Sem
precedentes: o desafio de medir o custo econômico dos terremotos na Venezuela
Os
danos apresentados no balanço geral após os acontecimentos catastróficos de 24 de
junho sugerem
que a natureza e a dimensão dos custos ocasionados pelo desastre são
expressivas, sem precedentes na história venezuelana.
De
fato, até o momento não há precisão sobre o impacto econômico total que os
terremotos terão. No entanto, as estimativas não demoraram a surgir. Vejamos.
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Primeiras estimativas
Uma
avaliação realizada pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio da análise de imagens de satélite
de alta resolução, estima que o total dos danos estruturais e dos ativos
econômicos essenciais esteja entre 4,7 e 8,7 bilhões de dólares.
Segundo
essa estimativa, a faixa de danos equivale a entre 5% e 8% do PIB.
Centenas
de edifícios residenciais desabaram completamente ou sofreram danos severos
após a sequência de dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. O impacto sobre as
moradias representa a maior parcela do custo econômico total.
Por
outro lado, os maiores danos concentram-se no norte do país, afetando
fortemente localidades de La Guaira e distritos da capital, Caracas,
principalmente Los Palos Grandes e Altamira, no município de Chacao. Também
foram registradas edificações perdidas em Tucacas (estado de Falcón), em
Valência (estado de Carabobo) e em Maracay (estado de Aragua).
Os sistemas hospitalares e os serviços
públicos essenciais na área de influência dos terremotos encontram-se sob
máxima pressão, lidando com danos à infraestrutura.
As
estimativas iniciais incluem a existência de riscos geológicos secundários. O
Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) adverte que fenômenos como
deslizamentos de terra e a liquefação do solo continuam agravando a destruição
dos ativos econômicos de superfície e das vias de transporte.
O USGS,
por meio de uma tabela construída com base em um modelo matemático preliminar
fundamentado na intensidade do terremoto e na vulnerabilidade estrutural,
estabelece uma faixa muito ampla de danos e custos: não inferior a 10 bilhões
de dólares e podendo chegar a 100 bilhões de dólares. Trata-se, até o momento,
da estimativa mais abrangente e mais imprecisa que foi divulgada.
O
economista venezuelano Asdrúbal Oliveros estimou perdas diretas equivalentes a
8,5% do PIB ao incluir os setores de comércio e logística, totalizando 9
bilhões de dólares.
É
importante destacar que, para fazer uma estimativa de custos com perspectiva de
longo prazo, devem ser separados os custos concretos decorrentes das perdas
diretas registradas com o desastre dos custos adicionais que serão registrados
nos próximos meses e anos por diversas razões.
Deve-se
incluir não apenas o valor líquido das infraestruturas e dos bens materiais
perdidos. Na realidade, a crise implica enfrentar custos adicionais para
mitigar as consequências sobre a economia venezuelana, já marcada por uma
inflação elevada.
Além
disso, farão parte da estrutura de gastos a assistência humanitária aos
afetados durante um período prolongado e outras consequências decorrentes dos
danos estruturais, dos riscos geológicos, da reorganização urbana e das
infraestruturas públicas e privadas que apresentarão sequelas em decorrência
dos eventos sísmicos.
Um
elemento que deve ser incorporado ao balanço é o lucro cessante: as atividades
econômicas que foram paralisadas, interrompidas e que continuarão nessa
situação por tempo indeterminado, bem como os custos econômicos e os ganhos que
deixarão de ser obtidos em consequência disso. Somente em La Guaira, o Porto de
La Guaira, o Aeroporto de Maiquetía, centros comerciais e serviços turísticos
sofreram danos muito graves; há incerteza quanto à retomada dessas atividades,
e isso terá impactos colaterais sobre o desempenho econômico do país neste ano.
Supondo
que as perdas líquidas sejam de 8 ou 9 bilhões de dólares, os dados sugerem um
custo total de longo prazo entre 12 e 15 bilhões de dólares, considerando as
despesas atuais geradas pela conjuntura, o tratamento das consequências
decorrentes do desastre, a assistência às vítimas e aos desabrigados, bem como
os investimentos necessários nos próximos meses e anos para reconstruir a
infraestrutura habitacional, a infraestrutura pública e a estrutura econômica
afetadas.
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Sanções e ajuda internacional
Embora
insuficiente, para mitigar o impacto humanitário e financeiro dos devastadores
terremotos na Venezuela, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC)
do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma medida legal
fundamental em 25 de junho de 2026: a Licença Geral nº 60 (LG 60). Trata-se de
uma autorização com prazo bastante limitado, que expirará em 23 de outubro de
2026.
Essa
medida administrativa flexibiliza temporariamente o regime de sanções vigente
contra o país para agilizar a assistência internacional.
O
documento autoriza todas as operações e transações financeiras destinadas às
atividades de socorro, assistência humanitária, evacuação e recuperação
decorrentes da emergência sísmica.
O
Departamento do Tesouro esclarece, em suas notas, que aprova expressamente o
processamento ou a transferência de recursos de pessoas ou entidades de
terceiros países para a Venezuela ou a partir dela, abrindo um caminho legal
crucial para doações provenientes de atores sancionados ou anteriormente não
autorizados.
A
medida isenta de responsabilidade as instituições financeiras dos Estados
Unidos e as empresas registradas de transferência de dinheiro. Esses bancos
podem processar remessas e recursos emergenciais confiando nas informações
fornecidas pelo remetente quanto ao cumprimento das normas.
A
licença também estabelece alguns limites fundamentais: permanece expressamente
proibido o desbloqueio de qualquer tipo de propriedade anteriormente congelada
sob o Regulamento de Sanções contra a Venezuela.
Atualmente,
a Venezuela tem retidos milhares de milhões de dólares em ativos líquidos, ouro
e bens — como a empresa Citgo Petroleum, localizada em território
norte-americano — que superam o valor de 20 bilhões de dólares; segundo algumas
estimativas, esse montante chega a 30 bilhões de dólares.
Esses
elementos indicam que as sanções estrangeiras consideradas ilegais continuam
sendo um obstáculo muito significativo que afeta as possibilidades de
recuperação da Venezuela em todos os horizontes de tempo.
De
fato, a LG 60 pode ser considerada uma prova irrefutável do caráter agressivo e
destrutivo do regime de sanções contra a população venezuelana, pois revela
duas realidades fundamentais: a primeira é que a Venezuela foi tão excluída do
sistema internacional que sequer contava com autorização para receber ajuda
humanitária estrangeira, justamente aquela cuja chegada foi defendida durante
anos por lideranças da oposição venezuelana.
Em
segundo lugar, evidencia que o próprio governo dos Estados Unidos precisa
oferecer garantias aos seus bancos de que eles não serão punidos por
processarem o fluxo de ajuda financeira, demonstrando assim o problema do
chamado “sobrecumprimento” (overcompliance) no contexto do rígido regime
de sanções.
Embora
parte dos efeitos dos terremotos possa ser mitigada por meio da ajuda
internacional, os valores que poderão ser recebidos ainda não podem ser
estimados com precisão, já que a maior parte da ajuda recebida até o momento
concentra-se em bens humanitários e recursos humanos destinados ao atendimento
da catástrofe, o que não indica uma recuperação efetiva dos bens perdidos no
curto prazo.
Uma das
possibilidades abertas pela licença é que, no contexto atual, a Venezuela possa
receber doações em larga escala por meio de um mecanismo internacional de
arrecadação, o que poderia incluir a participação de organismos internacionais,
como o Sistema das Nações Unidas, que poderiam destinar determinados recursos
para a recuperação. No entanto, essa possibilidade, vindo por intermédio da
ONU, é incerta, tendo em vista a situação de insolvência financeira que
atualmente afeta a organização.
Isso
sugere que as oportunidades reais para a Venezuela residem na capacidade de
construir mecanismos eficazes de arrecadação, por meio de instrumentos sólidos
que permitam canalizar ajuda financeira ou em bens por parte de governos,
organizações, instituições e pessoas físicas venezuelanas ou estrangeiras.
O
grande obstáculo para isso seria a discricionariedade dos Estados Unidos sob o
amparo do regime de restrições, mesmo existindo atualmente uma janela aberta na
forma dessa licença, que será encerrada em outubro. Por isso, é muito provável
que o governo venezuelano continue negociando sua situação com os Estados
Unidos, defendendo o desmantelamento definitivo das sanções consideradas
ilegais.
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Anos de sanções dos EUA comprometem resposta da Venezuela
a terremotos, afirmam especialistas
Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que
atingiram a Venezuela no último dia 24 de junho, são considerados a
maior tragédia ocorrida no país desde 1967. O desastre já contabiliza quase 3
mil mortos e mais de 11 mil feridos, cifras que desafiam até mesmo países que
possuem economia e infraestrutura consolidadas.
No caso
da Venezuela, o acúmulo de mais de uma década de sanções econômicas impostas
pelos Estados Unidos, impacta, por exemplo, na aquisição de produtos que entram
na “salvaguarda humanitária”, alerta a professora de Relações Internacionais da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em Venezuela,
Carolina Silva Pedroso.
Segundo
ela, “há estudos que mostram a redução da oferta de medicamentos, que mesmo não
entrando nas sanções por razões humanitárias, acabam deixando de ser fornecidos
pela indústria farmacêutica”, esclarece. Em outras palavras, por medo de burlar
as sanções, o setor privado diminui o fluxo e restringe produtos. Esse fenômeno
é conhecido como “overcompliance”.
Para
Pedroso, setores prioritários como “educação, alimentação e infraestrutura, no
caso venezuelano, são diretamente vinculados ao Estado e quando este tem essas
restrições externas, acaba sendo ainda mais ineficiente do que já era antes das
sanções”, analisa. Essas áreas configuram as necessidades básicas para a condição
humana, profundamente afetadas pelos recentes terremotos.
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De Obama a Trump
As
sanções mais pesadas dos Estados Unidos à Venezuela começam em 2015, em pleno
movimento migratório no contexto de prisão de opositores, repressão e protestos
contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo Pedroso, “à época, o presidente dos
Estados Unidos (Barack Obama, 2009-2017) assinou uma ordem executiva
classificando a Venezuela como uma ameaça à segurança nacional”, frisa.
Ainda
segundo a professora, inicialmente, a coerção atinge a alta cúpula do chavismo
e as reservas internacionais venezuelanas em bancos estadunidenses. A suposta
motivação seria “estrangular financeiramente o regime, entendido como violador
de Direitos Humanos”, complementa.
O
recrudescimento veio em 2019, no primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021),
com a inclusão de outros setores econômicos nas restrições operacionalizadas
pelo Departamento do Tesouro, medida “crucial para a retração de mais de 99% do
PIB da Venezuela em um momento crítico: a pandemia de covid-19”, pondera a
professora da Unifesp.
As
medidas atingem o comércio do petróleo, principal produto de comercialização
entre os dois países. “Com isso, o principal mercado consumidor e também
refinador do petróleo cru venezuelano praticamente se fechou, obrigando o país
a fortalecer outras parcerias, como com a China e a Rússia, mas também Irã
(outro país fortemente sancionado) e Turquia”, detalha a pesquisadora.
No
Governo Biden, as sanções assumiram papel de moedas e troca, favorecendo
interesses econômicos – pressão pela queda de Maduro –, e para aquisição de
maior quantidade de petróleo. De volta ao poder, Trump retomou diversas sanções
e “aplicou tarifaços primários, voltados à Venezuela, e secundários, atingindo
países que compram petróleo do país chavista”, lembrou a professora.
A
pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em relações Internacionais da Universidade
de São Paulo (NUPRI–USP) e professora de Relações Internacionais da Fundação
Armando Álvares Penteado (FAAP), Marsílea Gombata, diz que “há uma discussão se
elas [as sanções] são eficazes ou não”.
De
forma imediata, prossegue, quem sofre as consequências são “as pessoas mais
pobres, que dependem de um estado de bem estar social”, destaca. “As sanções de
2019 tiveram o objetivo de forçar o Maduro a sair, mas não aconteceu, faz
sentido continuar?”, questiona.
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Visita da ONU
A
Relatoria Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos
Humanos, comandada por Alena Duha concluiu que a escalada dessas sanções
implicou na piora das condições humanitárias da Venezuela.
Após
uma visita de doze dias ao país, Alena Duha realizou um estudo que “o amplo
programa de sanções contra a Venezuela teve efeito devastador sobre as
condições de vida de toda a população”, resume um artigo publicado na
organização Progressivo Internacional.
O
estuda destaca, ainda segundo o mesmo site, o impacto das sanções na perda de
receita do país, essencialmente oriundas da comercialização do petróleo,
danificando “os sistemas públicos de eletricidade, gás, água, transporte,
telefonia e comunicação, bem como escolas, hospitais e outras instituições
públicas”.
A ONU
prevê que sejam necessários 6,7 bilhões de dólares para reconstruir as áreas
afetadas pelos terremotos. O órgão vem prestando socorro emergencial às
vítimas, no entanto, a ajuda estrutural em longo prazo, avalia Gombata, deve
depender dos Estados Unidos.
“Eu
acho que a gente vai ver os Estados Unidos muito proativamente trabalhando
nisso. Tudo o que é decidido na Venezuela agora tem forte influência dos
Estados Unidos”, diz
O
sociólogo, economista político, ex ministro da Economia e professor da
Universidade Central de Venezuela, Luis Salas Rodriguez explica que “a Agência
de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, por sua sigla em
inglês) liberou uma autorização para transações de ajuda humanitária e até
montaram uma grande resposta, o que é meio atípico”.
No
entanto, Salas afirma que ainda há entraves em operação como “pagamento de
equipe, importação, então o dinheiro e o material chegam mais devagar do que
deveriam, e provavelmente, conforme o tempo passar, tenderão a diminuir
novamente”, conclui.
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‘Caminho da recuperação’
Salas
considera que a Venezuela necessita de mais ajuda internacional – eliminação
das sanções – para que possa comercializar livremente. “Enquanto essa situação
persistir, continuará sendo a principal limitação para o desenvolvimento do
país, que já estava progredindo em condições normais”, diz.
Para o
especialista, “o caminho de recuperação seria a eleição de um governo com
legitimidade, a saída das sanções e, portanto, maior acesso a financiamento
multilateral”, junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial e a
normalização da vida institucional do país”, analisa.
Após o
sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, as empresas
estadunidenses retomaram os negócios com a estatal venezuelana Petróleos da
Venezuela (PDVSA). Diante da devastação promovida pelos terremotos, deve levar
um tempo até que comecem a ser fornecidos os 50 milhões de barris de petróleo
prometidos aos Estados Unido.
Essa
reaproximação forçada pela invasão à Venezuela, vai na contramão do que Maduro
havia feito. “Toda a lei de hidrocarbonetos foi praticamente toda revertida,
tudo que Chávez havia feito, a Delcy desfez”, observa a professora Marsílea
Gombata.
Gombata
pondera que a indústria petroleira “depende de muito investimento”. “E se você
ficar apenas explorando o que já existe, essa fonte vai secar em algum
momento”, alerta a pesquisadora.
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Contexto eleitoral
Quanto
à antecipação de eleições, o professor Rodrigo Pedrosa Lyra, do Departamento de
Ciência Política da UFPE, diz achar “pouco provável que o terremoto force
eleições no curto prazo”.
Ele
avalia que diante de uma catástrofe como essa, “o reflexo do poder instalado
costuma ser o oposto ao de acelerar eleições”, observa.
“O
timing eleitoral já era a grande disputa antes porque a Maria Corina (Machado,
líder opositora) falava em nove a dez meses (até novas eleições), os
norte-americanos vinham sinalizando para 2027, e a Delcy respondia com um
“algum dia” e (Diosdado) Cabello (ministro do Interior) com um ‘quando chegar a
hora’”, resume.
Independente
de quando o pleito vai acontecer, o cenário mostra Delcy contando com o apoio
dos fieis do chavismo, para se viabilizar como candidata da continuidade. Na
oposição, “Maria Corina virou o centro de gravidade da oposição, com os
partidos tradicionais se alinhando atrás dela”.
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Venezuela anuncia campanha para reconstrução de áreas
devastadas pelos terremoto
O mais
recente balanço divulgado pelo governo venezuelano neste último domingo (06/07)
apontou que ao menos 3.342 pessoas morreram em decorrência dos terremotos
ocorridos no país sul-americano em 24 de junho. Além disso, estima-se que
outras 30.300 pessoas seguem desaparecidas nos escombros, enquanto mais de
16.700 foram registradas feridas. O fenômeno também destruiu completamente 200
prédios, e pelo menos 17 mil cidadãos se encontram desabrigados.
No
mesmo domingo, a presidente interina da
Venezuela, Delcy Rodríguez, conduziu uma reunião de alto nível com vice-presidentes
setoriais para avaliar uma resposta abrangente aos terremotos, no âmbito do
projeto “Grande Missão Venezuela Renasce”. A iniciativa foi anunciada neste fim
de semana e é liderada por Jacqueline Faría, tendo como objetivo os esforços
sociais e econômicos para a reconstrução das áreas devastadas.
Até o
momento, foram estabelecidos 79 acampamentos provisórios, com capacidade para
mais de 14.500 pessoas, para abrigar as vítimas que perderam seus lares. Estas
ações fazem parte de medidas anteriores, como a declaração de estado de
emergência nacional, a instalação da Comissão Presidencial para a Avaliação da
Habitabilidade, e a formação do Estado-Maior Geral para Campos Transitórios.
A
partir da iniciativa, Rodríguez anunciou a criação do Fundo Venezuela Renasce,
financiado com recursos que anteriormente haviam sido bloqueados no Fundo
Monetário Internacional (FMI) e em outras entidades internacionais. A verba
será usada exclusivamente para a recuperação de infraestruturas e casas
danificadas. Enquanto isso, será proibida a exportação de materiais
relacionados à construção. “A Venezuela está entrando em um processo de
recuperação de infraestrutura, de habitação”, disse.
Serão
ativados dez motores econômicos estratégicos, incluindo os setores de
construção, banco, farmacêutico e alimentício. O governo também confirmou a
alocação de um bônus mensal para os cidadãos afetados pelos próximos seis
meses.
A
prioridade do governo é, em meio às operações de busca e resgate, integrar a
ajuda humanitária imediata com planos de reconstrução de médio prazo,
aproveitando a liberação de ativos internacionais.
Fonte:
Misión Verdad/Opera Mundi

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