sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Vacina do sarampo: quando tomar, doses e efeitos colaterais

A vacina do sarampo é indicada a partir dos 12 meses de idade para proteger o bebê e prevenir o desenvolvimento do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus Measles morbillivirus, pois estimula o organismo a produzir anticorpos contra o vírus.

Essa vacina pode ser dada através da vacina tríplice viral (SCR), que protege também contra a caxumba e a rubéola, ou da vacina tetraviral (SCR-V), que também protege contra a catapora (varicela).

A vacina do sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS e aplicada em postos de saúde, fazendo parte do calendário de vacinação do bebê, mas também pode ser aplicada em clínicas particulares de vacinação.

<><> Para que serve

A vacina contra sarampo serve para estimular o sistema imunológico da criança a produzir anticorpos contra o vírus do sarampo, prevenindo a infecção e/ ou o desenvolvimento de sintomas mais graves da doença.

O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus que provoca sintomas como manchas vermelhas na pele que não coçam ou causam desconforto, febre, tosse persistente e cansaço excessivo.

<><>Quando tomar

As vacinas tríplice viral e tetra viral são recomendadas de acordo com o esquema estabelecido no Calendário Nacional de Vacinação:

>> Bebês a partir dos 12 meses

1ª dose: aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (SCR - sarampo, caxumba e rubéola). A criança deve tomar a vacina da varicela (catapora) em uma seringa separada ou pode tomar a tetraviral (SCR-V);

2ª dose: a partir dos 15 meses e até os 24 meses, com a vacina tetraviral (SCR-V - sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Crianças não vacinadas aos 15 meses de idade poderão receber a vacina tetra viral até 4 anos 11 meses e 29 dias.

>> Crianças, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de vacinação de doses aplicadas

1ª dose: na data escolhida pelo médico, com a vacina tríplice viral (SCR);

2ª dose: pelo menos 1 a 2 meses após a 1ª dose, com a vacina tríplice viral.

>> Adultos com mais de 60 anos de idade

1 dose de tríplice viral, se ainda não estiverem vacinadas.

A vacinação com a tríplice viral, pode ser recomendada para ser aplicada a partir dos 6 meses, nos casos de surto epidemiológico de sarampo e/ou caxumba.

Após completar o esquema, o efeito protetor da vacinação é duradouro e na maioria dos casos, se mantém por toda a vida.

<><> Dose zero

A dose zero da vacina do sarampo é uma nova recomendação do pelo Ministério da Saúde do Brasil para crianças entre 6 meses a 11 meses e 29 dias de idade, em contextos de risco aumentado de exposição ao vírus do Sarampo.

Assim, essa vacina pode ser indicada para moradores dos estados de Roraima e Amapá, Região Metropolitana de Belém, Região Metropolitana de São Paulo e Campinas, e municípios de fronteira e com maior circulação de pessoas da Região Sul do Brasil.

A dose zero deve ser feita com as seguintes vacinas:

•        Bebês de 6 a 8 meses e 29 dias: vacina dupla viral, do Laboratório Fiocruz / Biomanguinhos;

•        Bebês de 9 a 11 meses e 29 dias: vacina tríplice viral, do laboratório Serum Institute of India.

Essa dose da vacina contra o sarampo oferece uma proteção temporária e antecipada para diminuir o risco de formas graves da doença e a transmissão comunitária.

No entanto, a dose zero não substitui as doses do calendário regular de vacinação aos 12 e 15 meses.

<><> Possíveis efeitos colaterais

De modo geral, as vacinas tríplice viral e tetra viral são bem toleradas e provocam poucas reações. No entanto, algumas pessoas podem ter vermelhidão e dor no local da aplicação da vacina.

Além disso, no caso de alergia a qualquer um dos componentes da vacina, é possível também ser notado o aparecimento de sintomas semelhantes ao do sarampo, como dor muscular, cansaço excessivo e manchas no corpo, porém em menor intensidade.

Nesse caso, é fundamental que o pediatra seja consultado para que seja feita uma avaliação.

<><> Quando não é indicada

As vacinas tríplice viral e tetra viral são contraindicadas nas seguintes situações:

•        Reação grave à dose anterior da vacina;

•        Crianças menores de 5 anos de idade com imunodepressão grave por pelo menos 6 meses, ou com sintomas graves de imunossupressão;

•        Mulheres grávidas não vacinadas ou com esquema incompleto para o sarampo, sendo recomendada que a vacinação seja agendada para o pós-parto.

Por precaução, a administração da vacinação contra o sarampo viral deve ser adiada nas seguintes situações:

•        Doenças agudas febris moderadas ou graves - recomenda-se adiar a vacinação até resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença;

•        Após uso de imunoglobulina, sangue e derivados à vacinação - deverá ser adiada por 3 a 11 meses, dependendo do hemoderivado e da dose administrada, devido ao possível prejuízo na resposta imunológica;

•        As crianças em uso de drogas imunossupressoras ou de biológicos devem ser avaliadas nos CRIE e quando for o caso, vaciná-las;

•        Crianças em uso de corticosteroides em doses imunossupressoras devem ser vacinadas com intervalo de pelo menos 1 mês após a suspensão da droga;

•        Crianças em uso de quimioterapia antineoplásica só devem ser vacinadas 3 meses após a suspensão do tratamento;

•        Transplantados de medula óssea recomenda-se vacinar com intervalo de 12 a 24 meses após o transplante para a primeira dose.

É importante que antes de realizar a vacinação, o pediatra seja consultado para que a criança seja avaliada e, assim, seja liberada para a vacinação.

•        10 principais sintomas de sarampo

Os sintomas iniciais do sarampo são dor de garganta, tosse seca, dor muscular, cansaço excessivo e febre, sendo semelhantes aos sintomas de gripe ou resfriado, e surgem 8 a 12 dias após o contato com o vírus.

Depois de 3 a 5 dias dos sintomas iniciais, surgem manchas vermelhas na pele, típicas de sarampo, que não coçam e se iniciam no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham por todo o corpo.

O sarampo é provocado pelo vírus da família Paramyxoviridae, e é transmitido de pessoa para pessoa, através de gotinhas de saliva da pessoa infectada ou por meio do contato com partículas de fezes infectadas, sendo a vacinação a melhor forma de prevenção da doença.

10 sintomas de sarampo

Os principais sintomas de sarampo são:

1.       Manchas vermelhas na pele que não coçam e que se espalham facilmente pelo corpo;

2.       Febre acima de 38ºC;

3.       Dor de garganta;

4.       Nariz escorrendo ou entupido;

5.       Tosse seca;

6.       Dor muscular;

7.       Cansaço excessivo;

8.       Pontos brancos, com bordas avermelhadas, no interior da boca;

9.       Olhos vermelhos ou lacrimejando;

10.     Mal estar geral.

O sarampo é uma infecção viral que afeta, principalmente, crianças durante o primeiro ano de vida.

No entanto, a doença também pode acontecer em maiores de 1 ano ou em

adultos

 que não tenham sido vacinados contra o sarampo, sendo mais frequente no verão e no outono.

<><> Como são as bolinhas do sarampo?

As bolinhas do sarampo são pontos ou manchas vermelhas planas ou ligeiramente elevadas, sem líquido no seu interior.

Além disso, essas manchas podem se unir, formando manchas vermelhas maiores no corpo.

As manchas do sarampo, normalmente, surgem cerca de 3 a 5 dias após os sintomas iniciais e, desaparecem em cerca de 1 semana.

Geralmente, 1 a 2 dias antes de surgirem as manchas vermelhas, surgem pontos brancos dentro da mucosa da boca.

<><> Sintomas graves de sarampo

Os sintomas graves de sarampo são:

1.       Febre que não melhora;

2.       Vômitos ou diarreia;

3.       Falta de ar ou tosse com sangue;

4.       Dor no peito que piora ao respirar;

5.       Sonolência excessiva;

6.       Confusão mental, irritabilidade ou agitação;

7.       Dor de ouvido ou diminuição da audição;

8.       Dificuldade para amamentar ou se alimentar;

9.       Caroço na moleira, no caso de bebês;

10.     Convulsões.

Os sintomas graves de sarampo normalmente estão relacionados a infecções bacterianas oportunistas, que surgem devido a uma maior fragilidade do sistema imunológico.

Na presença de sintomas graves de sarampo, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro, pois podem indicar complicações que podem deixar sequelas ou colocar a vida em risco, se não tratadas rapidamente.

<><> Como confirmar se é sarampo

O diagnóstico do sarampo é feito pelo pediatra, infectologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de vacinas e exame físico.

Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue, cultura da garganta ou da urina para identificar o vírus do sarampo.

Caso exista suspeita de estar com sarampo é muito importante evitar passar a doença para outras pessoas, uma vez que o vírus é facilmente transmitido por tosse ou espirros, e, por isso, é aconselhado usar uma máscara ou pano limpo para proteger a boca.

<><> Possíveis complicações

As complicações do sarampo aparecem com mais frequência em crianças menores de 5 anos e pessoas com mais de 20 anos, sendo as mais comuns pneumonia, diarreia e otite média.

Outra complicação do sarampo é a encefalite aguda, que se manifesta por volta do 6º dia após o surgimento das manchas vermelhas na pele.

<><> Como é feito o tratamento

O tratamento do sarampo consiste em aliviar os sintomas através de repouso, da ingestão de líquidos e da branda, um tipo de dieta onde os alimentos são macios, bem cozidos e/ou processados, para facilitar a mastigação e a digestão.

Além disso, o tratamento do sarampo também inclui o uso de medicamentos como paracetamol, e de suplementos de vitamina A, que devem ser indicados pelo médico.

O sarampo é mais comum em crianças e o seu tratamento é feito para controlar os sintomas, como febre, mal estar geral, falta de apetite e manchas avermelhadas na pele que podem evoluir para pequenas feridas (ulcerações).

 

Fonte: Tua Saúde

 

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