Quanto
de açúcar usar para tratar uma hipoglicemia em pessoas com diabetes?
Especialistas explicam
Quem
convive com diabetes sabe que a hipoglicemia exige uma ação rápida. No entanto,
uma dúvida frequente é quanto açúcar usar para corrigir a glicose baixa.
Segundo a endocrinologista e pesquisadora Denise Franco e a nutricionista e
educadora em diabetes Tarcila Campos, a quantidade faz diferença para recuperar
a glicemia sem consumir mais açúcar do que o necessário.
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Quanto açúcar usar para tratar uma hipoglicemia?
De
acordo com as especialistas, adultos costumam precisar de cerca de 15 gramas de
carboidrato de rápida absorção quando a glicemia está abaixo de 70 mg/dL.
Essa
quantidade pode ser obtida com alimentos que contenham açúcar simples, como
sachês de açúcar, balas comuns, torrões de açúcar, refrigerante comum ou suco
de fruta.
Durante
o DiabetesCast, Denise Franco explicou que a glicose não sobe imediatamente
após o consumo. Em média, o açúcar leva cerca de 15 minutos para chegar à
corrente sanguínea. Já no sensor de glicose, essa resposta pode demorar até
meia hora para aparecer.
Por
isso, a orientação é aguardar esse intervalo antes de pensar em uma nova
correção.
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Classificação da hipoglicemia ajuda a identificar riscos
A
divisão em níveis permite compreender a progressão da hipoglicemia e facilita a
tomada de decisão no dia a dia. No entanto, cada fase apresenta sinais
específicos e exige atenção.
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A quantidade muda para crianças?
Sim.
Segundo Tarcila Campos, o tratamento deve considerar o peso da criança. A
recomendação apresentada durante o episódio é utilizar cerca de 0,3 grama de
açúcar simples por quilo de peso. Na prática, crianças menores costumam
precisar de aproximadamente cinco gramas de açúcar, mas a quantidade deve ser
individualizada. Os sachês de açúcar facilitam esse cálculo, pois cada unidade
costuma conter cerca de cinco gramas.
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Qual açúcar funciona mais rápido?
As
especialistas explicam que a prioridade é escolher alimentos com açúcar de
rápida absorção.
O
açúcar puro pode ser consumido diretamente ou dissolvido em água. Segundo
Tarcila Campos, essa é uma das opções mais eficientes porque o organismo
absorve o açúcar rapidamente.
As
balas comuns também podem ser utilizadas. Cada unidade contém, em média, cinco
gramas de carboidrato. Os torrões de açúcar também são uma alternativa.
Refrigerante
comum e suco de fruta aparecem como opções quando fornecem a quantidade
necessária de carboidrato. No caso do suco, a orientação é consumir
aproximadamente 150 ml.
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Por que não exagerar na quantidade?
Quem
passa por uma hipoglicemia costuma ficar ansioso até ver a glicose subir. No
entanto, Denise Franco alerta que consumir açúcar em excesso pode fazer a
glicemia aumentar além do necessário.
Além
disso, o sensor demora mais tempo para mostrar a recuperação da glicose. Essa
diferença pode levar a pessoa a acreditar que o tratamento não funcionou,
quando, na realidade, o açúcar ainda está sendo absorvido.
As
especialistas reforçam que o tempo faz parte do tratamento e que é importante
aguardar antes de repetir a correção.
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Nem todo alimento é indicado para tratar a hipoglicemia
Embora
muitas pessoas recorram ao chocolate, essa não é a melhor escolha. Segundo
Tarcila Campos, alimentos ricos em gordura, como bombons, retardam a absorção
do açúcar.
O mesmo
acontece com leite, queijo, ovos, pão e frutas inteiras. Esses alimentos podem
fazer parte da alimentação da pessoa com diabetes, mas não oferecem a rapidez
necessária para corrigir uma hipoglicemia.
As
especialistas orientam que pessoas que utilizam insulina carreguem sempre uma
fonte de açúcar de rápida absorção. Dessa forma, o tratamento pode começar
imediatamente quando a glicose cair.
• O que comer no café da manhã?
Nutricionista explica
Receber
o diagnóstico de diabetes costuma ser acompanhado por uma enxurrada de dúvidas.
Entre elas, uma das mais comuns aparece logo no início do dia: o que posso
comer no café da manhã?
Para
muitas pessoas, o medo é de que alimentos tradicionais, como pão francês,
frutas ou até o cafezinho da manhã, precisem ser eliminados da rotina. Mas essa
não é a realidade.
Durante
um episódio do DiabetesCast, a nutricionista Tarcila Campos, mestre em Ciências
da Saúde e especialista em educação em diabetes, explica que a alimentação deve
ser reorganizada, e não transformada em uma lista de proibições.
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O pão francês está proibido?
Segundo
a especialista, um dos maiores erros é acreditar que o diagnóstico obriga a
excluir completamente determinados alimentos.
“O que
a gente faz é adaptar a refeição. Não precisa tirar o pão. Muitas vezes basta
combinar esse alimento com uma fonte de proteína e ajustar a quantidade”,
explica Tarsila durante o episódio.
Isso
acontece porque o pão francês é rico em carboidratos de rápida absorção, que
podem elevar a glicose mais rapidamente. Entretanto, quando consumido junto com
alimentos ricos em proteínas, como ovos ou queijo, essa absorção tende a ser
mais lenta.
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O ovo pode fazer diferença?
Durante
a conversa, a nutricionista recomenda acrescentar proteínas ao café da manhã
sempre que possível.
Na
prática, isso significa que um pão francês acompanhado de ovos mexidos pode ser
uma escolha mais equilibrada do que consumir apenas o pão.
As
proteínas ajudam a aumentar a saciedade e diminuem a velocidade com que o
carboidrato é absorvido pelo organismo, reduzindo o risco de grandes picos de
glicemia após a refeição.
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Fruta pode no café da manhã?
Outra
dúvida frequente é sobre o consumo de frutas.
Segundo
Tarcila Campos, não existe fruta proibida para quem vive com diabetes tipo 2.
O ponto
mais importante é observar:
• quantidade consumida;
• combinação com outros alimentos;
• resposta individual da glicose.
Ela
explica que uma fruta consumida sozinha pode provocar um comportamento
diferente da glicemia quando comparada à mesma fruta ingerida junto com iogurte
natural ou outra fonte de proteína.
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Cuscuz, tapioca ou pão: qual é a melhor opção?
No
episódio, a nutricionista reforça que não existe um alimento perfeito para
todos.
Ela
cita o exemplo do cuscuz de milho, alimento tradicional em diversas regiões do
Brasil, especialmente no Nordeste.
Por ser
um alimento minimamente processado, o cuscuz pode ser uma excelente opção no
café da manhã quando acompanhado por proteínas, como ovos, queijo ou frango
desfiado.
Já a
tapioca também pode fazer parte da alimentação, mas algumas pessoas apresentam
uma resposta glicêmica maior após seu consumo.
É
justamente por isso que a alimentação deve ser personalizada.
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O segredo está na combinação dos alimentos
Uma das
principais mensagens do episódio é que olhar apenas para um alimento
isoladamente pode levar a conclusões equivocadas.
Mais
importante do que perguntar se determinado alimento “pode” ou “não pode” é
entender como aquela refeição é composta.
Uma
combinação equilibrada costuma incluir:
• uma fonte de carboidrato;
• uma fonte de proteína;
• quando possível, fibras.
Esse
conjunto favorece uma absorção mais lenta da glicose e pode melhorar o controle
glicêmico ao longo da manhã.
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Vale a pena medir a glicose depois do café da manhã
Outro
ponto destacado pela nutricionista é a importância da monitorização da glicose.
Seja
por meio do glicosímetro ou do sensor de glicose, acompanhar os níveis antes e
cerca de duas horas após a refeição permite identificar como cada organismo
responde aos alimentos.
Essa
informação ajuda médicos e nutricionistas a personalizar a alimentação,
evitando restrições desnecessárias.
A
própria especialista destaca que duas pessoas podem comer exatamente o mesmo
café da manhã e apresentar respostas glicêmicas completamente diferentes.
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O maior erro é acreditar que existe uma dieta única
Para
quem acaba de receber o diagnóstico, a mensagem mais importante talvez seja
esta: não existe uma alimentação igual para todas as pessoas com diabetes tipo
2.
Idade,
peso, rotina, medicamentos, prática de atividade física e até fatores hormonais
influenciam a resposta do organismo.
Por
isso, estratégias que funcionam para um paciente podem não produzir o mesmo
resultado em outro.
O
objetivo do tratamento nutricional não é retirar o prazer de comer, mas
encontrar um padrão alimentar que seja saudável, sustentável e compatível com a
realidade de cada pessoa.
Fonte:
Um Diabético

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