Após
crise com Flávio Bolsonaro, Michelle elogia política de Lula: ‘Sonho realizado’
Após a
crise pública com o enteado e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (3), uma
ação do governo do presidente Lula (PT). Por meio das redes sociais, Michelle
parabenizou o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos
(PNEBS), iniciativa apresentada pelo Ministério da Educação (MEC).
Nos
últimos dias, tornou-se pública uma crise envolvendo Michelle e o senador e
pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Na semana passada, a
ex-primeira-dama publicou um vídeo em que afirmou ter recebido uma “punhalada”
no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio.
Após a
repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à
ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio.
Michelle, após o caso, deixou a presidência do PL Mulher.
Em
publicação nos Stories do Instagram, nesta sexta, Michelle celebrou a criação
da política do governo Lula voltada à educação bilíngue para estudantes surdos.
Sem mencionar diretamente o presidente, ela destacou a importância da medida.
“Parabenizo
a nossa amada comunidade surda pelo lançamento da Política Nacional de Educação
Bilíngue de Surdos”, escreveu a ex-primeira-dama.
“A
educação bilíngue se tornou uma modalidade separada da Educação Especial,
trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. […] É um sonho
realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com
oportunidades para todos”, declarou.
A
Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) foi lançada nesta
sexta-feira, em evento realizado no auditório do Ministério da Educação, em
Brasília. Segundo o governo, a política tem como objetivo ampliar o acesso,
garantir a permanência e favorecer o êxito escolar dos estudantes atendidos
pela modalidade de educação bilíngue de surdos.
De
acordo com o Ministério da Educação, a política fortalece ações voltadas à
garantia dos direitos educacionais e linguísticos dos estudantes. Dados
divulgados pelo MEC apontam que apenas 12% das redes de ensino brasileiras
possuem materiais pedagógicos adequados em Libras. As avaliações no formato
Vídeo em Libras alcançam somente 1,31% dos estudantes.
Atualmente,
apenas 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de
surdos, situação atribuída à oferta reduzida de cursos de pedagogia bilíngue no
país. A nova política, segundo o governo, busca ampliar a estrutura disponível
para o atendimento desse público e fortalecer a educação bilíngue nas redes de
ensino.
• Valdemar diz que Michelle se distancia
da campanha de Flávio e pode desistir do Senado
O
presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira
(2) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não tem demonstrado disposição
para participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e
que, talvez, não dispute uma vaga no Senado. “Eu sinto que ela não quer
participar”, afirmou Valdemar.
Em
entrevista à Rádio Gaúcha, o presidente do PL afirmou que a situação entre
Michelle e Flávio está resolvida e que a campanha segue normalmente após uma
reunião realizada com Flávio na quarta-feira (1º), em Brasília.
“O
Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da
presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, disse.
Segundo
o dirigente partidário, Michelle também indicou que pode desistir da disputa
por uma vaga no Senado. Valdemar relatou uma conversa que teve com a
ex-primeira-dama na terça-feira (30), quando ela comunicou sua saída do comando
do PL Mulher.
“Ela me
disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que
talvez não fosse candidata a senadora”, afirmou. “Ela fez um trabalho no PL
Mulher que eu não sei se outra mulher teria condições de fazer”, completou.
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Crise do vídeo compartilhado por Michelle
Valdemar
também criticou a decisão de Michelle de compartilhar nas redes sociais um
vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos). Na
publicação, Garotinho faz insinuações sobre supostas festas promovidas pelo
banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Embora
Flávio Bolsonaro não seja citado nominalmente, o senador afirmou que a postagem
sugeria seu envolvimento no caso e reagiu publicamente.
Para
Valdemar, a ex-primeira-dama errou ao divulgar um conteúdo cuja veracidade não
estaria confirmada.
“Olha,
ela fez muito mal de pôr o vídeo do Garotinho. O Garotinho não tem
credibilidade”, disse. “O posicionamento da presidente Michelle, e eu tenho ela
no melhor conceito do mundo, foi desaprovado”, afirmou.
Segundo
Valdemar, Flávio reconhece que não deveria ter procurado Vorcaro mesmo após a
prisão, mas afirmou que o Banco Master não estava sob acusação quando o
dinheiro foi solicitado.
Apesar
das declarações do presidente, parece que o embate entre Michelle e Flávio
ainda não chegou ao fim. A esposa de Bolsonaro era peça-chave no diálogo com o
eleitorado feminino da extrema direita, grupo o qual Flávio não acumula os
melhores índices, segundo as recentes pesquisas de intenção de voto.
• Bolsonaro teria mandado Michelle
desistir do Senado em briga ouvida por vizinhos, diz jornalista
ex-primeira-dama
Michelle Bolsonaro teria desistido de sua candidatura ao Senado Federal pelo
Distrito Federal após pressão direta de Jair Bolsonaro, segundo relato do
jornalista Claudio Dantas feito quinta-feira (2). O ex-presidente teria
ordenado a desistência depois de uma discussão entre o casal, ouvida inclusive
por vizinhos e policiais que monitoram a residência, desencadeada pelo vídeo em
que Michelle fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro. A decisão teria sido
comunicada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que teria pedido
que ela aguardasse o prazo de registro antes de confirmar a retirada.
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A suposta desistência de Michelle
Michelle
Bolsonaro teria desistido de concorrer ao Senado Federal pelo Distrito Federal
nas eleições de 2026, de acordo com apuração do jornalista Claudio Dantas.
Segundo Dantas, Jair Bolsonaro mandou a ex-primeira-dama desistir da disputa e
ela acatou a orientação, comunicando a decisão ao presidente nacional do PL,
Valdemar Costa Neto.
Costa
Neto, conforme o jornalista, não teria aceitado a desistência. O dirigente
teria pedido que Michelle refletisse com calma sobre a decisão até o prazo
final para o registro de candidatura, sem fechar a porta definitivamente.
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Briga em casa
A
pressão de Bolsonaro sobre Michelle teria vindo após uma discussão entre o
casal que, segundo Claudio Dantas, “foi ouvida por muita gente”, incluindo
policiais responsáveis pelo monitoramento da residência. O estopim, de acordo
com o jornalista, foi o vídeo em que Michelle fez críticas ao senador Flávio
Bolsonaro, provocando a irritação do ex-presidente.
Na
discussão, Bolsonaro teria dito à esposa: “Você quer que eu fique mais 27 anos
preso?”
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Crise no PL
A
desistência de Michelle pegou o comando do PL de surpresa, ao menos em parte.
Em uma reunião realizada dois dias antes, Valdemar Costa Neto havia concordado
apenas com a saída de Michelle do comando do PL Mulher. A retirada da
candidatura ao Senado não fazia parte do que havia sido acordado naquele
encontro.
Outras
lideranças aliadas também teriam tentado reverter a decisão. A governadora do
Distrito Federal, Celina Leão (PP), e a senadora Damares Alves (Republicanos)
teriam procurado Michelle para tentar demovê-la da ideia de abandonar a
candidatura, segundo Dantas.
• Após desgaste político, Ciro Nogueira
elogia Lula no PI: ‘Admiração enorme’
Sob a
pressão das investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e com a
reeleição ameaçada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), opositor declarado do
governo federal, elogiou publicamente o presidente Lula (PT) em um encontro com
prefeitos em São João do Piauí, em uma tentativa de surfar na forte
popularidade do petista no estado e na região Nordeste.
“Tenho
uma admiração enorme pelo presidente Lula, que foi uma pessoa que enfrentou a
questão da fome no nosso país”, afirmou Ciro Nogueira.
A
declaração destoa do discurso adotado por Ciro no cenário nacional.
Ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar
tem sido um dos principais críticos da gestão petista e chegou a ser cogitado
como possível candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada por Flávio
Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026.
Em
março, Ciro publicou nas redes sociais que o “PT está com os dias contados” e
afirmou que o partido seria “demitido no primeiro turno de 2026”. “O povo não
mudou, Lula não mudou. O que mudou foi a consciência de que promessa de
campanha, quando não muda a realidade, vira decepção”, escreveu.
No
Piauí, entretanto, o senador enfrenta dificuldades para renovar o mandato. Em 7
de maio, foi alvo de mandado de busca e apreensão durante uma operação da
Polícia Federal que investiga supostos pagamentos mensais e outras vantagens
que teriam sido oferecidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco
Master, em troca de favorecimentos. Ciro nega qualquer irregularidade e afirma
ser vítima de um “ataque fabricado”.
No
estado de origem de Ciro, o presidente Lula obteve 76,84% dos votos válidos no
Piauí no segundo turno das eleições de 2022, maior percentual do país. Jair
Bolsonaro (PL), obteve 23,16% dos votos.
Além da
popularidade de Lula no estado, pesquisa da AtlasIntel/Meio Norte, divulgada no
último mês, mostra que Marcelo Castro (MDB), apoiado por Lula, aparece
numericamente à frente, com 20,1% das intenções de voto, no consolidado da 1ª e
da 2ª escolha dos eleitores do Piauí para o Senado. Em seguida, Júlio César
(PSD), também apoiado pelo presidente registra 15,8%. Ciro Nogueira tem 12,6%.
No
Piauí, Ciro Nogueira faz oposição ao governador Rafael Fonteles (PT), que tenta
a reeleição, e lançou como adversário ao petista o ex-prefeito de Floriano,
Joel Rodrigues (PP). O senador tem evitado atrelar sua imagem à dos
bolsonaristas no Piauí.
Fonte:
ICL Notícias

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