segundo ele, explica por que alguns países europeus passaram a comprar equipamentos de fornecedores como a Coreia do Sul.

Rutte relatou ter usado uma viagem recente aos EUA para reforçar que a Europa está intensificando seus compromissos de defesa. Ele afirmou que a Ucrânia "está se saindo muito melhor" no campo de batalha, causando perdas significativas à Rússia, apesar de os resultados em campo e observadores internacionais afirmarem o contrário, defendendo uma ideia de negociações inadiáveis para o fim do conflito.

O chefe da Aliança Atlântica chegou a alertar que o desempenho ucraniano não garante maior disposição do líder russo Vladimir Putin para negociações de paz, iniciadas por Trump na primavera passada (Hemisfério Norte) e atualmente paralisadas. Para ele, cabe aos aliados fortalecer a posição da Ucrânia até que o Kremlin decida querer negociar.

O Kremlin, entretanto, já manifestou sua posição inúmeras vezes, deixando claro suas perspectivas sobre as causas primárias do conflito, afirmando que Kiev não dá sinais sinceros de sua disposição de negociar, sabotando constantemente as iniciativas de paz, inclusive as dos EUA — o principal fornecedor armamentos do país.

O chefe da OTAN também respondeu a críticas de que seria subserviente a Trump, lembrando que o aumento dos gastos europeus corrige um desequilíbrio histórico na aliança, mesmo assim, ele reconhece a irritação da Casa Branca com episódios isolados em que países europeus não cumpriram acordos bilaterais durante a guerra contra o Irã.

¨      'Houston, temos um problema': serviço diplomático da UE sofre com baixa moral, diz mídia

Desde sua criação, há 16 anos, o Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em inglês) tem sido atormentado por problemas estruturais, conflitos internos e crescentes críticas à sua eficácia, escreve um jornal ocidental.

O artigo aponta que no EEAS cresce o descontentamento com o conflito entre a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como com as contradições e os conflitos internos.

"Deixando de lado Kallas, von der Leyen e os demais, de fato temos uma situação de 'Houston, temos um problema'", declarou à mídia Nathalie Tocci, ex-conselheira especial dos antecessores de Kallas — Federica Mogherini e Josep Borrell — referindo-se à falha catastrófica dos sistemas da missão Apollo 13.

Segundo o jornal, as raízes dos problemas foram estabelecidas há duas décadas, quando o serviço foi criado como um compromisso: os países queriam que a Europa falasse com mais peso no cenário internacional, mas não estavam dispostos a transferir controle suficiente sobre a política externa para criar um ministério de fato.

Como resultado, o EEAS ficou "nem lá nem cá", preso entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e os 27 Estados-membros, acrescenta o material.

Cerca de dois terços dos 5 mil funcionários são servidores da Comissão Europeia com contratos permanentes, e um terço são diplomatas enviados por países da União Europeia (UE) por mandatos de quatro anos. Isso gera tensão e disputa por influência entre os dois grupos, explica a publicação.

Segundo um ex-funcionário sênior, o serviço estava em estado de disfunção grave há vários anos. Há uma cultura de favoritismo nas nomeações, e centenas de funcionários estão de férias por estresse.

Os problemas orçamentários também agravam a situação, pois Kallas alertou que os fundos alocados para o EEAS, de aproximadamente €1 bilhão (R$ 5,92 bilhões), não são suficientes. Além disso, o ex-chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse ao jornal que "se você não sabe quem está no comando de quê, não pode esperar ser assertivo".

A publicação observa que nenhum dos quatro executivos do EEAS, incluindo Kallas, conseguiu superar completamente os problemas sistêmicos do serviço. Algumas autoridades propõem a abolição do EEAS e o retorno de suas funções à estrutura da Comissão Europeia.

Outros acreditam que a diplomacia europeia não se adaptou a um mundo em mudança, adotando abordagens abstratas e orientadas por valores, em vez de interesses específicos, conclui a reportagem.

Na quarta-feira (1º), Borrell afirmou que a Comissão Europeia está confundindo a questão de quem representa a Europa no cenário mundial em matérias de diplomacia e defesa.

Borrell observou que, na semana passada, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, se reuniu com autoridades israelenses poucos dias depois de o chanceler de Israel, Gideon Saar, ter anunciado o rompimento das relações com Kallas. Isso demonstra que a Comissão Europeia está extrapolando seus poderes.

¨      CIA e MI6 financiam mercenários estrangeiros que lutam nas tropas ucranianas, diz analista

Dezenas de milhares de mercenários estrangeiros, financiados pelo serviço de inteligência britânico MI6 e pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA, lutam no Exército ucraniano, declarou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.

Macgregor apontou que o Exército ucraniano conta com mais de 50 mil mercenários, o que não é surpreendente.

"A Ucrânia está ficando sem recursos humanos. É mais fácil permitir que o MI6 e a CIA paguem a estrangeiros para que venham lutar pelo país, o que de fato está acontecendo", ressaltou.

Ao mesmo tempo, Macgregor enfatizou que os mercenários que lutam por dinheiro na Ucrânia estão fadados à morte. Segundo ele, os ucranianos estão sofrendo enormes perdas e a frente se transformou em um verdadeiro moedor de carne para eles.

Ainda assim, há estrangeiros prontos para lutar. Aparentemente, se alguém colocar uma quantia considerável de dinheiro na frente do nariz de um mercenário, isso pode ser suficiente, concluiu.

O Ministério da Defesa russo relatou repetidamente sobre a morte de mercenários do Reino Unido, Geórgia, Polônia e outros países na Ucrânia. De acordo com o ministério, Kiev os utiliza como bucha de canhão.

Muitos deles, que vieram lutar por dinheiro, admitiram em entrevistas que o comando ucraniano não coordena bem suas ações e que as chances de sobrevivência nas batalhas são pequenas, já que a intensidade do conflito não é comparável à do Afeganistão e do Oriente Médio.

¨      Irã promete resposta imediata a qualquer intervenção dos EUA no estreito de Ormuz

Teerã responderá de forma rápida e decisiva a qualquer tentativa dos Estados Unidos de interferir na situação no estreito de Ormuz, declarou o Comando Central Iraniano (Khattam Anbiya) em um comunicado. O comunicado também reafirmou o controle iraniano sobre a região.

"Qualquer tentativa de interferência em questões de segurança ou qualquer ação obstrutiva dos Estados Unidos no estreito de Ormuz será considerada uma ameaça à soberania nacional do Irã e receberá uma resposta rápida e decisiva", diz o comunicado.

Ao mesmo tempo, a entidade militar enfatizou que o estreito de Ormuz não é um campo de atuação para os EUA, mas sim território soberano iraniano, onde a segurança e a manutenção da estabilidade dessa via navegável vital constituem uma linha vermelha para as Forças Armadas iranianas.

Além disso, enfatizou que todos os petroleiros e navios mercantes são obrigados a seguir a rota estabelecida pelo Irã para transitar com segurança pelo estreito de Ormuz. Portanto, qualquer desvio da rota estabelecida ou descumprimento dos protocolos de navegação do Estado persa não ficará sem resposta por parte das Forças Armadas iranianas.

A presença constante de aeronaves norte-americanas, tripuladas e não tripuladas, nos céus acima do estreito, põe em risco a segurança da região, afirmou a organização, assegurando que o Irã tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania na área e reprimir qualquer agressão por parte das Forças Armadas norte-americanas e seus aliados.

Em 18 de junho, Washington e Teerã assinaram remotamente um memorando de entendimento, que visa pôr fim ao conflito militar iniciado em 28 de fevereiro. Este acordo de 14 pontos estabelece o cronograma para que os EUA suspendam o bloqueio marítimo, bem como para que o Irã restabeleça a navegação pelo estreito de Ormuz, entre outras disposições importantes.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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