Petrobras
puxa centrão para Lula na reeleição
Dois
dias antes de começar oficialmente a campanha eleitoral, neste domingo, 16, a
presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, anuncia descoberta de petróleo na
Margem Equatorial Amazônica, no Amapá, terra do presidente do Congresso,
senador Davi Alcolumbre(UB-AP), do Centrão.
No
mesmo dia, sexta, 14, o amapaense, que estava de relações, aparentemente,
rompidas com o presidente Lula, por controvérsias parlamentares, decide reabrir
negociações com o titular do Planalto e anuncia tramitação, para votação,
ainda, em período eleitoral, de três projetos caros ao governo: PL da Segurança
Pública, fim da Jornada 6 x 1 e Política para Minerais Críticos(Terras Raras).
Nos
dias anteriores, o presidente da Câmara, deputado Hugo Mota(Republicanos-PB),
também, do Centrão, já anunciara apoio a Lula, fechando, dessa forma,
compromissos das regiões Norte e Nordeste em favor da reeleição lulista.
Tal movimentação foi o bastante para levar o presidente do PSD, Gilberto
Kassab, SP, vice na chapa do candidato pessedista, Ronaldo Caiado, de Goiás, a
afirmar que o Centrão, ao contrário de se disfarçar de neutro, tem lado certo
na disputa: Lula.
E, ainda, vaticinou: não vê chances de vitória para o candidato da oposição,
senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), como prenunciam, até agora, pesquisas
eleitorais.
Lula, portanto, social democrata, atrai o centro e isola a ultra direita rumo
ao quarto mandato.
I – MAIOR CONQUISTA SOCIAL
O apoio
do Centrão ao debate sobre redução da jornada de trabalho 6 x 1 para 5 x 2,
garantindo aos trabalhadores dois dias de descanso na semana, é a grande
conquista social que o lulismo deve alcançar ao longo da campanha eleitoral.
A classe empresarial se mobilizou fortemente nos últimos meses para rechaçá-la;
seus argumentos, porém, não convenceram o centro político, que, a muito custo,
acabou percebendo a lógica social que está por trás da reivindicação dos
trabalhadores: com redução da jornada, a economia ganha maior dinamismo,
elevando a oferta de emprego, o aumento do consumo, da renda, da arrecadação e
dos investimentos.Trata-se de evolução histórica.
Eis a
lógica que ensinam os países ricos capitalistas que adotaram o modelo; sob
pressão dos sindicatos, convenceram-se de que o avanço tecnológico, que eleva a
produtividade e reduz, relativamente, os preços, valorizando, consequentemente,
os salários, gera maior arrecadação, lucros, dividendos e investimento, ao
mesmo tempo que melhora a qualidade de vida dos trabalhadores.
A mentalidade conservadora dos capitalistas tupiniquins, que insistem em longas
jornadas de trabalho, que reduzem salários e diminuem o consumo e a arrecadação
dos governos, é prejudicial à conjuntura econômica.
Afinal,
com salários baixos, os capitalistas, afetados pela diminuição do consumo, são
obrigados a se socorrerem dos governos em busca de subsídios fiscais, para
compensar quedas nas taxas de lucro; as consequências são aumento de déficits
públicos que levam os bancos centrais a defenderem juros altos, afetando
investimentos e criação de novos empregos etc; só ganham os especuladores
rentistas, aprofundando desajustes macroeconômicos e desigualdade social.
O
aumento da produtividade decorrente do avanço tecnológico, portanto, somente se
traduz em vantagem para o capital, se ele reduz a jornada de trabalho, para
aumentar salários que elevam consumo, configurando novo equilíbrio entre oferta
e demanda, de modo a estabilizar a inflação.
Os
subsídios cobertos por déficits para favorecer o capital, traduzindo em alta de
juros, que acelera financeirização econômica especulativa, sinalizam
instabilidade macroeconômica, quanto mais os capitalistas – como acontece nas
economias subdesenvolvidas, como a brasileira e as latino-americanas em geral –
se sustentam na exploração da mais valia garantida pelas longas jornadas de
trabalho.
A
cabeça política metalúrgica de Lula, em busca do seu quarto mandato, tende a
vencer o debate no Congresso, porque a direita(Centrão) passa a apoiá-lo,
enquanto se aparta da ultradireita em relação ao assunto, sabendo que a
consciência social dos trabalhadores avança inexoravelmente no ritmo da
dialética socialmente progressista; é o novo tempo em ascensão politicamente
veloz.
II –
FUTURO DA INTEGRAÇÃO ECONÔMICA CONTINENTAL
A
descoberta do petróleo e gás amazônico é ponto de partida para o
desenvolvimento nacional e de integração da região Norte com a América do Sul,
intensificando o poder econômico regional sul americano como um dos mais
significativos do mundo no campo energético, tendo em vista que a vizinha
Venezuela possui a maior reserva petrolífera mundial.
Isso
significa que as expectativas mundiais se voltam para a América do Sul por
parte das empresas de petróleo e seus derivados, a fim de realizarem parcerias
com a petroleira brasileira nos próximos tempos.
Tal
perspectiva muda o pensamento geopolítico global, que abre novas e tensas
negociações entre Brasil e Estados Unidos, no embate com o trumpismo
protecionista; Washington, que, atualmente, dá as cartas políticas na
Venezuela, depois que derrubou o presidente Maduro e colocou o nacionalismo
chavista numa camisa de força econômica e política, insiste em falar grosso com
o governo Lula, desrespeitando-o.
As tensões geopolíticas tendem a se intensificar na região, também, por conta
da aceleração da exploração de minerais críticos, especialmente, terras raras,
com o debate do projeto no Congresso; a decisão de Alcolumbre, nesse sentido,
sintonizado, agora, com as demandas do Governo Lula, intensifica negociação
soberana com o Governo Donald Trump, maior interessado no assunto.
A necessidade de os Estados Unidos apressarem exploração das terras raras na
América do Sul se relaciona diretamente aos seus interesses com a disputa
competitiva com a China, atualmente, maior fornecedora do produto para a
indústria americana.
Trump quer velocidade no assunto para depender cada vez menos do abastecimento
chinês, trocando-o pela oferta do produto explorado no Brasil; nesse contexto,
Lula define, soberanamente, tramitação do projeto no Congresso, elegendo
prioridades para a industrialização de terras raras em solo brasileiro,
abrindo-se às parcerias internacionais.
O assunto ganha abrangência maior no debate eleitoral, que despertará atenção
internacional; assim, no rastro da descoberta do petróleo na Amazônia, ao lado
da tramitação do projeto para política de terras raras, emerge outro ambiente
político no cenário nacional de grande interesse eleitoral, envolvendo a
aliança Lula-Centrão na disputa pela reeleição.
III –
ATAQUE ÀS BASES DO FASCISMO TUPINIQUIM
Por
fim, grande relevância ganha também o debate sobre segurança com o projeto que
Alcolumbre, em combinação com Lula, coloca para tramitar, no início do debate
político-eleitoral, visto que se trata de tema prioritário para a população.
O projeto de inspiração governista difere quantitativa e qualitativamente dos
argumentos sobre o assunto brandidos pela ultradireita fascista bolsonarista.
Enquanto os fascistas defendem uma velha conjuntura que os favorece, isto é,
aonde está a raiz do fascismo nacional, qual seja, o domínio da máquina da
segurança pública em mãos do poder patrimonialista regional, reacionário,
conservador, de raízes históricas eminentemente violentas de caráter
socialmente perverso, o governo Lula vai em outra direção.
A
centralização da segurança pública nas mãos do Estado nacional, como apregoa o
projeto governista, visa a justiça social, em primeiro lugar; afasta,
consequentemente, a visão parcial, multifacetada, que cada unidade federativa
cultiva, ao longo da história, sobre o tema, submetido às forças políticas
patrimonialistas.
É aí que se encontram as bases históricas da violência política nacional,
afetando os mais pobres, os socialmente excluídos, as minorias, os preconceitos
das políticas de gênero, o avanço do feminicídio, no compasso da desigualdade
social patrocinada pelo modelo neoliberal etc.
A
emergência do bolsonarismo fascista no Brasil, em linha com o mesmo fenômeno,
que ganhou caráter internacional, com expansão da ultradireita em escala
global, somente pode ser vencida pelo viés cultural, científico, tecnológico,
político, histórico dialético da consciência social; esta associa o fascismo
bolsonarista à violenta luta de classe, que acirra contradições econômicas do
capitalismo neoliberal em crise de realização, como ocorre no império americano
em debacle.
A
segurança pública popular, comandada pelo Estado nacional soberano, apartada da
visão patrimonialista fascista bolsonarista, é a essência política do projeto
lulista; ele, fundamentalmente, ataca o aspecto multifacetado de uma segurança
comprometida com os privilégios de classe, como acontece na América Latina,
periferia capitalista do mundo explorada pelo capitalismo cêntrico, mediante
políticas neoliberais socialmente excludentes.
Eis o
debate revolucionário que pode pegar fogo na campanha eleitoral.
¨
Orgulho nacional, Petrobras irá puxar o desenvolvimento
de uma das regiões esquecidas do País
A descoberta de petróleo pela Petrobras
na Margem Equatorial,
em águas profundas diante da costa do Amapá, tem uma dimensão que vai muito
além da geologia. É mais um capítulo de uma longa história brasileira, marcada
por coragem, soberania, sabotagens, descrença, entreguismo e, sobretudo, pela
capacidade nacional de superar obstáculos que muitas vezes foram apresentados
como intransponíveis.
A
história do petróleo brasileiro é também a história de uma batalha permanente
contra aqueles que insistiram em dizer que o Brasil não podia, não sabia ou não
deveria explorar suas próprias riquezas. Foi assim com Monteiro Lobato. Foi
assim com Getúlio Vargas. Foi assim com o pré-sal. E foi assim, novamente, com
a Margem Equatorial.
Agora,
a Petrobras tem diante de si a possibilidade de liderar um novo ciclo de
desenvolvimento brasileiro, desta vez em uma das regiões mais esquecidas e
menos desenvolvidas do País: a Amazônia brasileira e, particularmente, o Amapá.
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Monteiro Lobato e a batalha pelo petróleo brasileiro
Muito
antes da criação da Petrobras, Monteiro Lobato compreendeu que petróleo
significava poder, desenvolvimento e soberania. O escritor se transformou em um
dos mais combativos defensores da exploração das riquezas minerais brasileiras
e denunciou os interesses que, em sua avaliação, trabalhavam para manter o País
dependente da importação de combustíveis.
Em
1936, publicou O escândalo do petróleo, obra que se tornou símbolo
dessa batalha. Lobato confrontou a ideia, difundida durante anos, de que
simplesmente não existiria petróleo em quantidade relevante no Brasil. A
campanha nacionalista em torno do petróleo cresceu nas décadas seguintes e ajudou
a criar o ambiente político que desembocaria na campanha “O petróleo é nosso”.
Registro histórico da Câmara dos Deputados reconhece Monteiro Lobato como uma
das figuras precursoras das campanhas nacionalistas pelo petróleo brasileiro.
A
história provaria que os pessimistas estavam errados.
Primeiro
vieram as descobertas em terra. Depois, o petróleo no mar. Em seguida, as águas
profundas. Mais tarde, as águas ultraprofundas. Finalmente, o pré-sal.
Em
praticamente todas essas etapas houve quem dissesse que não valia a pena
tentar.
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Getúlio e a criação de um patrimônio nacional
Foi
Getúlio Vargas quem transformou a batalha política pelo petróleo em uma
instituição capaz de mudar estruturalmente o Brasil.
Em
1953, nasceu a Petrobras, como resultado da mobilização popular da campanha “O
petróleo é nosso” e de uma concepção segundo a qual recursos estratégicos
deveriam servir ao desenvolvimento nacional.
A
empresa recebeu inicialmente os campos existentes no Recôncavo Baiano. Naquele
momento, o Brasil produzia apenas cerca de 2,7 mil barris por dia, equivalentes
a uma pequena parcela do consumo nacional.
Sete
décadas depois, aquela empresa que começou em um país profundamente dependente
do petróleo estrangeiro se transformou em uma das maiores referências mundiais
na exploração offshore.
Esse
talvez seja um dos maiores legados de Getúlio Vargas.
A
Petrobras não foi criada apenas para produzir petróleo. Foi criada para
produzir soberania, tecnologia, conhecimento, engenharia, empregos e capacidade
de decisão nacional.
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Do “Petrossauro” à liderança tecnológica mundial
Justamente
por representar tudo isso, a Petrobras sempre esteve sob ataque.
Durante
a ofensiva liberal e privatizante dos anos 1990, tornou-se célebre a expressão
“Petrossauro”, utilizada pelo economista Roberto Campos e utilizada para
retratar a estatal como uma estrutura gigantesca, ultrapassada e incompatível
com uma economia moderna.
Poucas
ironias históricas foram tão eloquentes.
Enquanto
seus críticos enxergavam um dinossauro, técnicos, geólogos, engenheiros e
trabalhadores da Petrobras estavam desenvolvendo conhecimentos que
transformariam a companhia em uma potência mundial das águas profundas.
Em
1997, a empresa colocou em operação seu primeiro FPSO (Unidade Flutuante de
Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo). Ao longo das décadas
seguintes, recebeu sucessivos reconhecimentos internacionais pelas tecnologias
desenvolvidas para campos de águas profundas e ultraprofundas. A própria
história tecnológica da companhia registra conquistas internacionais em
projetos como Roncador, Tupi e Búzios.
O
suposto “Petrossauro” estava, na realidade, construindo o futuro.
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Lula e a descoberta que mudou a história
Esse
processo atingiu seu ponto culminante durante o primeiro ciclo de governos do
presidente Lula.
Em
2006, a Petrobras realizou a descoberta comercial do pré-sal, uma das maiores
descobertas petrolíferas das últimas décadas. A empresa desenvolveu tecnologias
para produzir petróleo abaixo de milhares de metros de água, rocha e sal,
enfrentando desafios que até então pareciam extraordinariamente difíceis.
Mais
uma vez surgiram os céticos neoliberais.
Dizia-se
que o petróleo estava fundo demais. Que seria caro demais. Que os desafios
tecnológicos eram grandes demais. Que talvez fosse melhor deixar aquela riqueza
onde estava.
A
Petrobras fez exatamente o contrário.
Desenvolveu
tecnologia, reduziu custos, aumentou produtividade e transformou o pré-sal no
coração da produção brasileira. A produção começou em 2008 e avançou
rapidamente nos anos seguintes.
O pré-sal
demonstrou uma verdade elementar: países que abrem mão antecipadamente de
desafios tecnológicos nunca desenvolvem a tecnologia necessária para vencê-los.
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O golpe contra Dilma e a mudança no modelo do pré-sal
Foi
diante da magnitude dessa descoberta que o Brasil construiu o regime de
partilha, concebido para assegurar maior participação nacional na riqueza
extraordinária do pré-sal e um papel central para a Petrobras.
Nesse
contexto, é impossível dissociar o golpe de Estado contra Dilma Rousseff da
disputa em torno do petróleo brasileiro e do modelo estabelecido para o
pré-sal.
Não foi
o único fator da ruptura política de 2016, evidentemente. Mas seria ingenuidade
desconsiderar os gigantescos interesses econômicos envolvidos na maior
província petrolífera descoberta no mundo em décadas.
Pouco
depois do afastamento de Dilma, a legislação foi alterada. Em novembro de 2016,
Michel Temer sancionou a Lei 13.365, que retirou a obrigatoriedade de a
Petrobras ser a operadora única e de participar com pelo menos 30% de todos os
consórcios do pré-sal sob o regime de partilha.
A
mudança não extinguiu a partilha, mas reduziu o papel obrigatório que havia
sido reservado à estatal brasileira.
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Os anos Temer-Bolsonaro
Vieram
então os anos sombrios.
Nos
governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, a Petrobras foi progressivamente
afastada de sua vocação histórica de instrumento do desenvolvimento nacional.
Ativos
estratégicos foram vendidos. Refinarias entraram em programas de
desinvestimento. A política de preços passou a transmitir ao consumidor
brasileiro de maneira muito mais direta as oscilações internacionais do
petróleo e do câmbio.
Em vez
de utilizar a extraordinária capacidade financeira da Petrobras para estimular
investimentos, indústria, engenharia e desenvolvimento, consolidou-se uma visão
na qual a companhia deveria priorizar cada vez mais a remuneração dos
acionistas.
A
Petrobras passou a ser tratada como uma gigantesca vaca leiteira de dividendos.
Era a
inversão da concepção de Getúlio Vargas.
A
empresa que havia sido criada para ajudar o Brasil a superar seu atraso
econômico passava a ser administrada primordialmente segundo a lógica
financeira de curto prazo.
E,
durante o governo Bolsonaro, a possibilidade de privatização da Petrobras
deixou de ser um fantasma distante para entrar explicitamente no debate
político nacional.
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A retomada com Lula
O
terceiro governo Lula marcou uma nova inflexão.
A
Petrobras voltou a ser pensada como instrumento de uma política nacional de
desenvolvimento, sem deixar de lado rentabilidade, eficiência empresarial e
responsabilidade financeira.
É nesse
contexto que deve ser compreendida a batalha pela Margem Equatorial.
Durante
anos, o processo encontrou forte resistência ambiental. O Ibama chegou a negar,
em 2023, o pedido de licença para a perfuração exploratória na região. A
discussão colocou em confronto diferentes visões dentro do próprio campo
governamental sobre desenvolvimento, segurança energética e proteção ambiental.
Lula
sustentou uma posição correta: antes de decidir se uma riqueza poderá ou não
ser explorada, o Brasil precisa ter o direito de saber o que possui.
Pesquisar
não significa destruir. Conhecer não significa devastar. E desenvolvimento não
precisa ser sinônimo de irresponsabilidade ambiental.
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Segurança ambiental não é detalhe
A
Petrobras não chegou à Margem Equatorial ignorando as exigências ambientais. Ao
contrário, mobilizou recursos, tecnologia, estruturas de emergência, estudos e
sistemas de proteção para atender às condicionantes necessárias à atividade
exploratória.
É
precisamente por ser uma empresa controlada pelo Estado brasileiro, submetida
às instituições nacionais e detentora de enorme experiência offshore, que a
Petrobras reúne condições excepcionais para conduzir essa nova etapa com
segurança.
A
discussão ambiental precisa ser levada extremamente a sério. A Amazônia é um
patrimônio brasileiro e mundial, e nenhum projeto de desenvolvimento pode
desprezar sua proteção.
Mas
proteger o meio ambiente não pode significar condenar milhões de brasileiros
que vivem na região Norte à pobreza permanente. A verdadeira questão é outra:
como transformar a riqueza natural em desenvolvimento humano preservando o
patrimônio ambiental?
Fonte:
Por César Fonseca, em Brasil 247

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