Como
defender a democracia sem visão estratégica sobre a comunicação?
Em
julho, Livia, uma adolescente de 13 anos, morreu após ser coagida a cometer
suicídio durante uma transmissão ao vivo de 45 minutos na plataforma Discord.
Esta e outras plataformas também têm abrigado grupos misóginos que se
aproveitam de suas estruturas opacas. Há quase um ano, Thiago Torres, conhecido
como Chavoso da USP, vive problemas econômicos e de saúde mental devido aos
impactos da decisão unilateral da Meta, empresa que suprimiu as contas do
criador de conteúdo de esquerda, alegando “violação das diretrizes da
comunidade”. Na Palestina, o uso de tecnologias informacionais é central para a
vigilância e o genocídio. Parte da tática para impor uma visão hegemônica de
Israel e aliados, mais de 260 jornalistas foram assassinados desde outubro de
2023. Nos Estados Unidos, comunidades estão em luta contra a instalação de data
centers, responsáveis pela ampliação do consumo de energia e de água, bem como
pela queda da qualidade desse bem essencial. Por outro lado, o governo Trump
ameaça taxar ainda mais os países que estabelecerem regras próprias acerca
desses sistemas.
Estes
são alguns dos problemas associados às plataformas digitais e que assolam a
sociedade diariamente. De fato, não há uma dimensão da vida – econômica,
política, social, ambiental, cultural – ilesa às alterações causadas por essas
corporações, que são, hoje, infraestruturas centrais de poder econômico,
político e cultural.
As
corporações de plataforma organizam a circulação de informações, definem
condições de visibilidade, reorganizam relações de trabalho, produzem formas de
vigilância e interferem na própria capacidade dos países de formular políticas.
Há alguns anos, a participação delas nessas dinâmicas era ocultada pela falsa
ideia de neutralidade tecnológica. Desde a mais recente posse de Donald Trump,
a aliança entre as corporações e a extrema-direita ficou nítida. A esquerda,
contudo, ainda hesita em compreender essa situação e entrar na batalha por
outra comunicação.
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O programa reconhece o problema, mas não formula uma estratégia ampla
Uma
análise do programa registrado pela candidatura de Lula à Presidência da
República junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) evidencia essa
insuficiência. O diagnóstico parece existir. Logo na introdução do documento há
um parágrafo muito importante que diz: “É parte da reafirmação da democracia
avançar ainda mais na regulação democrática das redes sociais e das plataformas
digitais, de modo a impedir que elas difundam desinformação, acolham campanhas
de ódio e outras formas de comunicação nocivas para a democracia. Nenhuma
democracia sobrevive sem uma opinião pública plural e sem a garantia plena da
liberdade de expressão” (p. 16). Outras dimensões do problema também são
mencionadas, como ao tratar das mudanças no trabalho: “observamos a
precarização das relações laborais, a expansão da informalidade e o desamparo
de trabalhadores de plataforma, reduzindo o rendimento médio real das famílias”
(p. 9).
Há,
todavia, um abismo entre o correto diagnóstico e as proposições. Entre os eixos
orientadores do programa, não há menção à palavra comunicação. Economia,
Educação, Cultura, Esporte e outros temas estão presentes. A questão da
liberdade de expressão, associada centralmente à democracia, não tem relevo.
Isso não parece decorrer de desconhecimento, mas de uma escolha política que
precisa ser debatida criticamente.
Com a
expectativa de avançar, ainda em julho, um debate programático da pré-campanha
sobre o eixo de Cultura da campanha de Lula contou com nossa participação e de
outros ativistas da luta pelo direito à comunicação. Foram apresentadas pautas
históricas como o fim da criminalização das rádios comunitárias e a garantia do
respeito aos direitos humanos na mídia. Os novos desafios associados às
plataformas e à inteligência artificial foram tratados como centrais para a
soberania nacional. Não apenas soberania tecnológica, aliás, mas para definir
seu presente e seu futuro. Também se ponderou a ausência de visão estratégica,
confirmada a cada vez que o Ministério das Comunicações, como ocorreu em 2022,
é entregue para um partido da ampla “base aliada”, em geral de centro ou de
direita, como se fosse uma pasta menor.
Avançando
no documento, contudo, vemos que, ao longo de suas 84 páginas, a palavra
“comunicação” é mencionada apenas duas vezes – na referida introdução e em uma
enumeração no trecho que trata de direito à cidade. “Plataformas digitais” ou
“plataforma digital”, apenas três – duas vezes também no diagnóstico e uma vez
ao tratar de políticas contra trabalho infantil. “Digital” aparece 32 vezes ao
longo de todo o programa. Por exemplo, no eixo “Gestão e Modernização do
Estado”, aponta-se o intuito de universalizar o acesso aos serviços públicos
digitais, o que é atrelado à uma infraestrutura nacional de dados. Propõe-se
ainda a instituição de uma Política Nacional de Letramento Digital,
“estruturada para capacitar cidadãos de todas as idades a navegar criticamente
na rede, combater a desinformação, proteger sua privacidade e transformar o
ecossistema digital em um espaço de geração de renda, educação continuada e
pleno exercício da cidadania. Propomos a criação de um Conselho Nacional pela
Soberania Digital, com participação da sociedade” (p. 17).
Essa
dispersão expressa a penetração das tecnologias da informação e da comunicação
em diversas áreas, mas revela também a perpetuação de algo que já tem nos
preocupado no governo atual: a ausência de uma visão estratégica que leve a uma
coordenação de políticas.
Praticamente
todas as pastas ministeriais possuem ações relacionadas à digitalização. No
entanto, é difícil extrair desse conjunto uma visão nítida de onde o Brasil
quer chegar. Ocorre o contrário de países como a China, que tem conseguido se
colocar na vanguarda da disputa do futuro sobretudo por sua capacidade
tecnológica, baseada em estratégias definidas em seus planos quinquenais, que
há anos reservam um espaço relevante para o setor do qual nos ocupamos. Também
é diferente do que ocorre na União Europeia, onde, ainda que lidando com os
limites de sua atual condição subordinada aos Estados Unidos, há programas
organizados em torno da chamada Década Digital da Europa (ou Programa Década
Digital). Aliás, documentos da União Europeia reconhecem que um esforço
político e financeiro similar ao Plano Marshall seria necessário para tornar a
região competitiva novamente. Nesses documentos, questões econômicas,
políticas, culturais, de segurança e estritamente tecnológicas andam juntas.
No
Brasil, parece que permanece a incapacidade de compreender comunicação,
plataformas e infraestrutura digital como dimensões estratégicas do poder
econômico, político e cultural.
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Soberania não é apenas soberania tecnológica, é também cultural
O
subeixo “Economia Digital” apresenta uma formulação que se aproxima desse
caminho, pois vincula soberania à capacidade brasileira de desenvolver
tecnologias estratégicas; operar, regular e governar tecnologias estratégicas;
e controlar infraestruturas críticas das quais dependem a economia, os serviços
públicos, a ciência, a defesa e a democracia. O texto diz que: “No próximo
ciclo, vamos fomentar o desenvolvimento do ecossistema nacional de tecnologia
digital, desde a cadeia de data centers até os serviços de nuvem, com destaque
para o fortalecimento da inteligência artificial desenvolvida por empresas
brasileiras. Mobilizaremos investimentos, inovação, compras governamentais e
sinergias entre empresas públicas e privadas, universidades e centros de pesquisa,
fortalecendo a capacidade nacional nas cadeias digitais” (p. 54).
A
menção à criação de capacidade nacional é muito importante, sobretudo se isso
for relacionado à definição do que e como deve ser criado – afinal, não devemos
reproduzir modelos problemáticos das corporações privadas, como em relação aos
dados ou à questão ambiental. O documento, ao contrário do que temos visto
Brasil afora, promete “assegurar que a expansão de data centers e
infraestruturas de inteligência artificial seja acompanhada de salvaguardas
socioambientais obrigatórias, exigindo eficiência energética, utilização
progressiva de fontes 100% renováveis e avaliação de impactos sobre o sistema
elétrico, hídrico e populações locais” (p. 54-55).
No
mesmo eixo, há o comprometimento de desenvolver e sustentar modelos de
linguagem em português e outras línguas, orientados aos problemas brasileiros,
apoiados em uma plataforma nacional de dados para treinamento e avaliação. A
inteligência artificial também deve ser impulsionada, conforme o programa,
especialmente em áreas como agro, saúde e serviços financeiros.
Esse
direcionamento é importante para reduzir a dependência de tecnologias
desenvolvidas no exterior, mas a construção das capacidades nacionais em
inteligência artificial não pode ser reduzida à disponibilidade de modelos e
infraestrutura computacional para ampla concentração de dados. É preciso
discutir que tipo de “inteligência artificial” queremos desenvolver, para quais
finalidades, sob quais formas de propriedade e governança e a serviço de quais
interesses sociais. A simples substituição de fornecedores estrangeiros por
infraestruturas nacionais não resolve, por si só, problemas relacionados à
concentração tecnológica, impactos ambientais ou à crescente automatização de
decisões que afetam direitos e condições de vida. A própria ideia de
impulsionar a inteligência artificial exige, portanto, qualificação. Sob essa
denominação convivem tecnologias e aplicações muito distintas, com diferentes
exigências de dados, ameaças a direitos e capacidade de processamento.
Também
é necessário considerar que sistemas de IA não existem independentemente das
infraestruturas comunicacionais nas quais estão inseridos. Sistemas de
recomendação, moderação automatizada, busca e IA generativa participam cada vez
mais da produção e circulação de informações. Modelos de linguagem passam ainda
a ocupar uma posição intermediária entre sujeitos e conhecimento, interferindo
nas formas pelas quais conteúdos chegam ao conhecimento público. Nesse sentido,
discutir soberania em IA não significa apenas possuir modelos nacionais, mas
assegurar a capacidade pública de governar as infraestruturas e os dados, bem
como os critérios que passam a mediar o acesso à informação e à cultura. Nessa
perspectiva, o viés economicista da abordagem do programa sobre o digital é
insuficiente.
Políticas
relacionadas à proteção dos trabalhadores e para salvaguardar a diversidade
informacional e cultural estão ausentes, ao passo que deveriam ser centrais na
discussão ampla sobre o papel do Brasil no ecossistema digital.
Sobre
radiodifusão, não há nenhuma proposta. “Televisão” e “rádio” são palavras que
sequer aparecem. A comunicação pública – que foi atacada desde o governo de
Michel Temer e, depois, censurada e instrumentalizada por Jair Bolsonaro, ação
que, em parte, resultou em sua inelegibilidade – não consta no programa. Essa
decisão política expressa a incompreensão da importância de um sistema de
comunicação que promova informações e direitos, que seja espaço para a
circulação de conteúdos produzidos pela população e que tenha autonomia diante
dos governos de plantão. Se é verdade, como diz o diagnóstico do programa, que
a liberdade de expressão é fundamental para a democracia, a consequência disso
deve ser promover a comunicação como direito, o que passa pelo fortalecimento
dos meios públicos, comunitários e alternativos que resistem nos rincões deste
país.
A
ausência de debate sobre radiodifusão também revela como as profundas mudanças
em curso escapam à nossa formulação. No ano em que a Copa do Mundo foi
transmitida pelo YouTube, ficou claro que as fronteiras entre o que entendemos
hoje como TV tradicional e os ambientes digitais estão se tornando cada vez
mais difusas. Com a implementação da TV 3.0, um novo cenário se desenha, mas há
pouca incidência para definir o que o país quer dele. Serviços digitais já
incorporam publicidade, programação linear e grandes transmissões ao vivo,
enquanto surgem pela internet canais e “emissoras” que reproduzem formatos
tradicionalmente associados à TV. Grande parte desses avanços tecnológicos é
capitaneada por conglomerados de mídia e tecnologia estrangeiros, que se beneficiam
de vácuos regulatórios para reproduzir modelos de exploração que servem, ao fim
e ao cabo, mais para ampliar a dinâmica publicitária do que para qualquer ideia
de cidadania, como queríamos e projetamos ao debater a digitalização da TV e as
novas mídias.
A
complexidade do novo cenário ameaça fragilizar o que tem nos destacado dentro e
fora do país: o audiovisual nacional. É preciso, entre outras medidas, defender
e atualizar os princípios da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) para
que o streaming contemple esse novo cenário de convergência entre radiodifusão
e internet, incluindo questões relacionadas a soberania de dados e
transparência algorítmica, sistema de recomendações, inteligência artificial e
direitos autorais e patrimoniais sobre conteúdos publicados em plataformas
digitais.
Na
transição para a TV 3.0, é preciso assegurar que novas infraestruturas e
modelos de distribuição não sejam ocupados exclusivamente pelos grandes grupos
econômicos, mas também assegurem a voz dos diversos sujeitos para uma
comunicação diversa, plural e comprometida com a democracia. Cabe ao governo,
portanto, assumir uma posição clara em defesa desses princípios e demonstrar
seu compromisso político com a construção de um ecossistema audiovisual mais
plural e democrático.
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Por uma política nacional de comunicação convergente
O
governo Lula começou o atual mandato em um contexto que tornava nítido esse
desequilíbrio na disputa ideológica. Na transição, resultado de um importante
processo participativo, dois documentos reuniram o conjunto da agenda com
vistas à democratização e à garantia de direitos. Infelizmente, a montanha
pariu um rato! A entrega do Ministério das Comunicações para o União Brasil
frustrou essa possibilidade de uma visão mais estrutural.
Os
desafios e também os avanços registrados ao longo do governo mostraram que
aquele caminho traçado estava correto. Para lembrar alguns fatos: as
plataformas estiveram no centro da articulação da tentativa de golpe do 8 de
janeiro; da crise de violência nas escolas e das ameaças de Donald Trump, que
chegou a abrir investigações comerciais contra o Brasil em 2025 sobre a
regulação da Anatel, a suspensão da rede X e a tributação de serviços digitais,
sob a alegação de práticas comerciais discriminatórias contra empresas
estadunidenses.
Os
ataques geraram reações em cada momento, como a apresentação de dois decretos
que atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet e reforçam a proteção
das mulheres no ambiente digital; a aprovação do ECA Digital e a criação do
Comitê Interministerial para a Transformação Digital no contexto da afirmação
da soberania do país frente aos ataques estadunidenses. O governo também
acertou ao desenvolver o Programa Brasil Digital, voltado à expansão da Rede
Nacional de Comunicação Pública.
Em
geral, essas medidas contaram com o empenho Secretaria de Políticas Digitais
(Sepod), órgão criado a partir de proposta da transição de 2022. Como o
Ministério das Comunicações restou com o União Brasil, optou-se por vinculá-la
à Secretaria de Comunicação Social (Secom). Um vínculo precário, que resultou
em pouca força política e operacional. Ainda assim, algumas conquistas foram
efetivadas e colocaram o Brasil em destaque no cenário internacional. Neste,
aliás, não faltaram boas falas de Lula sobre os problemas e a necessidade de
mudanças no ambiente comunicacional. O passo esperado – e frustrado pelo
documento – seria avançar na compreensão estratégica dessa agenda.
Mais
uma vez, cabe aos movimentos sociais batalhar por esse convencimento. Para
pautar o tema, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
apresentou uma ampla plataforma política, organizada em quatro eixos: A (i)
comunicação como direito exige pluralidade, diversidade e universalização do
acesso, com fortalecimento dos sistemas públicos, comunitários e alternativos,
acessibilidade e proteção de grupos vulnerabilizados. A (ii) soberania digital
pressupõe desenvolver tecnologias orientadas às necessidades sociais, à
tecnodiversidade e à sustentabilidade, reduzindo a dependência tecnológica e
garantindo direitos como privacidade e proteção de dados, além de regular as
plataformas e fomentar alternativas aos sistemas privados. A (iii) participação
popular requer a presença ativa da sociedade na formulação e decisão sobre
políticas públicas de comunicação, por meio de organizações sociais,
conferências, conselhos, mídias populares e espaços públicos de acesso à
internet. A (iv) transparência na gestão pública implica assegurar acesso amplo
e acessível às informações sobre recursos, decisões e políticas governamentais,
com dados em formatos utilizáveis, linguagem simples, audiências públicas e
prestação detalhada de contas, conciliando transparência e proteção de dados.
O FNDC
definiu, além de princípios e de um amplo conjunto de medidas, 20 propostas
principais e lançou, em 1º de agosto, campanha de adesão de candidatos e
candidatas a elas. As propostas são, resumidamente: 1. Efetivação e Atualização
dos Princípios Constitucionais, o que inclui a proibição de monopólios e
oligopólios, a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal e a
valorização do conteúdo nacional e regional; 2. Universalização do Acesso
Significativo à Banda Larga; 3. Regulação Democrática das Plataformas e
Serviços Digitais; 4. Soberania Tecnológica e Infraestrutura Nacional; 5.
Fortalecimento e Independência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e demais
empresas públicas de Comunicação; 6. Participação Social nas Políticas de
Comunicação; 7. Fomento às rádios e mídias comunitárias e populares; 8.
Distribuição Equitativa de Verbas Publicitárias; 9. Arquitetura Regulatória
Convergente; 10. Garantia de Integridade da Informação; 11. Educação Midiática
e Letramento Digital; 12. Atualização do Marco Legal das Comunicações; 13.
Promoção da Diversidade e Inclusão, garantindo a representatividade de
raça/etnia, gênero, orientação sexual e territorial na produção de conteúdo de
radiodifusão e medidas para combater a violação de direitos humanos; 14. Uso de
Softwares Livres na Administração Pública; 15. Proteção de Dados e Privacidade,
fortalecendo a ANPD e o CGI.br; 16. Regulação dos Serviços de Streaming,
criando regras para o audiovisual online que combatam a concentração de poder,
redistribuam recursos e fomentem a produção nacional e regional, especialmente
de grupos marginalizados; 17. Regulação da Inteligência Artificial, vetando o
uso com riscos excessivos (como reconhecimento facial na segurança pública),
combatendo o racismo e a violação de direitos, além de definir
responsabilidades e obrigações para quem desenvolve e aplica esses sistemas e
que protejam os conteúdos e trabalho humanos; 18. Proteção a Jornalistas e
Comunicadores, com programas de proteção contra violências e intimidações, especialmente
para profissionais da comunicação e comunicadores que atuam em territórios de
conflito; 19. Transparência na Gestão Pública; 20. Proibição da Propriedade de
Mídia por Políticos.
Juntos,
os sistemas de radiodifusão e a internet ocupam hoje um lugar central na
formação de opiniões, na compreensão da realidade e na formação de sujeitos
políticos. Discutir quem controla suas infraestruturas, quem ocupa os espaços
de mídia, como os conteúdos circulam e quais responsabilidades cabem aos
diferentes atores, novos e tradicionais, não pode ser uma pauta secundária.
Tudo isso precisa estar no centro de uma política nacional de comunicação
convergente.
Para
enfrentar o desafio dessa ampla agenda, o programa do presidente Lula evidencia
ter o diagnóstico correto. É preciso transformar esse diagnóstico em uma
política de Estado articulada para a comunicação e o ambiente digital. A
sociedade civil brasileira conhece a situação e tem propostas para esse
caminho. É preciso juntar forças para enfrentar essa batalha que define as
condições de vida – e de disputa de rumos.
Fonte:
Por Helena Martins, Thiago Guimarães e BIANA (Bianca Fernandes, no Le Monde

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