José
Reinaldo de Carvalho: Partido Comunista da China, a vanguarda que moldou uma
potência socialista global
Em 1º
de julho, a China celebra o 105º aniversário de fundação do Partido Comunista
da China (PCCh), que liderou a Revolução Popular e, desde então, conduz a
construção de um modelo próprio de socialismo em diferentes etapas históricas,
iniciadas com a proclamação da República Popular da China, em 1º de outubro de
1949. A data é celebrada pelo povo chinês e pelos amigos da China em todo o
mundo como o aniversário da força política que se consolidou como vanguarda dos
trabalhadores e do povo chinês, com papel central na luta pela libertação
nacional e no processo de construção socialista do país.
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Hoje
com mais de 100 milhões de membros e exercendo a direção política da potência
chinesa, o PCCh construiu sua história como uma organização baseada no
marxismo-leninismo e no socialismo científico. Ao longo de sua trajetória, o
partido buscou adaptar esses princípios às transformações de cada período e às
condições concretas da sociedade chinesa.
O
avanço da República Popular da China, seu vigoroso desenvolvimento econômico e
social, sua atuação internacional em defesa de uma nova governança global e da
paz, assim como sua consolidação como potência contemporânea, estão diretamente
associados à liderança centralizada e estratégica do Partido Comunista da China
(PCCh).
Ao
longo de mais de um século de existência, o PCCh exerceu papel decisivo na
trajetória de mais de 1 bilhão de pessoas. Sob sua direção, a China deixou a
condição de país majoritariamente agrário, marcado por guerras, pobreza extrema
e vulnerabilidades diante das potências estrangeiras, para se tornar um dos
principais centros econômicos, tecnológicos e sociais do século XXI.
A
história moderna chinesa mostra que o PCCh atuou como força organizadora da
soberania nacional e do progresso social. Antes de 1949, o país atravessou o
chamado “Século da Humilhação”, período marcado por invasões estrangeiras,
fragmentação territorial e grave miséria social. A fundação da Nova China, sob
a liderança do Partido e tendo Mao Zedong à frente, restabeleceu a dignidade
nacional e abriu caminho para a reconstrução política, econômica e social do
país.
No
discurso em comemoração ao centenário do PCCh, o presidente Xi Jinping resumiu
essa façanha histórica ao afirmar: “Sem o PCCh, não existiria a nova China,
também não haveria a revitalização da nação chinesa”. A formulação expressa a
compreensão de que a identidade, a segurança e a soberania da China
contemporânea não decorreram de circunstâncias fortuitas, mas de uma direção
política exercida de forma contínua pelo Partido.
Depois
da vitória da Revolução de Nova Democracia, o povo chinês, sob a condução do
PCCh e de Mao Zedong, iniciou a construção do socialismo. Em um intervalo
histórico relativamente curto, o país realizou profundas transformações
sociais, estabeleceu um sistema econômico nacional independente, adequado às
particularidades chinesas, e consolidou instituições do poder político popular
e socialista.
Mais
tarde, com a política de Reforma e Abertura, liderada por Deng Xiaoping no
contexto da etapa primária do socialismo, a China ingressou em um novo ciclo de
crescimento acelerado. O marco desse processo foi a decisão da 3ª Sessão
Plenária do Comitê Central do Partido Comunista da China, em dezembro de 1978,
que definiu a construção econômica, o desenvolvimento das forças produtivas e o
fortalecimento integral da nação chinesa como eixos centrais da atuação do
Partido e do Estado.
Esse
percurso levou a China ao atual patamar de desenvolvimento, com impacto direto
na melhoria das condições de vida da população e na projeção do país como ator
de primeira ordem no sistema internacional. Desenvolvimento, poder nacional,
progresso social e socialismo aparecem, nesse contexto, como elementos
integrados na construção do socialismo com características chinesas.
A
trajetória do PCCh comprova a tese de que o Partido é a força indispensável
para a estabilidade e o avanço da China. Sem sua liderança, o planejamento de
longo prazo que viabilizou a modernização tecnológica, a inclusão social e a
inserção internacional do país teria se fragmentado. A articulação entre
Partido, Estado e povo permanece como base da realização do chamado Sonho
Chinês.
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O PCCh e a defesa dos interesses do povo
A
formulação teórica e prática presente no pensamento de Xi Jinping indica que o
êxito da China contemporânea não resulta de um acaso econômico, mas de uma
orientação política deliberada. O Partido Comunista da China busca sua
legitimidade ao colocar as aspirações populares no centro de suas decisões, ao
mesmo tempo em que se apresenta como a força institucional responsável por
conduzir o país à modernização socialista e à revitalização nacional.
O
princípio que sustenta a legitimidade e a prática política do PCCh pode ser
sintetizado na ideia de uma relação orgânica entre Partido e povo.
Diferentemente das democracias liberais ocidentais, nas quais os partidos
políticos costumam atuar como representantes de frações de classe ou de
interesses corporativos de curto prazo, o sistema político chinês, tendo o PCCh
como núcleo dirigente, estrutura-se em torno das aspirações históricas do povo
chinês.
Nos
discursos de Xi Jinping, essa concepção aparece na afirmação de que o Partido
não possui interesses próprios separados dos interesses da esmagadora maioria
da população chinesa. A filosofia de desenvolvimento centrada no povo não é
apresentada como mera abstração retórica, mas como diretriz operacional
expressa em políticas concretas.
“Desde
sua fundação em 1921, o Partido tem unido e liderado o povo na revolução,
desenvolvimento e reforma, visando fundamentalmente garantir uma vida melhor
para o povo. Ele jamais irá vacilar na busca deste objetivo, não importando
quão grandes sejam os desafios e as pressões que enfrente e quantos sacrifícios
e custos sejam necessários. O pensamento de desenvolvimento centrado no povo
não é um slogan vazio, mas um princípio que tem que permear todas as nossas
decisões e planos e ser aplicado em todos os aspectos do nosso trabalho”,
escreveu o presidente Xi.
Um dos
exemplos mais relevantes dessa orientação foi a erradicação da pobreza extrema.
A conclusão da maior campanha de alívio da pobreza da história humana é
apresentada por Xi Jinping como demonstração do compromisso do Partido com a
dignidade humana e o bem-estar social. Sob a liderança do PCCh, o maior
contingente populacional já registrado foi retirado da miséria, consolidando a
construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos.
Esse
avanço não se limitou ao crescimento do Produto Interno Bruto. Ele se expressou
também na ampliação do acesso à educação, à saúde, à infraestrutura e a
melhores condições de vida, em consonância com a missão fundamental do Partido
Comunista da China: servir ao povo.
Na Nova
Era, a busca pela prosperidade comum tornou-se outro eixo central da estratégia
chinesa. O Partido reconhece que as contradições sociais se transformaram e que
o foco do desenvolvimento deve avançar do crescimento puramente quantitativo
para uma etapa qualitativa, voltada à redução das desigualdades regionais, das
diferenças de renda e da distância entre campo e cidade.
Defender
os interesses do povo, nas condições atuais, significa ampliar o acesso
equitativo à educação, à saúde, à moradia e a um meio ambiente ecologicamente
equilibrado. Essa perspectiva orienta a governança do PCCh, baseada na linha de
massas, princípio segundo o qual o Partido deve estar junto às massas,
compreender suas necessidades e converter suas aspirações em políticas públicas
de longo prazo.
Essa
conexão orgânica com a sociedade confere ao Partido resiliência política e
elevada capacidade de mobilização social. Sob sua direção, a China vive um
período de forte desenvolvimento das forças produtivas, expansão econômica,
intensa mobilidade social e redução expressiva da pobreza.
Hoje, o
país figura entre as maiores economias do mundo e pode ser definido, em
diversos aspectos, como uma potência emergente. Trata-se de uma fase singular
de sua história milenar, marcada por avanços econômicos expressivos,
consolidação do poder nacional, fortalecimento da independência e progresso nos
objetivos de unificação e integridade territorial.
Nesse
cenário, ganha centralidade a realização do Sonho Chinês: a construção de um
país socialista poderoso, próspero, socialmente avançado, civilizado e culto. A
experiência chinesa revela a originalidade histórica do Partido Comunista da
China e representa, no pensamento de Xi Jinping, uma contribuição ao
desenvolvimento do marxismo-leninismo e à trajetória do movimento comunista
internacional.
¨
Trump encontrou um inimigo para fugir do próprio espelho:
os “comunistas”
Era uma
vez um líder político tão obcecado por si mesmo (Trump) que quase caiu em seu
próprio espelho d’água e só conseguiu se salvar de um possível afogamento
político e de passar vergonha quando, de repente, apareceram os “comunistas”,
que, segundo ele, representam a maior ameaça já vista nos 250 anos de
existência deste país.
Entre
as tentativas do mandatário de literalmente impor sua imagem e sua marca sobre
a capital e sobre as comemorações do 250º aniversário da Declaração de
Independência, ele decidiu reformar o Espelho d’Água do
monumento a Lincoln.
Depois
de gastar 16,4 milhões de dólares para tornar azul o fundo do espelho d’água e
realizar alguns reparos no revestimento de sua base, a água agora está verde
por causa das algas e partes do revestimento do fundo estão se
soltando. Recusando-se a assumir a responsabilidade, o mandatário culpou
“vândalos”, sem apresentar qualquer evidência. Sozinho, revelou sua verdadeira
imagem em seu espelho d’água, apontaram os críticos.
Mas,
graças à esquerda, ele encontrou uma forma de desviar a atenção de seu desastre
aquático de imagem. Depois que autodeclarados socialistas democráticos venceram
as eleições primárias para o Congresso federal e para o Legislativo estadual de
Nova York na na penúltima semana de junho, o mandatário alertou que “os
vermelhos estão chegando”, declarando que “a América nunca será comunista”.
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após o anúncio
Essas
vitórias vieram depois que uma socialista democrática venceu sua eleição
primária e é praticamente certa como a próxima prefeita da capital, Washington,
D.C., além de vitórias anteriores que levaram socialistas democráticos às
prefeituras da maior cidade do país, Nova York, e de Seattle.
Ao
mesmo tempo, políticos progressistas aliados aos socialistas democráticos
ocupam as prefeituras de Boston, Chicago e Los Angeles. O mentor e padrinho
político dessa nova geração de políticos progressistas continua sendo o
senador socialista democrático e duas vezes candidato à Presidência, Bernie Sanders
Com uma
agenda que, em quase qualquer outro país, seria definida como social-democrata,
os socialistas democráticos e outras forças progressistas, como o Working
Families Party e diversas organizações sociopolíticas que nasceram com o
movimento das duas campanhas presidenciais de Sanders, estão sacudindo as
cúpulas políticas de ambos os partidos.
Vale
lembrar que essas campanhas eleitorais também foram, em parte, resultado dos
movimentos antineoliberais e altermundialistas que surgiram nos anos 1990 em
oposição ao projeto neoliberal de livre comércio, bem como do movimento
ambientalista, do ressurgimento da luta sindical, do movimento dos imigrantes e
do movimento antiguerra.
Prova
disso é a reação quase histérica de líderes republicanos, incluindo o chefe
máximo. Em uma mensagem publicada nas redes sociais no último dia 26 de junho,
o mandatário norte-americano declarou: “a recente eleição de comunistas em
nosso país” representa nada menos que “a ameaça mais séria ao nosso país desde
sua existência, há 250 anos”.
Pouco
depois, em um discurso na Conferência da Coalizão Fé e Liberdade, afirmou:
“Como vocês viram com os comunistas recém-eleitos em Nova York [e na
Califórnia] — são comunistas, não são social-democratas — eles querem destruir
completamente o modo de vida tradicional dos Estados Unidos. O comunismo é
muito fácil de vender… Vou ser honesto: acho que eu seria o melhor comunista da
história.
Daria
aluguel de graça… Todo mundo teria comida de graça, tudo seria de graça daqui
para frente. Todos votariam em mim. O problema é que, em dois ou três anos, o
país seria uma zona de desastre… seria um país de terceiro mundo… Todos
sofreriam ou morreriam, é isso que acontece. Isso vem acontecendo há milhares
de anos, sob diferentes nomes”. Milhares de anos! As coisas novas que a gente
aprende a cada dia!
Mas a
tentativa de usar o “comunismo” como arma para governar é relativamente recente
— talvez tenha um século e meio. A nostalgia pelo macartismo não é acidental.
Vale lembrar que quem treinou o atual mandatário nas artes da política foi
ninguém menos que Roy Cohn, braço direito do senador Joe McCarthy nos anos 1950,
cuja imagem hoje se reflete nos espelhos d’água de Washington.
¨
Trump ganhou mais de US$ 1,4 bilhão com negócios em
criptos
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de 1,4 bilhão de dólares (R$
7,2 bilhões) em renda proveniente dos empreendimentos de criptomoedas de sua família no último ano, ou seja,
desde que ele assumiu o governo americano.
Os
dados revelam como agora ele obtém a maior parte de seus ganhos através de
ativos digitais que foram beneficiados por políticas implementadas por sua
própria administração, segundo uma análise de suas mais recentes declarações
financeiras divulgadas nesta terça-feira (30/06).
Os
números refletem o peso crescente dos investimentos em criptomoedas
dentro do patrimônio do presidente, em contraste com sua histórica dependência
do setor imobiliário e das receitas provenientes de licenciamento de marcas e
empreendimentos comerciais.
As
divulgações reacenderam o debate sobre possíveis conflitos de interesse entre
as atividades privadas do presidente e suas funções públicas, em um momento de
expansão do mercado de ativos digitais nos Estados Unidos.
A renda
do presidente com criptomoedas está sob escrutínio, em parte porque sua
administração tem promovido agressivamente a negociação de moedas digitais.
Trump afirmou que deseja transformar os Estados Unidos em uma
"superpotência do Bitcoin" e vem reduzindo regulações sobre o setor
desde que assumiu o cargo.
Trump
também concedeu posteriormente um perdão presidencial a Changpeng Zhao,
fundador da corretora de criptomoedas Binance, que havia sido condenado por
violações das leis de combate à lavagem de dinheiro. Após a reeleição de Trump,
a Binance passou a manter relações comerciais próximas com a World Liberty
Financial, uma empresa de criptomoedas fundada por Trump e seus filhos.
Os
documentos, que correspondem à sua declaração anual de bens e rendimentos de
2025 junto ao Escritório de Ética Governamental dos Estados Unidos, detalham
que as empresas de Trump receberam quase 800 milhões de dólares (R$ 4 bilhões)
da World Liberty Financial. Esse total inclui mais de 520 milhões de dólares
(R$ 2,7 bilhões) provenientes da venda de tokens de criptomoedas e mais de 250
milhões dólares (R$ 1,3 bilhão) obtidos com a venda de participações no negócio
World Liberty, sendo que familiares também têm direito a uma parcela dessa
receita.
Trump
também declarou outros 635 milhões de dólares (R$ 3,3 bilhões) provenientes da
venda de suas memecoins Trump.
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Salto nos rendimentos
A
divulgação destaca como o mercado de criptomoedas transformou as fontes de
renda do presidente americano. Em sua declaração apresentada em junho do ano
anterior, Trump informou ganhos de 57,35 milhões de dólares (R$ 296 milhões)
com a venda de tokens da World Liberty. Na declaração deste ano, esse valor
saltou para mais de 500 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões).
Recentemente,
a agência de notícias Reuters estimou que a família Trump obteve pelo menos 2,3
bilhões de dólares (R$ 11,9 bilhões) com projetos relacionados a criptomoedas
desde o retorno de Trump à Casa Branca em 2025.
Ao
assumir o cargo, Trump passou a implementar políticas e iniciativas
consideradas favoráveis ao setor, desde a criação de regras federais para
stablecoins até a redução da fiscalização da indústria pelo Departamento de
Justiça dos Estados Unidos e pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC).
O
presidente também declarou mais de 80 milhões de dólares (R$ 413 milhões) em
receitas provenientes de acordos com diversas empresas de mídia, além de
milhões de dólares recebidos por sua empresa pelo licenciamento de seu nome
para incorporadoras imobiliárias no exterior.
"Nem
o presidente nem sua família jamais se envolveram – nem jamais se envolverão –
em conflitos de interesse. O presidente Trump transformou com orgulho os
Estados Unidos na capital mundial das criptomoedas por meio de ações
executivas", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em
comunicado.
"Todas
as ações do presidente Trump e de sua administração são tomadas no melhor
interesse do povo americano – e quaisquer supostos 'repórteres' que afirmem o
contrário estão apenas reciclando a mesma narrativa falsa e desgastada que os
democratas e a mídia tradicional vêm promovendo há uma década",
acrescentou.
Embora
a Casa Branca tenha declarado anteriormente que os interesses empresariais do
presidente são atualmente administrados por seus filhos, Trump continua sendo o
beneficiário dos ativos mantidos no fundo fiduciário que, em última instância,
recebe essa renda.
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Nova riqueza impulsionada por criptomoedas
Embora
as criptomoedas sejam de longe a maior fonte de renda de Trump, seus negócios
tradicionais – especialmente os ligados ao setor imobiliário, campos de golfe e
resorts – continuaram gerando milhões.
Trump
declarou um aumento de 15% na receita de seus clubes de golfe e resorts, que
ultrapassou 500 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões) em 2025. Os maiores
aumentos ocorreram em propriedades onde o presidente passou períodos
consideráveis desde sua posse.
Em
Mar-a-Lago, na Flórida – que Trump apelidou de "Casa Branca de
Inverno" –, a receita saltou para 77 milhões de dólares (R$ 397,3
milhões), ante 50 milhões de dólares (R$ 258 milhões) em 2024. Já o clube de
West Palm Beach registrou um aumento de 27% na receita. Em contrapartida, o
campo de golfe de Trump em Los Angeles apresentou queda de faturamento no
último ano.
Em
abril, Trump recebeu em Mar-a-Lago os vencedores da segunda edição anual de seu
concurso relacionado às memecoins.
"A
amplitude e a profundidade desta declaração reforçam ainda mais nosso
compromisso com a transparência. Com quase mil páginas, ela representa um dos
relatórios de divulgação financeira mais abrangentes já apresentados e
demonstra um nível de transparência financeira sem paralelos na história
presidencial", declarou um porta-voz da Trump Organization.
Don
Fox, ex-diretor interino do Escritório Federal de Ética, responsável pela
supervisão das regras de ética para servidores federais e pela revisão de
declarações financeiras, incluindo a de Trump, observou que presidentes e
vice-presidentes dos Estados Unidos estão isentos das leis que proíbem
conflitos de interesse para funcionários do Poder Executivo.
"Todo
presidente desde a era pós-Watergate administrou suas finanças como se
estivesse sujeito às regras de conflito de interesse", disse Fox.
"Com Trump, esse entendimento simplesmente foi jogado pela janela.
Ele apresenta melhor do que ninguém o argumento de que chegou a hora de novas
reformas éticas. Em termos legislativos, uma medida possível seria limitar os
tipos de investimentos que ele e o vice-presidente podem manter",
concluiu.
Fonte:
Brasil 247/La Jornada/DW Brasil

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