O
bom combate
O site
A Terra é Redonda desempenha um papel importantíssimo ao promover o bom
combate, abrindo espaço para o “fogo amigo”, mesmo que cause desconforto
intelectual àqueles que são aliados. Afinal, o conhecimento sobre o real é uma
construção coletiva, portanto, colaborativa, necessitando, apenas, que certos
pressupostos sejam garantidos: rigor, método, objetividade dos fatos
histórico-sociais, radicalidade (ir até a raiz dos problemas, fazendo as
mediações necessárias entre o micro e macrossocial, considerando as
contradições da realidade, suas permanências e mudanças), análise de conjunto
da totalidade social e honestidade para dizer de onde se situa. Ainda que seja
o sujeito que conheça, o conhecimento é condicionado historicamente, daí a
materialidade do real. Logo, a subjetividade é objetivada.
Tendo
por princípio o bom combate e o fogo amigo, permito-me trazer e compartilhar
algumas ponderações visando acrescentar mais munição para a discussão, reflexão
e posicionamento perante algumas das questões aventadas. Para isso, irei tomar
emprestada algumas assertivas de Daniel Afonso da Silva “Notas sobre as
universidades públicas”; Thiago de Araújo Pinho “Em defesa do
anti-identitarismo”, Felipe de Sena e Silva “Uma reflexão sobre o Manifesto” –
todos postados em 2026 no site A Terra é Redonda – e como não poderia faltar, o
próprio “Manifesto pelo pluralismo e pela liberdade de cátedra”.
Iniciamos
com Daniel Afonso da Silva, um dos professores assinantes do manifesto. A certa
altura, afirma: “Salvo ilhotas de ar puro, as universidades brasileiras –
especialmente em seus nichos de Ciências Humanas e Humanidades –
transformaram-se em lugares inóspitos e irrespiráveis”. Todos os espaços e
instituições sociais são condicionados pelo modo de vida societal, refletindo
nos seus intramuros o que acontece no extramuros. Os espaços institucionais das
universidades públicas não seriam exceção. O que se vive dentro deles é o que
se vive fora deles.
Por
isso mesmo, a materialidade do real depõe contra a impressão de Thiago de
Araújo Pinho, que diz não acreditar “que existe nas universidades uma
perseguição de professores pelo identitarismo. Sem dúvida, casos específicos
existem, mas oferecer esse cenário como uma regra absoluta é um exagero
absurdo”.
Em
momento algum, se está insinuando tratar-se de uma hegemonia (“uma suposta
tomada da universidade pelos identitários”, como diz Pinho), mas sim da
presença e atuação desses grupos nas universidades, agindo mais pelo fígado do
que pelo cérebro, mais pelo julgamento moral do que pela análise das
determinações e contradições histórico-sociais do real, sem utilizar do rigor,
do método e da radicalidade científica para realizar as mediações necessárias,
investigar e se aproximar da verdade.
Muitos
desses grupos, histórica e socialmente, correspondem a “vozes nunca escutadas
anteriormente, tidas como incapazes, ruídos inescrutáveis, corpos não
reconhecidos, experiências descartadas, quando não patologizadas e
criminalizadas, e que agora são legítimas de reconhecimento, participação e
consideração nas inúmeras arenas de embate”, como enfatiza Marco Aurélio Máximo
Prado.
Contudo,
é preciso questionar e refletir sobre o móvel de alguns desses protestos, assim
como as atitudes e condutas assumidas e manifestadas, pautadas em dissonância
cognitiva, deturpações, tergiversações, idiossincrasias, manuais de militância,
como também naquilo que é considerado “politicamente correto”, tornado um “novo
par de algemas”.
O
fígado sobrepuja e soterra o cérebro. Não se dialoga, parte-se logo para a
difamação porque acredita-se ter sido agredido de alguma forma (pessoal,
moralmente).
Em
parte, os próprios intelectuais progressistas e das esquerdas contribuíram para
este fato ao silenciar perante as situações ocorridas, relevando por tratar-se
de dar voz e expressão àqueles(as) que foram oprimidos, massacrados e calados
por décadas, o que é fato inconteste. O problema não está em garantir voz e
expressão, mas sim tomar cuidado para que essas vozes e expressões, por falta
de conhecimento rigoroso, metódico, histórico, social, sistemático, radical e
de conjunto da totalidade social não acabem promovendo a outros o que foi feito
com eles(as) mesmos(as) no passado recente.
Daniel
Afonso da Silva tem razão ao dizer que devido, em grande medida, ao
silenciamento dos intelectuais “a tentação identitária foi se impondo.
Afirmando-se como regra mental e moral de ação e conduta”.
A
assertiva de Daniel Afonso da Silva contrasta com a de Marco Aurélio Máximo
Prado. Este último denomina de “comunidade ressentida” os próprios pares que
escreveram o Manifesto pelo Pluralismo e pela Liberdade Acadêmica, sustentando
que pregam um “pluralismo desencarnado”, entendido como “um debate de ideias
não ancorado na responsabilidade histórica e social (…), de modo que “agem como
identidades feridas, depurando termos à luz de seus próprios interesses e se
apresentando como vítimas de ataques, pois se entendem como ‘iluminados da
liberdade acadêmica’. (…) [Trata-se de] opinião constituída e movida pela
melancolia da ferida e pelo ressentimento”.
Pelo
teor da crítica de Prado, por utilizar as expressões “Estado Democrático de
Direito”, “cidadania”, “pluralismo”, “igualdade e democracia constitucional” é
possível identifica-lo como sendo do campo “progressista” e não do campo
revolucionário. Entretanto, sua contraposição precisa ser iluminada pelo
conteúdo que critica, o Manifesto. Embora o documento apresente alguns
problemas, ao lê-lo é inegável que os(as) redatores fizeram a defesa da voz,
manifestação e liberdade de expressão desde que fundamentadas racional e
cientificamente, ainda mais por se tratar de espaço acadêmico de
transmissão-assimilação de conhecimento histórico, científico, filosófico,
artístico, cultural que é patrimônio histórico-cultural da humanidade, e não de
“iluminados” com “ideia (…) cinicamente iluminada de liberdade” (Marco Aurélio
Máximo Prado).
Citando
o próprio Manifesto: “o pluralismo não significa que qualquer afirmação é
válida. O questionamento a consensos estabelecidos deve ser mediado pelo método
científico e pela argumentação honesta”. Logo, o método científico é indutivo
(objetivo, parte do empírico) e não dedutivo (hipotético, dando vazão a
“opiniões”), isto significa que necessariamente é histórico-social e a
historicidade dos fatos e fenômenos é imanente e garante de sua legitimidade.
Tal
pluralismo também deve ter a “capacidade de engajar o dissenso de forma
rigorosa”, e o rigor, na produção científica, significa a produção de um
conhecimento sistemático, metódico, superando a sabedoria popular, o senso
comum, a doxa (opinião) e mesmo a sophia (vivência/experiência). De antemão,
frisa-se: não se trata de negar, negligenciar ou desvalorizar as vivências, as
práticas sociais, as experiências dos indivíduos sociais, ao contrário,
parte-se delas para poder ir além delas, isto é, compreender como são
engendradas, quais as determinações que as condicionam, por quais razões,
estabelecendo os nexos entre as diferentes esferas da realidade: singular,
local, particular, universal; regional, nacional, internacional. Só assim é
possível ir além “do empirismo sem consequências”, partindo dos fatos para
poder ir além deles, usando-os “como andaimes para o conhecimento das leis mais
gerais do desenvolvimento da sociedade”, como alerta Clóvis Moura (1978, p.
29).
Na
verdade, a qualificação dos(as) signatários(as) do Manifesto feita por Marco
Aurélio Máximo Prado, através de predicativos como: “comunidade ressentida”,
indivíduos tomados por “melancolia”, “elite intelectual e iluminada” que
“promove a ‘opinião’ como direito absoluto e irredutível” também pode ser
aplicada aos coletivos e grupos da perspectiva reparadora, que não é capaz de
entender que uma discussão, um debate histórico-social-científico sobre as
questões, problemas sociais candentes, não têm um vencedor ou um perdedor
imediatamente transformado em inimigo a ser odiado, mas sim o convencimento e
persuasão pela capacidade de desvendar e se aproximar, adequada e
apropriadamente (histórica-socialmente), da verdade objetiva (que não é neutra)
da realidade.
O
acerto de Prado é apontar que não há neutralidade possível na produção
científica, assim como, acrescentamos nós, em qualquer produção humana enquanto
estivermos vivendo em sociabilidades desiguais, cujos modos de produção da vida
social estejam estruturados/organizados a partir das desigualdades sociais da
produção social da riqueza e sua apropriação privada. Enquanto essa situação
histórico-social perdurar, “a tomada de partido não é, necessariamente, um
obstáculo para a compreensão científica da realidade. Pelo contrário, desde que
assumida a perspectiva da classe que, naquele momento histórico, fundamenta o
padrão cognitivo mais elevado possível, a tomada de partido se revela uma
condição positiva e imprescindível para a elaboração do conhecimento científico”.
A
pergunta a ser feita em relação aos posicionamentos, às concepções de mundo em
disputa e suas proposições é: qual delas é capaz de transcender os interesses e
necessidades de grupos, segmentos e classes e se colocar em prol dos interesses
e necessidades de todos os seres humanos (sócio-humano-genéricos), para além de
todos os marcadores sociais, priorizando a criação das condições materiais de
existência isonômicas para todos a fim de que possam desenvolver suas
habilidades e potencialidades conforme as possibilidades historicamente postas
pelo desenvolvimento efetivo das forças produtivas alcançadas ao longo da
história humana, superando o reino da necessidade e instaurando o reino da
liberdade (emancipação humana, liberdade universal, ou na terminologia
socrática, platônica e aristotélica, o bem comum e a vida boa) para todos,
porque socialmente pressuposta?
A
classe capitalista, e todas as frações que a compõe, jamais radicalizarão as
reformas progressistas a ponto de verem ameaçada a sua própria posição
política, econômica, social e ideológica. Dentro do “Estado Democrático de
Direito”, por excelência burguês, logo liberal, porque um Estado do capital
(preocupação central é garantir a valorização do valor) e um Estado capitalista
(por sua finalidade, termina beneficiando a classe capitalista, seu séquito e
suas personificações), algo elucidado por Friedrich Engels em A Origem da
Família, da Propriedade Privada e do Estado e Anti-Duhring (2015), todas as
reivindicações, todos os “direitos”, a própria “cidadania” têm limites claros,
demonstrando a incapacidade do capital em se reformar estruturalmente.
“Cidadania”
é própria de indivíduos sociais cindidos em duas vidas: uma pública e outra
privada, como analisado por Marx em Sobre a Questão Judaica, deixando de ser um
ser integral. Daí a necessidade de superá-la. Quanto aos “direitos”, provém de
nossa sujeição ao Estado de Direito, logo, ao fato de sermos sujeitos
assujeitados. Assim, deve-se decodificar a expressão “sujeito de direitos” para
alcançar seu verdadeiro significado: “sujeitos do direito”, sem nenhuma
autodeterminação.
Se a
produção científica não é neutra, por outro lado ela é objetiva, ainda que seja
a subjetividade que dê voz ao mundo, que é mudo. Porém, mesmo mudo ele tem
propriedades materiais, objetivas que permitem sua tradução. Decorre daí que a
subjetividade precisa ser objetivada, ou seja, a objetividade do mundo é que
orienta a apropriação, assimilação, aproximação e adequação da captura do real
pela subjetividade. Isto é que permite dizer se a nossa apropriação do real é a
mais aproximada e adequada (razoável) possível. Como diz Lukács aqueles que
“conseguindo captar – mesmo que aproximadamente – o inesgotável dinamismo do
mundo, sabem evoca-lo em termos adequados”.
A
relatividade do conhecimento não diz respeito à negação da verdade objetiva,
mas evidencia a “condicionalidade histórica dos limites da aproximação dos
nossos conhecimentos em relação a esta verdade” (Lênin). Por isso as condições
e circunstâncias histórico-sociais das situações concretas experenciadas e
vividas são elementos essenciais para a retotalização das múltiplas
determinações contidas nos fatos da realidade, nos problemas sociais
enfrentados. De modo que “o caráter aproximativo não conduz a uma postura
cética e relativista, mas ratifica a historicidade constitutiva de todo ser
existente: o mundo natural, o ser social e suas objetivações” (Della Fonte).
Isto significa que o mundo não é “interpretação da interpretação”, discursos
que se contrapõem, narrativas plurais…
Tudo
isto pode contribuir para que se chegue à conclusão de que as universidades
“públicas”-estatais, assim como todas as instituições educativas/culturais,
precisam garantir, impreterivelmente, a defesa e sustentação da verdade
objetiva e de sua busca, “doe a quem doer”, posicionando-se a partir do
critério exposto por Ivo Tonet, que é ao lado daqueles(as) que “fundamentam o
padrão cognitivo mais elevado possível” para os interesses e necessidades do
gênero humano.
Isto
não pode ser distorcido e lido/entendido como querer ser o “dono da razão”, o
“iluminado”, o “superior”, ou qualquer outra tergiversação de que se valha quem
discorde. A discordância tem que ser honesta intelectualmente, provando e
comprovando, com fatos histórico-sociais, de maneira rigorosa, sistemática,
metódica, científica, que não se trata do padrão cognitivo mais elevado
possível.
Há,
portanto, critério para definir qual de nós está com a razão histórico-social
objetiva, subjetivamente objetivada – e aqui me refiro à razão
histórico-social-rigorosa-radical, capaz de pensar a realidade por contradição,
estabelecendo as mediações entre os fatos histórico-sociais, entre suas
diferentes instâncias (singular, particular, universal), considerando suas
múltiplas determinações e tendo sempre como horizonte a emancipação humana (fim
de todas as formas de opressões, dominação, exploração de um ser humano por
outro).
Um
outro aspecto ressaltado por Felipe de Sena e Silva é que a divulgação do
Manifesto no momento atual pode se tornar um “tiro pela culatra”, munindo a
extrema-direita para os ataques às esquerdas e aos progressistas no pleito
eleitoral que se aproxima. Ao iniciar este escrito, mencionei que o que vem
acontecendo nas universidades é reflexo do que acontece no seu extramuros, na
sociedade.
Sendo
assim, precisa sim ser analisado, discutido, refletido por aqueles(as) que a
integram: estudantes, pesquisadores(as), professores(as)/educadores(as),
técnicos(as), servidores(as) em geral (terceirizados: segurança, limpeza,
alimentação, manutenção, etc.).
O
manifesto publiciza o mal-estar instaurado nos ambientes universitários nos
últimos tempos. Apesar de seus problemas está instando o debate e reflexão
entre os(as) profissionais e trabalhadores da educação. Esse é seu grande
feito. Recordo quando a estátua do “bandeirante” Borba Gato (os bandeirantes
foram responsáveis pelo assassinato, estupro, torturas e outras atrocidades
contra os povos indígenas e africanos no período da interiorização da
colonização), em São Paulo, foi incendiada pelos membros do movimento da
revolução periférica. O feito e fato acendeu o debate nos meios de comunicação
e bateram recorde nas mídias digitais. Com isso, eles pautaram o debate público
por cerca de três meses.
Parece
que o Manifesto está tirando os(as) profissionais e trabalhadores(as) da
educação da invisibilidade e expondo um de seus problemas, já que há vários,
igualmente periclitantes, como é o caso dos cortes orçamentários. Por isso,
entendo ser benéfico e necessário, até mesmo porque vem sendo motivo de muita
dor de cabeça e adoecimentos emocionais.
Reitero,
novamente, que isto se replica em outros espaços sociais. “Lugar de fala”,
infelizmente, está sendo usado como um dado proibitivo, definindo quem pode ou
não falar, a depender da cor da pele, do sexo, da sexualidade, da
nacionalidade, etc., como explicado por Rita Von Hunty/Guilherme Terreri. Em
contraposição, “lugar de fala” corresponde ao lado que a pessoa se posiciona
para falar: da perspectiva do capital ou da perspectiva do trabalho? Se é da
perspectiva do trabalho, de modo reparador/reformista/progressista ou de
transformação social radical/revolucionária? Defendendo os interesses e
necessidades de grupos, segmentos, classe ou os interesses e necessidades do
gênero humano, para além dos grupos, segmentos, classes e todas as formas de
marcadores sociais? Eis uma das razões de ao invés de Djamila Ribeiro optar por
Audre Lorde, pois fundamenta o padrão cognitivo mais elevado possível, algo que
Ribeiro não alcança.
Continuando,
Marco Aurélio Máximo Prado ao fazer a contraposição ao Manifesto, diz que seus
signatários são “identidades feridas, depurando termos à luz de seus próprios
interesses e se apresentando como vítimas de ataques”, e enquanto “comunidade
do ressentimento não age: ela reage, imputa e acusa”. Pergunto: trata-se,
mesmo, de uma “comunidade ressentida”? Muitas das questões que colocam não são
factuais? Engels dizia que contra os fatos não há tergiversações possíveis. E,
indubitavelmente, os fatos existem.
Ao
tempo que estou redigindo esta reflexão, uma nova matéria é publicada no site A
Terra é Redonda, de Alípio de Souza Filho, outro assinante do Manifesto: “O
crepúsculo da razão acadêmica – o ativismo identitário e a dissolução dos
critérios científicos”. Parece que o vespeiro foi cutucado, e é preciso
cutuca-lo mesmo para “depurá-lo”, termo usado por Franz Fanon, isto porque
“antes de enveredar por uma voz positiva, cabe à liberdade um esforço prévio de
desalienação”. Afinal, “é por meio de um esforço de resgate de si mesmo e de
depuração, é por meio de uma tensão permanente da sua liberdade que os seres
humanos podem criar as condições ideais para a existência de um mundo humano.
Superioridade? Inferioridade? Por que não tentar simplesmente tocar o outro,
sentir o outro, revelar-me o outro?”.
A
“depuração” exigirá tempo porque a contaminação é quase generalizada. Frise-se
aqui o quase! Muitos(as) temem expor, racional e cientificamente, seu
posicionamento com receio de ficar mal perante os pares e a comunidade
acadêmica. É preciso coragem, e não é pouca! Particularmente, embora o
Manifesto traga à lume um problema real, não o assinarei, dado que há aspectos
e questões equivocadas. Neste ponto, causou surpresa constatar que o professor
Ricardo Antunes, pesquisador e autor renomado, tenha assinado. Gostaria muito
de ler sua réplica às críticas que vem sendo tecidas, como a de Marco Aurélio
Máximo Prado, sobre o teor do Manifesto.
De toda
forma, continuemos cultivando o bom combate, ele é extremamente necessário
nesses tempos que deixaria a própria “barbárie social” sobressaltada e
boquiaberta. Talvez por isso, István Mészáros tenha dito, ao se referir a frase
de Rosa Luxemburgo: “socialismo ou barbárie”, barbárie se tivermos sorte!
Fonte:
Por Iael de Souza, em A Terra é Redonda

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