Hipoglicemia
também pode acontecer em quem tem diabetes tipo 2; especialistas explicam por
quê
Muitas
pessoas associam a hipoglicemia apenas ao diabetes tipo 1. No entanto, quem
convive com diabetes tipo 2 também pode apresentar episódios de glicose baixa
durante o tratamento. O risco varia conforme o medicamento utilizado e exige
orientação para que a pessoa reconheça os sintomas e saiba como agir.
Durante
o DiabetesCast, a endocrinologista e pesquisadora Denise Franco e a
nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos explicaram que a
hipoglicemia é definida quando a glicemia fica abaixo de 70 mg/dL. A partir
desse valor, o organismo ativa mecanismos para tentar elevar a glicose e manter
o funcionamento do corpo.
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Hipoglicemia no diabetes tipo 2 depende do tratamento
Segundo
Denise Franco, a hipoglicemia é a mesma independentemente do tipo de diabetes.
O que muda é a forma como ela acontece e os medicamentos envolvidos.
Ela
explica que pessoas com diabetes tipo 2 que utilizam apenas medicamentos que
não provocam hipoglicemia apresentam risco menor. Por outro lado, quem faz uso
de insulina ou de alguns antidiabéticos orais pode desenvolver episódios de
glicose baixa.
A
endocrinologista destaca que o tratamento também influencia a velocidade da
queda da glicemia. Insulinas de ação rápida costumam provocar uma redução mais
intensa em um período curto. Já algumas insulinas basais e determinados
medicamentos podem provocar uma queda mais gradual.
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Falta de orientação dificulta o reconhecimento da hipoglicemia
Para
Denise Franco, um dos desafios está na educação em diabetes. Muitas pessoas com
diabetes tipo 2 recebem poucas orientações sobre hipoglicemia porque existe a
ideia de que esse problema ocorre apenas em quem usa insulina desde o
diagnóstico.
Segundo
a médica, isso faz com que muitos pacientes não saibam identificar os primeiros
sinais da glicose baixa nem entendam quando precisam iniciar o tratamento.
Tarcila
Campos afirma que esse cenário também está relacionado à monitorização da
glicose. Ela explica que algumas pessoas acreditam que não precisam medir a
glicemia porque não utilizam insulina diariamente.
No
entanto, conhecer como o organismo responde aos medicamentos, à alimentação e à
atividade física ajuda a identificar situações que aumentam o risco de
hipoglicemia.
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Exercício físico também pode favorecer a glicose baixa
As
especialistas lembram que mudanças na rotina também podem provocar
hipoglicemia.
Uma
caminhada mais longa, um passeio durante o fim de semana ou qualquer atividade
diferente do habitual pode alterar a glicemia. Por isso, pessoas com diabetes
tipo 2 precisam entender como o tratamento reage diante do aumento da atividade
física.
Tarcila
Campos ressalta que esse conhecimento permite tomar medidas preventivas e reduz
a chance de episódios inesperados. Ela reforça que cada pessoa responde de
forma diferente e deve conhecer o próprio tratamento.
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Quais são os sintomas da hipoglicemia?
Quando
a glicose cai abaixo de 70 mg/dL, o organismo libera hormônios para tentar
aumentar rapidamente esse valor.
Segundo
Denise Franco, essa resposta provoca sintomas como suor, coração acelerado e
sensação de alerta. Algumas pessoas também podem apresentar dificuldade para
falar, mudança de comportamento ou alteração da concentração.
Tarcila
Campos explica que crianças e idosos nem sempre conseguem identificar esses
sinais. Nesses casos, familiares e cuidadores devem observar alterações no
comportamento e, sempre que possível, confirmar a glicemia por meio da
monitorização.
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Tratamento precisa ser feito com carboidrato de rápida absorção
Ao
identificar uma hipoglicemia, o tratamento deve utilizar açúcar de rápida
absorção. Durante o episódio, Denise Franco e Tarcila Campos explicaram que
açúcar, bala comum, refrigerante com açúcar e suco de fruta ajudam a elevar a
glicose com mais rapidez.
Por
outro lado, alimentos como chocolate, leite, queijo, ovos e frutas inteiras não
são as melhores opções nesse momento porque gordura, proteínas e fibras
retardam a absorção do açúcar. Esses alimentos podem fazer parte da alimentação
da pessoa com diabetes, mas não são indicados para corrigir uma hipoglicemia.
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Medo da hipoglicemia pode prejudicar o controle do diabetes
Outro
ponto destacado pelas especialistas é o medo da hipoglicemia. Após um episódio,
algumas pessoas passam a manter a glicose mais alta para evitar novas crises.
Segundo
Denise Franco, esse comportamento pode comprometer o controle do diabetes e
aumentar o tempo com glicemias elevadas. Por isso, episódios frequentes de
hipoglicemia devem ser discutidos com a equipe de saúde para avaliar possíveis
ajustes no tratamento.
Tarcila
Campos também orienta que toda pessoa com diabetes carregue uma fonte de açúcar
de rápida absorção. Além disso, ela reforça que conhecer os sintomas e saber
como agir faz parte do cuidado diário, independentemente do tipo de diabetes.
Fonte:
Um Diabético

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