quarta-feira, 8 de julho de 2026

De pescador a pastor: caminhos inusitados de ex-jogadores de Copa após aposentadoria

Disputar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador. Atualmente, os altos salários do futebol permitem que muitos atletas encerrem a carreira com estabilidade financeira. Mas essa realidade nem sempre existiu.

Ao longo da história, diversos jogadores — inclusive campeões mundiais — precisaram buscar novos caminhos depois de pendurar as chuteiras. Alguns mudaram de profissão por necessidade; outros aproveitaram a aposentadoria para investir em antigos interesses ou descobrir novas vocações. A informação é do jornal O Globo.

>>>> Confira histórias de ex-atletas que trocaram os gramados por ocupações bem diferentes:

<><> Ray Wilson, agente funerário

Titular da Inglaterra na campanha do título da Copa de 1966, Ray Wilson disputou todas as partidas da equipe e levantou a taça em Wembley após a vitória sobre a Alemanha Ocidental. Ao encerrar a carreira, em 1971, abriu uma funerária, negócio que administrou por mais de duas décadas. Ele morreu em 2018, aos 83 anos, em decorrência do Alzheimer.

<><> Wilson Piazza, empresário do setor de combustíveis

Campeão mundial com a seleção brasileira em 1970 e ídolo do Cruzeiro, Piazza se aposentou em 1979. Depois de atuar como sindicalista em Belo Horizonte, passou a investir no ramo de combustíveis e tornou-se proprietário de uma rede de postos.

<>< Fábio Coentrão, pescador

Presente nas Copas de 2010 e 2014 por Portugal, Fábio Coentrão encerrou a carreira em 2021, após passagem pelo Rio Ave. Em vez de permanecer no futebol, decidiu seguir a tradição da família e trabalhar como pescador.

“A vida no mar não é motivo de vergonha. É um trabalho como qualquer outro. Sempre soube que o futebol teria um fim e que precisaria seguir outro caminho. Minha felicidade está neste barco”, afirmou ao canal Empower Brands.

<><> Tim Wiese, lutador

Reserva de Manuel Neuer na seleção alemã durante a Copa de 2010, Tim Wiese deixou o futebol quatro anos depois. Em 2016, estreou como lutador profissional na WWE, adotando o apelido de “A Máquina”.

<><> Taribo West, pastor

Destaque da Nigéria nas Copas de 1998 e 2002, Taribo West também defendeu clubes como Inter de Milão e Milan. Após a aposentadoria, tornou-se pastor e fundou a própria igreja em 2014.

“Tive um encontro pessoal com Deus”, declarou o ex-zagueiro.

<><> Gabriel Batistuta, fazendeiro e golfista

Um dos maiores artilheiros da história da Argentina, Gabriel Batistuta disputou três Copas do Mundo, entre 1994 e 2002. Depois de deixar o futebol, administrou uma construtora e passou a se dedicar à fazenda da família, onde cria cavalos e gado. Paralelamente, tornou-se jogador de golfe e participa de torneios da modalidade.

<><> Stéphane Guivarc’h, vendedor de piscinas

Campeão mundial com a França em 1998, Stéphane Guivarc’h encontrou uma nova carreira no setor de piscinas após encerrar a trajetória como jogador, em 2002. O convite veio de um amigo proprietário de uma empresa de encanamento.

“Ele queria criar um setor de piscinas e precisava de um representante comercial. Eu estava desempregado e aceitei. Dezessete anos depois, continuo trabalhando com ele”, contou.

<><> Félix, vendedor de automóveis

Goleiro da seleção brasileira campeã do mundo em 1970, Félix chegou a ser dono de concessionárias de automóveis nos anos 2000. Mais tarde, porém, deixou o comércio e passou a atuar como coordenador de uma cooperativa de ex-atletas em São Paulo, responsável por acompanhar projetos esportivos da prefeitura.

“Já fui proprietário de oficinas e agências de carro, mas nunca tive muita paciência para o comércio. Gosto mesmo é de futebol”, disse em entrevista ao Globo Esporte.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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