Jogo
sem regras: como a política tenta vencer o esporte internacional?
Copa do
Mundo de Futebol de 2026, três países-sede — Estados Unidos, México e
Canadá —, dezenas de milhões de torcedores diante das telas. O foco da mídia
ocidental recai sobre a decisão do comitê disciplinar da FIFA. A punição
inicial de suspensão por uma partida ao jogador da seleção dos EUA Folarin
Balogun foi substituída por uma suspensão condicional, o que lhe permitiu
entrar em campo no jogo seguinte contra a Bélgica. Antes disso, houve uma
conversa telefônica entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da
FIFA, Gianni Infantino. O fato da conversa foi confirmado por representantes da
administração norte-americana.
O
árbitro brasileiro Raphael Claus mostra o cartão vermelho a Folarin Balogun,
dos Estados Unidos, durante a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de
Futebol entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, em Santa Clara, na
Califórnia, em 1º de julho de 2026.
"Essa
decisão cria um precedente extremamente perigoso. Se vocês abrirem uma exceção
nas regras uma vez, amanhã outro país, perseguindo seus próprios interesses,
exigirá o mesmo, apelando para essa decisão. Assim, essa medida contradiz
completamente a justiça, a beleza e o espírito do jogo", disse à a Sputnik
o comentarista esportivo Gokhan Dinc.
Gianni
Infantino, que também confirmou o fato da conversa, enfatizou que ela não
influenciou a decisão final da federação. Ainda assim, o caso
provocou amplo debate na comunidade futebolística mundial sobre
possível pressão externa sobre órgãos esportivos.
Ao
mesmo tempo, dezenas de outros episódios em que a política interfere no
esporte passam despercebidos pela mídia e por comentários indignados.
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Padrões duplos
Enquanto
a opinião pública mundial discute o telefonema de Trump, no esporte
internacional são tomadas decisões que minam diretamente os princípios
olímpicos estabelecidos por Coubertin. Países da União Europeia (UE) se recusam
a cumprir decisões de federações internacionais sobre a retirada
das restrições impostas a atletas russos.
"Os
objetivos do Movimento Olímpico Internacional são nobres. Eles pressupõem a
separação entre política e esporte. Infelizmente, a interferência política e o
viés estão hoje amplamente disseminados. Essa fase começou há dez anos com
acusações completamente falsas ou fortemente exageradas de doping esportivo. As
vítimas foram os atletas russos", declarou à Sputnik Rick Sterling,
escritor e jornalista.
Hoje,
alguns líderes europeus ferozmente russófobos desafiam as federações
esportivas, continuando a proibir a simbologia russa. O esporte internacional é
pisoteado assim como o direito internacional e a Organização das Nações Unidas,
acrescentou.
Durante
décadas, as federações esportivas nacionais sempre foram independentes das
autoridades de países individuais e eram geridas por federações esportivas
internacionais, cujas decisões eram obrigatórias para as entidades nacionais.
No entanto, os países da UE, em violação aos princípios da Carta Olímpica e aos
estatutos das federações internacionais, começaram a interferir no processo de
organização de competições internacionais.
"De
certa forma, hoje o mundo do esporte — se é que podemos chamá-lo assim — está
sendo um dos tabuleiros de xadrez onde essa disputa está sendo travada.
Justamente os Jogos Olímpicos, competições desse tipo e os mundiais não deixam
de ser palcos de representações de Estados, de nações, de países, onde o que se
busca é projetar poder e capacidade de influência", disse à Sputnik
Sebastián Schulz, analista argentino.
Dez
federações internacionais permitiram que todos os atletas russos participassem
de seus torneios sem restrições, e 20 permitem a
participação sem restrições dos juniores.
A
Rússia está retornando gradualmente às competições esportivas mundiais e o faz
de maneira bastante digna, destacou o presidente russo, Vladimir Putin, no
final de abril de 2026, durante a cerimônia de entrega dos prêmios estatais aos
vencedores do Campeonato Mundial de Boxe
©
Sputnik
Ao
mesmo tempo, países da UE se recusam a cumprir as decisões de
federações esportivas internacionais sobre a retirada de restrições aos atletas
russos:
🔶 Em dezembro de 2025, o Ministério das
Relações Exteriores da Letônia incluiu lugers russos na lista de pessoas
com restrição de entrada, o que fez com que perdessem a etapa da Copa do Mundo
em Sigulda.
🔶 Em junho de 2026, as autoridades da
Romênia e de Portugal, apesar da decisão da Federação Internacional de
Ginástica de retirar as restrições, não garantiram o uso da bandeira
e do hino russos nas competições de ginástica rítmica e trampolim. A seleção da
Rússia recusou-se a participar desses torneios.
🔶 No mesmo mês, na Alemanha, durante o
Campeonato Europeu de Natação Artística em Munique, os organizadores não
permitiram a exibição de símbolos russos, embora a Federação Internacional de
Esportes Aquáticos e a Liga Europeia de Natação tivessem cancelado as
respectivas proibições.
🔶 Em julho de 2026, soube-se que a
Polônia se recusou a conceder vistos a atletas russos. Como resultado, a
seleção russa não participou do Mundial Júnior e Sub-23 de Canoagem
Slalom.
🔶 Além disso, as autoridades alemãs
informaram, em carta oficial, a intenção de não usar a bandeira e o
hino russos no próximo Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, em agosto.
Pavel
Eigel, atleta russo e integrante da seleção nacional de canoagem em slalom,
durante um treino antes da competição nos XXXII Jogos Olímpicos de Verão de
Tóquio
"Se
as autoridades europeias proíbem a bandeira e o hino russos contraindo as
decisões da Federação Internacional de Ginástica e da Federação
Internacional de Esportes Aquáticos, minando assim a autoridade das federações
internacionais, quem, nessa situação, está realmente destruindo o movimento
olímpico? O movimento olímpico é destruído por aqueles que não seguem a Carta
criada pelo fundador dos Jogos Olímpicos, Coubertin. Nós entendemos que existem
governantes, mas também existem os povos, e existem outras estruturas, em
particular, as federações internacionais", afirmou à Sputnik Gadzhi
Gadzhiev, treinador de futebol soviético e russo.
Em
essência, as federações esportivas internacionais devem se guiar
exclusivamente por sua independência e pelos interesses do desenvolvimento
do esporte, afirmou à Sputnik a campeã olímpica e primeira vice-presidente do
Comitê de Assuntos Internacionais da Duma Estatal russa, Svetlana Zhurova. Ela
acrescentou que "portanto, não deveriam se deixar levar por essas
preferências nacionais".
"Esse
critério de 'gostamos' ou 'não gostamos' não deveria existir de forma alguma.
Se fosse assim, infelizmente seria uma competição desleal", destacou
Zhurova.
Enquanto
alguns países da UE se recusam deliberadamente a cumprir as decisões de várias
federações esportivas internacionais, o Comitê Olímpico
Internacional decidiu restabelecer temporariamente a filiação do
Comitê Olímpico da Rússia e recomendou a retirada de todas as restrições aos
atletas russos. E a FIFA, em breve, discutirá oficialmente a possibilidade
de retorno de todos os times russos.
¨
Trump como um sintoma: por que a crise do esporte
internacional começou muito antes do escândalo atual?
O
escândalo em torno da decisão da FIFA relacionada à participação do jogador de
futebol americano Folarin Balogun, após a interferência do presidente dos EUA,
Donald Trump, voltou a colocar em questão não tanto a personalidade do chefe da
Casa Branca, mas sim o estado de todo o sistema do esporte internacional.
O
principal problema não reside em um único telefonema e nem mesmo em uma única
decisão controversa. Se tal interferência se mostrou possível, isso significa
que o próprio sistema de
gestão do esporte internacional
já vem passando, há muito tempo, por uma grave crise de
independência. Nessa história, Trump aproveitou-se da situação, em vez de
criá-la. Assim, o escândalo apenas tornou visível o que vinha se acumulando ao
longo dos anos.
Nos
últimos anos, têm surgido cada vez mais situações em que as decisões das
federações esportivas internacionais dependem não apenas dos regulamentos
esportivos, mas também do contexto político dos países que sediam as
competições.
É
exatamente isso que, aos poucos, mina a confiança no princípio da autonomia do
esporte, que por décadas foi considerado um dos princípios fundamentais do
movimento olímpico. Isso se manifesta de forma especialmente evidente no que
diz respeito aos atletas russos.
Apesar
das decisões de várias federações internacionais de permitir a participação dos
russos nas
competições, não é raro que, em nível nacional, sejam impostas restrições
adicionais.
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Letônia (dezembro de 2025) — O Ministério das Relações Exteriores da
Letônia incluiu os atletas russos de trenó na lista de pessoas proibidas de
entrar no país. Como resultado, os atletas não puderam participar da etapa da
Copa do Mundo em Sigulda;
>>>
Romênia e Portugal (junho de 2026) — apesar da decisão da federação
internacional de suspender as restrições à participação de atletas russos, as
autoridades dos dois países se recusaram a permitir o uso da bandeira nacional
e do hino da Rússia nas competições de ginástica rítmica e salto em trampolim.
Por causa disso, a seleção russa desistiu de participar dos torneios;
>>>
Alemanha (agosto de 2026) — as autoridades do país declararam oficialmente
a intenção de não permitir o uso da bandeira e do hino da Rússia no Campeonato
Mundial de Ginástica Artística, apesar das decisões da federação internacional.
O texto ressalta que o documento em questão está à disposição da redação;
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Alemanha (junho de 2026, nado sincronizado) — apesar das decisões da World
Aquatics e da European Aquatics, os símbolos oficiais da Rússia não foram
autorizados a serem utilizados no Campeonato Europeu de Nado Sincronizado em
Munique.
Se
casos como esses realmente contrariam as decisões das federações
internacionais, isso demonstra que as autoridades nacionais são capazes,
na prática, de rever ou restringir a aplicação de decisões esportivas
internacionais.
É
exatamente por isso que muitos consideram o atual escândalo em torno da
seleção americana como uma manifestação de um problema mais
profundo. Enquanto a situação afetava os atletas russos, as inúmeras
restrições eram frequentemente vistas como a nova norma.
No
entanto, quando uma decisão controversa foi tomada em benefício da seleção do
país anfitrião do torneio, a atenção da opinião pública mundial voltou-se
para o próprio mecanismo de tomada de decisões.
Dessa
forma, o atual alvoroço pode ser considerado não uma exceção, mas um
sintoma de uma crise sistêmica. Se o esporte internacional realmente
aspira ao status de um espaço livre de influência política, então regras
uniformes devem ser aplicadas, independentemente de se tratar dos EUA, dos
países da União Europeia, da Rússia ou de qualquer outro Estado.
Caso
contrário, a confiança nas instituições esportivas internacionais continuará
diminuindo, e cada novo escândalo desse tipo
servirá apenas para confirmar que o problema não é de natureza pessoal,
mas sim sistêmica.
¨
Interferência política na FIFA nunca foi tão escandalosa
e descarada, denuncia especialista
Esta
Copa do Mundo está sendo marcada por controvérsias, desde decisões
questionáveis da arbitragem até a intervenção dos EUA para impedir a expulsão
de um de seus jogadores. Os erros da FIFA têm sido "incontáveis" e
não se limitam à esfera política, disse o jornalista esportivo Ibrahim Shibli à
Sputnik.
"A
interferência política tem um histórico, e a FIFA tem suas regras e pessoas
encarregadas de aplicá-las. É vergonhoso que esteja sujeita a tal
interferência, e isso não deve passar despercebido; caso contrário, será o fim
do mundo do futebol", afirmou o analista.
Ele
também apontou a
responsabilidade do
presidente da FIFA, Gianni Infantino, a quem, segundo relatos da mídia
ocidental, Trump pediu pessoalmente para reverter a expulsão do jogador
norte-americano Folarin Balogun durante o torneio.
"Infantino
cedeu à pressão dos EUA para manter o emprego, então é improvável que ele
renuncie, já que atualmente não há ninguém que possa substituí-lo", disse
ele.
O cartão vermelho veio nas
oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bósnia e Herzegovina
(2-0), depois que Balogun acertou o tornozelo do zagueiro Tarik
Muharemovic com as travas da chuteira.
Outro escândalo surgiu quando a
Federação Egípcia de Futebol expressou sua insatisfação com a arbitragem do
francês François Letexier nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a
Argentina (2-3), bem como com algumas decisões tomadas pelo árbitro de
vídeo (VAR, na sigla em inglês).
"Há
discriminação entre as seleções nacionais, e o viés geral — não apenas nas
decisões da arbitragem — em favor da Argentina foi muito claro, com o objetivo
de manter Messi na Copa do Mundo como um trunfo de marketing", enfatizou o
especialista.
Shibli
concluiu que a FIFA reflete os
problemas que
afetam outras áreas e alertou que a política e a injustiça entraram no
futebol, o que, em sua opinião, representa um "sério perigo" para o
esporte.
¨
ONG vai denunciar presidente da FIFA ao COI por decisão
favorável aos EUA na Copa do Mundo
O
presidente da Fifa, Gianni Infantino, poderá ser alvo de uma investigação do
Comitê Olímpico Internacional (COI) após a organização não governamental
FairSquare apresentar uma denúncia. No texto, a entidade aponta suposta
violação das regras de neutralidade política em razão de seu apoio ao
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo
a ONG, Infantino violou repetidamente o dever de neutralidade previsto no
Código de Ética da Fifa ao manifestar apoio público a ações e políticas do presidente
norte-americano.
A organização afirma ainda que já havia encaminhado uma outra denúncia ao
Comitê de Ética da Fifa, em dezembro de 2025, mas até o momento não recebeu
qualquer indicação de que uma investigação tenha sido aberta.
Além
da suposta violação das regras de neutralidade, a FairSquare pede que
sejam apuradas as circunstâncias da criação do Prêmio da Paz da Fifa e da
decisão de concedê-lo a Trump durante o sorteio da Copa do Mundo de
2026.
A
organização questiona se a iniciativa foi aprovada pelo Conselho da Fifa
ou tomada de forma unilateral por Infantino. "Se Infantino agiu sem
qualquer autoridade estatutária, isso deve ser considerado um abuso flagrante
de poder", afirmou a entidade.
O
artigo 15 do Código de Ética da Fifa estabelece que dirigentes e demais pessoas
submetidas às regras da entidade devem manter neutralidade política no
exercício de suas funções oficiais. Em caso de violação, as punições previstas
incluem multa mínima de 10 mil francos suíços (R$ 63,9 mil)
e suspensão de até dois anos de atividades
relacionadas ao futebol.
Integrante
do COI desde 2020, Infantino também poderá ser alvo de análise pelo
organismo olímpico. Na última terça (7), a presidente do
comitê, Kirsty Coventry, afirmou que nenhuma denúncia havia sido recebida até o
momento, mas garantiu que, caso isso ocorra, o caso será examinado pela
comissão de ética.
¨ Os Estados Unidos
estão em negociações com a Fifa sobre o Mundial de Clubes de 2029
Os
Estados Unidos manifestaram interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029 ,
buscando capitalizar o sucesso comercial e esportivo da realização da Copa do
Mundo.
A Fifa
manteve conversas com autoridades americanas sobre seus planos para 2029, mas
os coanfitriões da Copa do Mundo ainda não se
comprometeram com uma candidatura porque os detalhes do processo de seleção não
foram confirmados.
Não
está claro se houve qualquer envolvimento da Casa Branca ou da força-tarefa da
Copa do Mundo de Donald Trump, presidida por Andrew Giuliani, que na
quarta-feira elogiou o sucesso do torneio deste verão.
“O
futebol não é mais uma história futura dos Estados Unidos”, disse Giuliani.
“Está acontecendo agora. Há muita demanda para vir aos Estados Unidos assistir
à Copa do Mundo.”
A Fifa
quase dobrou seu recorde de vendas, comercializando 6,5 milhões de ingressos
para esta Copa do Mundo, e espera superar sua meta de receita de US$ 11 bilhões
(R$ 8,2 bilhões), portanto, receberia com satisfação que os EUA sediassem outro
torneio, principalmente devido aos seus laços com a Casa Branca.
A
candidatura conjunta e sem oposição dos Estados Unidos, México, Costa Rica e
Jamaica para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2031 deverá ser ratificada pela
Fifa ainda este ano.
A
estreita relação da Fifa com o governo dos EUA foi ilustrada esta semana
pelo caso Folarin Balogun , com Trump
revelando que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a expulsão do atacante na vitória dos
EUA sobre a Bósnia e Herzegovina nas oitavas de final.
Em uma
decisão sem precedentes durante um grande torneio, o comitê disciplinar da Fifa
suspendeu a punição de um jogo imposta ao jogador de 25 anos, permitindo que
ele participasse da derrota para a Bélgica nas oitavas de
final, na segunda-feira .
Trump
deve deixar o cargo em janeiro de 2029, meses antes do Mundial de Clubes, mas
permanecerá em exercício quando a decisão for tomada. A Fifa ainda não anunciou
o cronograma ou o processo de seleção dos anfitriões de 2029, embora uma
decisão seja esperada para o próximo ano, provavelmente após a eleição
presidencial da Fifa em abril.
Os
Estados Unidos foram escolhidos para sediar a edição ampliada do Mundial de
Clubes de 2025 sem
processo de licitação, com a decisão tomada por unanimidade pelo Conselho da
FIFA em junho de 2023.
Era
amplamente esperado que o torneio de 2029 fosse concedido a dois dos anfitriões
da Copa do Mundo de 2030 – provavelmente Espanha e Marrocos –, mas não faltaram
interessados. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou que gostaria
de sediar o evento, e o jornal The Guardian noticiou o interesse do Catar.
A FIFA
não realiza uma votação entre seus membros para determinar as sedes de seus
principais torneios desde 2018, quando a candidatura conjunta de Estados
Unidos, Canadá e México para a Copa do Mundo deste ano venceu a candidatura
rival do Marrocos, que posteriormente foi escolhido para sediar o torneio de
2030 juntamente com Espanha e Portugal. O torneio também contará com três jogos
comemorativos do centenário na América do Sul.
O
desejo da Fifa de expandir o Mundial de Clubes para 48 equipes em 2029, com o
apoio dos principais clubes europeus, é um fator potencialmente complicador e
poderia fortalecer qualquer candidatura dos EUA.
Outro
torneio norte-americano também seria a opção mais lucrativa para a Fifa, que
teve sua estratégia agressiva de preços para esta Copa do Mundo comprovadamente
eficaz, com a maioria dos jogos esgotados.
A Fifa
testou o controverso modelo de preços dinâmicos no Mundial de Clubes do ano
passado, que gerou uma receita de US$ 411 milhões (£ 307 milhões) com a venda
de ingressos e serviços de hospitalidade, apesar da demanda flutuante.
Fonte:
Sputnik Brasil/The Guardian

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