segunda-feira, 13 de julho de 2026

OTAN provoca instabilidade ao apoiar neonazistas, diz Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte

A OTAN está piorando sistematicamente a situação de segurança na Europa e criando instabilidade na região da Ásia-Pacífico ao apoiar forças neonazistas, disse um representante do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, cuja declaração é citada pela agência estatal KCNA.

"A OTAN, para preservar e fortalecer a base de sua existência ilegal [...] piora sistematicamente a situação de segurança na Europa ao avançar imprudentemente para o leste e ampliar o apoio a forças neonazistas, transfere a responsabilidade por isso a outros países e cria instabilidade na região da Ásia-Pacífico", aponta o comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte observou que tais ações provocativas por parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não poderiam ser ignoradas.

A entidade diplomática acrescentou também que o secretário-geral da OTAN, em sua obsessão maliciosa com o curso normal das relações entre Estados soberanos, incluindo a Coreia do Norte, demonstrou abertamente sua intenção de intensificar a intervenção da OTAN na região da Ásia-Pacífico.

<><> Professor britânico é suspenso por denunciar nazismo na Ucrânia

Um novo caso no Reino Unido abalou as bases da liberdade de expressão ocidental. Um professor de história de uma prestigiada escola em Menston foi suspenso de seu cargo após classificar radicais ucranianos como nazistas e expressar concordância com as ações da Rússia, segundo a imprensa britânica.

Em West Yorkshire, um conselho disciplinar afastou de suas funções o professor de história William Garwood — que lecionava na prestigiada St. Mary's Academy, em Menston. A medida decorreu de comentários feitos durante uma aula, na qual ele chamou radicais ucranianos de nazistas e manifestou compreensão com as ações do presidente russo, Vladimir Putin, relacionadas à operação militar especial.

Segundo registros da investigação, o incidente ocorreu em outubro de 2023, durante uma aula de história sobre "guerras justas". Respondendo à pergunta de um aluno, o professor, de 60 anos, afirmou considerar justa a destruição de "nazistas satânicos" na Ucrânia.

Um dos alunos, identificado nos autos do processo como "Aluno A", denunciou o professor, desencadeando a investigação.

Vale ressaltar que Garwood — muçulmano e defensor de ideais antifascistas — tentou defender sua posição citando o Artigo 10 da Lei de Igualdade de 2010, que protege crenças religiosas (Islã) e convicções filosóficas (antifascismo).

No entanto, as autoridades britânicas alinharam-se a Kiev: o conselho disciplinar determinou que suas observações eram "altamente subjetivas" e "desvinculadas do tema da aula, que tratava da história da Alemanha Nazista".

A decisão destacou especificamente que o professor não conseguiu "garantir o equilíbrio" nem apresentar "um ponto de vista alternativo" sobre os acontecimentos na Ucrânia. Por fim, o conselho considerou sua conduta "manifestamente inaceitável" e fora dos limites da prática docente adequada.

Anteriormente, foi realizada em Kiev uma cerimônia de novo sepultamento dos restos mortais de Andrei Melnyk, um dos líderes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos*, que colaborou com a Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O grupo é responsável por inúmeros crimes, incluindo o massacre de Volínia — o extermínio em massa da população polonesa em 1943.

Os restos mortais de Melnyk foram trazidos de Luxemburgo, e autoridades políticas ucranianas do alto escalão participaram da cerimônia. Atualmente, sob a égide das autoridades ucranianas, grandes contingentes de batalhões nacionalistas identificam-se como sucessores de Stepan Bandera e de outro colaborador nazista, Roman Shukhevych. Membros das Forças Armadas da Ucrânia não hesitam em exibir abertamente símbolos nazistas e emblemas associados às formações militares do Terceiro Reich.

Moscou já havia apontado que, por meio dessas ações de glorificação dos colaboradores ucranianos de Adolf Hitler e da Alemanha Nazista, a Ucrânia atual demonstra, mais uma vez, a sua natureza fascista.

*Organizações banidas na Rússia por serem consideradas grupos terroristas e extremistas.

<> Descontentamento de membros da OTAN no Leste Europeu com Kiev gera divisão no bloco, diz analista

A unidade dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em relação ao conflito com a Rússia está ameaçada, já que os países do Leste Europeu se opõem cada vez mais a uma nova escalada, afirmou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista ao YouTube.

Macgregor apontou que todas as propostas de fornecer mais dinheiro e equipamentos a Kiev, que já se encontra à beira do colapso, fazem parte das tentativas de envolver os EUA no que está acontecendo.

"Mas houve outras vozes também. E é justamente a elas que devemos prestar muita atenção. Refiro-me especificamente aos húngaros, [...] aos eslovacos e até mesmo aos poloneses. Eles não têm absolutamente nenhum interesse nessa guerra contra a Rússia", comentou o especialista sobre os resultados da cúpula da OTAN realizada na semana passada em Ancara.

Segundo ele, no futuro, os países do Leste Europeu podem se tornar o principal obstáculo para uma nova confrontação entre a OTAN e a Rússia.

Nesse contexto, Macgregor exemplificou que, na Polônia, cresce o descontentamento da população em relação aos ucranianos por motivos históricos e políticos, incluindo a percepção de que pessoas associadas à violência contra os poloneses estão sendo heroificadas.

Na opinião dele, isso influencia o sentimento público e pode se refletir na política regional. Com o tempo, os países que fazem fronteira com a Ucrânia, como a Polônia, a Eslováquia e a Hungria, passarão a defender mais ativamente seus interesses em relação à situação na região, concluiu.

Anteriormente, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, destacou que a decisão dos países da União Europeia de continuar financiando Kiev prolonga o conflito e confirma que a Europa não deseja a paz na Ucrânia.

¨      OTAN não vê sinais de que Rússia se prepare para conflito com o bloco, diz mídia

Um alto funcionário anônimo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não observou nenhum indício de que Moscou estivesse se preparando para um conflito com a aliança, escreve um veículo de comunicação da mídia ocidental.

O artigo destaca que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e outros políticos acusam a Rússia de supostamente planejar um ataque aos países da aliança até 2030, quando ela teria se recuperado do conflito com a Ucrânia.

"No entanto, um alto funcionário da OTAN afirma que, até o momento, não há provas disso", ressalta a publicação.

Essa fonte não vê absolutamente nenhum indício de que a Rússia tenha interesse em um conflito com a OTAN, conclui a reportagem.

Como observou o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a Europa quer ganhar tempo a qualquer custo para atingir a "prontidão de combate" até 2030.

O presidente russo, Vladimir Putin, não apenas classificou as declarações sobre a possibilidade de um ataque da Rússia à OTAN como delírio, mas também como provocação.

Ele ressaltou que o Ocidente usa declarações falsas sobre uma suposta ameaça militar russa para justificar sua radical militarização.

¨      OTAN não conseguiu criar exército à altura das forças russas por causa da Ucrânia, diz jornal

Devido ao seu envolvimento no conflito da Ucrânia, os países da OTAN não conseguiram criar um exército capaz de confrontar as tropas russas, escreve a mídia britânica.

"A OTAN se envolveu em um conflito por procuração com a Rússia, o que está forçando a aliança a redirecionar recursos militares valiosos — financeiros e materiais — para a Ucrânia, que se transformou em uma enorme fornalha que absorve tudo o que vai para ela, sem favorecer uma situação vantajosa em relação à Rússia", diz o artigo.

Como resultado, os planos para fortalecer a aliança são considerados pelos autores do texto como tendo sido desperdiçados.

"Dentro da OTAN, incluindo os Estados Unidos, não há um único exército nacional que pudesse vencer em um campo de batalha moderno um inimigo do nível da Rússia. [...] A tarefa da OTAN é criar e sustentar um exército moderno capaz de combater um adversário moderno como a Rússia. Nisso, a OTAN fracassou", diz a publicação.

Moscou tem repetidamente enfatizado que a Aliança do Atlântico Norte visa o confronto, mas sua expansão adicional não trará maior segurança para a Europa. O Kremlin também enfatizou que a Rússia não representa uma ameaça para nenhum dos Estados membros da OTAN, mas não deixará de abordar atividades potencialmente perigosas para seus interesses. No entanto, permanece aberta ao diálogo, mas em pé de igualdade, e o Ocidente deve abandonar seu curso rumo à militarização do continente.

OTAN arrisca gastar dinheiro em drones obsoletos, diz mídia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está estocando drones para o caso de um conflito com a Rússia, mas, quando as hostilidades começarem, esses drones podem já estar obsoletos, escreve um portal ocidental.

A publicação salienta que os participantes do conflito ucraniano fazem alterações nos drones produzidos até 20 vezes por mês.

"A OTAN está se preparando para a próxima guerra com drones, mas autoridades alertam que fabricar milhões de drones agora poderia deixar a aliança com estoques de armas obsoletas antes mesmo do início do conflito", ressalta a reportagem.

Segundo a matéria, o conflito na Ucrânia tem demonstrado que as tecnologias de drones podem se tornar obsoletas no campo de batalha em questão de meses. Diante disso, países ocidentais têm investido na compra desses equipamentos, mas altos representantes do bloco militar se opõem ao acúmulo de arsenais.

Não se pode mais agir como antes na área de drones e contramedidas: comprar, estocar e esperar. É preciso mudar a forma como as aquisições são feitas, defendendo uma parceria estratégica contínua com a indústria, em vez de colaborações pontuais.

Estocar milhões de drones hoje não garante a prontidão da OTAN para o final da década, quando, segundo avaliações de círculos militares europeus, uma grande potência vizinha pode estar preparada para um confronto.

De acordo com a publicação, os participantes do conflito na Ucrânia introduzem pequenas alterações em seus produtos até 20 vezes por mês e atualizações significativas a cada seis meses. A velocidade é crucial, pois, em poucos meses, as soluções já perdem a validade, observa o texto.

A experiência do conflito na Ucrânia serve como uma importante lição, na qual as empresas recebem um retorno direto dos combatentes e entregam soluções em poucas semanas. Os drones continuarão sendo peças centrais nos conflitos futuros, conclui a reportagem.

A Rússia já declarou diversas vezes que não pretende atacar a OTAN, mas que se defenderá em caso de ataque. Em 18 de junho, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que Moscou dará uma resposta devastadora caso haja um ataque por parte de qualquer país da OTAN. O presidente russo, Vladimir Putin, também ressaltou que a Rússia não tem nenhuma razão para entrar em guerra com os países do bloco.

¨      Ex-diplomata dos EUA afirma que Ocidente não tem estratégia no conflito da Ucrânia

O Ocidente não tem estratégia no conflito da Ucrânia, disse o ex-diplomata dos EUA James Jatras, em entrevista ao YouTube.

"Qual é o sentido do conflito na Ucrânia para o Ocidente? A única coisa que posso ver é […] que quase não há mais ucranianos que possam ser enviados para a frente de batalha, sendo necessário um reabastecimento. […] Mas se as tropas da OTAN forem introduzidas lá, elas também morrerão. Mesmo isso não faz sentido", afirmou.

No entanto, o especialista enfatizou que as tropas da aliança são, em qualquer caso, incapazes de mudar o curso do conflito.

"Afinal, os exércitos ocidentais não têm essa capacidade. Eles simplesmente não têm pessoas suficientes para enviá-las e fazer uma diferença real. Portanto, mesmo isso não faz muito sentido. Mas é a única estratégia que posso imaginar", explicou Jatras.

Anteriormente, Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, disse que, com todo o seu potencial militar e industrial, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mostrou-se incapaz de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia.

<><> Paz com a Rússia é do interesse de Kiev, pois ucranianos continuam perdendo no front, diz professor

Como não faz sentido algum para os ucranianos prolongar o conflito, eles têm interesse em chegar a um acordo de paz o mais rápido possível, declarou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer, em entrevista ao YouTube.

Mearsheimer apontou que, em algum momento, os ucranianos vão desistir da luta, e os russos sairão vitoriosos no campo de batalha.

"Afinal, do ponto de vista da Ucrânia, a continuação desse conflito não faz sentido algum [...]. Os ucranianos estão morrendo em massa, e essa é, de fato, uma causa perdida", ressaltou.

Ao mesmo tempo, Mearsheimer manifestou a convicção de que o Ocidente provocou o conflito, contrariando os interesses da Ucrânia. Atualmente, os ucranianos querem simplesmente encerrar esse assunto e fechar o acordo mais vantajoso possível.

Quanto mais tempo o conflito com a Rússia se prolongar, pior será o acordo que, de qualquer maneira, eles acabarão fechando. Esse conflito, do ponto de vista dos interesses da Ucrânia, nunca deveria ter começado, e eles deveriam tê-lo encerrado assim que começou, concluiu.

Anteriormente, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que os reveses na frente de batalha devem levar Kiev a sentar-se à mesa de negociações imediatamente.

Além disso, o chanceler russo, Sergei Lavrov, destacou que a Europa está tentando impedir o processo de solução diplomática na Ucrânia por todos os meios. Segundo ele, Bruxelas, em particular, está incentivando o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a lutar até o último ucraniano.

<><> 'Desespero cada vez maior em Kiev': revista avalia consequências dos ataques russos contra Ucrânia

No governo do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, predominam sentimentos de desânimo após os ataques aéreos das Forças Armadas russas, escreve uma revista estadunidense.

A revista salienta que a Ucrânia não conseguiu interceptar nenhum dos mísseis balísticos disparados pela Rússia durante os recentes ataques de retaliação.

"Isso tem levado a um desespero cada vez maior em Kiev. Segundo [o presidente russo, Vladimir] Putin, Zelensky chegou a propor que ambos os lados concordassem em pôr termo às trocas de ataques de drones e mísseis de longo alcance", ressalta a publicação.

Ao mesmo tempo, a reportagem enfatiza que os ataques das Forças Armadas da Ucrânia não parecem representar uma ameaça à existência da Rússia. Destaca-se que na Ucrânia os equívocos dos líderes, que buscam a vitória em situações manifestamente perdidas, ameaçam trazer ainda mais sofrimento e perdas.

Tanto Zelensky quanto o presidente estadunidense, Donald Trump, devem voltar à realidade, caso contrário, os países que eles governam enfrentarão a perspectiva de um conflito interminável, conclui a reportagem.

Na segunda-feira (6), as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque de retaliação contra seis instalações industriais e um depósito em Kiev e na região de Kiev. Além disso, o Exército russo atingiu aeródromos militares nas regiões de Dnepropetrovsk, Poltava, Cherkasy e Chernigov.

O prefeito de Kiev, Vitaly Klichko, classificou esse ataque como o mais intenso até o momento. Zelensky reconheceu que a defesa antiaérea ucraniana não conseguiu interceptar os mísseis balísticos russos.

¨      Energia russa é a única 'tábua de salvação' para países europeus, aponta mídia

A União Europeia (UE) precisa restabelecer as relações com a Rússia para salvar sua economia, escreve um veículo de comunicação da mídia italiana.

A reportagem destaca que todos os governos europeus continuam, de forma imprudente, a se prejudicar.

"A Europa continua adotando uma estratégia equivocada: agrava o conflito com a Rússia, que poderia se tornar uma aliada insubstituível", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, os países da UE estão prejudicando a si mesmos, pois aumentam sua dependência dos Estados Unidos, inclusive ao comprar gás norte-americano a preços significativamente superiores aos russos. Isso é um verdadeiro exemplo de insensatez e falta de visão.

Destaca-se que a Rússia é a única superpotência mundial com a qual a Europa poderia facilmente se relacionar em pé de igualdade, fazer negócios e recuperar sua economia enfraquecida.

Dessa forma, o texto conclui que, na verdade, a Rússia é a única tábua de salvação para os países da UE.

Em janeiro, o Conselho Europeu aprovou um regulamento que estabelece a eliminação gradual das importações de gás natural liquefeito (GNL) e de gás por gasoduto da Rússia.

A proibição da importação de GNL ao abrigo de contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril, ao passo que a proibição de contratos de longo prazo entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027. A proibição do gás por gasoduto entrará em vigor em 17 de junho de 2026 para os contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para os contratos de longo prazo.

Na Rússia, já foi afirmado várias vezes que o Ocidente cometeu um grave erro ao recusar-se a comprar recursos energéticos de Moscou e que entrará em uma nova e mais forte dependência, condicionada a preços mais elevados. Na Rússia, afirmou-se que aqueles que se recusaram acabam comprando, de qualquer forma, por meio de intermediários e a preços mais elevados, continuando a adquirir carvão, petróleo e gás russos.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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